Barcelenses Inspiradores: Vanessa Barbosa

Novembro 2, 2019 Atualidade, Concelho, Desporto, Entrevistas, Mundo, Opinião

Depois de termos apresentado a história de vida de Luciana Silva, é a vez de conhecermos o trajeto da judoca Vanessa Barbosa

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Vanessa Barbosa nasceu no dia 19 de fevereiro de 2000 e é natural de Barcelos. Pratica judo desde os seus 9 anos, na Associação Desportiva e Cultural de Manhente. Começou a praticar por influência dos seus amigos e colegas.

Já participou em várias provas internacionais, convocada pela Federação Portuguesa de Judo. Destaca-se um 3º lugar no Junior European Judo Cup – Gdynia, Polónia, em 2018, alcançando, nesse mesmo ano, um 5º lugar na Taça da Europa de Portugal, um 7º lugar no Junior European Judo Cup – Prague, República Checa, e ainda uma participação no Campeonato da Europa, na Bulgária.

Além disso, alcançou várias medalhas a nível nacional. Neste ano de 2019, foi medalhada com um 3º lugar no campeonato Nacional de Juniores e a mais recente conquista foi na Taça Internacional KK, em que conseguiu alcançar o 1º lugar.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

É muito difícil responder a essa pergunta, mas eu considero-me uma boa pessoa. Sou uma pessoa descontraída, que está sempre pronta a ajudar o próximo. Uma pessoa que adora a vida e tudo o que me faça sorrir, bem. Acho que todos temos qualidades e, claro, também temos defeitos.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Sem dúvida alguma que sim. O judo foi um desporto que apareceu na minha vida por mero acaso, sendo, sem dúvida alguma, aquilo que eu mais gosto de fazer. Sinto-me bem em fazê-lo e não imagino a minha vida sem.

De que forma impactas a vida do próximo?

Esta pergunta deveria ser feita às pessoas que lidam comigo, é realmente difícil responder a isso, acho que ainda sou muito jovem. Mas, quanto ao judo, quando apoio o meu treinador a dar alguns treinos a crianças, sinto que sou uma espécie de motivação para eles.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Eu diria para fazerem sempre aquilo que mais gostam, que com paciência e esforço conseguimos sempre alcançar aquilo que queremos, tanto a nível profissional, como pessoal. Por vezes, pode até ser complicado, mas sei que todos conseguimos e que não há ninguém melhor que ninguém. Diria também para que, tudo o que fizerem, façam-no sempre com muito amor, porque se não amarem o que fazem não estão no caminho certo.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Na minha vida, as pessoas que mais me influenciaram foram, sem dúvida alguma, a minha família, os meus pais, os meus irmãos e a minha avó. Foram pessoas que sempre fizeram de tudo para eu ser tudo o que sou hoje como pessoa e como judoca. Claro que também não me posso esquecer do meu treinador, Nelson Azevedo, que nunca desistiu de mim e que sempre acreditou nas minhas capacidades. E, por último, e não menos importante, os meus amigos que me dão sempre aquela palavrinha de força no dia das competições.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

No judo, tomo como exemplo o meu treinador, que se levantava todos os dias às 6h da manhã para ir trabalhar nas obras e no final do dia ia treinar. A vida custa a todos, e sei que tudo o que ele conquistou e a vida que ele tem hoje é com o mérito todo dele.

E também, sem esquecer, tomo como exemplo o atual campeão do mundo, Jorge Fonseca, que teve um cancro há pouco tempo e que nunca desistiu do seu objetivo.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

A minha avó materna, com 92 anos, é uma senhora. Pela sua maneira de ser e porque sempre me mostrou os valores da vida. Tenho um orgulho enorme na minha avó.

Como gostarias de ser recordada?

Gostava que todos se recordassem de mim como eu sou, uma rapariga que está sempre com um sorriso na cara, sempre com simplicidade e humildade.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

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