Nós Servimos!

Janeiro 22, 2020 Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião

O Serviço desinteressado ao outro, que de algum modo, está necessitado de apoio, é a verdadeira essência do lionismo. “Servir e não servir-se” é uma das linhas orientadoras da conduta lionística: integra o nosso código de ética.



E esse Serviço manifesta-se de diversas maneiras, atravessa todas as áreas e cruza todos os estádios etários. Da saúde à cultura, da educação ao meio ambiente, do combate à fome, à orientação e intercâmbio juvenil, ao apoio e proteção na velhice, etc. Cada clube desenvolve-o segundo as características e as necessidades da sua comunidade, mas também, segundo o fio orientador do grande Movimento Internacional de Serviço, que é o Lionismo.

Promovem-se rastreios de prevenção da diabetes e outros; apoia-se a investigação do cancro infantil; organizam-se colheitas de sangue e palestras; promovem-se ações de luta contra a cegueira, de preservação do meio ambiente e de combate à fome; constroem-se creches e lares; acode-se em situações de catástrofes, etc.

Através da sua Fundação, os Lions estão em todo o lado, onde o sofrimento humano acontece, para com o seu serviço, minimizarem o sofrimento e promoverem o bem-estar.

Janeiro é o mês da consciencialização sobre a fome. Esse flagelo, que afeta uma fatia muito grande da humanidade e atravessa os cinco continentes, cria as condições ideais para o aparecimento da doença e a subsistência da morte, e gera a debilidade do ser humano, logo à nascença.

Façamos o exercício mental de nos colocarmos no lugar de alguém que morre de fome. Deve ser horrível, não acham? E, no mundo atual, no qual a riqueza está tão mal distribuída, há ainda muitos milhões de seres humanos (crianças, mulheres e homens) a morrerem de fome todos os dias. Ou devido às guerras, ou às secas e outras intempéries climatéricas, ou simplesmente por penúria. E não acontece apenas nos países subdesenvolvidos. Há fome também nos países ricos. E muitos são os recursos desperdiçados que, se bem orientados, e se pudessem circular livremente sem as burocracias que os impedem de chegar rapidamente aos lugares onde salvariam vidas, acabariam com o flagelo da fome a nível mundial.

Os clubes Lions também estão presentes no combate à fome nas suas comunidades, nos seus países e no mundo. E são muitas as ações realizadas para colmatar esse flagelo. Participam na angariação e distribuição de alimentos, fazendo parcerias com outros organismos vocacionados para esse fim; organizam e distribuem cabazes alimentares a nível das suas comunidades; atribuem bolsas alimentares a famílias mais carentes; criam refeitórios, etc. Mas também por meio da sua Fundação, e com a ajuda monetária desta, que patrocina projetos de clubes, desde que bem fundamentados, são desenvolvidas ações no sentido de acabar (ou, pelo menos, diminuir) a fome que grassa pelo mundo. E, atualmente, está a decorrer um programa piloto de subsídios contra a fome, criado pela Fundação Lions Internacional, que subsidia projetos de clubes que sejam dirigidos ao combate contra a fome. Nomeadamente, plantação de hortas comunitárias, distribuição de frigoríficos, construção de refeitórios, etc.

O Lions Clube de Barcelos sempre expressou a sua preocupação nesta área, quer através da feitura de cabazes (especialmente na época natalícia), distribuindo-os por famílias previamente selecionadas ou entregando-os a associações da cidade com essa vocação e que têm a seu cargo esse serviço humanitário. Nomeadamente, o GASC. Mas também a Associação da Paramiloidose beneficiou já dessa ação do Lions Clube de Barcelos. E, desde há três anos, tem um projeto de entrega de bolsas alimentares, divididas em duodécimos mensais, a famílias carenciadas, selecionadas com a ajuda da Junta de Freguesia de Barcelos.

Nos dois últimos anos, entregaram-se dez bolsas alimentares em cada ano.

Este ano caminha-se no mesmo sentido.

Por: CL Jeracina Gonçalves*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

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