Iremos duas vezes ao Marquês

Fevereiro 28, 2020 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Hugo Pinto

Esta semana há crónica desportiva e homenagem a um velho amigo. Ou se calhar, antigo. Talvez o mais antigo. Como dizia Vinícius de Moraes “não precisa de ser velho. Não precisa apenas de ser novo. Precisa apenas ser amigo”. E este, velho de umas formas, novo de outras, mas de certeza o mais antigo que conservo (há mais de 30 anos, diria…) oferece-nos esta semana o artigo para esta crónica. Um grande abraço, David Matos.



Na quinta-feira passada, algures durante a manhã, este amigo colocou no Facebook a seguinte mensagem: “O Benfica hoje não passa. Se quiserem, logo explico porquê”. Não sei qual era o efeito pretendido, mas se era aguçar a curiosidade alheia, foi um sucesso estrondoso. Choveram comentários de toda a espécie, uns mais objetivos do que outros, mas tudo à volta do mesmo: Estamos a jogar pouco.

Umas horas depois, o Benfica é eliminado das competições europeias. Inevitavelmente, foi toda a gente perguntar ao David a que se deveu tão certeiro prognóstico. Ao que ele respondeu lembrando as palavras de LFV, que disse que iríamos duas vezes ao Marquês, sendo que ainda estávamos a disputar três competições. Logo, na leitura deste amigo, LFV estava a descartar as competições europeias.

Eu concordo com esta leitura, parcialmente. Acredito que para a Estrutura de Gestão do Benfica, o projeto desportivo seja um mero empecilho nesta indústria de especulação de passes de jogadores. O problema é que, tal como aquele aluno que trabalha em mínimos, para o satisfaz, e depois apanha uns baldes de água fria, também este Benfica de serviços mínimos tem tido uns belos amargos de boca. E uma boa explicação pode residir precisamente nesta mentalidade. Serviços Mínimos.

Está na hora de mudar de paradigma. Ou de…“Estrutura de Gestão”.

O Benfica é muito mais do que os homens que por lá passam.

E já agora, muitos parabéns, Glorioso, que no dia de hoje completas a bela idade de 116 anos.

Viva o Benfica.

E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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