Não há ponta por onde se lhe pegue!

Janeiro 24, 2020 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Ricardo Moreira

Bem-haja, caros leitores do BnH!

Quase nada nos restava para ganhar esta época!

A Taça da Liga era uma das últimas réstias de esperança para conseguirmos ganhar, pelo menos, uma Taça.



Mas a forma displicente, sem garra, sem querer, como entrámos em campo contra o Braga, na meia-final da Taça da Liga (em casa da equipa adversária, mas só perante 10 mil pessoas), diz quase tudo, do nosso momento tão controverso! Concedemos o total domínio territorial ao adversário! Com um esquema tático de duplo pivô, sem um ala direito, teve tão de sem nexo, como de inoperante. Demorou-se a retificar os erros posicionais da equipa, ainda por cima, com sucessivos passes falhados, quando o Braga dominava, por completo, o encontro, impedindo a saída do Sporting. Numa dessas perdas de bola, nasceu o golo inaugural da equipa Bracarense.

Só ao intervalo houve o reconhecimento (tardio) de que o sistema de duplo pivô da primeira parte não funcionava, como se comprovou quando o técnico trocou Doumbia por Bolasie.

Para mal dos nossos pecados, quando equilibrámos o sistema tático, com a entrada de Bolasie, é precisamente ele a descompensar a equipa, com a sua merecida expulsão!

A partir daí, jogámos, completamente, como equipa pequena!

A defesa com linha de cinco, com toda a equipa remetida ao seu meio-campo durante a meia hora final, na esperança de defender o empate (1-1), cedendo total iniciativa ao Braga. Nesse período, não chegámos uma única vez à baliza adversária!

Ou seja, permanente atitude de equipa pequena! Mesmo com um jogador a menos, não havia justificação para isso: quem abdica, por completo, do ataque, arrisca-se, ainda mais, a sofrer golo. Como se viu! Acabou por ser uma derrota justa! Pois 11 contra 11, o Braga foi melhor! 11 contra 10, limitámo-nos à espera do “milagre da salvação” dos penalties!

Ainda por cima, fomos uma equipa de cabeça perdida nos minutos finais!

Foi o adeus do Sporting à Taça da Liga, nesta meia-final em Braga, após dois anos de conquista do troféu. Eis que estamos a meio da época e todos os objetivos internos redundaram num autêntico fracasso.

Não queremos reconhecer que estamos muito aquém como equipa, como estrutura, como união, de pudermos lutar pelo título nacional, que acabou por se tornar mais um ano perdido.

Equipa cheia de fragilidades e desequilíbrios. Mal construída, mal apetrechada, mal orientada, desmotivada e triste! Não há ponta por onde se lhe pegue! Está tudo virado do avesso no “reino do Leão”!

Desporto é Vida. Vive o Desporto com respeito e fair-play.

Por: Ricardo Moreira*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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