Capítulo 10 – Colesterol: uma ampla visão

Abril 4, 2018 Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião
Sara Barbosa

O colesterol é produzido em grande parte (70%) pelo fígado e está presente em todas as células do corpo (os restantes 30% provêm da alimentação). Em quantidades normais, é fundamental, uma vez que possui as mais variadas funções: participa nos sais biliares (importantes para a digestão das gorduras), na constituição das hormonas sexuais, intervém na constituição das membranas das células, é indispensável à metabolização de vitaminas como a A, D, E e K, entre outras.



As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade e morbilidade em todo o mundo, incluindo Portugal. Quando se fala em luta contra estas doenças, surge-nos logo no pensamento o colesterol. É verdade que, em excesso, este conduz a problemas como a aterosclerose, tal como refere a Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), uma vez que se vai depositando nas artérias, obstruindo-as. Contudo, acerca deste tema têm surgido teorias muito contraditórias, pois ainda existem muitas incertezas a nível de informação científica.

Para diminuir os valores de colesterol é aconselhado a implementação de um estilo de vida saudável, o controlo do peso, a cessação tabágica e a redução da ingestão de sal. Contudo em certos casos (como pessoas que sofrem de hipercolesterolemia familiar, uma doença genética que se traduz em valores elevados de colesterol) estas medidas terão de ser complementadas (e reforço a palavra “complementadas”) com tratamento farmacológico.

Um dos fármacos mais recomendados para o tratamento das dislipidemias, como está expresso nas Normas de Orientação Clínica da Direção-Geral da Saúde, são as estatinas. Estes fármacos atuam bloqueando, no fígado, a enzima responsável pela produção do colesterol, essencial para a nossa sobrevivência, de forma a baixar o colesterol total e o colesterol LDL (conhecido como “mau” colesterol).

Contudo, como qualquer medicamento, as estatinas têm efeitos ditos secundários. Se tem colesterol elevado opte primeiramente por modificar o seu comportamento alimentar e por fazer exercício físico regularmente. E, não se esqueça de consumir gorduras boas para a saúde, como o abacate, peixes gordos, frutos secos e azeite, de forma a melhorar a razão entre o ómega 3 e o ómega 6.

Por: Sara Barbosa*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

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