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Atualidade - page 320

Doroteia Peixoto (3ª) e Augusto Costa (1º), dos Amigos da Montanha, no pódio da Meia Maratona Manuela Machado

Janeiro 23, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

A equipa de atletismo dos Amigos da Montanha participou, no último domingo, na vigésima edição da “Meia Maratona Manuela Machado – Viana no Coração”, em Viana do Castelo, representada por seis atletas.



Doroteia Peixoto conquistou o terceiro lugar da prova feminina, ao correr os 21,095 quilómetros da prova minhota em 1h18m40s. Filomena Costa (ACD Jardim da Serra) foi a primeira classificada, com 1h14m09s, e a segunda posição da prova ficou para Mónica Silva (1h16m06s).

Doroteia Peixoto começou agora a preparação para a Maratona e esta prova foi realizada no âmbito dessa preparação. O objetivo principal da atleta é a “BMcar Meia Maratona de Barcelos”, organizada pelos Amigos da Montanha no próximo dia 8 de abril. No início de maio, a atleta dos Amigos da Montanha realizará uma prova de Maratona e até lá as corridas serão para preparar essa competição.

Augusto Costa concluiu a prova em 1h11m40s e foi o primeiro classificado no escalão M45. José Viana foi o terceiro, em M55, com o tempo de 1h21m34s. João Rodrigues concluiu a prova com o tempo de 1h18m37s no escalão de M40; Márcia Bandeira correu em F40 (1h50m16s) e José Rodrigues em M50 (1h57m36s).

Fonte: AM.

Fotos: ADN SPORT e MATIAS NOVO.

Fátima Melo, em F40, conquista 2º lugar na XX Meia Maratona de Viana do Castelo

Janeiro 22, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Fátima Melo (na foto de destaque ao lado de Manuela Machado), da Barcelos Team  Portugal, conquistou, no último domingo, dia 21 de janeiro, o 2º lugar, escalão F40, na “XX Meia Maratona Manuela Machado – Viana Fica no Coração”, com o tempo de 1h28m11s.



Esta foi uma prova, com a presença de cerca de 3500 atletas, organizada pela Câmara Municipal de Viana do Castelo e pela Cyclones Sanitop, contando com um percurso de 21,09km para a meia maratona e de 5km para a caminhada.

A representar a mesma equipa nesta prova estiveram Nuno Campos (M40, 37º) e Francisco Rosa (M35, 138º).

ARCA BarceloS Runners também marcam presença na prova

Entretanto, a equipa barcelense ARCA BarceloS Runners também competiu nesta meia maratona, sendo representada por Nuno Cruz (M35, 36º), Luís Neco (M40, 149º), José Cardoso (M50, 84º), Miguel Soares (M35, 227º) e Constança Brito (Seniores femininos, 34ª).

Foto: Facebook de Fátima Melo.

José Viana (Amigos da Montanha) é 3º na Meia Maratona de Viana do Castelo em M55

Janeiro 22, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

José Viana, de 58 anos, atleta dos Amigos da Montanha, correu ontem, dia 21 de janeiro, a “XX Meia Maratona Manuela Machado – Viana Fica no Coração”, tendo conquistado o 3º lugar no escalão M55 (atletas com mais de 55 anos), com o tempo de 1h21m35s.



Esta foi uma prova organizada pela Câmara Municipal de Viana do Castelo e pela Cyclones Sanitop, contando com um percurso de 21,09km para a meia maratona e de 5km para a caminhada. Marcaram presença cerca de 3500 atletas.

De acordo com o atleta, este foi um percurso muito bom e a organização está, mais uma vez, de parabéns.

Fonte e fotos: JV/JA e FAZATLETISMO.

Daniel Pinheiro, da ARC Águias de Alvelos, conquista 2º lugar na Meia Maratona de Viana do Castelo

Janeiro 22, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

A Secção de Atletismo e Trail Running da ARC Águias de Alvelos, participou ontem, dia 21 de janeiro, a “XX Meia Maratona Manuela Machado – Viana Fica no Coração”, tendo Daniel Pinheiro conquistado um excelente 2º lugar em seniores masculinos, com o tempo de 1h06m18s.



Esta foi uma prova, com a presença de cerca de 3500 atletas, organizada pela Câmara Municipal de Viana do Castelo e pela Cyclones Sanitop, contando com um percurso de 21,09km para a meia maratona e de 5km para a caminhada.

Os restantes elementos da equipa que competiram na meia maratona foram Vasco Batista (M40, 5º), André Silva (Seniores masculinos, 17º), Pedro Silva Pereira (M40, 10º), Filipe Cunha (M35, 10º), Henrique Pires (Seniores masculinos, 25º), Adriano Sá (M45, 22º), Eduardo Cunha (M35, 67º), Pedro Dourado (Seniores masculinos, 87º), Ezequiel Fernandes (M40, 104º), Avelino Figueiredo (M40, 414º) e Joel Gomes (Seniores Masculinos, 266º).

Foto: SATR-ARCAA.

Guardião barcelense João Costa oficializado no Gil Vicente

Janeiro 22, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Confirma-se a notícia avançada pelo Barcelos na Hora de que o barcelense João Costa, guarda-redes dos quadros do FC Porto, assinaria pelo Gil Vicente, vindo por empréstimo. Nas costas ostentará o número 99.


Este é um regresso a Barcelos, de um jogador que iniciou o seu percurso n’Os Andorinhas, de Arcozelo, saindo, depois, para a formação do FC Porto, onde foi campeão em todos os escalões, inclusive na equipa B.

Na hora da apresentação e oficialização, João Costa, em declarações à Gil Vicente TV, referiu ser “um orgulho estar de volta a casa. Sabia que em algum momento da minha carreira iria jogar aqui. Agora é o melhor momento. Estou muito feliz por estar aqui e sou mais um para ajudar o clube. Ainda por cima no clube da minha terra. Acho que é um orgulho enorme para qualquer pessoa”.

Sobre a possibilidade do Gil Vicente voltar à principal Liga portuguesa, o novo guarda-redes gilista salientou que “ Gil Vicente está quase de volta ao patamar de onde nunca devia ter saído. Espero vir ajudar o clube a voltar a esse patamar, que lhe foi retirado”, salientando que “qualquer jogador gostava de jogar na Primeira Liga, muito mais num clube como o Gil Vicente, que é de nível de Primeira Liga. Acho que para qualquer jogador, o que mais gostaria era jogar na Primeira Liga num clube com estas condições. Acho que seria perfeito”.

Sobre o processo que o levou a assinar pelos gilistas, afirmou ter sido “um processo normal de um jogador da minha idade. Saí do clube onde fui formado. Saí de lá pronto para agarrar qualquer desafio. Estou no Gil Vicente. Melhor para mim. É o clube da minha terra e com o maior orgulho do mundo, estou pronto”.

Por fim, desafiado a deixar uma palavra aos adeptos, aos barcelenses e à sua família, João Costa pediu “a toda a gente que comece a vir ao estádio apoiar o Gil Vicente para, todos juntos, remarmos para o clube voltar ao patamar de onde nunca devia ter saído”.

Município de Barcelos promove ação de sensibilização ambiental junto dos feirantes

Janeiro 22, 2018 em Atualidade, Concelho, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

O Município de Barcelos está a promover uma campanha de sensibilização ambiental junto dos feirantes da Feira Semanal, apelando a que, no final do dia, os lugares fiquem limpos, fazendo a correta deposição dos resíduos nos respetivos ecopontos e contentores.



Segundo o Município, “esta campanha tem uma dupla função: por um lado é um apelo à separação de resíduos, com evidentes ganhos ambientais e, por outro, contribuir para uma imagem da Feira Semanal como um espaço limpo e asseado, respeitado por todos e que contribua para que cada vez mais pessoas frequentem aquela que é a uma das mais emblemáticas feira tradicionais do país e um dos principais atrativos da cidade à quinta-feira”.

A primeira destas ações de sensibilização realizou-se na quinta-feira, dia 17 de janeiro, com a distribuição de panfletos junto dos feirantes, para elucidar este problema e desconstruir a ideia de lixo como algo sem valor, substituindo-a pela noção de resíduo, cujas matérias-primas devem ser aproveitadas e valorizadas com a sua reintrodução no processo produtivo, ou seja, reciclando os materiais sem utilidade para novos usos.

Para além de relembrar os procedimentos de triagem e acondicionamento para a recolha seletiva de papel, embalagens de plástico e vidro, esta ação pretendeu esclarecer sobre o processo de colocação de um objeto no ecoponto até à sua reintrodução no processo produtivo.

Fonte e fotos: CMB.

Celeste Ferreira expõe na Galeria de Arte de Barcelos

Janeiro 21, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Entre 27 de janeiro e 18 de março, a Galeria de Arte de Barcelos será palco da “Exposição de Pintura de Celeste Ferreira”, com vinte obras a óleo sobre tela e técnica mista sobre papel.



A pintora nasceu em Vila Nova de Gaia, em 1953. Licenciou-se em ensino de Educação Visual na Escola Superior de Educação de Lisboa e frequentou o curso de Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

As suas obras espelham um olhar sobre os outros e as suas histórias, com temas mitológicos, narrativas antigas e histórias novas. Com um espírito sensível e intimista, nas suas telas coloridas, a mulher surge como elemento definidor da sua obra.

Fonte e imagem: AB.

As Bibliotecas e a Organização da Informação

Janeiro 21, 2018 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Dr.ª Maria José Amaral Neco

As Bibliotecas não existem de forma independente da sociedade e das instituições às quais se vinculam. Pelo contrário, estas acompanham as tendências que se verificam na vida social, em especial aquelas relacionadas ao campo do conhecimento e da educação. Neste sentido, estas foram-se especializando à medida que as instituições científicas e educacionais se diferenciaram umas das outras em torno de um objeto, de uma teoria ou de uma prática.



Tradicionalmente, as Bibliotecas de Ensino Superior são direcionadas para atender as necessidades informacionais da comunidade académica, nos seus eixos de ação, ensino, pesquisa e investigação.

O peso atual da sociedade da informação, o aumento das necessidades dos utilizadores, conduzem a um aumento da eficácia e rapidez na recuperação da informação, que obriga à introdução de transformações organizativas na difusão da informação, que, por conseguinte, conduzem a uma obrigatoriedade de implementação de instrumentos de trabalho por parte dos profissionais de informação. Se é verdade que o engenho da introdução das novas tecnologias, veio colocar novos desafios aos profissionais da informação, é igualmente verdade que as suas funções se mantêm inalteráveis.

A explosão da informação nos últimos anos trouxe às bibliotecas portuguesas em geral, e em particular às Bibliotecas de Ensino Superior, alguns problemas de organização e difusão da informação, conduzindo os seus profissionais à tentativa de criação de instrumentos de trabalho e de pesquisa eficientes e capazes de responder às necessidades dos seus utilizadores na recuperação da informação.

No mundo globalizado em que estamos inseridos, destaca-se o papel da informação como elemento necessário e fundamental para a tomada de decisões em qualquer âmbito. Ao mesmo tempo, constata-se a chamada explosão informativa, dificultando o acesso aos documentos, caso não tenham sido adequadamente organizados. Nesse contexto, salienta-se o papel do profissional bibliotecário que irá mediatizar o processo de acesso a essa informação através de procedimentos de organização e representação documental.

Por: Dr.ª Maria José Amaral Neco*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Óquei de Barcelos perde primeiro round com Juventude de Viana por 3-2

Janeiro 20, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Em jeito de preâmbulo aos quartos de final da Taça CERS, onde ambas as equipas se defrontarão, o Óquei Clube de Barcelos (OCB) deslocou-se a Viana do Castelo para, no Pavilhão Municipal de Monserrate, defrontar a Juventude (7º) local.



A contar para a 13ª jornada do campeonato nacional, e com arbitragem de Jaime Vieira (AP Alentejo) e José Nave (AP Lisboa), a equipa vianense, treinada por Renato Garrido, iniciou com Jorge Correia, Tó Silva, André Azevedo, Nuno Santos e Nélson Pereira. No banco iniciaram Paulo Matos, Gustavo Lima, Francisco Silva, João Ramalho e Emanuel García.

Já o conjunto barcelense (5º), orientado por Paulo Pereira, iniciou com Ricardo Silva, Zé Pedro, João Almeida, Hugo Costa e Rúben Sousa. No banco, de início, ficaram André Almeida, Juanjo López, Joca Guimarães, Afonso Lima e Marinho.

A Juventude de Viana entrou melhor no jogo e logo aos 2’24’’ marcou, por intermédio de Nuno Santos. Aos 19’, Marinho, na marcação de uma grande penalidade, restabeleceu a igualdade. O mesmo Marinho, num livre direto a penalizar a equipa da casa pela 10ª falta, voltou a não conseguir desfeitear a equipa da casa. Foi aos 22’38’’. Pouco depois, encerrou a primeira parte, com as equipas a saírem para os balneários, empatadas a 1 golo.

Na segunda parte, a partida continuou equilibrada. A 17’48’’ do final da partida, o OCB chegou à 10ª falta mas Emanuel García não conseguiu desfeitear Ricardo Silva. Cerca de 5 minutos depois, Hugo Costa foi admoestado com um cartão azul. Mais uma vez, Emanuel García desperdiçou a oportunidade de colocar os da casa à frente do marcador, falhando o livre direto correspondente. No entanto, cerca de 2 minutos depois, o argentino redimiu-se e marcou o segundo golo da Juventude, recolocando a equipa da casa em ventagem no marcador.

A pouco mais de 2 minutos para o final da partida, a Juventude de Viana chegou à 15ª falta. O capitão Zé Pedro foi chamado para tentar concretizar o correspondente livre direto e não falhou, empatando novamente o jogo, desta feita a 2. Mas os livres diretos não acabariam por aqui, porque a pouco mais de 1 minuto do fim do jogo, o OCB também chegou à sua 15ª falta. Mais uma vez, foi o experiente argentino Emanuel García o responsável pela marcação. Desta vez, não se viu rogado e apontou o terceiro golo para os vianenses.

Desta forma, e sem mais incidências de maior até ao final, o OCB acabou por sair derrotado deste jogo, numa espécie de primeiro round da eliminatória da Taça CERS, sendo que um resultado deste tipo, nessa competição, apesar de negativo, poderia até ser “interessante”.

Na próxima jornada, o OCB tem nova deslocação, mas mais longa. Jogará contra o Turquel, dia 27 de janeiro, pelas 21h00.

Fotos: André Miranda.

Educação “Love on Top” ou o paradigma educacional do séc. XXI

Janeiro 20, 2018 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Conhece a escola que o seu filho frequenta? … Não. Não pergunto se sabe onde ela fica ou qual o aspeto físico dela. O que eu pergunto é se sabe como ela funciona, quem lá trabalha, o que compete a cada um e se tudo isso funciona bem enquanto modo de operacionalização curricular.



E, sobretudo, sabe porquê?

Digo eu muitas vezes que ter sido aluno e frequentado a escola não faz de si professor. Não, nem por sombras. Sabe porquê? Porque por ter estado doente e ter frequentado o hospital ou centro de saúde, também não fez de si médico.

Mas é pai, mãe e/ou encarregado de educação. E como tal, o responsável máximo pela educação do(s) seu(s) rebento(s).

Acontece que hoje em dia toda a gente opina sobre tudo sem ter conhecimento de quase nada. Veja quantos grupos de Facebook se ingerem neste tema, sem que lá estejam verdadeiros especialistas em educação. Depois baralha-se tudo e confunde-se educação com formação. A escola deve dar ambas. Mas os pais e encarregados de educação devem assegurar-se que a primeira não está em falta. E está. De que maneira!

Assim, frequentemente, os pais e encarregados de educação do sec. XXI (salvas as devidas e justas exceções) entram pela escola adentro, de mão na cinta, a aferir de competência e dos “deveres” de tudo e todos, sem que primeiro tenham essa conversa, com a maior franqueza, em frente ao espelho. Quantas vezes já ouvimos “o meu filho/filha não mente!”. Sim, mente, como todas as crianças quando fazem disparates e tentam “safar-se”. “A culpa não é do meu filho/filha. É dos colegas”. Esta é um clássico! Não é por acaso que existe o ditado que diz que “a culpa morreu solteira”. É muito frequente ver os pais e encarregados de educação da época da informação digital, irromperem escola dentro, com ameaças veladas, a esgrimirem os direitos dos filhos. E muito bem! Desde que na outra mão levem também uma folha com os deveres dos mesmos.

E infelizmente, hoje, é muito este o estado da Educação que temos. Professores esmagados por um sistema em que o aprender é relativo, de um lado, e encarregados de educação minados pela desinformação social, do outro. E o que é importante, continua a passar pelo meio dos pingos da chuva.

Deveriam os pais então ir à escola fazer o que?

Bem, para começar, averiguar das condições em que todos trabalham. Professores e alunos. Condições de logística, condições políticas e de administração e gestão escolar, critérios curriculares, etc. Depois, perceber o porquê de os seus filhos e educandos estarem cada vez menos bem formados e sobretudo porque é que a escola se está a tornar cada vez mais inócua na formação das crianças e jovens. O paradigma de “escola para todos” foi transformado no novíssimo “todos para a escola”. E o que lá se faz, interessa cada vez menos.

Se isto já é muito mau, pior é a forma como o Ministério da Educação atua. Nunca, nunca, em quase vinte anos de docência, percebi que alguém do Mistério saísse do seu confortável gabinete e entrasse, sem aviso, numa sala de aula. Ficaria aturdido com tal discrepância que existe entre as leis do “eduquês” e a sala de aula real. Muitos dos problemas com que nos deparamos hoje, nas escolas, são fáceis de resolver de uma forma prática e não acarretam nenhum custo. No entanto, quais avestruzes, ignoram o “teatro de operações” e pululam de teoria educacional em teoria educacional, a ver se acertam com alguma, ou, pior ainda, em prol do culto pessoal, na concretização das suas teses de mestrado ou de doutoramento.

O “parto” mais recente é o da flexibilização curricular. Que eu entendo ser pertinente. Mas uma vez mais, pelo profundo desconhecimento do mundo real, é uma mudança que, apesar de recém-nascida, já tem morte anunciada. E, dramaticamente, pelas mesmas razões de sempre. Os principais agentes destas mudanças, os professores e os alunos, não foram (nunca foram e nunca são) ouvidos. Importa é jactar a mais recente moda do “eduquês”. O resultado, logo se vê. Até porque os filhos dos senhores ministros não andam em escolas públicas. Frequentam colégios respeitadíssimos de escolas internacionais, muito conservadores e zelosos dos currículos tradicionais. O resto é paisagem. “Bora lá” experimentar!…



Termino, a este propósito, com uma reflexão muito pertinente de uma colega professora, Alexandra Simões Silva, docente numa escola de Cascais, a respeito desta mesma “novíssima” flexibilização curricular:

«Só para interessados. E para saber o que os espera.

Vamos falar sobre a flexibilização. Esse “monstro” modernista, que entra pelas nossas escolas adentro, sem apelo nem agravo, sem estudos prévios, sem informações detalhadas dadas a pais, alunos ou professores. Achamos que somos a Finlândia da educação, mesmo depois da falência educativa da dita, e implementamos novas metodologias, como adolescentes aventureiros no consumo de drogas desconhecidas. Vamos ver no que dá. O que temos não funciona. É evidente, concordaremos todos nessa matéria. Então, experimentemos.

A teoria está repleta de clichés adoráveis: os alunos que buscam a sua própria aprendizagem, o “overmentioned” “aprender a aprender”, a descoberta dos alunos ávidos de conhecimento, a orientação do professor, mero espectador cuidadoso, ao serviço da curiosidade alheia. Há, de facto, escolas primárias e escolas até do segundo ciclo, nas quais esta realidade poderá ser implementada. Fará, até, como diria uma amiga minha, versada em escolas que já levaram a cabo a flexibilização, todo o sentido: alunos preparados para um futuro de imprevistos, situações inesperadas, ambientes hostis. Os Centenos e Guterres do novo mundo, o quinto império pessoano por cumprir.

Todavia, a teoria em muito destoa da prática real. As escolas públicas portuguesas não são ambientes plenos de alunos curiosos, predispostos para a descoberta individual, ciosos do seu processo de aprendizagem. Aliás, estamos nos antípodas deste paradigma. A apatia, os alunos hiperativos, os alunos com necessidades educativas especiais, os alunos que ingressaram no ensino secundário porque as escolas os cobiçam de forma a manter a sua autonomia, independentemente do encaminhamento errado. Misturamos alunos de origens várias, interesses semelhantes na sua apatia e letargia, desinteresse sobre e qualquer realidade exterior ao seu universo de amigos virtuais ou bloggers patéticos. Aconchegadinhos, às três dezenas, em salas frias, mal equipadas, sem livros, computadores, ou especialistas que permitam ao professor garantir o devido acompanhamento para uma investigação que quer ser autónoma por parte de alunos que há muito não o são.

Acresce a isto, os muitos alunos cujo futuro será hipotecado porque se imagina o sucesso imediato do novo currículo. Fórmulas químicas, células, equações matemáticas ao nível do secundário adquiridas de forma autónoma, com erros continuados até à obtenção da excelência. O aluno estruturado, com as aprendizagens essenciais que farão dele um autodidata, completamente independente da teoria monótona da aula expositiva do professor entediante.

Nunca fui e nunca serei contra a mudança. Sou a maior apologista da mesma. Os professores não são, na sua maioria, contra a mudança, quando esta se prova benéfica para os alunos. Pelo contrário, os professores reconhecem a complexidade do que têm entre mãos – do Tomás, que não pára quieto, cujas consultas de pedopsiquiatria continuam pendentes, do Diogo, que é incapaz de escrever o sumário antes de tirar todas as canetas do estojo, bem como a comida da mochila, e a roupa de educação física, ou dos alunos prestes a atingir a maioridade que, apesar de estarem presentes numa aula de teoria sobre conteúdos que irão exercer profissionalmente e de que gostam, optam por realizar uma competição de flatulência dentro da própria aula. E isto apenas no dia de hoje.

Numa tentativa de deixar que os alunos fizessem a sua própria pesquisa, com recurso ao novo deus da internet, um deles, que viveu em Londres durante um ano, afirmou que a cidade se localizava no norte de Inglaterra; outra, que Barcelona era a capital de Espanha. Admitamos: para chegar à perfeição, serão necessários muitos erros. O que me preocupa, como à maioria dos professores, prende-se com a ignorância de quem emana esta flexibilização como se de os Dez Mandamentos se tratasse, negligenciando as famílias desestruturadas, os alunos especiais, as escolas marginais e o panorama real desta nova geração cuja curiosidade nula invalida qualquer flexibilização idealizada nos contornos perfeitos de um ministério e diretores obedientes afastados da sala de aula há várias décadas.

(…)»

Por: Hugo Pinto* (Professor)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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