Como água do vinho

Janeiro 11, 2019 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Hugo Pinto

Ano novo, vida nova. Mas esteve por pouco para continuar a ser a “velha vida”.



Todos perceberam que eu já não suportava, nem mais um segundo, o futebol enfadonho do Rui Vitória. Depois, comecei a embirrar também com o Rui Vitória, sobretudo agora mais no final. E eis quando me preparava para começar a embirrar com o Vieira, acontece o inevitável: Rui Vitória na RUA!!

A embirração com o Vieira passava apenas pelo facto de manter RV a todo o custo, quando era clarividente que já não havia as menores condições para tal.

Já o Rui Vitória, era de uma mediocridade insuportável. No empate para a Taça, aquela desculpa “natalícia” de que os jogadores estavam descentrados e que se fosse preciso ganhar, teriam ganho, deu-me a volta ao bolo-rei. No Benfica só se joga para ganhar. Se ele não sabe isso, nunca deveria sequer ter sido contratado.

O jogo com o Portimonense parece ter sido, finalmente, a gota de água. Ainda bem que os desgraçados dos centrais cometeram dois erros infelizes. Se esse é o preço de ver o RV na RUA, por mim, foi barato. O jogo em si, estava a ser tão mau como qualquer outro dos anteriores. Mas, não o parecendo, os nossos azares foram a nossa sorte.

Prova provadíssima de que quase tudo aquilo que escrevi até hoje estava, mais ou menos, certo, foi o último jogo, contra o Rio Ave. O SLB apresenta-se num 4-4-2, com Seferovic mais fixo e o João “miúdo-maravilha” Félix mais solto, nas costas do ponta de lança. Dois extremos e dois homens a fazer jogo no meio campo. Resultado: 4-2. Mesmo quando estávamos a perder por 0-2, pelo futebol que então jogava, eu acreditei que iríamos ganhar aquele jogo. E disse, a quem estava comigo a ver o jogo e é testemunha, “hoje vamos ganhar por 5-2 ou 6-2”. Errei. Por um. Ganhámos com 4 golos. Bom futebol, muitos lances de ataque e… golos. Porque, pura e simplesmente, tínhamos homens na área. Muitos. E, repito e repetirei sempre: no futebol a melhor defesa é o ataque. Simplesmente, se estamos a atacar, obrigamos os outros a defender. Simples como 2+2=4. E mesmo correndo o risco de sofrer 2 golos, habilitámo-nos a marcar 4. E o meu povo gosta. E há espetáculos e sem Rui, há vitória.

A manutenção do treinador até final da época, parece-me bem. Gostei do que vi. Gostei do arrojo, do atrevimento. Como escreveria Virgílio: “Fortuna audaces juvat” (a sorte favorece os audazes). E só para deixar água na boca, houve um interino, há uns anos, que estava provisório, foi ficando, e ficando, e hoje é um dos melhores de sempre (se não, o melhor). De seu nome, Josep Guardiola.

E viva o Benfica. Et pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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