Gil Vicente: Pedro Ribeiro lança jogo frente ao Penafiel

Março 30, 2018 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo

Ontem, em conferência de imprensa, o treinador do Gil Vicente FC analisou o momento da equipa gilista, o último jogo frente ao Arouca e lançou o próximo, no Estádio Cidade de Barcelos, amanhã, pelas 16h00.



Primeiramente, e sobre o último jogo frente ao candidato à subida Arouca, Pedro Ribeiro salientou que, na sua opinião, a equipa está numa fase em que está a jogar contra equipas muito competitivas, ressalvando que todas da 2ª Liga o são. “O Arouca é uma boa equipa, que nos causou dificuldades. Contudo, este jogo tem diversas fases. Entrámos no jogo muito bem, tivemos sensivelmente 30 minutos de jogo com o domínio total do mesmo. A jogar no meio campo ofensivo, agressivos quando não tínhamos a bola, com personalidade com bola, tudo aquilo que eu lhes peço e eles têm tentado cumprir”. No entanto, na ótica do treinador gilista, o resultado fica marcado por um erro da arbitragem, em prejuízo dos gilistas. “O jogo fica claramente marcado por uma decisão infeliz da equipa de arbitragem, que condiciona tudo o resto que se seguiu. Se isso não tivesse acontecido, se iríamos ganhar o jogo, se iríamos empatar, de perderíamos na mesma, estamos a entrar nas suposições, como é óbvio. O que eu sei é que até aos trinta e poucos minutos, até essa decisão, que condicionou claramente o resultado, a equipa estava muito bem, estava a disputar o jogo. É verdade que não estavam a existir grandes oportunidades de golo de parte a parte, sinal de que existiam em campo duas equipas competentes, que estavam a fazer bem o seu trabalho. Eu admito que existam erros, nós também os cometemos, mas uma situação clara de jogo perigoso de um jogador do Arouca é transformada em lançamento lateral a favor e a minha equipa, porque é uma situação tão clara, reagiu tardiamente à situação e fomos penalizados por isso. A seguir, é verdade que a estratégia do Arouca funcionou muito bem, conseguiram intranquilizar a nossa equipa em determinados momentos. Penso que o resultado é claramente desajustado ao que aconteceu em jogo, fundamentalmente até este momento que eu estou a referir, que, na minha opinião, tem muita importância no desfecho do jogo”.

Com a chegada de Pedro Ribeiro e sua equipa técnica, o Gil Vicente voltou a marcar, voltou às vitórias e fez crescer as expectativas dos adeptos em relação à equipa. Questionado sobre esse facto, o treinador gilista fez questão de referir que já abordou esse assunto com os jogadores mas alertou os adeptos para o facto de que o Gil Vicente não joga sozinho em campo e do outro lado há sempre outra equipa competente. “Quando chegámos cá, o clube estava numa situação ainda pior do que a que está neste momento. Já não ganhava há quatro meses em casa, há seis meses fora e já não marcava golos há nove jogos. Relembro isto porquê? É muito importante que os adeptos entendam isto e apoiem a equipa, que está a reagir a uma grande parte da época que não correu bem. Acho que isso se nota em campo, nos jogos”, compreendendo que as expectativas sejam mais altas “e ainda bem porque significa que a equipa está a reagir. Temos que entender que não jogamos sozinhos e que do outro lado existe uma equipa, existe uma estratégia competente contra nós”, concluiu.



Se tivesse vencido o Arouca, a equipa gilista talvez tivesse conseguido sair da zona de despromoção, um objetivo deste grupo de trabalho. No entanto, segundo Pedro Ribeiro, os objetivos continuam intactos. “O objetivo, neste momento, é o mesmo que era antes do jogo com o Arouca: é ganhar o próximo jogo. É disputar os três pontos nos jogos todos. É, evidentemente, tentar sair da zona de despromoção o mais rápido possível. É o objectivo onde podemos chegar no imediato, o mais rapidamente possível. Mas não se esgotam aí os nossos objetivos. Nós queremos isso e, a seguir, com certeza que vamos querer algo mais porque, felizmente, tenho um grupo de trabalho que me dá essas garantias, um clube que dá todas as condições aos jogadores para disputarmos os três pontos nos jogos todos. E tendo isso, como líder da equipa, tenho que me sentir bem com isso”, terminou.

O próximo adversário, o Penafiel, está muito bem no campeonato e com os mesmos objetivos e argumentos do Arouca, subir de divisão. Sobre este adversário de sábado, Pedro Ribeiro salientou ser uma boa equipa, organizada, com uma ideia de jogo clara e que está numa fase muito positiva da época. “É um adversário difícil, não tenho a mínima dúvida. Para nós e para toda a gente que jogar com o Penafiel, será um adversário extremamente difícil. Aquilo que acredito, e que o grupo acredita, é que, se fizermos o nosso trabalho, não temos que reagir a ninguém. Temos que tentar impor o nosso jogo, jogar bem, ser fiéis à nossa identidade, que temos criado enquanto equipa e temos que respeitar o adversário, como sempre o fazemos, considerando aquilo em que eles são mais fortes e aquilo que podemos explorar. Conhecemos bem o adversário. Temos trabalhado bem durante a semana para preparar o jogo e passa por acreditarmos na nossa identidade enquanto equipa, sermos mais competentes que o adversário, respeitando-o. Essa é a ideia que eu quero e que sei que o grupo de trabalho está no mesmo ‘comprimento de onda’ desta ideia”, considerou Pedro Ribeiro.

A equipa gilista tem sofrido mais golos do que marcado. Ou seja, quer o setor defensivo não está a conseguir impedir os adversários de marcar, quer o ofensivo não está a conseguir concretizar as oportunidades alcançadas. Pedro Ribeiro está ciente disso. “O objetivo de todos os clubes é marcar golos e não os sofrer. Se me preocupa os golos sofridos? Preocupa. Como me preocupa as oportunidades de os fazermos e não fazemos, que não conseguimos concretizar. Enquanto treinador, o que tenho que diagnosticar é o que está a acontecer de forma menos positiva e tentar corrigir. E potenciar aquilo que quero que a equipa faça em termos positivos e que aconteçam ainda mais vezes. É evidente que a ambição é não sofrer golos e marcar o máximo de golos possível. Ainda não tem sido possível equilibrarmos isso mas estamos a caminhar” nesse sentido, referiu o treinador gilista, sendo que a “confiança é importante numa equipa e em termos individuais”, para que as situação de golo comecem a serem concretizadas.

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