Em comunicado, Distrital de Braga do PSD critica Governo na “crise dos combustíveis”

Abril 19, 2019 Atualidade, Concelho, Política

A Distrital de Braga do Partido Social Democrata (PSD) enviou, ontem, às redações um comunicado onde critica o desempenho do Governo na resolução do problema levantado pela greve dos motoristas de transportes de matérias perigosas, mas, igualmente, o “centralismo” da decisão governamental sobre os serviços mínimos.



Leia, na íntegra, o referido comunicado, assinado pelo Presidente da referida distrital, o eurodeputado José Manuel Fernandes:

«COMUNICADO

2019/0418

Face à grave crise energética que tem assolado o País, e o anúncio do fim da greve dos motoristas de transportes de matérias perigosas, a Comissão Política Distrital de Braga do PSD entende que se impõe assumir publicamente o seguinte:

1- Confirma-se o esgotamento do governo de António Costa e das esquerdas radicais. É um governo incapaz. O governo já sabia do pré-aviso de greve há mais de duas semanas e nada fez para prevenir ou minimizar os efeitos negativos desta situação.

2- Confirma-se a atitude centralista e uma governação sem solidariedade que discrimina os portugueses. O Governo de António Costa distingue entre portugueses de primeira e portugueses de segunda!

Temos de repudiar a decisão do Governo de Portugal de ter decretado “serviços mínimos” no abastecimento de combustível apenas para Lisboa e Porto. É manifestamente incompreensível o que possa justificar que essas duas importantes cidades portuguesas possam beneficiar de um regime de exceção face a todo o restante País. Em Lisboa e no Porto vive efetivamente um maior número de pessoas, mas tal não torna, por si só, de maior valor as necessidades em caso de emergência médica, as urgências do tecido produtivo, entre outras. O distrito de Braga, designadamente, alberga uma das zonas mais industrializadas e mais produtivas do País.

Acresce que os serviços mínimos foram decretados para onde já existem passes subvencionados e, sobretudo, alternativas de transporte. O resto do País, não tem alternativas viáveis ao automóvel, não tem passes sociais subvencionados e também não tem também direito a aceder aos serviços mínimos de combustível.

3- Portugal já havia sido dividido na recente medida dos passes de transportes públicos, tendo o País assistido a uma discriminação gritante das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto para com o resto do País. O governo do PS decidiu investir na redução desses passes em apenas duas áreas do território nacional, com dinheiro que provém dos impostos de todo o País;

4- O governo de António Costa não cria riqueza, não antecipa, não prevê. O fim da greve hoje [Ndr: ontem, 18.04.2019] anunciado não atenua estes reparos. Pelo contrário, são a prova de que existia uma solução que não exclui medidas de contenção que deveriam ter sido previstas.

O Presidente da Distrital do PSD de Braga,

José Manuel Fernandes»

Foto: DR.

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