“O Figurado de Rosa Ramalho na Coleção do Espanhol” no Museu de Olaria

Fevereiro 12, 2020 Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo

Museu recebe em 2020 exposição inédita da barrista barcelense

Abre ao público, no próximo sábado, dia 15 de fevereiro, às 17h00, na Sala de Exposições Temporárias do Museu de Olaria, em Barcelos, a exposição “O Figurado de Rosa Ramalho na Coleção do Espanhol”, que reúne peças do colecionador Juan Yebra-Pimentel Rodríguez, um galego que, durante mais de uma década, recolheu figuras produzidas pela prestigiada barrista barcelense.



Juan Yebra-Pimentel Rodríguez, jurista e também escultor, natural de Lugo, na região da Galiza, ainda estudante, em meados da década de sessenta, teve contacto com as peças produzidas pela artesã Rosa Ramalho na casa de um amigo seu e tendo ficado rendido à beleza das mesmas começou por comprar alguns exemplares numa loja em Vigo, no Posto de Turismo de Barcelos e numa loja em Valença do Minho. Tendo decidido conhecer a barrista de perto, rumou a Galegos S. Martinho e passou a ser uma visita assídua na casa da mesma, acabando por travar uma grande amizade com a artesã.

Entre 1968 e 1977, Juan Rodríguez teve a oportunidade de privar com a artesã, à qual carinhosamente chamava “Rosinha” e começou a solicitar-lhe a produção de peças por ele desenhadas. “Fui conhecê-la e fiz-me amigo dela.  A figura dela já era bastante falada, porque, quando eu lhe fiz os desenhos dos pecados capitais, em Madrid, anunciavam-nos nos periódicos: o El País e o ABC diziam: venderam-se a vinte e oito mil pesetas, o que naquela época devia ser o equivalente catorze contos.”

Nesta exposição, podem ser vistas cento e dezasseis peças, de um conjunto de mais de quatrocentas por ele colecionadas, produzidas por Rosa Ramalho. De entre os trabalhos expostos, constam também as vinte e sete peças da última fase da vida da barrista barcelense. É uma coleção particular, um tesouro que agora é dado a conhecer a todos.

Rosa Ramalho, artesã barcelense, natural de Galegos S. Martinho, contribuiu de forma indelével para a construção da identidade da olaria local e nacional e, subsequentemente, fixou-se no imaginário e na memória coletiva do povo português.

Esta exposição estará patente até 20 de janeiro de 2021 e poderá ser visitada de terça a sexta, das 10h00 às 17h30, e aos sábados e domingos, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.

Fonte e imagem: CMB.

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

*

Últimas de

Solidariedade

Print 🖨 PDF 📄 eBook 📱 Dizem-nos os antropólogos que foi a
Ir Para Cima