Novo Paradigma Educacional – Novas Tecnologias (Parte III)

Outubro 22, 2017 Atualidade, Concelho, Educação, Opinião
Dr.ª Maria José Amaral Neco

Como analisámos em edições anteriores, a Internet é, sem sombra de dúvidas, um meio facilitador aos métodos de ensino. Esta permite uma maior flexibilidade e acessibilidade ao contexto educativo. A plataforma Moodle, que muitos já conhecem, é bastante utilizada no contexto do ensino a distância, permitindo uma maior interação com o professor e os participantes de uma determinada unidade curricular, e tudo em tempo real.



A elaboração de materiais de apoio ao aluno, como manuais impressos que se tornam obsoletos, são assim substituídos pelo suporte digital, podendo estar sempre atualizados e disponíveis.

Este novo método pedagógico suscita algumas questões, nomeadamente, no que respeita à nova metodologia de ensino/aprendizagem. Posso afirmar que, agir pedagogicamente nesta metodologia de ensino exige trabalhar motivações, aspirações, desejos e necessidades dos alunos que se confrontam com novos modelos de aprendizagem em ambientes que não lhes são totalmente familiares. O tempo foi passando, a progressão na unidade curricular afigurou-se natural e à minha volta o número de não-esclarecidos foi diminuindo, fruto de muitos “nós no estômago!”

O consenso aparentemente foi estabelecido, mesmo que natural e inerente à condição de ser social e humano, o processo educativo é suscetível de ser melhorado e potenciado com a ajuda de profissionais conscientes, capazes e dotados tecnicamente, assumindo o papel de facilitadores/animadores/gestores, em suma o papel de Educadores.

Neste contexto, o professor aparece com o papel de facilitador da aprendizagem, é importante por isso, que saiba orientar e responsabilizar os seus alunos para os métodos a serem utilizados nas aulas não presenciais; esta metodologia proporciona uma política de participação, em que todos os atores intervenientes participam ativamente nas práticas pedagógicas, o aluno deixa de ter aparentemente uma postura passiva, passando a ter uma postura pró-ativa.

Toda esta dinâmica pedagógica motiva o desenvolvimento do trabalho colaborativo, interativo e construtivo por parte dos grupos. No entanto, posso partilhar com o leitor, que na minha experiência pessoal, assisti a resistências na partilha de conhecimento entre os diferentes grupos. Este fenómeno reflete bem a cultura educativa que está enraizada no nosso percurso escolar e, quando confrontados com novos ambientes de aprendizagem, ainda que inconscientemente, reagimos de forma individualista e não colaborativa na partilha do conhecimento.

Por: Dr.ª Maria José Amaral Neco*

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

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