Apresentação do livro “Entre a Lagoa e o Canal – Caminhos Proibidos” na Biblioteca Municipal

Maio 18, 2017 Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo

É já no próximo dia 20 de maio, pelas 16h00, na Biblioteca Municipal de Barcelos, que se realiza a apresentação do livro “Entre a Lagoa e o Canal – Caminhos Proibidos”, de António Poças.

O livro, editado pela Chiado Editora, é um romance que trata de histórias e dramas vivos de pessoas concretas. Umas venceram; outras obtiveram o reconhecimento da sua diferença.

António Carvalho Teixeira Poças nasceu em Moreira do Castelo, Celorico de Basto, em 27 de outubro de 1945. Casou com Laura de Fátima Rocha Poças. Viveu 18 anos em Moçambique. Exerceu a profissão de empregado bancário. Estudou Teologia e Humanidades no Centro de Cultura Católica, no Porto. É diácono permanente e foi ordenado na Sé do Porto, em 26 de abril de 1992.




Em “Nota Prévia”, o autor escreve que:

“O internado de Malhangalene [Moçambique] é o ponto de partida e a charneira existencial de um grupo de amigos que empreendem direções diferentes pelos caminhos do mundo.” (…)

“O realismo das narrativas, por vezes chocante, tem a ver com o profundo sentimento humanista que preenche as cavidades mais recônditas do corpo e da alma do narrador. Se a vida é cheia de contrastes, o realismo chocante empresta-lhe essas figurações. Em vez de juízos morais, move-o muito mais a misericórdia…

Os homens e as mulheres são como são: com qualidades e defeitos e é assim que os quero aceitar, por muito que isso choque com os meus critérios e arquétipos sociais, morais, religiosos, políticos…”(…)

“Não será por acaso que hoje se fala tanto de relações incestuosas, homossexualidade, pedofilia…, cujos efeitos e mazelas graves rebentam no seio das famílias e das instituições mais insuspeitas e honoráveis…”(…)

“Casos como o Bruno, o Sidónio Martins (de alcunha ‘Lambreta’), o Calheiros (‘Labecas’, para os amigos), configuram os chamados “comportamentos desviantes” de alguns rapazes que arrastaram consigo conflitos de personalidade, que não foram resolvidos no tempo oportuno. Aqueles tempos eram outros e as ciências sociais, a pedagogia, a sociologia e a psicologia tinham ainda muito caminho a percorrer até penetrar nas obscuras zonas do subconsciente e do inconsciente humano”.

Fonte e imagem: Agenda Cultural da CMB.

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