Barcelenses Inspiradores: Ana Barroso

Setembro 28, 2019 Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião

Nesta edição revelamos a história de vida da investigadora Ana Barroso, cujo trabalho se foca na comunidade cigana.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt



Ana Patrícia Pereira Barroso nasceu no dia 4 de agosto de 1992, natural da freguesia de Faria, concelho de Barcelos. É licenciada em Educação pela Universidade do Minho e Mestre em Serviço Social pela Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa – Centro Regional de Braga com a dissertação “A autonomização feminina no grupo sociocultural cigano português: estudo de caso no Concelho de Braga: Programa Escolhas”.

Tem, ainda, uma Pós‑graduação em História da Saúde pela Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa ‑ Centro Regional de Braga. Em 2019, a sua dissertação foi uma das vencedoras do prémio Padre David de Oliveira Martins, atribuído pela Cáritas Portuguesa em articulação com a Universidade Católica Portuguesa. Atualmente, integra a equipa do projeto B!equal da Cáritas Arquidiocesana de Braga, onde trabalha com a população cigana do Monte de S. Gregório e da Praceta Padre Sena de Freitas. 



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Nunca é fácil falarmos de nós próprios, mas, neste momento, posso dizer que sou uma pessoa em constante crescimento e cheia de medos. Cresço todos os dias com as pessoas que me rodeiam e as situações que ocorrem. Vivo com receio de errar e do desconhecido. Mas também com muitos sonhos, o maior deles passa por, todos os dias, melhorar a vida de alguém. Sou dedicada e focada. Gosto de ajudar o Outro, porque, quando apoiamos o crescimento de alguém, não estamos a impedir o nosso crescimento, estamos a crescer juntos. 

Sou também uma apaixonada pela família, pelos amigos, pela vida e pelo que faço. 

O que fazes é uma extensão de quem és?

Quero acreditar que sim. Atualmente, o que faço é, sem dúvida, o maior sonho da minha vida, por isso, acho que é a extensão daquilo que eu sou. Lutei muito para conseguir chegar ao patamar em que me encontro hoje. Nada na vida se consegue sem sacrifício. Agradeço imenso o caminho que tive que trilhar para chegar até aqui, pois tudo foi uma aprendizagem e uma construção do meu Eu.

De que forma impactas a vida do próximo?

Esta questão deveria ser colocada às pessoas que se cruzam comigo, pois seriam as mais indicadas para responderem.

Contudo, posso afirmar que trabalho todos os dias para chegar ao coração do Outro e deixar uma marca positiva. Luto, diariamente, para quebrar preconceitos e tornar a vida de alguém um bocadinho mais fácil.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Se eu tivesse 5 minutos para falar ao mundo, apelaria ao amor e à compreensão. Há umas semanas ouvi a frase: “Ama-me quando menos mereço, porque é quando mais preciso”. Por vezes, na correria do dia a dia, esquecemo-nos de olhar o Outro com amor. E eu acredito que o amor, nas suas variadas formas, pode ser a resolução de muitos problemas.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

A pessoa que mais me influencia é a minha avó paterna. Pela sua história de vida, pelo exemplo que é para a família, por nunca ter perdido a fé e o amor.

Tive também alguns professores que me influenciaram, em particular, o Professor Doutor Manuel Antunes da Cunha.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

No que diz respeito ao campo profissional, a Maria José – diretora técnica do Lar residencial da APACI – é, sem dúvida, uma referência. Tive oportunidade de me cruzar com ela nos 9 meses de estágio profissional que realizei na instituição e tornou-se o meu maior exemplo pelo carinho, dedicação, sabedoria e amor que coloca naquilo que faz.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Questões políticas à parte, admiro a Dr.ª Armandina Saleiro pela coragem de dar um passo importante para a integração das comunidades ciganas de Barcelos.

Como gostarias de ser recordada?

Gostaria de ser recordada como uma pessoa simples e humilde que fez a diferença na vida de alguém.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

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