Janeiro 23, 2017 Atualidade, Cultura, Opinião
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Joana Martins

 

Me deu frio

 

No sopro de um suspiro

Corre em mim, um arrepio

Toco nas teclas do piano

As notas que quero soltar.

 

Faz-se música no ar

E danço, a liberdade em mim

Suspiro, no sopro que me arrepiou

Me deu frio, me congelou.

 

E me aqueço, me protejo

Do arrepio, que me persegue

Sigo devagarinho

Quase que a gatinhar.

 

Digo baixinho:

Acredito em mim e sempre vou acreditar!

E deixo o sopro soprar

A música que continua no ar.

 

E livre continuo a dançar

A dança num arrepio

Me deu frio, me deu frio

Mas me aqueci, dançando.

 

Por: Joana Martins (poetisa barcelense)

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