Estranho

Dezembro 2, 2017 Atualidade, Concelho, Cultura, Opinião
Joana Martins

Estranho é o tempo

Que passou sem avisar

Estranho, não é não conhecer

Mas julgar conhecer, quem nos tentou enganar.

 

Estranho é ver alguém que passa

Marca, fica em nós e parte.

Parte-nos os sentimentos

E pinta-os de negro como arte.

 

Estranho é desconhecer

Os atos, os olhares

As palavras que ficam por dizer

E sobem como balões pelos ares…

 

Sobre espinhos passarinhar

Num estranho desalento

O Estranho como sombra a ofuscar

A luz que emana, não por fora, mas por dentro.

 

E o Estranho se vai afastando

Deixando em mim a escassez

E penso se fui eu que fui mudando?

Tentando respirar outra vez…

 

Por: Joana Martins*.



(* A redação do poema é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

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