Arquivo Mensal

Abril 2018

CKAB com um campeão e uma vice-campeã nos Campeonatos Regionais de Karaté da Zona Norte

Atualidade/Concelho/Desporto/Mundo port

No passado domingo, o Clube de Karaté de Barcelos (CKAB) participou nos Campeonatos Regionais de Karaté – Zona Norte, realizados em Vila Real e organizados pela AKVR – Associação de Karate de Vila Real.



Para além de árbitros, o CKAB fez-se representar por vários atletas, num campeonato destinado a infantis, iniciados e juvenis e de onde se apuravam oito atletas de cada categoria para os Campeonatos Nacionais a realizar na Póvoa de Varzim.

Como árbitros marcaram presença, do CKAB, Porfírio Isidoro, Inês Pereira, Andrea Barroso e Daniela Martins. De atletas, foram Maria Miranda (Juvenis), Diogo Borges e Afonso Magano (Iniciados), Afonso Macedo, João Miranda, Gonçalo Coroas, Luciana Félix e José Pedro Simões (Infantis), acompanhados por Jéssica Cardoso.

Afonso Magano, em Iniciados (10/11 anos), sagrou-se Campeão Regional em Kumite – 30kg, conquistando, ainda, a medalha de bronze em Kata.

Já Maria Miranda foi Vice-Campeã Regional de Kata e ficou em 5º lugar em Kumite.

Diogo Borges foi 5º em Kumite Iniciados -44kg; Afonso Macedo também foi 5º mas em Kata Infantil e João Miranda ficou em 7º lugar, em Infantil.

Todos estes atletas estão apurados para os Campeonatos Nacionais.

Em nota, o CKAB endereça “parabéns para todos e também para os pais que acompanharam e assistiram às provas dos seus ‘heróis’.”

Foto: CKAB.

“Batalha das Flores” transforma Avenida da Liberdade num tapete de pétalas

Atualidade/Concelho/Cultura/Mundo port

Amanhã, pelas 15h00, as principais artérias da cidade ficarão repletas de flores, lançadas por diversos carros enfeitados que irão colorir a cidade.



Serão 30 associações a desfilar pelas ruas de Barcelos, numa batalha amistosa que é um verdadeiro espetáculo de cor e perfume e que permanecerá na memória de todos.

Fonte e foto: CMB.

Cávado FC/Escola Academia do Sporting de Barcelos é campeão distrital de iniciados

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A duas jornadas do fim, o Cávado Futebol Clube/Escola Academia Sporting de Barcelos confirmou, este fim de semana, a conquista do Campeonato Distrital de Iniciados.



Os números são reveladores quanto à qualidade desta equipa, dos seus jogadores e equipa técnica. Senão vejamos: em 21 jogos conseguiram 19 vitórias e 2 empates. Estão, por isso, sem derrotas no campeonato. Marcaram 146 golos e sofreram apenas 7.

Foto: CFC/EASB.

Barcelense Márcio Fernandes inaugura exposição “Um novo olhar para a construção de Cabeçudos e Gigantones”

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No passado dia 27 de abril, inaugurou, no Posto de Turismo de Barcelos, a exposição “Um novo olhar para a construção de Cabeçudos e Gigantones”, do barcelense Márcio Fernandes, residente em Faria.



A inauguração contou com a presença dos vereadores José Beleza e Anabela Real, que puderam, em primeira mão, apreciar as várias obras deste artista barcelense, nesta que é a primeira exposição de cabeçudos e gigantones em Barcelos.

Márcio Fernandes (direita) com José Beleza

Nesta exposição, que é mais um reflexo da criatividade, originalidade e identidade barcelense, será possível apreciar alguns exemplares de cabeçudos e gigantones que Márcio Fernandes tem vindo fazer, bem como o seu processo construtivo, atestando mais uma vez a distinção de Barcelos através da sua integração na Rede Mundial das Cidades Criativas da UNESCO.

O interesse pela construção de cabeçudos surgiu-lhe em 2013, quando decidiu adquirir um exemplar de um Diabo para usar como adereço na “Queima do Judas”, em Faria, uma tradição desta freguesia, da qual Márcio Fernandes é o autor dos testamentos e das peças de teatro de rua. O propósito para a utilização do cabeçudo era fazer a ligação de duas tradições populares tão enraizadas no Minho, de carácter satírico.

Márcio Fernandes iniciou a pesquisa deste tema, mas a tarefa que parecia ser fácil, tornou-se árdua, uma vez que não conseguiu encontrar artesãos e/ou artistas plásticos com disponibilidade para o ajudar na concretização de um objetivo que parecia ser simples. Decide então enveredar pelo autodidatismo, com o objetivo de dominar esta técnica.

Marcou presença em várias feiras de artesanato, festas e romarias, nas quais sabia que iria encontrar artesãos e Grupos de Zés Pereiras e gigantones, de forma a obter orientações para a elaboração do cabeçudo. Com muita persistência, no fim do ano de 2015, após ter efetuado inúmeros testes, conseguiu chegar ao seu primeiro exemplar, um cabeçudo que retratava um homem comum.

Atualmente, Márcio Fernandes é um apaixonado pelo processo criativo, sendo um dos seus principais objetivos contribuir para a continuidade desta arte no concelho de Barcelos, através da propagação dos seus conhecimentos a quem queira aprender as diferentes fases de construção, em prol da divulgação e preservação deste ofício tradicional.

Fonte e fotos: CMB.

 

Maio com várias opções culturais no Teatro Gil Vicente

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O Teatro Gil Vicente apresenta, no mês de maio, uma programação diversificada com teatro, cinema, música, humor, dança e pintura.



Integrado no ciclo de concertos “Jazz ao Largo”, atua no dia 11 o trio Hitchpop. No dia 12, realiza-se o espetáculo “Fado Comentado”, com Adriana Moreira (voz), Artur Caldeira (guitarra portuguesa) e Daniel Paredes (guitarra clássica).

No dia 19, o Teatro Gil Vicente acolhe o XII Capas Traçadas – Festival de Tunas Femininas Cidade de Barcelos, organizado pela Tuna Feminina do IPCA.

No dia 26, é a vez do concerto de Cavalheiro, projeto do músico Tiago Ferreira, que apresenta o seu mais recente álbum “Falsa Fé”. Todos estes concertos têm início às 21h30.

Na vertente teatral, a Associação D’Improviso – Artes do Espetáculo apresenta, no dia 5, às 21h30, a peça “A Casa de Bernarda Alba”. No dia 27, às 16h00, o Teatro do Farol apresenta a peça infantil “A Lebre e a Tartaruga”. Também para os mais novos, a Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos leva à cena “Os Três Porquinhos” no dia 29, com sessões às 14h30 e às 16h00, e no dia 30, com sessões às 9h30 e às 11h00.

A dança tem uma forte presença na programação de maio do Teatro Gil Vicente, com destaque para as habituais “Folk Sessions”, promovidas pelo Grupo de Danças e Cantares de Barcelos e Associação Coreto, nos dias 7, 14, 21 e 28, sempre às 21h00. Destaque, ainda, para o espetáculo de música e dança “Didálvi, Arte e Vida”, no dia 18, e para o Sarau Solidário do IPCA, promovido pelo Curso de Gestão de Atividades Turísticas, no dia 15, ambos às 21h30.

O Zoom Cineclube continua a levar o cinema ao Teatro Gil Vicente, com a exibição, no dia 10, às 21h30, do filme “Loveless”, de Andrey Zvyagintsev, e no dia 13, às 16h00, numa sessão para toda a família, de “O Super-Formiga”, de Ask Hasselbalch.

No dia 17, às 21h30, a Associação Ventura Terra apresenta o filme “Ventura Terra -Projetar a Modernidade”, da autoria de Fernando Carrilho, numa sessão que contará com a presença do realizador.

O humor também tem lugar com o espetáculo de stand-up comedy intitulado “Humor Mulato” protagonizado pela dupla João Dantas e Cristiano Fernandes, dia 24, às 21h30.

O palco do Teatro Gil Vicente vai acolher ainda a Final Concelhia do “Projeto Up Cávado Empreendedorismo nas Escolas”, promovido pela CIM Cávado e Município de Barcelos, dia 2, às 14h30.

Por fim, até ao dia 27, está patente a exposição de pintura de Maggi Marello e Shaz Bilyard, intitulada “Duas Amigas, Dois Pincéis”.

Fonte e imagem: CMB.

Óquei de Barcelos cede nas penalidades e não conquista o tri na CERS

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Disputou-se em Lleida mais uma final da Taça CERS, mais uma final onde o Óquei Clube de Barcelos (OCB) marcou presença, defrontando a equipa espanhola do Lleida.



Arbitrado pela dupla francesa Xavier Bleuzen e Julien Thibaud, Paulo Pereira fez alinhar de início Ricardo Silva, Zé Pedro, João Almeida, Hugo Costa e Rúben Sousa. No banco, de início, ficaram André Almeida, Juanjo López, Joca Guimarães, Afonso Lima e Marinho.

Já Albert Folguera, treinador espanhol, apresentou de início Albert Mola, Bruno Di Benedetto, Joan Cañellas, Dario Giménez e Andreu Tomàs. No banco, de início, ficaram Lluís Tomàs, Xixi Creus, Roberto Di Benedetto, César Candanedo e Deri Mataix.

O jogo começou “taco a taco” mas foi o OCB o primeiro a marcar, aos 17 minutos, por Joca Guimarães, fazendo o 1-0 com que se foi ao intervalo.

No reatamento do jogo, aos 4 minutos, o Lleida falhou uma grande penalidade por Dario Giménez. Por volta dos 6 minutos, Zé Pedro teve a oportunidade de aumentar a contagem, na marcação de um livre direto a penalizar os espanhóis pela sua 10ª falta. No entanto, não conseguiu concretizar. Mas no minuto seguinte, João Almeida “stickou” para o segundo golo do OCB. Aos 10 minutos, a equipa da casa reduziu a desvantagem, por intermédio de Andreu Tomàs, na marcação de uma grande penalidade. Aos 15 minutos, o Lleida empatou, por Giménez, num livre direto, e Hugo Costa a receber cartolina azul. Dois minutos depois, o OCB chegou à 10ª falta mas Giménez falhou o correspondente livre direto. Os espanhóis continuaram por cima do jogo mas o jogo chegou ao fim com 2-2 no marcador, indo para prolongamento.

Na primeira parte do prolongamento foram, de novo, os espanhóis a estar por cima do jogo, com os lances mais perigosos a serem seus, mas a parte a terminar empatada a 2 golos. Na segunda parte, o Lleida conseguiu ser melhor mas a menos de 30 segundos do final, o OCB quase resolvia. No entanto, ficou tudo para as grandes penalidades.

Pelo lado do OCB, Marinho, Rúben Sousa, Joca Guimarães, Juanjo López e Zé Pedro falharam as suas penalidades; pelo lado do Lleida, Candanedo, Giménez, Andreu Tomàs e Roberto Di Benedetto falharam mas Xixi Creus marcou e entregou a CERS aos homens da casa, impedindo que o OCB conquistasse o inédito tri.

Foto: OCB.

Gil Vicente derrotado por 1-0, em Viseu, acaba despromovido

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O Estádio do Fontelo recebeu o jogo a contar para a 36ª jornada da Ledman LigaPro, que opôs o Académico de Viseu e o Gil Vicente FC.



Arbitrado por Bruno Rebocho (AF Lisboa), coadjuvado por António Franco e Nuno Ferreira, com Nuno Miguel Roque (AF Coimbra) a 4º árbitro.

Manuel Cajuda fez alinhar Jonas Mendes, Kiko, Bura, Fábio Santos, Joel (Rui Miguel, 80´), Capela, Zé Paulo (Barry, 69’), Avto, Sandro Lima, João Mário (Tarcísio, 74’) e N’Sor. No banco ficaram Peçanha, Bruno Sousa, Filipe Ferreira e Lucas.

Já Pedro Ribeiro fez alinhar João Costa, Alphonse, Sandro, Vítor Tormena, Henrique Brito, Jonathan Rubio, Reko, James Igbekeme, Camara (André Fontes, 69’), Aldair (Frédéric Maciel, 88’) e João Vasco (Dimba, 78’). No banco ficaram Rafa Pires, Miguel Abreu, Rui Faria e James Arthur.

Apenas dois jogadores foram admoestados com amarelo, um para cada equipa. Avto (75’), pelos viseenses, Sandro (55’), pelos gilistas.

Apesar de mais posse de bola (51%-49%), os gilistas ficaram atrás dos viseenses nos remates (9-7) e cantos (5-4), com empate nas faltas (17).

O jogo ficou decidido aos 85 minutos, com o ganês N’Sor a marcar o único golo do jogo, que ditou a derrota dos gilistas e “afundou” o Gil Vicente FC na classificação, deixando os gilistas a 8 pontos da linha de água, e confirmando a sua descida de divisão.

Imagem: GVFC (alterada).

O Insucesso Escolar (Parte I)

Dr.ª Maria José Amaral Neco

O insucesso escolar é um fenómeno educativo que preocupa, cada vez mais, a nossa sociedade.

Desde os alunos, aos familiares e aos educadores, apesar das várias reformas educacionais implementadas pelos sucessivos governos, no combate ao insucesso escolar, a verdade é que em Portugal assiste-se a uma elevada taxa de insucesso, que afeta o percurso do indivíduo ao longo de toda a sua vida.



Durante vários anos, esta problemática esteve relacionada com a situação económica das famílias, nas quais as mais abastadas tinham um acesso facilitado ao sistema educativo, criando assim, um enorme estigma na desigualdade do acesso à educação.

Hoje, embora este fator não seja uma condicionante ao acesso à educação, a verdade é que ele ainda persiste e, de certa forma, é um dos maiores veículos para a exclusão social.

Muitos são os fatores que estão na causa do insucesso escolar, oriundos das mais diversas esferas da sociedade, sendo elas de origem social, cultural e política.

Dentro dessas causas identificam-se, por exemplo, a cultura organizacional das escolas, nomeadamente na implementação das práticas pedagógicas, por vezes, pouco apelativas para determinados alunos; currículos desadequados aos interesses dos alunos, muito extensos e estáticos; a interação e o relacionamento nas salas de aulas entre o aluno e professor; os problemas familiares associados, muitas vezes, à indisponibilidade das famílias para acompanhar os seus filhos nas suas aprendizagens.

Será que um dos fatores que pode estar na base do insucesso escolar está relacionado com a classe social dos pais?

Será que existe uma receita única para combater o baixo rendimento escolar?

Por: Dr.ª. Maria José Amaral Neco*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Óquei de Barcelos derrota Voltregà e está de novo na final da Taça CERS

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Óquei de Barcelos (OCB) e Voltregà defrontaram-se hoje na primeira meia-final da final four da Taça CERS deste ano, no Pavilhão 11 de Setembro, em Lleida, Espanha.



O jogo foi arbitrado pela dupla italiana Joseph Silecchia e Massimiliano Carmazzi.

A equipa espanhola Voltregà, treinada por Francesc Linares, alinhou de início com Blai Roca, Xavi Crespo, Eric Vargas, Petxi Armengol e Gerard Teixidó. No banco iniciaram Eric Carrillo, Pol Galifa, Aleix Molas e Ignasi López.

Já Paulo Pereira, treinador do OCB, fez alinhar de início Ricardo Silva, Zé Pedro, João Almeida, Hugo Costa e Rúben Sousa. No banco iniciaram André Almeida, Juanjo López, Joca Guimarães, Afonso Lima e Marinho.

O OCB entrou “a todo o gás” e a controlarem completamente o jogo e o adversário. Logo aos 3 minutos, na marcação de um livre direto pelo azul de Teixidó, Zé Pedro foi eficaz e concretizou o primeiro golo para os barcelenses. Cerca de 5 minutos depois, João Almeida aumentou a contagem para 0-2. Aos 13 minutos, Rúben Sousa tornou a marcar, de grande penalidade, e a colocar a vantagem em 3 golos. Um minuto depois, numa espécie de “justiça salomónica”, a equipa de arbitragem admoestou com azul Crespo, do Voltregà, e Joca Guimarães, do OCB. Até ao intervalo não houve mais alterações no marcador, indo as equipas para os balneários com um 0-3 para o OCB no placard eletrónico do pavilhão.

Na segunda parte, o OCB perdeu o controlo do jogo, com os espanhóis a tentarem uma “remontada”. Primeiro, por intermédio de Aleix Molas, aos 14 minutos. Um minuto depois, Xavi Crespo leva novo azul, por protestos mas desta vez, Zé Pedro não conseguiu marcar. Um minuto depois, num grande lance individual, em situação de Under-Play (jogador a menos), o Voltregà marcou de novo, por Erica Vargas. Só que noutra grande jogada individual, e a pouco menos de 4 minutos do final, João Almeida voltou a marcar e a colocar o OCB a vencer por 2-4. A cerca de 1’30’’ do final do jogo, noutro bom golo, Juanjo López voltou a marcar e a recolocar a vantagem barcelense em 3 golos. A final estava à vista e ficou confirmada pouco tempo depois. O OCB fica à espera do vencedor da outra meia-final entre a equipa da casa Lleida e os italianos do Breganze, para saber quem defrontará, amanhã, às 17h00, na final.

 

 

Pedro Ribeiro sobre jogo com o Académico: “Vamos com tudo a Viseu para tentar ganhar o jogo”

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Pedro Ribeiro, treinador do Gil Vicente FC, lançou o jogo de amanhã, pelas 16h00, em Viseu, frente ao Académico local, a conta para a 36ª jornada da Ledman LigaPro.



Salientando que encaram o jogo com a máxima responsabilidade, não escondeu que sentem a pressão do jogo, de tentar conquistar os três pontos. Confidenciou que a equipa sente que o campeonato deveria estar a começar agora, “porque estamos bem, consistentes. Estamos, cada dia que passa, com melhor qualidade de jogo”, sendo que, “apesar da situação atual não ser a melhor, a equipa tem trabalhado muito bem, de forma alegre, porque quando damos tudo em termos de treino, em termos de jogo, é assim que temos que estar. De cabeça levantada porque só isso é que nos vai permitir chegar a Viseu e tentar discutir os três pontos”, ressalvou.

Por falar em Viseu, sobre o próximo adversário, o Académico, Pedro Ribeiro referiu que esta é uma equipa que está na luta pela subida desde o início da época, “bem orientada, recheada de bons jogadores, que tem um estilo de jogo bem definido e que está totalmente identificado por nós, pela equipa técnica”. Por outro lado, “os jogadores conhecem bem o adversário” e esperam “um jogo muito competitivo, que será, com certeza absoluta, discutido a cada segundo”, ressalvando que “a equipa que estiver mais concentrada durante os 90 minutos, de certeza absoluta, terá mais condições para ganhar no fim”. A expectativa da equipa gilista é que consiga manter aquilo que tem feito muito bem nos últimos jogos e consiga “acrescentar uma ou outra coisa que não está a surgir. A questão da finalização, do último passe, que naturalmente tem a ver com questões de confiança que não se verificam em situação de treino mas em situação de jogo é normal que o jogador sinta, num ou noutro momento, essa falta de confiança”, retorquiu. Entretanto, o treinador acredita que “estes nove pontos que estão em disputa são nove pontos possíveis de ser alcançados por nós. É essa a minha convicção e do grupo. Vamos com tudo a Viseu para tentar ganhar o jogo”, afirmou.

A equipa é constituída por “um grupo de homens que se motiva autonomamente”, sendo óbvio que a equipa técnica também procura fazer um trabalho a esse nível. “Não é só fazer um trabalho dentro de campo, é também intervindo em termos mentais, de motivação. Sinto que a equipa está focada, motivada naquilo que é o nosso objetivo. Continuamos a acreditar e não vamos, de todo, baixar os braços. Vamos discutir o jogo, não tenho dúvidas nenhumas. Confiamos que domingo, ao final da tarde, estamos numa posição melhor do que a que estamos neste momento, pelo menos em termos pontuais, que nos permita, nos dois jogos que ficarão a faltar, discuti-los e procurar a manutenção, que é esse o nosso objetivo”, afiançou.

Sempre salientando que não pretende falar do passado, Pedro Ribeiro não deixou de expressar que, “vendo a  evolução da equipa, a forma como os jogadores treinam, como jogam, como tentam por em prática, no terreno de jogo, aquilo em que nós acreditamos, eu, como treinador, gostava que o campeonato continuasse porque sinto que a equipa está a evoluir e que esta evolução vai estagnar com o término do campeonato. É apenas e só essa a minha reflexão. Aquilo que eu e o próprio grupo sentimos é que se o campeonato tivesse mais jornadas, se estivesse a começar, provavelmente iríamos fazer outro tipo de classificação. É natural que eu me sinta assim. É evidente que o passado já não interessa porque está lá atrás. A única coisa que eu disse, e acho que é factual, é que se esta média pontual que estamos a alcançar tivesse sido alcançada desde o início da época, a situação do clube não seria a atual. Mas é uma questão factual, não estou a voltar ao passado. Estou apenas a refletir aquilo que é uma época na sua globalidade e é assim que tem que ser avaliada, agora que estamos a caminhar para o final dela”, disse.



Para o jogo de domingo não poderá faltar à equipa a capacidade de finalização, que faltou frente ao Nacional, na última jornada. “A minha expectativa, enquanto treinador, é que consigamos manter a qualidade exibicional, a concentração. Neste momento somos uma equipa muito mais madura, durante os noventa e cinco, noventa e seis minutos que um jogo de futebol tem. A minha expectativa é que consigamos colocar em prática aquilo que fazemos no treino em termos de finalização e consigamos fazer golos, porque tenho a certeza de que se fizéssemos um golo ao Nacional, e bastava um, com certeza que o resultado teria sido justo. Porque não foi justo, atendendo àquilo que se passou em campo e à qualidade de ambas as exibições. O Nacional é primeiro, com todo o mérito. É uma equipa muito forte. O Viseu é uma equipa que se preparou, claramente, para a subida de divisão. Vamos defrontar um adversário que é, também, muito forte. Mas nós também somos fortes e temos mostrado isso jogando contra equipas que estão a lutar pela subida de divisão, recheadas de bons jogadores. Leixões, Nacional, Arouca, Penafiel, equipas muito fortes, mas o Gil Vicente tem mostrado que não é inferior a essas equipas. Mas sabemos o contexto em que estamos e queremos reagir, queremos ganhar pontos, queremos ganhar os nove pontos que faltam e, no final, tentar alcançar aquilo que é o nosso objetivo, deste final de época, que é o único possível, que é a manutenção”, referiu Pedro Ribeiro.

Por fim, e por cumprirem castigo por acumulação de amarelos, os defesas Ricardinho e Luiz Eduardo são os únicos indisponíveis para o jogo de amanhã, no Estádio do Fontelo.

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