Fevereiro 8, 2017 Atualidade, Opinião
ritarodrigues
Rita Rodrigues

Cada um de nós é único: temos características que nos diferenciam e nos tornam especiais. Somos únicos e especiais e temos que dar valor às coisas que nos distinguem para nos fortalecermos no dia-a-dia, tomarmos decisões, agirmos e sentirmo-nos bem connosco e com os outros.

Porque é que algumas pessoas não conseguem reconhecer o seu valor?

A autoestima sob a perspetiva cognitivo-comportamental tem por objetivo levar o indivíduo a perceber-se como igual aos demais, reformulando conceitos sobre si próprio e assim readaptar o seu comportamento.

Podemos dizer que a autoestima está ligada mais ao que cada um sente e pensa sobre si mesmo, e não tanto sobre o que os outros pensam de nós.

Existem três elementos que podem desenvolver a autoestima: o amor próprio, a visão de si mesmo e a autoconfiança.

O amor-próprio: aceitação dos erros e fracassos, bem como atenção e cuidado com as suas verdadeiras necessidades. É importante sentir-se apreciado pelos outros, mas, principalmente, saber apreciar-se a si mesmo.

 A visão de si mesmo: como temos olhado para nós próprios? Como avaliamos e julgamos as nossas qualidades e defeitos? Para ter uma boa autoestima, precisamos primeiro ter uma boa autoconsciência e conhecer bem os nossos sentimentos, necessidades, objetivos, sucessos e fracassos obtidos. Quando estamos cientes das próprias limitações e pontos fortes, estamos mais preparados para lidar com a vida, pois o desconhecido provoca confusão e insegurança.

A autoconfiança: é o terceiro elemento da autoestima e revela-se importante na promoção da motivação e confiança necessárias para mais facilmente nos envolvermos em atividades novas ou que consideramos especialmente difíceis. Ser confiante é pensar que somos capazes de tomar as decisões adequadas em situações importantes.

Uma dose equilibrada de cada um destes componentes é essencial para obter uma boa autoestima e viver harmoniosamente, e não devemos esquecer que a autoestima é sensível a mudanças e pode ser fortalecida.

 

Por: Rita Rodrigues (Psicóloga e Diretora Técnica da Unidade Paul Adam Mckay da Associação RECOVERY IPSS)

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

*

Últimas de

Ir Para Cima