Demasiados erros

Abril 27, 2017 Atualidade, Concelho, Desporto, Opinião
sportinguista
José Queirós

Dérbi é dérbi, e um Sporting – Benfica foi, é e será sempre, o dérbi dos dérbis.

Havia enorme expectativa em relação a este jogo por toda a sua envolvência. Até o Sporting, que se tinha demarcado da luta pelo título, sabia perfeitamente que em caso de vitória, a esperança ainda preenchia o ego dos seus adeptos! Com o campeonato muito disputado, o F. C. Porto era, naturalmente, parte interessada no desfecho deste jogo.




Um jogo que não foi bem jogado, longe disso, até porque havia de ambas as partes um superior interesse mais “resultadista” do que propriamente em dar espetáculo. Com casa cheia, o Sporting entrou melhor no jogo e logo aos dois minutos poderia ter aberto o ativo, primeiro com Gelson a ser puxado por Lindelöf dentro da área e, no seguimento, Alan Ruiz a rematar em boa posição, mas a bola saiu sem a direção desejada e embateu num adversário.

Pouco depois, mais um equívoco, desta vez do guardião benfiquista, que cometeu um penalty ridículo, com o árbitro a assinalar para a marca de grande penalidade, mas esquecendo- se de mostrar o respetivo cartão amarelo ao guarda-redes, que seria o quinto e, por isso, não jogaria o próximo jogo. Muito bem Adrien, que não facilitou, e a partir do golo, o Benfica toma conta do jogo, embora sem criar oportunidades de golo. Entre o minuto 40 e o minuto 43 houve três lances na área do Sporting em que os benfiquistas reclamaram penalty, e pelo menos em dois deles com razão, mas Artur Soares Dias voltou a equivocar-se!

Na segunda parte, o jogo melhorou um pouco, havendo mais espaço, e foi o Sporting quem, por duas vezes, esteve muito perto de fazer golo, só que Bas Dost não esteve inspirado e desperdiçou – primeiro com a cabeça (aqui puxado por Nelson Semedo) e, depois, com o pé direito – a possibilidade de, provavelmente, “matar” o jogo!

Mesmo assim, pareceu-me um Sporting mais forte na segunda parte e controlava o jogo até que novos equívocos viriam a acontecer! Primeiro, a falta de Alan Ruiz não foi tão evidente como outras perto da área do Benfica que não foram sancionadas. Segundo, o livre foi marcado muito longe do local da suposta infração. Será que o árbitro se esqueceu do spray? Aquele que seria um livre muito descaído para a esquerda tornou-se num livre ligeiramente descaído para a esquerda, bem ao jeito de um pé direito soberbamente executado por Lindelöf! O empate viria a ser o resultado final, festejado pelos benfiquistas como se de uma vitória se tratasse.

Este árbitro é considerado um dos melhores árbitros portugueses, juntamente com Jorge Sousa. Muito mal vai a arbitragem portuguesa! São demasiados erros, em jogos importantes, cometidos por estes dois senhores, sempre com larga influência no resultado final. Vide os jogos de Artur Soares Dias no V. Guimarães – Sporting e Porto – Benfica.

Com Jorge Sousa, vide o jogo Sporting – Benfica! Poderia citar um sem número de jogos com erros gritantes destes, e outros árbitros, mas é a arbitragem que temos, contestada por uns, enaltecida por outros, consoante o jeito que vão fazendo, todas as semanas. Por isso, nunca haverá entendimento nesta matéria até à introdução do vídeo-árbitro, e, mesmo assim…

Quem também não aproveitou foi o Porto, também com queixas da arbitragem. Normal, até por ser reincidente! Sempre que o Benfica perde pontos, o Porto segue-lhe as pisadas! Falta de estofo de campeão, há muito perdido para os lados do Dragão.

O Gil Vicente, depois de estar a vencer por dois golos, não conseguiu segurar a vantagem perante o “aflito” Cova da Piedade! Para a próxima fará melhor.

Saudações leoninas!

Por: José Queirós*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)



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