Junta de Freguesia prepara 16.º Dia de Martim

Agosto 7, 2017 Atualidade, Concelho, Cultura, Desporto

O “grande dia” está a chegar e muitos martinenses já estão a preparar-se para mais um Dia de Martim, que se realiza no próximo dia 15 de agosto e que é organizado pela Junta de Freguesia de Martim, no concelho de Barcelos, já lá vão 16 anos. “Quando a ideia surgiu nunca pensamos que este dia se ia tornar uma marca para os martinenses, familiares e amigos”, confessou o presidente da Junta de Freguesia de Martim, Manuel Silva, assumindo que o Dia de Martim é “a grande obra” do grupo que lidera os destinos da terra há precisamente 16 anos.

Uma ideia simples, mas que combina os ingredientes necessários para tornar o dia 15 de agosto de cada ano num dia sempre desejado e muito ansiado por todos. “É um orgulho para nós sentir o carinho que todos têm pela terra”, confidenciou Manuel Silva, deixando o convite a todos os martinenses e amigos da terra para se reunirem “à mesma mesa”. O dia promete, como sempre, muito convívio e boa disposição. Não faltam, também, os melhores petiscos cozinhados na hora, sempre bem “regados”. Aqui e ali reúnem-se famílias e amigos. Os emigrantes ‘matam saudades’ e os que já não vivem na terra lembram tempos passados. Mas todos têm algo em comum: o amor à terra. “O nosso amor à terra e o bairrismo são o que nos define como martinenses e durante o dia 15 de agosto esses sentimentos são vividos e sentidos de forma muito intensa. Fomos muito felizes na ideia, na altura inédita, mas também só podia ter sucesso. Os martinenses são assim: têm mesmo um bairrismo e um amor à terra que não são fáceis de se verem por aí”, assegurou Manuel Silva.

A essência do projeto mantém-se e de ano para ano, afirmou o autarca, “ficou a certeza que o Dia de Martim é o exemplo mais intenso de bairrismo dos martinenses. E todos sentem orgulho nisso”. O presidente justificou: “só quem participa é que consegue perceber a dimensão que o Dia de Martim atingiu, bem como viver e sentir o espírito e o orgulho martinenses. Mesmo quem não nasceu ou não vive em Martim e tem passado este dia com os martinenses deixa o ‘lugar reservado’ para a edição do ano seguinte”.

Atividades para todos das 7 horas à meia-noite 

Como já é tradição, ao convívio e ao encontro entre muitos familiares, amigos e conhecidos junta-se um programa bem recheado: eucaristia, provas de peddy-paper e de atletismo, piquenique, jogos tradicionais, música e muita animação para todas as idades e gostos. “Quando as pessoas gostam e apreciam só temos que manter, por isso, o programa mantém-se sempre a pensar em todos”, explicou o presidente, avançando que este ano a prova de peddy-paper, que já se realizou em edições anteriores, está de regresso nesta edição.

O dia começa bem cedo, pelas 7h00, com uma eucaristia por todos os martinenses, na Igreja Paroquial de Martim, celebrada pelo pároco da terra, padre Aurélio Ribeiro. A manhã é ocupada, ainda, com a prova de atletismo, modalidade com muita tradição na terra e que mobiliza muitos ‘apaixonados’ pela corrida. Ainda da parte da manhã, realiza-se a prova de peddy-paper.

A hora do almoço é a mais esperada por todos. Os martinenses saem de casa de farnel ‘às costas’, tal e qual manda a tradição, e encontram-se no campo da freguesia, ao lado do jardim-de-infância e da nova unidade de saúde, a partir das 12h30. Ali, convivem e confraternizam com os familiares, amigos e martinenses, em geral, sempre num ambiente saudável. E são já muitos os martinenses, que vivendo fora da freguesia, juntam-se à festa.

Durante a tarde, há jogos tradicionais e para os mais pequenos estão a ser preparadas, como é habitual, inúmeras atividades, com destaque para insufláveis diversos e pinta faces. A música não vai faltar e sempre com a voz e os pezinhos de dança de martinenses. Sobem ao palco, durante a tarde e noite, o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Martim e uma banda da terra.

Ao cair da noite é tempo de reforçar energias. O jantar é oferecido, como manda a tradição, pela organização. Sardinhada, caldo verde e pão caseiro fazem parte da ementa.

No final da noite, a música vai continuar a ‘chamar’ os mais e até os menos atrevidos para a dança, até à meia-noite, hora em que termina, religiosamente e como já é tradição, o ‘Dia de Martim’.

Fonte e fotos: JFM.

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