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Fevereiro 2017

Escuteiros de Silveiros organizam “A Caminho dos 100 Anos”

Atualidade/Concelho/Cultura/Desporto/Educação port

Realiza-se no próximo dia 04 de março (sábado), pelas 14h00, o evento de cariz solidário “A Caminho dos 100 Anos”, organizado por três Caminheiros do Agrupamento de Escuteiros de Silveiros. São eles, Sandra Gomes, João Pedro Gonçalves e Joana Rita Silva.

As atividades decorrerão no Pavilhão Municipal de Barcelos, tendo início marcado para as 14h00. Centrar-se-ão na sensibilização para uma vida mais saudável e para a prevenção de doenças cada vez mais comuns nos dias de hoje.

Desde rastreios cardiovasculares; workshop em suporte básico de vida (pelos B.V. de Barcelos); showcooking de culinária saudável com a Bioparadigma – Clínica de Medicina Integrativa; uma palestra sobre a importância da investigação em doenças cardiovasculares em Portugal, por Mariana Brito, do Iberian Nanotechnology Laboratory; ação de sensibilização para os efeitos do tabaco, com a Enfª Eugénia Almeida; testemunho sobre a importância da investigação científica em doenças cardiovasculares, por Renata Gomes, do King’s College Hospital; aulas de Zumba e de Yoga.

Entretanto, Sandra Gomes, da organização, acedeu a responder a algumas questões que o Barcelos na Hora lhe colocou, para que todos possam compreender melhor quais os objetivos, e não só, deste evento.

Daquilo que depreendemos de um “convite oficial” que visualizámos no Facebook, este evento solidário é organizado pela Sandra Gomes, João Pedro Gonçalves e Joana Rita Silva como “Desafio” para a “Partida dos Caminheiros”. Podem explicar, para leigos, em que consiste essa “Partida”?

O percurso de um Caminheiro, nome dado aos elementos da IV Secção, cujas idades estão compreendidas entre os 18 e os 22 anos, envolve um sistema de progresso que inclui a concretização de vários objetivos em diversas áreas educativas. À medida que estes objetivos vão sendo atingidos, o Caminheiro pode, então, passar para a fase seguinte, começando no Caminho, passando pela Comunidade e pelo Serviço, e terminando, então, na fase da Partida. Nesse momento, é-lhe proposto que se comprometa com uma causa pessoal, um projeto de serviço em prol de uma instituição ou organização à sua escolha. É nesta fase que nos encontramos. Dado partilharmos esta paixão pelo escutismo há mais de uma década e analisando, também, as necessidades do nosso Agrupamento e da nossa comunidade, tornou-se quase que automática a nossa vontade de realizar um Desafio como este em conjunto.

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Agrupamento de Escuteiros 1150 – Silveiros

Para além dessa meta escutista, o evento tem mais objetivos? Quais?

Além da realização do nosso Desafio da Partida, os objetivos a que nos propomos com a realização deste evento solidário são:

-Sensibilizar a população a adotar estilos de vida saudáveis e a controlar os fatores de risco das doenças cardiovasculares;

-Realizar rastreios de controlo dos fatores de risco cardiovascular;

-Angariar fundos para financiamento da investigação científica para acelerar a descoberta de tratamentos inovadores e uma possível cura para as doenças cardiovasculares.

Têm apoios para a organização do “A Caminho dos 100 anos”? Pretendem deixar algum agradecimento?

O evento solidário “A caminho dos 100 anos” conta com a solidariedade de várias empresas e pessoas. Todos os materiais necessários, à exceção dos seguros necessários para a realização do evento nas devidas condições, foram gentilmente cedidos por várias empresas da nossa região, uma vez que privilegiamos a oferta de bens e, não, de contributos monetários. Dada a enorme quantidade de empresas amigas que se associaram ao “A caminho dos 100 anos”, estamos a agradecer diariamente, e de um modo personalizado, na página de Facebook do evento, que será também devidamente assinalado no próximo sábado durante o decorrer do mesmo. No entanto, não podemos deixar de salientar a importante colaboração da Câmara Municipal de Barcelos no que diz respeito à cedência das instalações do Pavilhão Municipal e demais apoio logístico. Do mesmo modo, é importante salientar que todos os convidados que estarão presentes no evento irão fazê-lo de um modo altruísta pelo qual se orienta também o espírito escutista. Ainda assim, não podemos deixar de aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos estes amigos do Agrupamento 1150 – Silveiros e, de um modo muito especial, aos nossos dirigentes e escuteiros que nos têm dado um enorme apoio.

Já agora, porquê “A Caminho dos 100 anos”? Qual o significado?

Esta é, talvez, a questão que tem despertado mais curiosidade mas para nós a decisão mais consensual. “A caminho dos 100 anos” foi uma atividade já realizada pelo nosso Agrupamento no passado, dirigida à comunidade de Silveiros, com vista na adoção de estilos de vida saudáveis que permitissem uma maior longevidade. Esta atividade contava com palestras de sensibilização para fatores de risco, incluía a realização de rastreios cardiovasculares e terminava com um raid com sinais de pista, bem ao estilo escutista. A vontade de retomar a realização desta atividade já havia sido demonstrada por diversas vezes pelo nosso Agrupamento. Pensamos então que este era um ótimo desafio ao qual nos podíamos propor para a nossa Partida, especialmente se conseguíssemos aliar uma causa solidária como a Maratona da Saúde.

Por fim, quais são as vossas expectativas para este evento?

O grande objetivo deste evento é, essencialmente, alertar a população de Barcelos para a principal causa de morte em Portugal, as Doenças Cardiovasculares, desmistificando os seus fatores de risco: obesidade, hipertensão, diabetes, colesterol, sedentarismo, tabagismo e stress. Pretendemos, também, proporcionar às pessoas a oportunidade de realizarem os rastreios num contexto mais informal do que normalmente é um consultório médico. Por fim, com a generosidade de todos quantos a nós se queiram associar, desejamos angariar fundos para a Maratona da Saúde, uma iniciativa que visa o financiamento da investigação científica em Portugal e, deste modo, poder contribuir para que mais tratamentos e curas possam ser descobertos.

Têm algo mais que queiram informar?

Gostaríamos de referir isto, se possível:

O acesso ao evento é feito através da compra de uma pulseira (4€ em pré-venda ou 5€ no dia), que dá acesso a um kit de participante. Este inclui uma t-shirt do evento, um lanche (bolachas, fruta e água), um bloco de notas para registo dos valores dos rastreios cardiovasculares, entre outras ofertas. A adesão ao evento está a superar as nossas expectativas. Os kits de participante e a realização dos rastreios cardiovasculares estão limitados a 400 participantes. Caso este limite seja ultrapassado, não iremos negar o acesso ao evento, existindo a possibilidade de aceder a todas as outras atividades pelo valor de 2,50€. Salientamos, ainda, que a totalidade do valor angariado com este evento reverte para a Maratona da Saúde.

O Barcelos na Hora agradece, encarecidamente, à Sandra Gomes pelas respostas muito elucidativas que nos deu. E, já agora, ao João Pedro Gonçalves, à Joana Rita Silva e ao Agrupamento 1150 – Silveiros, por tão nobre organização e causa.

Convém salientar que esta iniciativa já teve destaque no programa “A Praça”, da RTP, estando disponível para visualização em http://media.rtp.pt/praca/videos/maratona-da-saude-projectos-singulares/ (basta clicar).

Para mais informações, podem aceder à página do Agrupamento:

(https://www.facebook.com/Agrupamento1150Silveiros/).

Ou à do evento: (https://www.facebook.com/events/1823604327905915/).

Foto e imagem: Facebook do Agrupamento 1150 – Silveiros e organização.

Tira a máscara

Atualidade/Concelho/Cultura/Opinião port
joanamartins
Joana Martins

Veste-te de cor

Pinta-te de alegria

Dança com fulgor

E prepara-te para a folia

Tira a máscara!

Mostra quem és

Não tenhas medo

Tens o mundo a teus pés

Acreditar é o segredo.

Vai!

Sai!

Faz!

Deixa entrar a vida em ti

Perde-te e continua a sonhar

Ainda vem muito por aí

Se não sabes, aprende a sambar

Samba, sente o calor

Samba, sente a intensidade

Procura o amor

E encontrarás a felicidade!

 

Tira a máscara

O melhor vem por aí…

Samba!

 

Feliz Carnaval para todos!

Por: Joana Martins. (poetisa barcelense)

Marketing Social em debate no Auditório da Câmara Municipal de Barcelos

Atualidade/Concelho/Educação/Política port

No próximo dia 3 de março, pelas 14h00, realiza-se, no Auditório da Câmara Municipal de Barcelos, um seminário dedicado ao “Marketing Social”, que abordará diversas questões relacionadas com a temática, nomeadamente “ O Poder do Marketing Social”; “A realidade Fiscal do Marketing Social” e “Montras Sociais como estratégia de desenvolvimento local”.

A abertura do “Seminário do Marketing Social” será realizada pela Vice-Presidente da Câmara Municipal de Barcelos e Presidente do Conselho Local de Ação Social, Armandina Saleiro. Ao longo da tarde, várias empresas e personalidades da área do “Marketing Social” darão o seu contributo para o alargamento de campos de visão nesta área.

Combater a exclusão, promover a integração social, incentivar o investimento no empreendedorismo social e numa nova racionalidade económica solidária são alguns dos objetivos principais deste seminário dedicado ao “Marketing Social”. Uma iniciativa que juntará empresas, empresários e associações do concelho de Barcelos para darem o seu testemunho e contributo, que ajudarão a abrir novas fronteiras na área do “Marketing Social” que permitam a criação de uma sociedade mais justa e equilibrada. A aposta no empreendedorismo social é a única forma de esbater o interesse individual em prol da concorrência pela “cooperação” e a “associação”.

Esta iniciativa, que conta com o apoio do Município de Barcelos, é dinamizada pelo GOD (Grupo Operativo da Deficiência- Constituído no âmbito da Rede Social de Barcelos) e a ATAHCA (Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave) no âmbito do Plano de Desenvolvimento Social 2021, onde se preveem ciclos de sessões temáticas subordinadas ao empreendedorismo social.

Câmara Municipal de Barcelos atribui bolsas de estudo a estudantes universitários

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O Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, entregou, no passado sábado, dia 25 de fevereiro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, bolsas de estudo a 88 estudantes do ensino superior, admitidos na primeira fase.

Na sua intervenção, Costa Gomes pediu aos jovens presentes que se empenhassem “não só na sua própria formação, mas também, na perceção de que há um esforço público com o dinheiro que é de todos os barcelenses” para os ajudar nas suas necessidades. O Presidente da Câmara sublinhou que “se há áreas que não abdicarei é a da ação social e a da educação. A educação é estruturante em qualquer sociedade e a ação social tem a ver com as dificuldades que os cidadãos vão sofrendo por várias vicissitudes da vida. O Município, enquanto entidade pública, deve olhar para esses cidadãos, perceber as suas necessidades e ajudá-los a ultrapassar os problemas”.

No presente ano letivo foram admitidas 111 candidaturas, distribuídas pelos diferentes escalões, com base no seu rendimento per capita.

As bolsas destinam-se a apoiar os estudantes residentes no concelho há mais de dois anos, matriculados em curso que confere grau académico de licenciatura, mestrado integrado ou curso técnico superior profissional com aproveitamento escolar no último ano letivo que frequentaram, com uma média igual ou superior a 13 valores, que solicitaram bolsa de estudo no Estabelecimento de Ensino Superior que frequentam, e que não possuam um rendimento mensal per capita superior a 85% do Indexante aos Apoios Sociais (IAS). O valor da bolsa é variável por escalões, tendo como montante máximo a atribuir 300,00€ mensais, sendo complementar com a bolsa de estudo do Estabelecimento de Ensino Superior que frequentam.

O montante a atribuir nesta primeira fase totaliza o valor de 68.314,32€.

A segunda fase de atribuição das bolsas de estudo destina-se aos estudantes cujos processos aguardam a entrega da notificação de atribuição da bolsa de estudo pela Direção Geral do Ensino Superior (DGES).

As listas dos candidatos admitidos à primeira fase de atribuição das bolsas de estudo do Município, para o ano letivo 2016/2017, encontram-se publicadas e podem ser consultadas no site do Município em www.cm-barcelos.pt.

Seminário de treinadores de futebol e futsal em Barcelos

Atualidade/Concelho/Desporto port

Na passada sexta-feira decorreu um seminário de treinadores em Barcelos, evento promovido pela AFNT (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), em parceria com a Câmara Municipal de Barcelos e com a AFPB (Associação de Futebol Popular de Barcelos).

A abertura fez-se com breves intervenções de Miguel Sá Pereira (moderador e representante da AFPB), José Pereira (presidente da ANTF), José Ferraz (Treinador), Jorge Maciel (equipa técnica do Arouca) e Miguel Costa Gomes, Presidente da Câmara Municipal de Barcelos.

O seminário teve incidência bi-diária, sendo que da parte da manhã o programa foi dedicado ao Futsal, ficando ao encargo dos oradores: Renato Costa (Teoria e metodologia do treino desportivo) e Emídio Rodrigues (organização e gestão de equipa de futsal).

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Durante a tarde, já com o treinador do Gil Vicente, Álvaro Magalhães, a assistir, as intervenções viraram-se, exclusivamente, para o futebol com os oradores: Henrique Calisto (treinador), Jorge Simão (treinador do Sp. Braga), Rui Quinta (treinador do Vizela) e Rui Pacheco (treinador da escola de futebol “Hernâni Gonçalves”).

Em declarações ao Barcelos na Hora, o Presidente da AFPB, David Tomé, considerou que este primeiro evento formativo realizado, em parceria, pela AFPB foi um sucesso, com um painel ilustre e com a plateia repleta. Adiantou que está prevista uma continuidade para projetos formativos deste perfil, admitindo que existem aspetos a melhorar para eventos futuros, incluindo um melhor acesso à maior parte dos treinadores do futebol popular, sendo que só estiveram presentes Adelino Costa (Feitos) e Gonçalo Santos (Milhazes).

Também Rui Quinta, um do oradores presentes, esteve à conversa com o Barcelos na Hora, onde revelou que estava contente com a adesão e com a oportunidade de estar em contacto direto com o público, promovendo o trabalho dos treinadores, “O treinador Português granjeou para patamares superiores, o que realça a qualidade dos treinadores Portugueses”.
Rui Quinta recordou a sua passagem por Barcelos, quando treinou o Gil Vicente, deixando uma palavra de apreço para os adeptos gilistas, por quem nutre um especial carinho, deixando, também, os votos de que: “o Gil Vicente conquiste a permanência na 2ª Liga esta época”.

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Henrique Calisto

Por três segundos Óquei de Barcelos não vence Benfica

Atualidade/Concelho/Desporto port

Fantástico ambiente, bancadas do Municipal de Barcelos cheias e um grande jogo de hóquei em patins proporcionaram o OC Barcelos e o Benfica.

A equipa do OC Barcelos empatou a seis bolas com o líder do campeonato, “limpando”, assim, a imagem deixada na quarta-feira, em Oliveira de Azeméis, onde perdeu por 10-3.

Com o apoio dos seus adeptos, o OC Barcelos por muito pouco não obteve a vitória no jogo.

Basta referir que o Benfica chegou ao seis igual a três segundos do final do encontro.

Nota para a frieza e eficácia de Álvaro Morais, que brindou todos os presentes com três grandes golos de livre direto.

Ao intervalo o jogo estava empatado a uma bola, com os golos de Álvaro Morais e Diogo Rafael.

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Na segunda parte, o OC Barcelos esteve a ganhar por 4-2, graças aos remates certeiros de Álvaro Morais e Joca Guimarães, mas a equipa de Lisboa deu a volta, passando a vencer por 5-4.

Nos últimos minutos, foi a vez do OC Barcelos efetuar nova cambalhota, passando para a frente por 6-5, com golos de Joca Guimarães e Luís Querido.

Mas o Benfica, num último esforço, conseguiu o empate por Diogo Rafael, a três segundos do fim.

Uma igualdade que premeia o grande espetáculo, num jogo que deliciou todos os presentes na “Catedral“ do Hóquei em patins português.

A equipa do OC Barcelos continua no quinto lugar, com vinte e nove pontos, deslocando-se, na próxima jornada, a Valongo.

Por: Miguel Bastos.

Maastricht está de parabéns. E nós?

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Raquel dos Santos Fernandes

Entre as margens do rio Mosa, cravada entre a Alemanha e a Bélgica, Maastricht, uma das mais antigas cidades holandesas, foi palco da assinatura do Tratado que adotou o seu nome, a 7 de fevereiro de 1992. Na semana* em que se comemora os seus 25 anos, a União Europeia vive agora na realidade do eurocentrismo, dos fluxos migratórios e das divisões internas na sinuosidade do bloco europeu.

Comunidades Europeias, Política Externa e de Segurança Comum (PESC) e Cooperação nos domínios da Justiça e dos Assuntos Internos conduziram a União a uma nova etapa na integração europeia, agora com uma clara dimensão política, com o objetivo de reforçar a legitimidade democrática e a eficácia das instituições, desenvolvendo a vertente social da Comunidade e instaurando uma União Económica e Monetária. Ora, o apoio ao projeto europeu – criação de um mercado único e a confiança dos europeus de que juntos somos mais fortes – entra em declínio com a crise da zona euro. Apesar do fundamento de que a integração seria benéfica para todas as nações participantes, os europeus começaram a duvidar dessa suposição, alicerçados com a vitória de Trump do outro lado do Atlântico, que visivelmente se revelou num impulso às forças populistas que convelem os principais políticos da Europa e, acima de tudo, o projeto europeu. O facto do novo Presidente dos Estados Unidos da América ser um apoiante assumido do Brexit só reforça o argumento eurocético de que a União Europeia seguiu uma direção errada.

A corporalização de um certo desprezo pela democracia nacional e supranacional – e seria importante que os apoiantes do Brexit, que agora culpam Merkel e Hollande, refletissem sobre aquela que foi a postura de Tony Blair na Europa – não estará isenta de culpas na deriva ultranacionalista da Polónia e da Hungria. E depois a humilhação económica e social da Grécia, a incapacidade de implementar cotas de refugiados equitativas, o papel hegemónico de um Estado-Membro sobre os demais Estados, o fracasso em distinguir e unificar a Europa e a falta de vontade em restabelecer um modelo social europeu. A ideia de Estado-nação também desafia a ambição do projeto europeu, daí a importância de construir um ambiente político pós-nacional e não agressivo. A concessão de poderes especiais a alguns Estados-Membros, a promoção de uma integração não harmoniosa em detrimento de “fatores alternativos”, a aprovação de uma maioria de parlamentos nacionais para bloquear a legislação da União Europeia significam, essencialmente, legitimar os nacionalismos locais e o crescimento, cada vez mais, de uma retórica eurocética.

Se as ambições pós-nacionalistas não são uma opção para a realpolitik dos nossos tempos e se continuamos a querer promover a democracia e os direitos humanos, a paz, a prosperidade, a solidariedade e a harmonia, não esqueçamos que, aos olhos do projeto europeu, que também é nosso, as várias culturas e línguas que nos unem continuam a ser uma mais-valia para o velho Continente, in varietate concordia.

*ndr: este artigo foi entregue na semana de 07 de fevereiro de 2017

Por: Raquel dos Santos Fernandes.

Quem nunca?

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Teresa Augusta Pimenta

Este tema surge, invariavelmente, quase todos os dias. Conversas de café, artigos no jornal, reportagens na TV. Começa a ser cansativo e, de certas perspetivas, radical – até. Todavia, é necessário insistir, porquanto ainda não assente. Manifesto, desde já, a minha despreocupação, relativamente à linguagem socialmente macia. Nada que nunca tivessem feito.

Vamos a um breve jogo do “quem nunca?”, direcionado às senhoras. Tão breve, que se resume a duas perguntas.

(Uma nota merece ser feita, para evitar generalizações. Cada caso é um caso e estamos no bom caminho. A rota tem vindo a ser – continuamente – mudada. Não obstante, é como tudo: antigamente, a palavra divórcio era tabu e, hoje, tabu é continuar casado sem haver respeito, sentimento e amor-próprio.)

1.º – Quem nunca ouviu algo do género: “Ui, que saia tão curta! Que vestido tão justo! Alto decote! Tens que ter cuidado, este sítio é frequentado por muitos homens!”?

Encontra-se, algures na Terra do Nunca, estabelecido que se uma mulher for de vestido justo, de saia reduzida, ou com um decote mais acentuado para o trabalho, quer significar que está a “dar o peito às balas” ou a “pedi-las”. E quem diz trabalho, diz outro sítio qualquer. Pelo direito – socialmente aceite – de vestir o que eu quiser, sem que tenha que ouvir comentários destes, ou comentários ordinários, por parte de algum homem, era importante abrir mentalidades imberbes. Quem se comporta de maneira – socialmente – inaceitável, são eles, não nós. Onde é que um fato clássico (aka, largo) é sinónimo de capacidade de resolução de problemas? Por acaso um botão desapertado deixa transparecer as minhas limitações, enquanto profissional? É preferível ligar o ar condicionado? Por enquanto, ainda é.

2.º – Quem nunca ouviu um piropo, na rua/discoteca/centro comercial, do estilo: “Belas pernas, a que horas abrem?”?

Esta é dada. Até porque, em Setembro de 2015, entrou em vigor a Lei n.º 83/2015, que alterou o artigo 170.º do Código Penal, ficando este com a seguinte redação: “Quem importunar outra pessoa, praticando perante ela atos de carácter exibicionista, formulando propostas de teor sexual ou constrangendo-a a contacto de natureza sexual, é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias, se pena mais grave lhe não couber (…)”.

Mas pena é ter que se chegar a este ponto. O ponto da imposição. Claro está, é uma lei sem género, mas todos sabemos qual é, maioritariamente, o género do público-alvo. Eu não consigo conceber como é que determinados homens, a quem reconheço uma educação polida, conseguem comportar-se desta forma. E, note-se, assédio sexual de rua, constrangimento sexual, perseguição sexual são conceitos – manifestamente – diferentes do vulgo “piropo”. Ah, mas uma mulher até pode gostar de ouvir piropos sexuais, ou “bocas” de cariz mais agreste. Muito bem, mas direito é diferente de obrigação. Se alguém me difamar, eu tenho o direito de apresentar queixa, mas não sou obrigada. A questão, aqui, reside na velha máxima de Victor Hugo: “a liberdade começa quando acaba a ignorância”. Ai, se fosse a vossa filha!… “QUEM FOI O CABRÃO? VOU LÁ E PARTO-LHE OS DENTES TODOS!”

Senhores, esta pergunta é para vós. Considerem-na como um bónus do jogo. Quem nunca se transfigurou, quando vos mandaram para a *uta que vos pariu? “Ah, porque não te dou o direito de insultares a minha mãe!” Pois é… O objetivo nunca foi esse, garanto-vos! Mas se fossem mandados para o pai que vos ajudou a serem concebidos, nem comichão sentiriam… É tudo uma questão de perspetiva. Já para não falar que a vossa irmã é bem boa e tenho um amigo que, facilmente, teria relações sexuais com ela. Mas só depois de ter ido com a vossa prima para a Franqueira (e a vossa tia a assistir).

Por: Teresa Augusta Pimenta.

A Tuna Feminina do IPCA apresenta mais uma edição do “IPCA Solidário”

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No próximo dia 02 de março, pelas 21h00, no Teatro Gil Vicente, realiza-se um concerto integrado no projeto “IPCA Solidário”, levado a cabo pela Tuna Feminina do IPCA.

Para além da prestação da Tuna Feminina, o concerto contará com a performance da Tuna Académica do IPCA (TAIPCA) e do Grupo de Fados do IPCA.

De acordo com as organizadoras, “Este evento tem vindo a ser, ao longo dos últimos anos, uma oportunidade para revelar à sociedade envolvente o cariz solidário da academia do IPCA e do traje que vestimos. “

Mais, “Pretendemos sensibilizar todos os que nos queiram acompanhar para contribuir e fazer a diferença, sendo que o que enaltecemos é a vontade e o valor da ação. O segredo é deixar a sua marca com um pequeno gesto.”

Por fim, referem que “Estamos a recolher tampas de plástico, rolhas de cortiça e cones que podem ser entregues no dia ou nos vários pontos de recolha que temos pela cidade”, deixando um apelo para que possam contribuir e ajudar este menino especial que é o Tomás.

Fonte e imagem: TFIPCA.

Barcelos marca presença no II Encontro do Programa Europeu “Europe for Citizens” na Hungria

Atualidade/Concelho/Educação/Mundo/Política port

No II Encontro da rede de países e respetivos municípios que integram o Programa Europeu “Europe for Citizens” – Europa para os Cidadãos, a apresentação de Barcelos marcou a diferença através de uma abordagem clara, prática e objetiva dos projetos de integração levados a cabo junto da comunidade cigana – Projeto “Escolhas”, GaloArtis -, assim como o acompanhamento que tem sido feito junto da família de refugiados que o Município acolhe desde setembro do último ano.

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Armandina Saleiro

Tendo em conta a importância dos temas em debate, este encontro contou com a presença da Vice-Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Armandina Saleiro. O ponto fulcral de todo o evento, que decorreu de 14 a 19 de fevereiro na Hungria, na cidade de Kistelek, e que juntou representantes de Itália, Espanha, Grécia, Estónia, Hungria e Portugal, centrou-se na discussão das políticas migratórias e a situação problemática que a União Europeia atravessa relativamente à entrada, acolhimento e integração de refugiados.

Houve, ainda, uma visita à fronteira do Condado, seguida de uma sessão informativa e debate acerca de todo o processo legal inerente à entrada/legalização de refugiados e a apresentação de dados estatísticos dos últimos anos.

 

O encontro pretendia que o município representante de cada país divulgasse as boas práticas em atuação no seu município em relação à questão das migrações. Barcelos deixou a sua marca em território húngaro, e prepara-se já para ser o anfitrião do próximo encontro, que irá realizar-se de 1 a 5 de maio, em plena época festiva barcelense.

O III Encontro dará lugar ao tema relacionado com as políticas da União Europeia e de que forma estas podem contribuir para o crescimento sustentável da comunidade local.

Fonte e foto: CM de Barcelos

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