Os contextos de aprendizagem (Parte I)

Novembro 26, 2017 Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Opinião
Dr.ª Maria José Amaral Neco

Atualmente, fala-se muito da sociedade da informação ou do conhecimento, como preferirmos chamar-lhe. No entanto, é impreterível questionarmo-nos acerca de como podemos garantir a aquisição de novas competências quando a escola deixou de ser o único espaço de transmissão do saber.



É do conhecimento geral que os métodos tradicionais de ensino são considerados, atualmente, ultrapassados, o processo de ensino aprendizagem vai para além da memorização da informação. Hoje, incentiva-se e estimula-se o desenvolvimento do pensamento crítico-reflexivo e de competências no acesso à informação. Há, de certo modo, uma preocupação por parte dos profissionais educativos/informativos em formar/preparar o cidadão para a aprendizagem ao longo da vida.

Nesta perspetiva do ensino urge-me falar de um dos espaços que considero privilegiado para a promoção de uma educação mais informal e que oferece diferentes fontes de informação que ajudam a garantir a equidade na educação, sem restrições sociais, culturais e económicas. Esse espaço é a Biblioteca em geral e a Biblioteca Escolar em particular.

Durante muitos anos, a Biblioteca foi considerada um lugar de conhecimento e de acesso restrito; apenas os mais letrados e com status social mais elevado tinham acesso à informação. Muito se devia ao analfabetismo e ao receio pela ascensão à sabedoria, fruto dos regimes políticos mais autoritários e rígidos.

Há muito tempo que a Biblioteca deixou de ser considerada apenas um espaço de armazenamento de livros, um lugar onde eram guardadas as informações registadas pelo homem, para passar a ser reconhecida como um espaço de interação e interdisciplinaridade com os seus reais e potenciais utilizadores.

No ambiente educacional, a Biblioteca é vista como um recurso básico no processo educativo, promovendo e desenvolvendo a literacia informacional, dotando e preparando o futuro cidadão de competências fundamentais na interpretação dessa mesma informação.

Por: Dr.ª Maria José Amaral Neco*

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

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