Rui Rio no Minho: PSD contra mais impostos e pronto a garantir melhores serviços públicos

Outubro 2, 2019 Atualidade, Concelho, Mundo, Política

Por entre as ações de campanha houve arruada em Barcelos

No maior comício de campanha nestas eleições legislativas, o presidente do PSD, Rui Rio, foi recebido em grande ambiente de festa e entusiasmo, com mais de 2.500 pessoas a sobrelotarem a Malafaia, em Esposende. Antes, esteve numa arruada por Barcelos, na zona história, em contacto com populares, numa cidade que disse conhecer tão bem que “até podia ser taxista” cá. Tudo aconteceu na passada segunda-feira, dia 30 de setembro.



Por entre os elementos da comitiva, viam-se, entre outros, Salvador Malheiro (um dos vice-presidentes do partido), José Silvano (Secretário-Geral), André Coelho Lima (cabeça de lista pelo distrito de Braga), alguns candidatos a deputados, entre eles os barcelenses Carlos Reis e Joel Sá, assim como o Presidente da Concelhia, José Novais, Mário Constantino (vereador), elementos da Concelhia do PSD e da JSD Barcelos, entre militantes e apoiantes.

De seguida, autarcas e apoiantes dos distritos de Braga e Viana do Castelo juntaram-se na noite de segunda-feira, “numa manifestação de força do Partido Social Democrata, culminando uma jornada de forte mobilização ‘laranja’ no Minho”, refere fonte do partido.

Ainda antes de Barcelos, e assumindo ter “muitas costelas” minhotas, Rui Rio foi recebido durante o dia na Adega Cooperativa de Monção e nas ruas de Viana do Castelo, passando – como referido – pelo centro da cidade de Barcelos, antes de chegar à Quinta da Malafaia.

Acompanhado pelos cabeças de lista pelos distritos de Braga, André Coelho Lima, e de Viana do Castelo, Jorge Salgueiro Mendes, o líder do PSD aproveitou para marcar a diferença de um governo social-democrata em relação à governação socialista, que continua a agravar a dívida portuguesa e a degradar os serviços públicos.

Rui Rio assegurou que, se formar Governo, quem mandará na saúde será o ministro do setor e não o das Finanças, como acontece no atual Governo socialista com Mário Centeno. “E fica aqui uma promessa, esta é que é mesmo uma promessa: face à situação em que está o Serviço Nacional da Saúde, eu vos garanto que, se nós ganharmos as eleições e fizermos Governo, quem vai mandar na saúde vai ser o ministro da Saúde e não o ministro das Finanças”, disse o líder social-democrata.

Contra regresso do imposto sucessório

Lembrando que o atual Governo impôs a maior carga fiscal aos portugueses “desde o D. Afonso Henriques”, Rui Rio desafiou ainda António Costa a desmentir se planeia repor o imposto sucessório, como acenam o PCP e BE.

“Se o Dr. António Costa não desmentir, podem ter a certeza de que se o PS ganhar as eleições vamos ter outra vez o imposto sucessório e os filhos que vão herdar os bens dos pais vão ter de pagar mais impostos”, alertou.

Rui Rio acusou o PS de se comportar “como dono disto tudo” em relação ao Estado quando está no Governo, e deixou um ataque particular ao presidente do PS.

“Esse fenómeno familiar começa, aliás, no presidente do PS: o deputado Carlos César é o campeão a conseguir meter os seus familiares nos cargos públicos”, acusou. O presidente do PSD considera que “pulverizar o Estado de ‘boys’ e ‘girls’” é uma característica de o PS a governar. “O PS a governar toma o Estado como se fosse seu e como se fosse a sua família”, apontou.

Menos carga fiscal, com mais receita

Rui Rio diz que “as características do PSD a governar são outras”, destacando a promessa de redução fiscal e acusando o Primeiro-Ministro de “não dominar os números das finanças públicas”.

“Ouvi o Dr. António Costa dizer ontem na RTP que tínhamos aqui uma fantasia, porque baixámos em 3,7 mil milhões de euros os impostos e conseguimos a magia de a receita fiscal crescer 2 mil milhões de euros. Meus amigos, nós prevemos que a receita vá crescer não 2 mil milhões, mas 5,4 mil milhões”, frisou.

O líder do PSD reiterou o desafio ao ministro das Finanças para que aceite debater as contas dos dois partidos, depois de Mário Centeno ter recusado fazê-lo com o porta-voz do partido para as Finanças Públicas, Joaquim Sarmento. “O professor Álvaro Almeida, candidato pelo Porto, já está disponível para debater com Mário Centeno. Vamos ver, este começa por A, se ainda não servir passaremos a alguém cujo nome comece por B a ver se ele aceita”, afirmou.

Antes, o cabeça de lista por Braga, André Coelho Lima, acusou o Governo socialista de “mistificação, cativação e falta de noção”, reprovando a “governação enganadora” do PS de António Costa, que “aumentou a carga fiscal para máximos históricos, continua a aumentar a dívida e a estrangular os serviços públicos, como a saúde e a educação”.

Fotos: PSD.

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