Barcelenses Inspiradores: Cátia Oliveira

Junho 27, 2019 Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas

Eu sou a Sandra Santos, uma jovem barcelense inquieta, que tem como paixões a poesia, a arte, a cultura, a natureza, a espiritualidade e a vida. O meu maior objetivo é evoluir como consciência humana e espiritual, de forma a poder influenciar positivamente o mundo.

O meu nome é Iara Brito, sou barcelense e apaixonada por viagens e desvendar novos locais e culturas. Aprecio a leitura e gosto de observar e aprender sobre o comportamento humano. Como criminóloga, sou uma irremediável questionadora.

Na semana passada, apresentámos a mezzo-soprano Helena Ressurreição, que, através da sua voz, tem levado Barcelos além-fronteiras. Esta semana será a vez de conhecermos Cátia Oliveira, uma jovem com valências em áreas como a animação, dança, artes, yoga, reiki, entre outras.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Cátia Oliveira, natural de Barcelos, nasceu a 07 de maio de 1992. Viveu 10 anos em Paris e regressou em 2002 para a famosa terra do galo.

Técnica de animação sociocultural, licenciada em Teatro e Artes Performativas (2013), tirou o curso de dança criativa, a fim de complementar a sua formação no mundo das artes.

Apaixonada pelo mundo das crianças, decide tirar também os cursos de yoga baby e yoga kids pela escola Sunshine Yoga.

Em 2018, abre a Escola de Artes e Yoga “Hino dos Anjos”, uma escola apenas destinada a bebés e crianças, dando resposta a diversas associações de pais, juntas de freguesias, clínicas e ginásios a partir de atividades extracurriculares que visam o desenvolvimento pessoal, criativo, motor e cognitivo das crianças. Um projeto cheio de amor, que desenvolve com cada vez maior cuidado e carinho. Um sonho tornado realidade.

A espiritualidade da vida é algo que a fascina, tendo no meio do seu caminho feito formações de reiki, karuna e meditação.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Apenas como me conheço? Então, sou metade menina, metade mulher. Dou por mim a ser a verdadeira criança com os “meus meninos” e, de seguida, a ser a mulher super responsável e metódica que tem assuntos “terrenos” a tratar. Adoro amar, brincar, mimar, dançar, pular, representar, meditar, rir muito e praia. Sou grata por todas as lições que me vão surgindo e por todas as pessoas que têm passado pela minha vida. E confio, confio muito que tudo corre bem, se acreditarmos com muito amor e tivermos energias positivas.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Confesso ter alguma dificuldade em distinguir o que faço do que sou. Porque eu vivo mesmo aquilo que faço, vivo de paixão. As crianças são parte de mim e tento ser parte delas em tudo aquilo que lhes tento transmitir. Cada aula é um pouco de mim, um pouco da minha criatividade, um pouco da minha criança interior, um pouco da minha aprendizagem e todo o meu amor.

De que forma impactas a vida do próximo?

Isso é difícil de responder, só os outros é que sabem responder melhor do que eu. Mas vá, em tom de brincadeira “séria”, acho que sou uma espécie de “Anjo Gabriel”, tento servir de ponte para ir buscar o melhor que cada pessoa tem e trazê-lo ao de cima. Seja com amigos, familiares ou os meus pequeninos. Porque todos temos coisas muito boas, às vezes, não são é bem valorizadas. E faço sempre questão, de uma maneira ou de outra, passar essa mensagem para a pessoa se guiar da melhor forma.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

5 minutos? Eu falo tanto, 5 minutos não chegaria. Estou a brincar. De forma simples diria: “Amem, por favor, amem como as crianças amam, sem complicações, sem egos, sem medos e sem preconceitos para evitar guerras desnecessárias, revoltadas e mágoas. Respeitem-se, valorizem-se e confiem. Tudo dá certo quando estamos na sintonia certa.”

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Em primeiro lugar, a minha mãe, que é uma verdadeira guerreira, sempre me ensinou a ir em frente com tudo aquilo que eu desejava e desejo. O meu irmão que, para além de ser mais novo, tem uma forma muito tranquila e bonita de ver a vida e as pessoas, ele consegue sempre retirar o melhor. O meu namorado, que é o verdadeiro “anjo” e me dá a certeza que é possível eliminar os egos e passarmos a amar mais e mais.

A Mafalda Ferreira, a minha mestre de reiki, que colocou o melhor de mim no meu coração e me ensinou a ver que não existem pessoas más, existem apenas pessoas que têm caminhos diferentes e mais densos.  

A Professora Carina Carvalho, professora de animação sociocultural, das professoras mais competentes e admiráveis que tive na área da animação, ensinou-me a ser a profissional que sou hoje, cuidadosa e responsável.

A Ana Sofia Barrias, a minha formadora de yoga baby e yoga kids, que me fez ter a certeza absoluta que teria de avançar com a minha escola. Que me ensinou uma coisa fundamental: “trabalha com amor e certeza do teu profissionalismo e tudo o resto irá fluir.”

E, obviamente, mais pessoas especiais me influenciaram em muito aquilo que sou hoje.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Sinceramente nenhuma. Os meus exemplos são as pessoas e as crianças que tive e tenho perto de mim.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Tenho imensos barcelenses pelo qual tenho uma imensa admiração, um deles é o presidente da Banda de Música de Oliveira, Cândido Bastos. Enquanto trabalhei na companhia de teatro de Barcelos, pude encontrar-me várias vezes com ele. Ficava encantada com a personalidade tão humana que ele tem.

Como gostarias de ser recordada?

Bem, nunca pensei nisso até porque espero não ser recordada tão cedo. Mas talvez como uma menina que escolheu a arma do “amor” para as batalhas do dia e que tentou mostrar a cada criança, adulto e idoso que por si passaram, que a verdadeira solução e alegria está dentro de nós.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

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