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Acesso Ensino Superior

O Processo de Bolonha no Ensino Superior

Março 17, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Dr.ª Maria José Amaral Neco

Nas últimas décadas, os países da União Europeia, nomeadamente Portugal, têm vindo a apostar numa educação de excelência com reflexo ao nível da formação e da empregabilidade. Falamos do desafio que as Instituições de Ensino Superior sofreram com base na Declaração de Bolonha.



Esta reforma do ensino superior tem como objetivo principal, a criação de um espaço europeu que suprima as desigualdades de acesso e a frequência do ensino nos países signatários. Uma vez mais, estamos perante uma agenda política europeia no setor educativo. Com o intuito da uniformização das políticas educativas no ensino superior, todas estas mudanças visam tornar este nível de ensino cada vez mais atrativo e competitivo, promovendo a mobilidade dos estudantes e criando um sistema que facilite a legibilidade dos graus académicos.

Com o Processo de Bolonha, foram criadas condições para que a maioria da população portuguesa aceda ao ensino superior. Este deixou de ser um espaço privilegiado dos cidadãos com estatuto social elevado, para abranger estudantes dos mais variados status sociais.

Em Portugal, verifica-se uma procura elevada por parte dos cidadãos aos cursos superiores. Para aquisição de novos conhecimentos, ou como impulsionador de inclusão social, o ensino superior no nosso país carece de uma grande importância social, económica e cultural. Todavia, apesar de todos os esforços governamentais e institucionais das reformas estruturais e funcionais dos cursos de ensino superior, verificamos que ainda existem muitos cursos desajustados ao mercado de trabalho, muitos agentes educativos que ainda estão ligados às práticas pedagógicas tradicionais, permanecendo como meros transmissores do conhecimento. Este novo paradigma pressupõe um ensino mais aberto e colaborativo, em que o aluno dever ser o centro do processo de ensino/aprendizagem, um processo construtivo e contínuo, valorizando também, o conhecimento tácito de cada estudante.

Estas alterações estruturais e funcionais do ensino superior acabam por atrair cada vez mais estudantes. Com o processo de Bolonha, a proliferação nacional e europeia dos graus académicos e títulos, veio resolver o problema complexo das equivalências de estabelecimentos entre países, verificando-se assim uma desobstrução dos sistemas nacionais, incentivando a mobilidade estudantil.

Por: Dr.ª Maria José Amaral Neco.*

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

IPCA preenche quase 100 por cento das vagas na 1ª fase de candidaturas

Setembro 10, 2017 em Atualidade, Concelho, Educação port barcelosnahorabarcelosnahora

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), em Barcelos, alcançou este ano o melhor resultado de sempre na 1ª fase do Concurso Nacional de Acesso (CNA) ao ensino superior, preenchendo 96 por cento das 635 vagas disponíveis. Apenas 27 vagas, que dizem respeito a dois cursos, não foram preenchidas.



Este resultado coloca o IPCA como a segunda instituição de ensino superior politécnico do país com maior taxa de ocupação de vagas, a par do politécnico de Lisboa e apenas atrás do do Porto.

De realçar o facto de apenas dois cursos do IPCA – um em pós-laboral e outro de ensino a distância – não terem preenchido 100 por cento das vagas, entre um total de 23 cursos nos diferentes regimes.

Na opinião da presidente do IPCA, Maria José Fernandes, “estes excelentes resultados demonstram que o Politécnico do Cávado e do Ave responde de forma clara às necessidades da região”.

Considerando que a elevada procura registada pelos cursos do IPCA “representa a conquista do seu papel enquanto instituição de ensino superior público”, Maria José Fernandes sublinha dois outros dados importantes: “a percentagem de estudantes candidatos em 1ª opção é de 100 por cento – um novo recorde – e, simultaneamente, as “médias” de quase todos os cursos subiram”.

Face a estes resultados, Maria José Fernandes não tem dúvidas: “Se o governo autorizasse o IPCA a aumentar as vagas para os cursos de licenciatura, elas seriam preenchidas na totalidade”.

Numa análise ao pormenor, destaca-se a subida acentuada das notas do último colocado na generalidade dos cursos (vulgarmente designadas de “médias”). Neste particular, Design Gráfico volta a ter a “média” mais alta (150,9) do IPCA, seguindo-se a licenciatura em Gestão de Empresas (143,8).

É, aliás, de assinalar que este último curso foi criado este ano e vai ter a sua primeira edição em 2017/2018. Mesmo assim, esgotou a totalidade das 70 vagas que tinha disponíveis, em regime diurno (40) e em pós-laboral (30).

Face aos excelentes resultados desta 1ª fase do CNA e a exemplo do sucedido nos últimos anos, está praticamente assegurada a ocupação da totalidade das vagas em todos os cursos de licenciatura do IPCA no ano letivo 2017/2018.

O IPCA mantém-se, assim, como uma das três instituições de ensino superior politécnico do país com maior procura e a única fora das grandes cidades (Lisboa e Porto) a superar, destacadamente, os 90 por cento de taxa de ocupação de vagas.

O facto de o IPCA ter alcançado este ano, também, o seu recorde de candidaturas a Cursos Técnicos Superiores Profissionais (682), preenchendo logo na 1ª fase a quase totalidade das 500 vagas que tinha disponíveis é algo que deve merecer destaque.

Fonte e foto: IPCA.

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