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Atualidade - page 313

Novo Paradigma Educacional – Novas Tecnologias (Parte I)

Agosto 20, 2017 em Atualidade, Concelho, Educação, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Dr.ª Maria José Amaral Neco

Atualmente, as organizações educativas confrontam-se com uma diversidade de alunos que transportam consigo vivências e necessidades diferentes. É por isso exigido às instituições educativas uma redefinição constante do seu papel e das suas estratégias de intervenção. Os desafios dos novos tempos assim o exigem.



Todos sabemos que as escolas não são, hoje em dia, os únicos contextos de transmissão do conhecimento. Assiste-se a uma inadequação de saberes que os estabelecimentos de ensino transmitem aqueles que a frequentam, já que estes saberes estão em competição com fortíssimos meios de comunicação social, muito aliciantes, e que tornam pouco interessante o sistema educativo existente.

Quando Dewey, em 1990, ao pensar no papel que a escola deveria desempenhar, se referia a ela como protagonista de uma “jornada de esperança”, no que concerne ao processo de esbatimento das desigualdades que imperavam na sociedade, idealizava certamente uma escola diferente, quer no seu conteúdo quer na sua forma, e que acabaria por traduzir performances bastantes distintas daquelas a que hoje assistimos. Perspetiva-se que o Ensino à Distância/E-Learning possa ser um caminho empreendedor que nos levaria à igualdade entre os cidadãos.

E-learning, Ensino à Distância…”Mas afinal o que é isso?”

A utilização do e-learning surge como uma nova forma de aprender mais individualizada, adaptada às necessidades, restrições e responsabilidades de cada formando num dado momento, tornando-os capazes de responder eficazmente aos desafios que terão de enfrentar.

Este novo paradigma, associado às tecnologias da informação e comunicação, proporciona aos indivíduos um nível de flexibilidade considerável de escolha das temáticas, dos momentos e dos métodos de aprendizagem, principalmente através da Internet. Esta é uma visão particularmente relevante para os formandos que tentam conciliar a sua vida profissional e social com a sua progressão e qualificação.

A inclusão das tecnologias em informação e comunicação no processo educacional não garante em si a qualidade, no entanto uma educação de qualidade e contextualizada nos dias de hoje, passa necessariamente pelo uso das tecnologias. É necessário continuar a apostar na qualidade dos cursos em qualquer nível de escolarização, quer sejam num contexto mais tradicional ou num contexto mais inovador.

Por: Dr.ª Maria José Amaral Neco*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

MARCA, de Vila Cova, termina Campeonato Nacional de Futebol de Praia com balanço positivo

Agosto 19, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora




A 13 de agosto terminou a primeira fase do Campeonato Nacional de Futebol de Praia, que contou com a presença, em estreia, de uma equipa barcelense, mais propriamente de Vila Cova, o Movimento Associativo de Recreio, Cultura e Arte, popularmente conhecido por MARCA.

A primeira fase deste campeonato subdividia-se em 3 zonas (Norte, Centro e Sul), contando já com algumas formações de clubes históricos e com outra dimensão, principalmente, orçamental. A título de exemplo, o Estoril Praia (Centro), o Salgueiros 08, o Leixões, o Chaves e o Varzim (Norte). Ora, como parece fácil de depreender, era na Zona Norte que “residiam” os conjuntos mais fortes, pelo menos, teoricamente. A estes quatro juntavam-se Academia Elite Sport, Vitorino de Piães, Associação São Jacinto e, claro está, o barcelense MARCA. Não só era a zona com mais “tubarões”, como a zona com mais equipas, mais jogos e mais jornadas. Tudo isso contribuiu para que fosse, igualmente, a zona onde os clubes teriam que despender mais em termos orçamentais e logísticos.

O MARCA terminou a fase no 7º posto, com 7 pontos em 8 jogos, fruto de 3 vitórias e 5 derrotas. Teve um score de 39 golos marcados e 47 sofridos. De salientar que neste campeonato não havia lugar a empates. No final do tempo regulamentar, em caso de empate, procedia-se à marcação de grandes penalidades até se achar um vencedor. Os jogos, à exceção de uma jornada (em Chaves), realizaram-se na vila de Apúlia – Esposende.

Rúben Silva

Rúben Silva, da comunicação do MARCA e, também, jogador da equipa, acedeu a responder a algumas perguntas sobre a participação do clube neste campeonato. Este jornal agradece-lhe pelo facto de ter abdicado de um pouco das suas merecidas férias para nos responder.

Relembrando que eram a única equipa barcelense presente no campeonato, de onde surgiu a ideia de se inscreverem e disputarem uma competição destas, tão importante a nível nacional?

RS – A nossa participação no campeonato nacional de futebol de praia começou, apenas e só, para nos divertirmos enquanto colegas de equipa e permitir uma experiência diferente a todos. Mas quando fizemos o primeiro jogo, vimos que tínhamos potencial para lutar por uma boa classificação. Jogo a jogo, fomos adquirindo experiência e os resultados foram aparecendo.

Que balanço fazem desta vossa participação?

RS – No geral, foi um grande campeonato, onde pudemos jogar contra grandes equipas, grandes jogadores. O empate frente ao Varzim [no tempo regulamentar] e a vitória frente ao Chaves demonstram que o MARCA não estava lá apenas para fazer “figura presente”, como muita gente achava.

Qual o objetivo principal desta vossa primeira “aventura” numa competição deste calibre?

RS – Levar o nome MARCA a um patamar Nacional foi o nosso objetivo principal.

Agora que esta fase terminou, pretendem deixar algum agradecimento?

RS – Em nome da direção, pretendemos agradecer o empenho dos jogadores, equipa técnica e diretores. Todos eles muito importantes nesta grande caminhada.

Tiveram muito apoio nas bancadas, nomeadamente, dos vossos adeptos e demais espetadores?

RS – Sim. E para nós, ainda mais importante é agradecer a todas as pessoas que em todos os jogos nos apoiaram. Essas, sim, foram a grande força para os nossos jogadores. A todos os nossos adeptos, um muito obrigado.

O Barcelos na Hora não pode deixar de dar os parabéns ao MARCA, sua direção, equipa técnica e jogadores, por esta primeira participação – desejando que a “aventura” continue nos próximos anos – neste tão difícil e prestigiante campeonato, onde o balanço só pode ser mesmo muito positivo.

Fotos: DR.

Gil Vicente traz empate da Póvoa de Varzim

Agosto 19, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora




Em jogo disputado no Estádio do Varzim SC, na Póvoa de Varzim, e perante cerca de 1500 espetadores, o Gil Vicente conquistou um precioso empate perante um adversário que, há bem pouco tempo e no mesmo terreno, derrotou para a Taça da Liga.

Assim, a turma treinada por Jorge Casquilha alinhou com Rui Sacramento, Ricardinho, Sandro, Vítor Tormena, Henrique, Jumisse, André Fontes (João Pedro, 70’), James Igbekeme, Fall (Tiger, 87’), Jonathan Rubio (Rafael Batatinha, 64’) e Rui Miguel.

No banco ficaram Júlio Neiva, Luiz Eduardo, Miguel Abreu e Camara.

Já a turma varzinista, orientada por João Eusébio, jogou com Paulo Vítor, Mário Sérgio (Jean Felipe, 87’), Sandro, Tiago Valente, Milhazes, Nélson Agra, Nelsinho, Pintassilgo (Jairo Jiménez, 79’), Rui Coentrão, Diogo Ramos e Lukman (Ruan, 63’).

Como suplentes não utilizados ficaram Marinho, Kaká, Jeferson e Fábio Fonseca.

O jogo foi dirigido por André Narciso, árbitro de 34 anos da Associação de Futebol de Setúbal, que admoestou com cartão amarelo André Fontes (35’), Nélson Agra (37’), Milhazes (46’), Henrique (91’), Rui Sacramento (93’) e Ruan (94’).

O jogo teve uma toada morna durante a primeira parte, resultando num nulo com que se saiu para o intervalo. Na segunda parte surgiram os golos. Os poveiros foram os primeiros a marcar, por intermédio de Rui Coentrão, aos 62 minutos. No entanto, um quarto de hora depois, aos 77 minutos, Rui Miguel restabeleceu a igualdade, através da conversão de uma grande penalidade, fechando, assim, o marcador no 1-1 final.

Com este resultado, e de acordo com a classificação oficial da Liga Portugal, o Gil Vicente sobe ao 9º lugar provisório – faltam disputar jogos para a esta jornada fique completa –, com 4 pontos em 3 jogos, fruto de 1 vitória, 1 empate e 1 derrota. Tem 4 golos marcados e 4 sofridos, dando-lhe uma diferença de 0 entre golos marcados e sofridos.

Foto: DR.

Estava com saudades!

Agosto 18, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Vítor Sá Pereira

Olá, caríssimo leitores,

Já estava com saudades que a bola começasse a rolar e de ver o meu FCP jogar. A pré-época do meu clube foi interessante, o que traduziu num indicador de que iremos fazer um campeonato competente e que isso resulte em títulos para o nosso valioso museu!



Tenho gostado imenso da postura do nosso treinador! Sérgio Conceição foi uma bela escolha para voltar a trazer a mística e a agressividade (no bom sentido da palavra).

Dois jogos, duas vitórias! Melhor, para já, é impossível. A vitória de Tondela, na minha opinião, foi uma pequena amostra do que vai ser este campeonato: jogos disputados até ao último minuto e  incerteza no resultado.

Se ninguém do 11 inicial sair do Porto, a nossa equipa pode pensar, seriamente, em festejar, em maio, nos Aliados. Espero que não facilitem e que preparem todos os jogos como autênticas finais.

Quero, também, desejar as maiores felicidades ao nosso Gil Vicente. Que faça uma boa época e que regresse ao lugar que merece o mais rapidamente possível! Bons jogos para todos.

Ah…o SLB ganhou aos 92??? Mais do mesmo!!!

Voltei para ser sincero, não para agradar!

Obrigado pela atenção.

Por: Vítor Sá Pereira*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

O “Leão da Franqueira” está de volta!

Agosto 18, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
José Costa

Retomando os comentários ao desempenho do nosso Sporting Clube de Portugal, os sentimentos são ambíguos. Na pré-época, os resultados foram repartidos entre vitórias e derrotas, acabando por vencer o jogo de apresentação frente ao Mónaco, por 2-1, e o jogo do Troféu Cinco Violinos, frente à Fiorentina, com uma vitória por 1-0. Com muitas entradas e muitas saídas, se bem que por agora se mantêm as principais figuras, o que se nota claramente é falta de “fio de jogo”.



Vai-se salvando a “honra do convento” com duas vitórias no início do campeonato da 1ª Liga, com uma vitória clara sobre o CD da Aves, por 2-0, mas com algumas dificuldades. Dificuldades essas que foram acrescidas frente ao Vitória de Setúbal, com um jogo sofrível, acabando por conseguir garantir uma vitória pela margem mínima.

Já no que às competições europeias diz respeito, o Sporting, frente ao Steaua de Bucareste, apesar de muito esforço em chegar à baliza adversária, a equipa não conseguiu, esta terça-feira, a tão desejada vitória em casa. Segundo Jorge Jesus, não se cumpriu um dos dois objetivos do jogo: um era não sofrer golos e esse foi conseguido, o outro, que não foi conseguido, e portanto falhou, foi marcar ao adversário, segundo ele – “J.J.” – “o único senão que eu tenho para a minha equipa, é não ter feito golos, o resto foi tudo muito bom”…Esperemos que com um futebol “muito bom” não tenhamos que sofrer e, consequentemente, torna-se obrigatório ir a Bucareste, na quarta-feira da próxima semana, marcar o tão desejado golo. Será esta uma prova de fogo para a equipa, achando eu que este objetivo tem, obrigatoriamente, que ser cumprido, caso contrário, já não é a equipa – Sporting Clube de Portugal – que fica mal, mas sim a sua equipa técnica liderada por Jorge Jesus, que não terá muitas alternativas de sobreviver, caso fique tão cedo pelo caminho na Liga dos Campeões. Não se adivinha vida fácil para os Leões. A ver vamos, aguardemos que os próximos desafios possam apresentar mais segurança e melhor desempenho, para bem dos nossos anseios nas competições internas, mas também nas competições europeias.

Agora uma referência ao nosso Gil Vicente, que iniciou muito bem, desde logo no jogo de apresentação, frente à equipa principal do F. C. Porto, que apesar de não ter vencido, deixando que o troféu “Caixa Agrícola” tenha ido para o Dragão, teve melhor desempenho no primeiro jogo da 2ª Liga, frente ao F. C. Porto B, aí já com uma vitória justíssima. Já em casa, na segunda jornada, apesar de ter apresentado boa qualidade técnica e jogado o suficiente para justificar uma vitória, infelizmente a sorte não esteve do nosso lado e na primeira incursão à baliza do Gil Vicente, o Cova da Piedade marcou. E como se tal não fosse suficiente, iniciámos a segunda parte a sofrer um penálti, que condicionou bastante a equipa, que não conseguiu ir além de uma derrota por 1-2.

Os próximos tempos, apesar de ainda estarmos no início das competições, são cruciais para afirmar um espírito vencedor e que permita, desde já, amealhar pontos que poderão ser fundamentais na disputa dos lugares cimeiros. E que a qualidade de jogo permita a continuidade na disputa do maior número de competições e/ou troféus.

Por: José Costa*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

Vamos a mais um campeonato?

Agosto 18, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pombal Lopes

Olá a todos, novamente!

Vamos a mais um campeonato?!



O Benfica conseguiu, nestas duas primeiras jornadas, abafar o coro de críticas e desconfianças que assolaram a equipa depois de uma pré-época bastante pobre.

Ganhámos os dois primeiros jogos. Com o Braga foi mais tranquilo do que se esperava, já contra o Chaves trememos, como seria de esperar, mas sou franco, apesar da vitória ser inteiramente justa e pecar por números escassos, esperava mais da equipa de Trás-os-Montes, que após a boa campanha na temporada passada conseguiram montar um óptimo plantel, agora comandado pela inteligência tática de Luís Castro.

Ambas as partidas foram a antítese do futebol jogado nos encontros amigáveis de pré-época.

Ia-me esquecendo… e não é que o Benfica já leva mais um título no currículo?! A mediocridade dita e repetida de forma patética sobre a equipa da Luz tem “caído em saco roto” e estamos a pôr-nos a jeito de fazermos mais do mesmo e sairmos vencedores!!!

“Ia me esquecendo” – II : e não é que a equipa, alegadamente, mais beneficiada pela arbitragem e das poucas que se colocou contra o vídeo-árbitro, tem vindo a sofrer de injustiça perante o mesmo?! Sim, o golo anulado ao Braga é uma decisão aparentemente errada mas, para além do resultado estar 3-1, há ainda um penálti por assinalar a favor do Benfica de que ninguém fala. Enfim, vamos continuar a assistir à culpabilização de terceiros para as insuficiências internas.

O Gil Vicente está a deixar toda a gente na expectativa. As exibições são interessantes mas não convincentes. Há entusiasmo de volta da nova Direção do clube e espero que estejam à altura do desafio.

Um grande abraço a todos aqueles que vão estar atentos ao que se vai escrevendo por mim e pelos meus dois colegas e rivais!

Cumprimentos e levem o desporto…na desportiva.

Por: Hugo Pombal Lopes*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

XX Festival de Folclore em Abade de Neiva

Agosto 18, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora




Realiza-se no próximo dia 19 de agosto, o XX Festival de Folclore do Rancho Folclórico Nossa Senhora da Abadia, em Abade de Neiva. O Festival está integrado na festa em honra da Senhora da Abadia e inicia pelas 15h00.

Este festival contará com as atuações do Rancho Folclórico Nossa Senhora da Abadia (Abade de Neiva – Barcelos), Grupo Etnográfico de Vila Praia de Âncora, Rancho Folclórico de Alvarelhos (Trofa), Grupo Associação de Divulgação Tradicional de Forjães (Esposende) e o grupo internacional Rancho Folclórico Portugueses no Mónaco, daquele Principado da costa mediterrânica.

Este evento tem o apoio do Município de Barcelos, da Junta de Freguesia de Abade de Neiva e do INATEL.

Imagem: RFNSA.

Os barcelenses na Volta, por Hélder Braga (II)

Agosto 17, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Viseu acolheu, na passada terça-feira, a etapa final da 72ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta, onde se realizou um contrarrelógio individual, com 20 km de extensão, que pouco ou nada veio acrescentar à classificação final dos três barcelenses em prova.



De facto, todas as atenções estiveram na etapa anterior, dita “rainha”, que ligava as cidades de Lousã à Guarda, numa extensão de 184 km, e que destronou o, até então “Rei da Montanha”, João Matias (LA METALUSA BLACKJACK). Na verdade, o João Matias teve uma estreia de sonho nos 90 anos da Volta a Portugal, ao vestir a Camisola Azul, símbolo do líder dos trepadores, durante 6 dias seguidos. Foi na terceira etapa que o João assumiu a liderança desta classificação, num dia que ficou marcado pela queda do seu “Chefe de Fila”, Edgar Pinto, já nos quilómetros finais em Bragança. Com este desfecho, a camisola da Montanha passou a ser um dos objetivos para a LA METALUSA BLACKJACK, dando” liberdade” ao João para continuar a conquistar os pontos necessários, na verdade com bastante mestria, para, dia após dia, alegrar os barcelenses ao apresentar-se no pódio final.

O final deste “sonho” acabaria por chegar na 9ª etapa durante a subida à Torre, onde a fortíssima formação da W52-FC PORTO, através do Amaro Antunes, Ricardo Mestre e do Camisola Amarela, Raúl Alarcón, dizimou praticamente todo pelotão, sentenciando, assim, as aspirações do João. Ao vencer as 4 contagens de montanha que faltavam, o Amaro Antunes conquistou, dessa forma, a respetiva camisola Azul.

Fica o brilhantismo e a maturidade com que o João se apresentou ao longo dos 11 dias de competição, dignificando a sua equipa, os seus amigos, seguidores e todos os barcelenses.

Também em destaque, mas com menos “liberdade” nas suas equipas, estiveram o Domingos Gonçalves (RP-BOAVISTA) e o Hélder Ferreira (LOULETANO-HOSPITAL DE LOULÉ).

O Ciclismo, apesar de ser um desporto individual, pois todos os ciclistas são classificados individualmente, tem pouco de individual. Na realidade, nestas competições, o coletivo tem um papel primordial na execução de tarefas e de estratégias com vista ao resultado final de um ou outro atleta. É neste contexto que falo do Domingos (31º classificado) e do Hélder (59º classificado), pois ao analisarmos as suas classificações finais, podemos ser induzidos em erro quanto ao verdadeiro “valor” de cada atleta. De facto, ambos estiveram presentes, com bastante veemência, no “trabalho de equipa”, sacrificando-se em prol dos seus líderes.

Na minha opinião, tivemos o Hélder Ferreira ao seu melhor nível, como já nos habitou no passado, principalmente na etapa da Senhora da Graça, etapa esta onde ficava bem à organização ter-lhe atribuído o ”prémio da combatividade”, depois de ter estado na fuga do dia, colaborado e ser o último atleta a ser alcançado pelo fortíssimo “TGV” da equipa W52-FC PORTO, já nos 3 km finais do Monte Farinha. No final, todo trabalho e sacrifício do Hélder foi recompensado com a conquista da Camisola Verde (classificação dos Pontos) pelo líder da sua equipa, o espanhol Vicente de Mateos.

Quanto ao Domingos Gonçalves, teve uma entrada quase perfeita nesta volta, ao ser segundo classificado, a escassos dois segundos do gaulês Damian Gaudin (ARMÉE DE TERRE), no prólogo inaugural de Lisboa. A partir desse momento, esteve muito ativo no pelotão e na estratégia da equipa, aparecendo em alguns momentos cruciais da Volta junto dos principais atletas do pelotão nacional. Na minha opinião, um dos atletas em melhor forma ao longo do ano, com vários resultados de destaque obtidos, entre os quais o título de Campeão Nacional de Contrarrelógio Individual, o que nos fazia sonhar para a etapa final de Viseu…

Em jeito de síntese, é com muito gosto e orgulho que vejo estes três jovens barcelenses, que deram as suas primeiras pedaladas na Escola de Ciclismo da ACR RORIZ, a dar espetáculo e a abrilhantar esta Volta a Portugal, “Volta do Povo” ou “Grandíssima”, como lhe prefiram chamar, que é apenas e só, um dos maiores eventos desportivos do país, mas que tem perdido competitividade nos últimos anos, ao não conseguir atrair as principais formações dos escalões superiores do ciclismo internacional.

Por: Hélder Braga.

Fotos: DR.

42º Circuito de Santa Marta de Portuzelo: ACR Roriz com vitórias individuais e coletivas

Agosto 17, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora




Dia 15 de agosto, feriado, foi o dia escolhido pela Associação de Ciclismo do Minho e pelo Grupo Desportivo do Centro Paroquial de Santa Marta de Portuzelo para organizarem o já tradicional Circuito de Santa Marta de Portuzelo, na sua 42ª edição.

Este 42º Circuito integrava atividades de destreza para as categorias de pupilos/benjamins e provas em linha para iniciados, infantis, juvenis, cadetes e juniores. Era, igualmente, pontuável para a Taça do Minho de Ciclismo de Estrada – Arrecadações da Quintã.

Assim, e como o título da notícia informa, a equipa ACR RORIZ SEISSA/KTM-BIKESEVEN/MATIAS&ARAÚJO/FRULACT marcou presença, conseguindo conquistar alguns lugares de realce, em todos os escalões que competiu.

Em juniores, o melhor posicionado da equipa de Roriz foi Pedro Lopes, com o 5º lugar. José Vieira (16º), João Salgado (22º), Carlos Vale (34º), Luís Barbosa (36º) e João Sousa (37º) foram os restantes elementos da equipa a competirem. Coletivamente, conseguiram um bom 5º lugar.

Pedro Lopes (à direita)

Já em juniores femininos, Débora Figueiredo conquistou um grande 2º lugar, apenas atrás de Jéssica Ribeiro, da ACD MILHARADO/ESCOLA DE CICLISMO MANUEL MARTINS.

Entrando no escalão de cadetes, começam os títulos da equipa rorizense. Pedro Silva foi o grande vencedor deste escalão, conseguindo levar de vencida, ao sprint, os demais adversários. João Lobo (4º), Manuel Barbosa (10º), Bruno Silva (11º), Lucas Braga (12º), Flávio Fernandes (17º), César Eiras (43º) e Pedro Gonçalves (46º) foram os outros elementos rorizenses a competir no escalão.

Pedro Silva (ao centro)

Por equipas, a ACR RORIZ SEISSA/KTM-BIKESEVEN/MATIAS&ARAÚJO/FRULACT conseguiu um excelente 1º lugar, num pódio que teve a outra representante barcelense, CENTRO CICLISTA DE BARCELOS, no 2º lugar de um pódio fechado pela MAIA.

No que às Escolas concerne, em Juvenis, Diogo Saleiro foi o melhor classificado, em 4º lugar. Sérgio Saleiro (8º), Luís Lobo (11º), João Serre (12º), Diogo Carreiras (18º) e Guilherme Rodrigues (33º) foram os restantes elementos a competir.

 

 

Neste escalão mas em femininos, Nicole Gonçalves conseguiu um grande 2º lugar, atrás de Beatriz Pereira (CRC/GARBO/MÓDULO 60) e à frente de Marisa Ferreira (BAIRRADA).

Adelaide Palmeira (à direita) em representação de Nicole Gonçalves

 

Nos Infantis, mais uma conquista para a ACR RORIZ. João Martins foi o autor da proeza, conquistando o escalão. Gabriel Baptista (11º), Henrique Lopes (12º), Dinis Saleiro (14º), Diogo Miranda (15º), Paulo Fernandes (19º), Guilherme Boas (21º) e Rodrigo Rodrigues (34º) foram os restantes competidores rorizenses.

Com apenas dois atletas a competirem nos Iniciados, Leandro Martins conquistou um bom 5º lugar e Gonçalo Rodrigues ficou em 8º.

Já nos Pupilos/Benjamins, o já habitué dos pódios, Dinis Carreiras, conquistou um grande 2º lugar. Afonso Pereira, em 13º, foi o outro representante presente.

Nos femininos, conquistados por Sofia Loução (ESCOLA DE CICLISMO ARCA DE NOÉ/GAIA), Adelaide Palmeira conseguiu um bom 5º lugar.

No somatório final, coletivamente, a grande vencedora foi a ACR RORIZ SEISSA/ KTM-BIKESEVEN/ MATIAS&ARAÚJO/ FRULACT, suplantando a SILVA&VINHA/ADRAP/SENTIR PENAFIEL (2ª) e a TENSAI/SAMBIENTAL/SANTA MARTA (3ª).

Fotos: ACM/Jorge Almeida.

Festival “River Blues 2017” anima Barcelos no início de setembro

Agosto 16, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora




Entre 1 e 3 de setembro, as margens do Rio Cávado serão palco do festival “River Blues”, promovido pelo Município de Barcelos.

Assim, a música estará de volta às margens do rio Cávado, com Barcelos a receber a primeira edição deste festival, um evento cultural que visa apostar na fusão de sonoridades de Blues, Soul Music e Funk, prometendo colocar Barcelos na rota dos festivais musicais de cariz urbano, contemporâneo e cosmopolita.

A iniciativa, que vai ter lugar no primeiro fim de semana de setembro, é promovida, tal como referido, pelo Município de Barcelos e para o Presidente da Câmara representa “uma oportunidade de dar uma visibilidade diferente a Barcelos ao apostar num evento de qualidade que vem complementar a oferta cultural do concelho”.

De acordo com Miguel Costa Gomes, trata-se de um evento que pode contribuir para a fruição do espaço público da cidade nesta altura do ano, já que “o público poderá usufruir de bons momentos musicais num espaço pensado para acolher eventos ao ar livre, aliando, assim, o lazer à música”. “Estou convencido que as pessoas vão aderir. É uma aposta na aproximação a novos públicos, nomeadamente os jovens”, frisa o edil barcelense.

O cartaz desta primeira edição do “River Blues” conta com vários nomes de referência no panorama musical da World Music. Destaque para os BUDDA POWER BLUES, considerada uma das melhores bandas de Blues a nível nacional e europeu, tendo atuado em grandes festivais e concertos na Alemanha e no Luxemburgo e tendo sido selecionada, em 2016, para representar Portugal no maior certame de Blues da Europa, o European Blues Challenge in Torrita di Sienna, Itália.

O programa inicia-se a 1 de setembro, ao som de música Rock, com o show case da banda barcelense QUANTIC MODE. De seguida, sobem ao palco os bracarenses BUDDA POWER BLUES.

No sábado, 2 de setembro, é a vez da banda nacional JUST SOUL ORCHESTRA, formada por músicos da cidade do Porto, se apresentar com sons da Soul Music e do Funk. Em palco, estarão presentes dez músicos, três vozes, um teclista, uma guitarra, um baixo elétrico, bem como uma secção de Sopros composta por Sax Tenor, Trompete e Trombone.

No último dia do Festival, a 3 de setembro, será lançado o novo álbum de originais de ANTÓNIO MÃO DE FERRO, um dos mais importantes guitarristas portugueses, tendo tocado em bandas conhecidas da música pop, tais como os GNR, Pedro Abrunhosa e Rui Veloso.

O local escolhido pela Câmara Municipal de Barcelos – o palco sobre o Rio Cávado – além de propiciar um cenário de grande beleza natural e patrimonial, pretende fazer um reaproveitamento mais racional do palco construído, todos os anos, pela edilidade barcelense e que recentemente recebeu o Festival de Folclore.

O festival “River Blues” é organizado pela Câmara Municipal de Barcelos em parceria com a Eventos David Martins, e conta com os apoios da Olá, Lipton e Libargel.

Todos os concertos têm entrada gratuita e têm início marcado às 21h30.

Fonte e imagem: CMB.

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