Produção do Galo de Barcelos em ensaio que visa a excelência

Maio 22, 2017 Atualidade, Concelho, Cultura, Educação

confraria-galo-barcelosA Confraria Gastronómica O Galo de Barcelos realizou, no passado dia 20 de maio, o acompanhamento de oito explorações e monitorização dos primeiros 300 pintos do Galo de Barcelos, que culminou na exploração da “Quinta do Ribeiro”, em Balugães (Barcelos), um momento importante do processo da produção do “Galo de Barcelos”.

Na exploração, foi possível contactar com os primeiros pintos da estirpe selecionada pela Confraria. Estes foram devidamente brincados e pesados de forma a garantir o controlo da qualidade do produto final destinado à restauração. Este procedimento decorrerá, periodicamente, em contexto de uma monitorização extensiva a outras explorações incluídas no projeto/ensaio.

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Para se perceber a dimensão deste projeto, realizou-se uma conferência de imprensa com o Presidente da Direção da Confraria, João Dantas; o Presidente da Mesa da Assembleia, representado pelo Presidente da Cooperativa Agrícola de Barcelos, Eng.º José Costa; o Juiz Vice-Presidente da Direção, Restaurante Galliano, representado por António Vilas; o Mordomo AMIBA (Associação de Criadores de Bovinos de Raça Barrosã), representada pela Eng.ª Virgínia Ribeiro; o Mordomo Mestre Elsa Machado (Médico Veterinário); e o mordomo ATAHCA (Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave), representada pelo Prof. Mota Alves.

O Presidente da Direção referiu a importância desse dia, como sendo um marco histórico para a promoção da produção do galo vivo, em primeiro lugar, posteriormente, a promoção da gastronomia e, em terceiro, a promoção do galo artístico, referindo mesmo que “o Galo de Barcelos também se come”.

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A Mestre Elsa Machado, coordenadora do grupo da produção, realçou esse primeiro dia como um marco importante para aquilo que se pretende obter, que é um produto de excelência. Salientou a importância de todos, quer em casa, quer no restaurante, poderem saber a origem do produto que estão a consumir, através do processo de rastreabilidade. “O modo de produção do galo terá especificações bastante concretas que serão vertidas num Caderno de Especificações, elaborado por técnicos que são confrades e fazem parte do grupo da Produção”.

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O Presidente da Assembleia, Eng.º José Costa, da Cooperativa de Barcelos, referiu a importância do “Galo de Barcelos” ser também alimentado com uma ração o mais próxima, tanto quanto possível, do modo tradicional, com vista à obtenção de um produto de qualidade e que agrade ao consumidor. Salientou, também, a disponibilidade da equipa técnica da Cooperativa Agrícola de Barcelos no estudo para obter, e melhorar, uma ração equilibrada, cumprindo com o Caderno de Especificações.

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A Eng.ª Virgínia Ribeiro falou da importância do acompanhamento técnico destas explorações submetidas ao primeiro ensaio, no sentido de avaliar a estirpe selecionada, e outros fatores dos quais a alimentação é muito importante. Para isso “identificaram-se todos os animais na asa com a designação do Galo de Barcelos e uma numeração”. Referiu, igualmente, que irá estudar-se o índice de conversão dos animais para controlo da performance, através da pesagem realizada periodicamente, sendo as aves reavaliadas aos 120 dias.

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O Prof. Mota Alves falou da importância de criar dinâmicas territoriais, sendo que a ATAHCA, que promove ações para o desenvolvimento local, está disponível para apoiar, através do programa PDR 2020. Neste contexto, “Barcelos tem uma identidade própria”, fortalecida pelo Galo de Barcelos, que não se deve deixar perder, mantendo a relação “do campo para o prato”. Por outro lado, Barcelos, pela sua grande centralidade (está perto da autoestrada, perto de Braga, a menos de 60 km do Porto e muito próximo da Galiza), apresenta um potencial enorme para atrair turistas e, por isso, vale a pena investir neste projeto da Confraria.

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Por fim, usou da palavra o Sr. António Vilas, responsável pelo grupo da restauração, referindo que “só produzindo com qualidade é que podemos ter mais procura na restauração”, “queremos que o galo seja, gastronomicamente, uma referência a nível nacional”, “queremos ter um bom galo, não só um galo assado mas outros pratos com qualidade”, naturalmente preparados pelo chefes de cozinha.

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No final, os convidados participaram num “verde de honra”, aproveitando para confraternizar.




Fonte e imagens: Confraria G. O Galo de Barcelos.

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