Assalto

Agosto 19, 2017 Mundo
Joana Martins

Assalto

Roubaram-me, parte do meu “Eu”,

Num assalto que me fizeram

Algo de valor ser perdeu

Bens materiais não quiseram.

 

Armei-me em valente!

Tentei reagir!

Mas fiquei nervosa e imponente

Quis dizer não, mas deixei ir….

 

Fiquei arranhada e pisada

No aperto que no peito ficou

Embora ainda magoada

Da cicatriz pouco restou.

 

Vi apenas o busto,

De um homem a fugir

Cobarde a qualquer custo

Não pensou sequer, o que eu ia sentir.

 

Se me tivesse matado

Acho que eu não ia sofrer

Hoje sofro por ter deixado

Que algo valioso pudesse perder.

 

Casa roubada, trancas na porta.

Assim decidi me defender

Construí em “mim”, uma comporta

Onde a água deixo correr…

 

Corre, corre, sem parar

Sempre para me proteger

Que loucura é tentar mergulhar

Na água que brota do meu ser!

 

Por: Joana Martins*.



(* A redação do poema é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

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