Primeira Marcha LGBT+ de Barcelos a 13 de julho

Junho 29, 2019 Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo

A 13 de julho, pelas 16h00, com partida na porta do Pavilhão Municipal de Barcelos, realiza-se a primeira Marcha LGBT+ de Barcelos.



Em Manifesto, a organização realça que “a realização da Primeira Marcha LGBT+ em Barcelos é um marco histórico para a cidade, para todo o país e para a comunidade LGBT+ de Portugal. Pela primeira vez, há uma Marcha em Barcelos; pela primeira vez, o galo canta livremente, sem qualquer opressão”.  

O motivo desta Marcha, na ótica da organização, é o de que marcham, “porque além do orgulho que temos em ser quem somos e em quem amamos, também sabemos que temos que lutar contra todo o ódio e intolerância que ainda sofremos”.

“O ano em que se realiza a Primeira Marcha LGBT+ de Barcelos, 2019, coincide com os 50 anos da Revolta de Stonewall, um momento marcante na história da comunidade LGBT+. A partir daí, a comunidade LGBT+ uniu-se ainda mais, ganhando maior força, e passando a exigir o respeito, a tolerância e os direitos que lhe eram devidos”, continua.

“Contudo, passados 50 anos desde Stonewall, ainda temos que marchar. Somos filhas e filhos de Stonewall e não nos podemos esquecer do que foi esta revolta. Porque nós, sendo gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, intersexuais, queer, e restantes minorias sexuais, não deixamos de ser pessoas, e como tal não podemos ceder – temos que continuar a lutar contra a LGBTfobia estrutural que existe em Portugal, contra a discriminação que sofremos nas escolas, nos locais de trabalho e até mesmo em casa, por parte de pessoas que nos deveriam aceitar como somos e não nos atacar. Porque nós somos pessoas, que devem e querem ser respeitadas”, salienta a organização.

Salienta que “apesar de todas as conquistas alcançadas pela luta LGBT+ em Portugal, desde a fundação da ILGA-Portugal, passando pela criação do portal PortugalGay.pt, até às primeiras Marchas do Porto e Lisboa, bem como as diversas propostas legislativas na Assembleia da República, que vão desde a legalização do casamento entre casais do mesmo sexo até à adoção por estes mesmos casais, ou a possibilidade de qualquer pessoa com mais de 18 anos poder mudar o seu nome e o seu marcador de género tendo por base a sua autodeterminação, é preciso continuar a combater toda e qualquer forma de discriminação que ainda exista”.

O Manifesto plasma, igualmente, as pretensões da organização. “Queremos que a lógica ‘heteronormativa’ e ‘cisnormativa’, que a predefinição de sexualidade e de género acabem. Queremos ser livres de ser como somos e de como amamos. Queremos que os espaços de trabalho, as escolas, as casas, sejam lugares onde quem for LGBT+ se possa sentir confortável e em segurança, independentemente da sua sexualidade ou género. Queremos que as pessoas, sejam elas nossos familiares, nossas amigas ou apenas como um conjunto, a sociedade, nos vejam como iguais, que temos os mesmos direitos que as pessoas cis-mono-heterossexuais e que não existem diferenças entre nós, porque ao contrário do que muitas pessoas pensam, o mais difícil não é ‘sair do armário’, o mais difícil é viver o dia a dia, não correspondendo ao que é considerado ‘normal’. Por todas estas razões, saímos à rua, marchamos e exigimos estes direitos humanos”, concluindo com “Como o galo é livre de opressões, dia de 13 julho, o galo irá cantar, nem por menos, nem por mais, mas sim por direitos iguais!”

Imagem: DR.

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