Associação Família Conservadora cria projeto “Neste momento, tudo bem pedir ajuda”

Março 25, 2020 Atualidade, Concelho, Mundo, Política

O Governo Português, através do decreto do Estado de Emergência, estabeleceu que todos fiquem em casa durante a pandemia do Coronavírus/COVID-19, salvo deslocações para emprego e atividades essenciais, assim como, outras não tanto.



“Apesar deste isolamento social ser algo benéfico para a sociedade no que se refere a não expansão do vírus, por outro lado, traz consigo inúmeras consequências para as famílias, tanto de ordem social e económica, como também emocional. Infelizmente, cada vez mais se perde o bom costume das famílias estarem reunidas para partilharem do seu quotidiano – marido e mulher a tomarem suas refeições juntos; pais e filhos a participarem em atividades não apenas de lazer, mas também educativas; idosos a terem momentos mais próximos com os seus familiares, enfim, são bons hábitos que não se contemplavam há bastante tempo. Com esta maior aproximação da família, muitos ficaram perdidos, sem saber como agir neste confinamento, como por exemplo: como lidar com meu cônjuge em situações de estresse? Como ensinar as disciplinas escolares aos meus filhos? Quais os cuidados que devo ter com os meus pais idosos? Um exemplo deste despreparo e das suas possíveis consequências pôde ser visto, recentemente, na China, onde, após o confinamento, uma cidade (Xi’am) registou um número recorde de pedidos de divórcio, ou seja, os casamentos não sobreviveram ao período de quarentena. Certamente deve haver muitas outras situações provocadas pelo confinamento das famílias. É possível, sim, ficar em casa, mas isto não significa ficar bem em casa. Há muita solidão, depressão, ansiedade e outros problemas emocionais que levam aos problemas familiares”, refere a Associação Família Conservadora (AFC).

Preocupada com este tipo de situação, a Associação criou, esta semana, um canal de ajuda para aqueles que estão a passar por dificuldades emocionais e que, por vezes, não sabem a quem recorrer. Uma equipa de conselheiros cristãos e profissionais na área de gestão de pessoas, disponibilizaram-se, através de linhas móveis, para ajudar no aconselhamento aos casais, na orientação dos pais sobre as atividades que poderiam realizar com os seus filhos, no suporte aos jovens diante das incertezas da sua vida profissional, no apoio aos idosos neste momento de solidão. São estas, e outras, situações em que a Associação se coloca como um meio de apoio às famílias. “É uma ajuda simples, mas profunda. O facto de simplesmente ter uma conversa por telefone com alguém que passa por algum tipo de problema pessoal/emocional, já conforta e poderá dar-lhe um direcionamento”, destaca a vice-presidente da AFC, Cibelli Almeida.

Ao fazer o contacto para os números móveis disponibilizados (910996783; 963780214; 934806572), não será necessário a pessoa identificar-se. Por isso, a Associação enfatiza, na sua divulgação: “tudo bem em pedir ajuda”. Há também a possibilidade da pessoa solicitar que lhe liguem, caso não tenha recursos para o fazer.

“Há muitos serviços disponibilizados de forma gratuita para quem se encontra em isolamento ou em situação vulnerável, especialmente para os idosos, mas todos eles se restringem às questões de ordem prática como ajudar na compra de alimentos e de medicamentos, de entre outros, tudo isto é muito bem-vindo. No entanto, a Associação Família Conservadora entende que esta intervenção no campo emocional será fundamental para que as famílias ultrapassem este momento de crise e, após isso, se tornem mais fortes”, conclui a AFC.

Imagem: DR.

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