Iniciativa Liberal Porto está contra a injeção de dinheiro dos contribuintes na TAP

Maio 28, 2020 Atualidade, Concelho, Economia, Mundo, Política

Em nota enviada às redações, a estrutura do Porto da Iniciativa Liberal (IL) manifesta-se contra a injeção de dinheiros públicos, dos contribuintes, na TAP, por considerarem-na uma “companhia aérea cheia de dívida e regionalista”, afirmando que a mesma retirou “aproveitamento da pandemia para um aprofundamento do seu caráter regionalista e clientelista”, alertando para o facto de que “Portugal assiste, novamente, a mais um triste episódio de desgoverno” por parte do Executivo de António Costa.



A Iniciativa Liberal Porto critica aquilo a que considera ser uma descriminação da região Norte por parte da TAP e do serviço público que deveria realizar, discriminação essa que não terá em relação ao “esforço fiscal à qual será submetida”.

Por tal , a IL Porto rejeita “absolutamente a injeção de capital que se avizinha, no valor de “mais de mil milhões de euros”, de acordo com a IL. “Uma companhia de cariz regional não pode ter nunca o apoio de um país inteiro no seu resgate financeiro”.

“Com o anúncio do plano de retoma da TAP ficámos a saber que o Porto e Norte representam uns meros 11% do mercado e apenas 2.2% se contabilizarmos apenas a atividade internacional neste aeroporto. Esta região, uma força que contribuiu para uma potencial rentabilização da TAP dado o seu crescimento da produtividade, exportações e turismo, vê-se discriminada no serviço público à qual é destinada. Não será certamente discriminada, no entanto, no esforço fiscal à qual será submetida. Será esta a pedra de toque que leva a Iniciativa Liberal do Porto a rejeitar absolutamente a injeção de capital que se avizinha. Uma companhia de cariz regional não pode ter nunca o apoio de um país inteiro no seu resgate financeiro”, salienta.

“A TAP revela-se, assim, um fator de concentração de riqueza, pois retira a todos aquilo que só dá a alguns. E por alguns entenda-se a classe média e alta da capital. Consiste numa força de regressividade fiscal, de assimetrização e de descoesão, promove uma má rentabilização das infraestruturas públicas. E, por isso, todas as forças políticas, da esquerda à direita, liberais e conservadores, devem rejeitar subsidiar uma empresa que já estava falida e desinteressada em servir os interesses nacionais muito antes da crise pandémica”, continua.

A IL Porto denuncia que “há largos anos que é conhecida a estratégia de criação de um hub desta companhia no aeroporto da Portela. Enquanto se anunciava que este aeroporto estaria a chegar ao limite da sua capacidade, a TAP decide, ao invés de distribuir o seu fluxo pelas infraestruturas do país, concentrar a sua atividade em Lisboa, fechando rotas a operar quase na plenitude da sua capacidade entre o Porto e capitais europeias. Ficam, assim, órfãos da sua companhia de bandeira perto de 5 milhões de potenciais clientes, espalhados pela região Norte, Centro e Galiza. Comprovando a existência desse mercado, outras companhias estrangeiras vieram ocupar de forma competitiva as slots abandonadas, como a British Airways, a Emirates, a Turkish, a KLM, a Lufthansa, a Royal Air Maroc e a United Airlines, e ainda as low-costs Ryanair, Easyjet, Transavia e WizzAir. Se todas estas empresas conseguirem rentabilizar estas ligações, não se compreende como é que a TAP não o fez, tendo tripulações, serviços de manutenção e de apoio ao cliente residentes”.

“A TAP tem sido incapaz, salvo em raros momentos, de se colocar acima da água, dando quase sempre como desculpa para os seus prejuízos os investimentos avultados que tem realizado sem, no entanto, ser capaz de resolver os seus problemas estruturais. Nem o tão criticado boom turístico, que foi uma força revitalizadora do país e dos centros históricos em particular, após a crise do euro, foi capaz de permitir resultados positivos.  A tentativa de criação de um hub é mais um prego no caixão da falência da TAP, já que Lisboa não é um centro económico, financeiro ou populacional da Europa, como são os hubs de Londres, Paris ou Frankfurt (tanto não o é que os países escandinavos têm o seu hub localizado neste último)”, acusa a IL Porto.

“Apoiar a TAP é tratar de forma injusta todas as empresas viáveis que vão, inevitavelmente, falir por causa da pandemia. Subsidiar a TAP é também retirar recursos às regiões e autarquias para que possam, por si próprias, prosseguir os interesses dos seus cidadãos e suprir as suas necessidades de mobilidade. À TAP deve ser dado o destino que seria dado a outra empresa privada qualquer, ou seja, manter-se em atividade sob acordo de credores ou vender os seus ativos a quem os use e substitua a TAP na sua atividade. Só aí poderão os portugueses ter acesso a serviços de qualidade, porque votam com os seus euros dos quais mais nenhum deve ir para a TAP”, conclui.

Foto: DR.

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