JSD Barcelos organiza conferência “Cultura e Artes”

Março 4, 2017 Atualidade, Concelho, Cultura, Política

Realizou-se no último sábado, dia 25 de fevereiro, no Auditório da Casa da Juventude de Barcelos, a conferência subordinada ao tema “Cultura e Artes”, organizada pela Juventude Social Democrata (JSD) de Barcelos.

Os oradores convidados foram Jorge Barreto Xavier, Secretário de Estado da Cultura do XIX Governo Constitucional; Tiago Araújo, jovem músico e compositor, e Juliana Ferreira, igualmente jovem e artista plástica, ambos barcelenses. O moderador foi Joel Sá, deputado na Assembleia da República. De destacar a presença do Presidente da Distrital de Braga da JSD, Firmino Costa e de membros da Comissão Política do PSD Barcelos, notando-se, no entanto, a ausência do candidato à Câmara Municipal de Barcelos, anunciado pelo PSD, Sérgio Azevedo.

Num auditório bem preenchido, os oradores abordaram as suas experiências e trocaram ideias com os presentes.

Aproveitando a ocasião, o Barcelos na Hora dirigiu algumas perguntas a Ricardo Silva – Presidente da Comissão Política Concelhia da JSD Barcelos –, que acedeu responder, abordando temas como projetos que pretendem levar, ou continuar a levar, a cabo, cultura, políticas de juventude e militância política.

Esta é mais uma ação levada a cabo pela JSD este ano, depois da palestra/formação “Falar em Público”. Estas iniciativas fazem parte de um programa para aproximar, ainda mais, a JSD dos jovens, e não só? Pode indicar-nos futuros eventos que organizarão?

Estas iniciativas dividem-se em dois tipos, um intitulado “Fala-me disso…”, onde a JSD pretende ajudar a esclarecer os jovens nas mais diversas áreas. Começámos por falar sobre juventude e desporto, no Estádio Cidade de Barcelos, e no passado dia 25 de fevereiro escolhemos o tema Cultura e Artes na Casa da Juventude de Barcelos.

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Pretendemos levar a cabo, durante o mês de março, uma nova conferência, inserida neste ciclo sobre educação. Como podem constatar, as duas primeiras foram em locais da sociedade civil, tendo saído das “quatro paredes da sede”, para assim podermos chegar a todos os jovens e menos jovens. Queremos que fiquem mais esclarecidos, dando também ideias para o futuro, ideias para melhorar Barcelos.

A outra iniciativa, insere-se num ciclo de workshops/formações intitulado “transFORMA-TE”. Estas formações serão realizadas nas mais diversas áreas, tendo começado por Técnicas de falar em público. Com isto, estamos a ajudar os jovens que, por vezes, não têm possibilidade de aceder a este tipos de formações, de uma forma grátis, preparando-os para a sua vida de estudante e profissional.

A JSD Barcelos procura sempre o que pode fazer pela juventude barcelense, debatendo-se e ajudando esta todos os dias junto dos órgãos competentes, para que assim possamos ter um concelho melhor, para que assim queiram ficar em Barcelos.

Porquê estas personalidades?

A escolha destas personalidades não foi por acaso. Convidámos nomes que já tiveram responsabilidades governativas, pois estes estão familiarizados com as leis, incentivos e apoios que estão disponíveis para ajudar os jovens.

Por outro lado, nas formações decidimos optar por profissionais das diversas áreas, pois só assim podemos ajudar quem mais precisa.

Na sua opinião, em que estado se encontra a cultura no concelho de Barcelos?

Num panorama geral, julgo que muito há por fazer em Barcelos, no que se refere a Cultura e às Artes. Temos jovens com muito talento mas não existem apoios, nem incentivos, de forma a fomentar essas suas capacidades. É necessário criar espaços para estes jovens desenvolverem as suas ideias e darem a conhecer os seus trabalhos. Temos uma Casa da Juventude que pode fazer essa ponte que falta.

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Ricardo Silva

Já que estamos numa senda de avaliação, como analisa as políticas de juventude, e o apoio que lhe é dado, por parte do Município de Barcelos?

São muito poucas aquelas que existem no concelho de Barcelos. Certamente, poderia enumerar imensas políticas de juventude que faltam no nosso concelho, mas, para mim, algumas das mais importantes e necessárias para conseguirmos que nós, jovens, fiquemos em Barcelos, são o apoio à criação de empresas lideradas por jovens; maior investimento/comparticipação no arrendamento jovem; e, sobretudo, a criação de espaços onde os jovens possam partilhar ideias, trabalhos. Local onde a cultura, a arte e a juventude possa reunir-se e fazer de Barcelos um exemplo nacional. Já temos na música referências nacionais, por que não criar um espaço comum para as nossas bandas poderem ensaiar, conviver, apresentar trabalhos e, quem sabe, gravar os seus EP?

Ficam aqui 3/4 dicas de uma lista bem grande de políticas de juventude que faltam em Barcelos.

Independentemente do executivo ser do partido A ou do partido B, o que interessa não é prometer e depois ver os jovens a partir para concelhos vizinhos. Interessa, sim, prometer e fazer. Só assim conseguiremos que os nossos queiram cá ficar.

Para terminar, considera que os jovens estão mais, ou menos, atraídos pela política atual e pela militância partidária? Porquê?

Os jovens, na minha opinião, estão menos interessados na militância partidária. São jovens que têm acesso a muita informação e que expressam a sua opinião através da Internet. Com isto não quero dizer que estão menos interessados na política, mas sim, em fazer parte de uma juventude partidária.

Isto acontece, em grande parte, porque nos últimos tempos temos vindo a assistir a diversas notícias que descredibilizam a classe politica. Notícias de tal ordem devastadoras que nenhum jovem quer ter uma imagem dessas.

Não é fácil, por vezes, ser militante de uma juventude partidária, pois somos logos apelidados de “tachistas”, “corruptos” e de “boys”. Não digo que esse tipo de pessoas não existam nas Juventudes Partidárias, pois se dissesse que não existia estaria a mentir. Mas está num grupo pequeno de pessoas que servem-se da política para benefícios próprios e, com isto, transformando a nobreza da mesma, num “bastidor de jogos” onde não existe companheirismo e a vontade de fazer o bem pela sociedade, mas sim, de autopromoverem-se e tentarem aproveitar-se da política.

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