Bem, bem, era jogar com 12

Fevereiro 1, 2020 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Hugo Pinto

Esta semana, por imperativos crono-ementários (neologismo justaposto, à guisa antiga, da minha autoria, com certeza) há direito a dois-em-um. E, tal como no mais comercial dos champôs, até podem vir no mesmo “frasco” sem qualquer cerimónia.



Falo, pois claro, dos dois últimos jogos do nosso Glorioso. Um em Paços de Ferreira, contra os locais. O outro, a escassas horas do momento em que escrevo, outrora um dérbi digno das mais sonantes parangonas, em que recebemos os vizinhos do Restelo (nunca sei, confesso, qual Belenenses é mesmo Os Belenenses). Num, e noutro, ficámos com os 3 pontos, mas com exibições que, aparte um ou outro lance de maior brilho, não entusiasmam os adeptos e sócios mais exigentes.

Apesar de Bruno Lage prometer uma entrada em 2020 a grande velocidade, a verdade é que não se verificam alterações significativas. O modelo tático é o mesmo, a ideia de jogo também, a forma de rodar jogadores também. Se os dois primeiros não me incomodam, já desconfio do último. Entendo a lógica de Bruno Lage de premiar aqueles que trabalham mais durante os treinos. Mas creio que se perde algo de importante na consistência de jogo. E o resultado é que em Paços de Ferreira, apesar dos dois golos, fizemos um jogo em que meramente cumprimos. E frente ao Belenenses, sendo que até entrámos bem, acabámos a sofrer para não terminarmos o jogo empatados a três bolas.

Dá a ideia, em determinados momentos, que dava mesmo jeito era jogar com 12, a ver se não havia tantos buracos na defesa.

Creio que nesta altura já devíamos estar a jogar um futebol bem mais consistente, ao nível do plantel e treinador que TEMOS, e não nos arriscarmos a ser campeões apenas porque fomos o menos mal dos eternos candidatos. Vamos, Benfica. Vamos, Lage.

Viva o Benfica!

E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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