Dura lex, sed lex

Março 9, 2018 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Hugo Pinto

Efetivamente, se há semana em que me custa começar a crónica semanal, é esta. Não tanto pelos resultados desportivos, mas pelos acontecimentos fora das quatro linhas, que não sei bem se mais me entristecem ou envergonham.



Dentro de campo, curiosamente, tudo bem. Uma vitória por 3 bolas a 1, polvilhada com uma boa exibição do SLB.

Fora de campo, um nunca mais terminar de situações que teimam em não se esclarecer. Será sempre inadequado analisar a situação de forma simplista. A verdade é que o obscurantismo na verdade desportiva já tem décadas (mais de três, penso eu) e não foi inventado em Lisboa (penso eu de que…).  A dada altura, somos confrontados por uma destas duas situações: ou é reposta a justiça própria de um estado de direito; ou enveredamos pelo mesmo obscuro caminho, se não queremos perpetuar-nos enquanto perdedores. E por este prisma, quase consigo entender a “filosofia” de Bruno de Carvalho (oh, valha-me Deus…).

Porém, compreender não é concordar. E não concordo porque também não aceito que, a confirmarem-se as intermináveis alegações, o meu querido SLB tenha resolvido enveredar por “dourar apitos”. Até porque, a confirmar-se (insisto), terá o perverso efeito de descredibilizar o fantástico futebol jogado entre 2009 e 2015, o enorme investimento em infraestruturas como o BenficaLAB ou o centro de formação para jovens, o trabalho e esfoço desenvolvidos por uma enormíssima equipa de técnicos, et cetera, et cetera

Se o futebol português se reduziu a isto, está de facto num pântano. Mas o problema já é antigo. Vem do tempo em que se penhoravam sanitas e se ia, de repente, comprar caramelos à Espanha… assim só para desfastio (e porque dava imenso jeito). Alegadamente, pois claro.

Mas o grande problema é que a culpa morre sempre solteira. E de cada vez que o jogo de influências inquina o caminho da justiça, o sentimento de impunidade cresce. E assim, fomenta ideias lamentáveis nos demais. Nomeadamente, a ideia de que o caminho para o sucesso é pavimentado por lama e esterco.

Se tem que haver justiça, seja ela feita. Mas que de uma vez por todas seja realmente justa e promova uma grande limpeza desta escória que polui os meandros da nossa sociedade, onde os valores estão cada vez mais subvertidos. Afinal, dura lex, sed lex. Ou, pelo menos, assim seria desejável.

Tudo, alegadamente, claro está…

Viva o Benfica!

Eu quero ser penta!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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