Barcelenses Inspiradores: Helena Ressurreição

Junho 20, 2019 Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Mundo

Eu sou a Sandra Santos, uma jovem barcelense inquieta, que tem como paixões a poesia, a arte, a cultura, a natureza, a espiritualidade e a vida. O meu maior objetivo é evoluir como consciência humana e espiritual, de forma a poder influenciar positivamente o mundo.

O meu nome é Iara Brito, sou barcelense e apaixonada por viagens e desvendar novos locais e culturas. Aprecio a leitura e gosto de observar e aprender sobre o comportamento humano. Como criminóloga, sou uma irremediável questionadora.

Na semana passada, apresentámos o psicólogo Ricardo Campos, que tem tido um importante trabalho na área da saúde mental no concelho. Esta semana será a vez de conhecermos Helena Ressurreição, uma talentosa Mezzo-soprano.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Natural de Barcelos (1994), Helena Ressurreição inicia os seus estudos com Maria João Matos e Serghei Covalenco. Em 2017, gradua-se no Conservatori Liceu (Barcelona) na classe de Marisa Roca; vence o concurso “Juventudes Musicales de España” e é premiada no XII Concurso Internacional de Música de Les Corts.

Recebeu aulas e conselhos de Raúl Giménez, Teresa Berganza, Francisco Araiza, Dolora Zajick e Grace Bumbry, e trabalhou com Francisco Lázaro. Participou em master classes de Hartmut Höll, Wolfram Rieger, Malcolm Martineau, Sholto Kynoch, Dalton Baldwin e Manuel García Morante – como bolseira das fundações Victoria de Los Ángeles e Schubertíada de Vilabertrán. Foi Life New Artist no festival LIFE Victoria.

Interpretou e protagonizou “La Cenerentola” (G. Rossini), “Cendrillon” (P. Viardot) e interpretou Silvia (“L’isola desabitata”, M. García), terceira dama (“Die Zauberflöte”, W. A. Mozart), Zia Principessa (“Suor Angelica”, G. Puccini) e bruxa (“Um Sonho Mágico”, S. Lalova).

Cantou ópera e oratória com as Orquestra Sinfónica de Ávila, Orquesta XXI, Orquestra Sinfónica Victoria de los Ángeles, Orquestra Barroca de Barcelona, Orquestra Sine Nomine e Orquestra de Câmara de Vic.

Atualmente, frequenta o Mestrado em Lied da “Escuela Superior de Música de Catalunya” com Francisco Poyato e Dolors Aldea. Proximamente, cantará em concerto com a Orquestra Sinfónica de Málaga (Teatro Cervantes, Málaga) e a Orquestra Sinfónica RTVE (Teatro Monumental, Madrid).



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Tenho alguma dificuldade para o fazer. Noto que, ao longo dos anos, cresço, vivo novas experiências e tenho muitas oportunidades de desenvolver as minhas capacidades pessoais, e que tudo isso me faz ir ampliando a minha forma de ver a vida e de a viver. Noto que vou sentindo, pensando e agindo de forma diferente por influência de tudo isso, e que por isso qualquer definição seria apenas passageira. De qualquer forma, sempre fui uma apaixonada pelas artes e uma pessoa agradecida por todas essas experiências, boas e más, que me moldaram, e sobretudo pelas pessoas e pelos lugares que me rodeiam: que me oferecem sempre oportunidades de ir conhecendo melhores versões de mim própria.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Entendo por “o que faço”: cantar. Acredito totalmente que sim. O meu corpo e a minha mente são os meus instrumentos de trabalho. A minha genética, o ambiente em que vivo, a minha forma de ser: tudo se reflete nos meus resultados. E é por isso que acho tão fascinante a arte, mesmo de uma forma geral: é um canal de partilha e ao mesmo tempo uma fonte de autoconhecimento. Devo muito àquilo que faço.

De que forma impactas a vida do próximo?

Só o próximo conhecerá essa realidade. Posso dizer com muita felicidade que, quando mo comunicam, ouço feedbacks muito positivos. Acho que é uma sorte poder ser uma ponte entre a música e a gente.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Não acredito que conseguisse escolher palavras com o peso certo, ou que as tivesse sequer. Mas não desperdiçaria a oportunidade por isso, pelo contrário: cantaria. Alguma canção de Gustav Mahler, por exemplo! Acredito no bem que a arte faz à gente, e sinto que há muita falta dela.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

De forma positiva, influenciaram-me vários professores e mentores, os meus primeiros professores de música, alguns membros da minha família, amigos da infância e de agora. Adormeceria quem lesse a lista dos seus nomes, se a fizesse. No entanto, acredito que cada um deles reconhece o meu agradecimento, e levo-os sempre, e aos seus ensinamentos, na minha pele.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Admiro imenso, entre muitos outros músicos e artistas: Frederica von Stade, Anne Sofie von Otter, Janet Baker, Jonas Kaufmann, Ella Fitzgerald, Amália Rodrigues, Paulo de Carvalho. E, com a sua influência relativa, enorme para mim: os meus professores, e toda a gente jovem que vejo ao meu lado, desperta para o agora, que contagia energia!

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Samuel Bastos. Um enorme músico e uma pessoa igualmente grande. Sempre admirei o seu percurso e tive orgulho em que fosse de Barcelos. Foi uma honra poder ter estado com ele em palco.

Como gostarias de ser recordada?

Devo dizer que não é coisa em que penso. Espero que como boa amiga, e talvez boa avó, mãe, tia…E como alguém que viveu feliz, acolhida pela música.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

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