A União Europeia e as políticas educativas

Maio 14, 2017 Atualidade, Concelho, Educação, Mundo, Opinião
Maria-José-Amaral
Dr.ª Maria José Amaral Neco

Nos dias de hoje, não se fala de outra coisa senão da “sociedade do conhecimento”. No entanto, apesar do desenvolvimento ao nível educacional verificado ao longo dos anos, na realidade, continuamos a assistir a elevados níveis de abandono escolar. Um abandono precoce, que se caracteriza, por conseguinte, nas baixas qualificações da maioria da população ativa portuguesa. Facto este, que tem vindo a preocupar, cada vez mais, as instâncias governamentais nacionais e europeias.

Este panorama que acompanha a Educação de Adultos (EA) tem evoluído ao longo dos anos, ao ritmo dos discursos e das vontades políticas, assentes em programas descontinuados na agenda das políticas públicas globais. A falta de consistência nos programas de intervenção na EA traduz-se num atraso face aos países mais desenvolvidos, quer ao nível médio das qualificações da população adulta e jovem, quer pela discrepância entre as qualificações produzidas e as solicitadas pelo mercado de trabalho.

À semelhança de programas anteriores como o Quadro de Referência Estratégico Nacional “QREN”, no qual um dos objetivos principais foi a qualificação da população portuguesa, em especial ao nível dos ensinos básico e secundário, surge a programação e a implementação do Portugal 2020, tendo como grandes temáticas, a competitividade e internacionalização, inclusão social e emprego, capital humano, sustentabilidade e eficiência no uso dos recursos. A identificação das áreas temáticas são congruentes com os objetivos e metas da “Estratégia Europa 2020” e com o Programa Nacional de Reformas.




Relativamente aos investimentos em infraestruturas da educação, o Portugal 2020 define as intervenções, os investimentos e as prioridades de financiamento necessárias para promover no nosso país o “crescimento inteligente”, sustentável inclusivo e o cumprimento das metas da Europa, investindo na educação, na investigação e na inovação, orientado para a adaptabilidade, a empregabilidade e a competitividade no mercado global.

Apesar de todos os esforços constatados no investimento na área da Educação em geral e, em particular na Educação de Adultos, continua-se a presenciar acentuadas assimetrias regionais, obrigando a intervenções diferenciadas às realidades heterogéneas identificadas, apoiadas num plano de atuação coeso e sistemático.

Para a concretização destes objetivos, a Estratégia 2020 criou um sistema consistente e eficaz de governação económica, de forma a coordenar as medidas políticas entre a União Europeia e os governos nacionais, de acordo com a página web da Comissão Europeia (http://ec.europa.eu/index.pt.h).

Por: Dr.ª. Maria José Amaral Neco*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

*

Últimas de

Ir Para Cima