Ou comem todos, ou há moralidade

Setembro 7, 2018 Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião
Hugo Pinto

Dentro das quatro linhas, o nosso Benfica soma e segue. Esta semana, fomos brindados com uma exibição a condizer com o resultado obtido. Num desafio que se antevia difícil, pois é sempre complicado defrontar as equipas insulares, quando jogam em casa, o nosso Benfica saiu-se muito bem.



Pela primeira vez esta época, digo eu, jogámos bom futebol e alcançámos um resultado do qual nos podemos orgulhar. Relativamente ao estilo de jogo, não há muito mais a dizer. Não sou fã de jogo cauteloso, já não é segredo. Mas, pelo menos desta vez, as coisas saíram bem. Seferovic – “o desbloqueado” – abre o marcador aos 28 minutos, num lance a fazer lembrar a razão pela qual veio para o Benfica. Dois minutos depois, Fejsa sai lesionado e dá o lugar ao miúdo Alfa Semedo. O Benfica não se ressente e continua a dominar a partida. A fechar a primeira parte, marca Salvio, num momento em que se aproxima o intervalo e o Benfica vai para o descanso a vencer por duas bolas.

Na segunda parte, o Benfica continua a boa exibição que vinha a desenvolver e marca mais dois. Primeiro, Grimaldo (jogador de quem gosto particularmente) marca o terceiro aos 76 minutos e Rafa fecha a contagem já nos 90´, marcando o 4-0 para o nosso Glorioso.

No geral, defendeu-se bem. Os processos de jogo começam a estabilizar e o Benfica faz 4 golos numa partida em que se viu, apesar de tudo, bom futebol. Vejamos como tudo corre na receção aos Aves, com o Benfica a jogar em casa e diante do seu público. Espero, muito sinceramente, que as boas exibições tenham vindo para ficar.

Logo esta semana, que só me apetecia escrever coisas boas sobre o nosso Glorioso, ainda a saborear o resultado obtido, sai a “bomba” do caso “E-toupeira”… Na verdade, é tudo muito fogo de vista, para já. Do que se diz ao que é verdadeiro ou ao que se consegue provar, vai uma grande distância. Veja-se o caso do “Apito Dourado”. Não podia ser mais flagrante e acabou tudo em águas de bacalhau. Neste caso, parece-me, vai tudo dar ao mesmo. Ou não fossemos um país de brandos (e maus) costumes. Havendo efetivamente crimes, há que condenar os culpados. Porém, afastar o Benfica das competições parece-me contraproducente. No imediato, para o Benfica. A médio e longo prazo, para a própria Liga. Um campeonato a dois (ou a um e meio, dado que o Sporting anda “coxo”) fará a Liga portuguesa algo de semelhante à Liga escocesa, em que o campeonato se disputa a dois e o resto dos clubes servem para preencher o calendário. E veja-se o resultado: que é feito do Celtic e do Rangers?…

Ainda assim, continuo a defender que nunca se teria chegado a este ponto se a “fossa” que foi o nosso futebol nos anos 90 e na primeira década de 2000 tivesse sido devidamente limpa. Se alguém deu o mote para esta promiscuidade no futebol, foi precisamente um grupo mais a norte, na pessoa dos seus dirigentes. Como ficou tudo na mesma, deu a ideia de que o caminho a seguir era este. E não é. Não pode ser. E, por tudo isto, só me dá nojo ver, agora, as virgens ofendidas a clamar por justiça, quando no caso deles lhe pareceu tudo muito bem. De facto, só por absoluto cinismo, estupidez de nascença ou Alzheimer terminal, se admitem alguns dos comentários que se vão lendo nas redes sociais e imprensa em geral.

E venha o Aves.

Saudações lampiónicas!

Por: Hugo Pinto.*

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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