Montanha Russa

Março 15, 2019 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Hugo Pinto

Nestas duas últimas semanas, o nosso Benfica andou a passear na montanha Russa. Primeiro, uma Magnífica Vitória frente ao FCP, depois uma derrota pouco convicente em Zagreb. Tudo bem, ainda nada perdido.



Depois, um loop. Empate surreal com o Belenenses, seguido de uma vitória, em Lisboa, que nos apurou para a próxima da Taça UEFA.

Dois dois primeiros jogos, já falámos. Sobre os dois desta semana, irei agora tecer alguns considerandos.

Frente ao Belenenses, na Luz, estavam os jogadores do Benfica convencidos de que iria ser um passeio no parque. Mas só por sobranceria, pois já se viu este ano (e eu já o referi) que a posição que o Belenenses ocupa na tabela classificativa não corresponde ao futebol jogado, para pior. O Belenenses apresentou-se como uma equipa bem montada, esclarecida taticamente, e que sabia que passasse o que passasse, não saíria da Luz com uma derrota. Do lado do Benfica, por outro lado, andava tudo convencido de que o resultado “se fazia” a si mesmo. Com o passar do tempo, viu-se que não ia ser bem assim e, então, toca a carregar no acelerador. A “coisa” lá foi funcionando e o Benfica chegou, com naturalidade, à vantagem por dois. Ora, foi então que voltou a sobranceria, o golpe de vista e o excesso de confiança. Estupidamente, sofremos dois golos em três minutos e perdemos dois pontos numa semana, face ao segundo classificado (vulgo, o primeiro dos últimos). Será, eventualmente, o preço a pagar pelo excesso de juventude. Digo eu, que até aprecio os jogadores com “sangue fresco”.

Para a Taça UEFA, houve que fazer pela vida e roer um osso muito duro. O Dinamo de Zagreb seria, facilmente, um dos finalistas desta competição. Podia não parecer, mas esta equipa jogou muito futebol. Muito sóbrios, muito incisivos, com um posicionamento tático soberbo; cedo se percebeu que não ia ser tarefa fácil passar esta eliminatória.

Acontece que quem tem um Pistolas tem o mundo, e o Sr. Farmacêutico lá abriu o marcador. É verdade que o homem já não corre muito mais de 15 minutos. Mas é o quarto de hora mais perfumado com absoluta classe que se pode ver no jogo. E por falar em Classe. Pizzi. Meu Deus, o homem renasceu, qual Fénix. De apagado, com apagado, com RV, a jogar ao nível de um Iniesta, com Lage. Senhores, que jogatana deste “menino”. E o que vai bem com classe? Velocidade Pura! Viram o Rafa…? Oi? 120 minutos de sprints. Acordei de manhã com dor de pernas, só de o ver correr. Livra!…

Venha o Moreirense e que os deuses do Futebol estejam connosco. Vai ser mais um calvário.

E venha de lá também o Eintrach. Quantos são? Quantos são?…

E Viva o Benfica.

E pluribus unum.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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