Capítulo 18 – Frutos secos: uma explosão de nutrientes

Março 6, 2019 Atualidade, Concelho, Cultura, Opinião
Sara Barbosa

Os frutos secos ou oleaginosos não só promovem a saciedade como também possuem uma ação antioxidante. E porquê? Porque a sua composição é, maioritariamente, gordura insaturada, proteína, fibra e vitamina E. Estes frutos têm um baixo conteúdo em água e em hidratos de carbono, não possuindo quase nenhum açúcar. Para além disso, são ótimas fontes de vitaminas do complexo B, ácido fólico, potássio, fósforo, magnésio, cálcio, ferro, zinco e selénio.



Contudo, os frutos secos não devem ser consumidos de forma desregrada (bem como todo o tipo de alimentos em geral), uma vez que são bastante energéticos, fornecendo, em média, 650g por 100g. Portanto, atenção ao consumo excessivo! Como grande parte da composição destes alimentos é gordura, o consumo em demasia pode levar ao aumento do peso corporal.

Podemos generalizar dizendo que todos os frutos oleaginosos contêm tanto gorduras monoinsaturadas, como polinsaturadas e destas últimas quase 100% é ácido linoleico (ómega 6). A noz é a única que contém uma porção mais significativa de ácido linolénico (ómega 3).

De entre as qualidades nutricionais deste tipo de alimentos temos o controlo de peso, devido ao seu teor em fibra, proteína e gordura que prolongam o tempo de digestão e a saciedade, a melhoria do controlo glicémico (nível de açúcar no sangue), pois retardam a absorção dos açúcares, a melhoria do trânsito intestinal, a melhoria do controlo do colesterol, pois reduzem o mau colesterol (LDL) e aumentam o bom (HDL) e, por fim, a consequente prevenção do aparecimento de doenças cardiovasculares.

A recomendação é consumir uma porção diária de frutos oleaginosos, podendo estes fazer parte de um lanche entre as principais refeições, simples, ou combinados com fruta, iogurtes ou queijos magros. Pode optar por ingerir apenas um tipo ou um mix.

Como vimos, motivos para consumir frutos secos não faltam. Contudo, não deve ultrapassar a quantidade diária de acordo com as suas necessidades energéticas e prefira os naturais (exclua os fritos, os salgados ou os torrados).

Por: Sara Barbosa*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

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