FIBRO e Rotary de Barcelos celebram Dia Mundial da Fibromialgia a 12 de maio

Maio 10, 2020 Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo

Na próxima terça-feira, dia 12 de maio, pelas 21h30, a FIBRO – Associação Barcelense de Fibromialgia e Doenças Crónicas e o Rotary Club de Barcelos associam-se, novamente, para a celebração do Dia Mundial da Fibromialgia, com uma palestra online, em direto nas suas páginas de Facebook.



A palestra contará com o contributo de Paula Encarnação, da Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, de Victor Seco (moderador) e de Jorge Mandim, Presidente da FIBRO.

Pode assistir à palestra no Facebook da FIBRO (https://www.facebook.com/fibroassociacao/) ou do Rotary Club de Barcelos (https://www.facebook.com/RotaryBarcelos/).

A Fibromialgia e a COVID-19

É evidente que a situação de pandemia provocada pela COVID-19 tem impacto no doente fibromiálgico, independentemente dos problemas de saúde provocados por esta doença que assola o mundo.

A abrupta descida de rendimentos auferidos devido à paragem das atividades económicas, o aumento do desemprego, as inseguranças financeiras e sociais, que são elementos com impacto no bem-estar mental de uma pessoa considerada “normal”, são empolados num doente fibromiálgico devido à sua condição.

O distanciamento social, a informação constante, a propagação de notícias, falsidades e mitos, nas redes sociais, o contágio (ou o medo de contágio), o falecimento de familiares e amigos, são múltiplos os fatores que contribuem para um estado de saúde mental mais frágil, aumentando os níveis de ansiedade e de stress, com consequente impacto nos sintomas da fibromialgia.

A nível de saúde física, o encerramento de ginásios, piscinas, centros de fisioterapia e de reabilitação, a suspensão de atendimentos presenciais, adiamento de consultas médicas, suspensão de Juntas Médicas, etc. também impactam, negativamente, em todos os aspetos físicos e cognitivos, em muitos casos acelerando a evolução da doença, como por exemplo, aumento da rigidez das articulações e da fadiga muscular, com retrocesso na qualidade de vida, e aumentando o risco de incapacidade e de  não  conseguir trabalhar.

A redução da força muscular é comum em pacientes com fibromialgia, limitando sua capacidade de realizar atividades diárias e aumentando o risco de incapacidade.

Segundo o Fórum Europeu das Pessoas com Deficiência “um terço dos doentes com incapacidade e deficiência em risco de pobreza e exclusão social”, salientando ainda que “é preciso salvaguardar que não ficam para trás. Isso é muito difícil, mas tem de ser feito. Sob pena de se comprometer mais uma geração de pessoas com deficiência”.

Impacto social e disseminação

Com as ações de sensibilização pretende-se que a comunidade desmistifique a fibromialgia. Valorizando as capacidades que os doentes fibromiálgicos possuem, promovendo uma sociedade inclusiva.

Informar e sensibilizar a comunidade para a problemática das dificuldades diárias e permanentes do doente crónico e fibromiálgico, através de ações de formação, junto de diferentes públicos-alvo, desmistificando crenças erradas sobre a doença, promovendo a esperança e diminuindo o estigma negativo da doença.

Pretende-se que os diferentes agentes envolvidos (familiares, profissionais de saúde, entidades empregadoras e outros agentes da comunidade) conheçam o mais possível o doente com DOR Crónica, garantindo a sua participação em igualdade de oportunidades.

A Fibromialgia foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde em 1992, com o código CID 10 – M79.7. Em Portugal foi reconhecida, em 2003 pela Direção Geral da Saúde através da Circular Informativa nº 27/DGCG de 03/06/2003; DGS-Direção-Geral da Saúde – NORMA Nº 017/2016 – 27/12/2016 –; Atualização 13/07/2017 – Abordagem Diagnóstica da Fibromialgia, para: Médicos do Sistema de Saúde.

Mas, o que é a Fibromialgia?

A Fibromialgia, segundo a Sociedade Portuguesa de Reumatologia, caracteriza-se “por queixas dolorosas neuromusculares difusas. Outras manifestações que acompanham também as dores são a fadiga, as perturbações do sono e os distúrbios emocionais”.

Quais são os sintomas?

Os seus sintomas variam de pessoa para pessoa, em termos de intensidade.

Estas manifestações podem variar em relação à hora e ao dia, com mais frequência de manhã, e agravam-se com a atividade física, mudanças climatéricas, a falta de sono e com o stress.

Outras alterações associadas a esta doença são: a fadiga, que normalmente se mantém ao longo do dia; ansiedade; perturbações na atenção, concentração e memória; problemas gástricos e síndrome de cólon irritável.

Qual é o diagnóstico?

O diagnóstico desta doença é difícil, resultando normalmente de um processo moroso por exclusão de outras enfermidades, baseando-se no histórico clínico e na observação médica, processo esse que coloca em evidência a dor difusa associada à fadiga, às perturbações do sono, às alterações emocionais, e às dores de cabeça.

Qual é o tratamento?

A Fibromialgia não tem cura.

Independentemente de quando é feito o diagnóstico de fibromialgia, com o passar dos anos, os sintomas na pessoa tendem a piorar, caso não haja condições para uma terapêutica adequada, adaptação ou a ajuda de familiares e terceiros, nas diversas tarefas diárias

Como é vital, para o despiste e deteção da doença, um diagnóstico o mais cedo possível, este deverá ser realizado por profissionais de saúde familiarizados com a doença, para que possam diagnosticar, tratar, acompanhar e prestar informação, adequadas a cada pessoa e aos seus familiares, iniciando assim todo o processo de adaptação a uma nova realidade.

Imagens: DR.

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

*

Últimas de

Ir Para Cima