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Acesso Ensino Superior

IPCA abre vagas para estudantes do ensino profissional concorrerem aos cursos de licenciatura

Junho 27, 2020 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Já estão abertas as candidaturas para os titulares do ensino profissional poderem realizar a prova de avaliação para concorrerem aos cursos de licenciatura do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA). O prazo para a inscrição está aberto até ao dia 17 de julho e a prova realiza-se no dia 24 de julho.



Os candidatos podem realizar a prova de avaliação em qualquer umas das instituições da REDE Norte, constituída pelo IPCA, pelos politécnicos de Bragança, do Porto e de Viana do Castelo, e pela UTAD, que conjuntamente organizaram a prova de avaliação de conhecimentos que dão acesso aos seus cursos de licenciatura.

Os titulares de cursos profissionais e os estudantes que frequentam o último ano dos cursos profissionais de nível secundário devem efetuar a inscrição para a realização da prova no link: www.apnor.pt/profissionais.

Toda a informação relativa a esta prova de avaliação e ao concurso especial pode ser consultada em www.ipca.pt e no site www.apnor.pt, bem como no link: www.ipca.pt/sa/divisao-academica/.

Fonte e foto: IPCA.

Rotary de Barcelos e Universidade+ ajudam futuros candidatos ao Superior

Outubro 19, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

No passado dia 15 de outubro, o Hotel Bagoeira recebeu mais uma reunião do Rotary Club de Barcelos, que organizou uma palestra destinada aos jovens, nomeadamente, àqueles que têm pretensões de aceder ao Ensino Superior. Esta sessão contou com a colaboração do projeto – agora associação – Universidade+.



O Rotary Club de Barcelos existe há 52 anos e tem como objetivo, “através do usufruto do companheirismo, poder fortalecer a sociedade local e mundial”, refere Cláudia Santos, Presidente do Club barcelense.

Tendo em conta, precisamente este objetivo, neste ano rotário o Club pretende “interagir, todos os meses, com a comunidade barcelense, levando a cabo palestras positivas”.

“Neste mês de outubro, lembrámos a população que Barcelos tem a Universidade Sénior, onde, através do Professor José Campinho, conhecemos os projetos da instituição, que tem como objetivo, a integração social da população sénior. Alertámos, também, que é preciso ajudar os nossos jovens que se preparam para ingressar no Ensino Superior. Para isso, convidámos as jovens promotoras do Projeto Universidade +”, explicou a Presidente.

Foi uma palestra que deu frutos. “Através desta palestra, garantimos, com a ajuda do nosso companheiro Francisco Pereira e da ACIB, um local onde estas jovens possam desenvolver o seu projeto, facultando, gratuitamente aos jovens barcelenses, uma sessão mensal, planificada com temas de esclarecimento para que estes possam ingressar no Ensino Superior sem medo”, salientou, concluindo que “são este tipo de ações que nos enaltecem e fazem ver que as horas de vida que passamos em Rotary são bem empregues”.

Em relação ao ano rotário 2019/2020, Cláudia Santos refere que o Club pretende, “também, ajudar o nosso Governador, José Carvalhido da Ponte, a realizar o seu sonho com a construção de um infantário em Cachéu, na Guiné; a Associação Amar 21, nos seus objetivos; e, a nível mundial, a sermos mais uma ‘gota’ de ajuda na luta contra a irradicação da Poliomielite, doença fulminante que atinge a população infantil em países como o Afeganistão e o Paquistão”.

Para a Presidente, o Rotary permite-lhe a “entrega social e saber que faço parte de um plano maior de Amor”. Cláudia Santos termina, em nome do Rotary Club de Barcelos, com um agradecimento ao Barcelos na Hora, pela “oportunidade de divulgação das nossas iniciativas, contribuindo, assim, todos juntos, para uma Cidade de Barcelos POSITIVA”, relembrando que, este ano, o lema do Rotary é: “Rotary Conecta o Mundo”.

Já o Projeto Universidade+, nas palavras da sua nova Presidente da Direção, Ana Rodrigues, “visa descomplicar a entrada no ensino superior através de palestras, partilha de experiências e de informação nas redes sociais”.

A ideia para o Projeto surgiu-lhe “quando andava no segundo ano de licenciatura. Na altura, em conversa com uma amiga, ela comentou comigo que no 12º ano, ainda com bastantes dúvidas acerca do que fazer no futuro, como de resto é comum a muitos jovens estudantes, teve oportunidade de privar com um colega, que se havia também formado em Direito na Universidade do Minho, e este elucidou-a acerca de muitas questões, não só relativas ao curso em si, mas também, acerca da própria entrada no Ensino Superior e o ambiente aí vivido. Apercebi-me, aqui, que também eu gostaria de ter tido alguém que me guiasse e ajudasse nesta fase transacional, que muitas vezes está rodeada de várias dúvidas e incertezas. Portanto, agora já no segundo ano, detinha um conjunto de informações e experiências que seriam muito úteis de partilhar com os estudantes do ensino secundário e que poderiam ajudar alguns destes jovens a ter uma transição mais tranquila e desmistificada”.

Da ideia inicial, à ação. “Pela mão de uma pessoa bastante querida, entrei em contacto com uma grande parte dos atuais voluntários do Projeto, que frequentavam diferentes escolas secundárias de Barcelos, sendo que com muitos deles ainda não tinha qualquer tipo de relação. Foi, realmente, uma sorte ter encontrado uma equipa tão interessada e empenhada, que desde o início se identificou e reconheceu valor na minha ideia e acreditaram que poderíamos devolver, de alguma forma, à comunidade, através da partilha de informações relevantes e experiências acerca desta fase transacional”.

Assim, efetuaram a sua primeira sessão em abril de 2018, e perante o feedback positivo e interesse demonstrado pelos alunos, “decidimos estabelecer um plano anual de atividades e embarcar num ano embrionário em 2018/2019. Neste primeiro ano, partimos exatamente com a mesma expectativa, a de ajudar o outro através de sessões mensais de cerca de hora e meia, nas quais abordávamos temas de relevo relativos à entrada no ensino superior, pautando pela informalidade e confiança com os alunos, esclarece Ana Rodrigues.

“Contudo, o Projeto foi recebendo um feedback cada vez mais positivo e várias oportunidades, como apresentarmo-nos em escolas secundárias e realizar parcerias, foram surgindo, pelo que tivemos de assumir um compromisso ainda maior e responder à responsabilidade, que, entretanto, tinha crescido também”, ressalva.

Esse crescimento implicava, para o Projeto, “não só, mais empenho e sacrifício, mas também, a realização de um desejo partilhado por todos, que se consubstanciou num grande passo, a aquisição de personalidade jurídica, que, burocraticamente, não acarretou muitas dificuldades. Mas é preciso denotar que todos as ferramentas necessárias à exequibilidade do Projeto, até este momento, eram inteiramente suportadas pelos voluntários, incluindo o processo de aquisição de personalidade jurídica, que pelo seu elevado custo, levou-nos, mais uma vez, a utilizar a nossa criatividade e proatividade, o que resultou na nossa participação na Festa da Juventude, onde conseguimos angariar algumas ajudas. Agora, esta situação fica mais agilizada, pois podemos receber donativos de quem reconheça valor à nossa iniciativa”.

Uma dúvida que fica no ar é se este Projeto tem alguma ligação a entidades do Ensino Superior, para, por exemplo, divulgarem o seu trabalho, valências e mais-valias. Ana Rodrigues esclarece que essa relação “não existe”. “Seria, de facto, um tema interessante de abordar, uma vez que sendo os voluntários alunos em diferentes casas, acabamos sempre por, no fundo, partilhar informações e discorrer bastante acerca de certas licenciaturas e Universidades ou Institutos Politécnicos”.

Sobre o convite que lhes foi endereçado pelo Rotary Club de Barcelos, Ana Rodrigues salienta que este foi “muito bem-recebido por nós, sendo que, desde logo, chamou à atenção pela possibilidade de nos darmos a conhecer e publicitar o Projeto. Porém, era também importante para nós demonstrar às gerações acima da nossa que, muitas vezes, somos rotulados como desmotivados ou reativos, mas aqui todos nós levamos muito a sério o compromisso que temos para com o associativismo, desejamos efetivamente apresentar um bom trabalho e difundir este espírito proativo e solidário com todos os jovens com que nos cruzamos”, concluindo que julgam ter cumprido “com o que nos foi proposto e ficámos muito felizes pelas reações positivas que recolhemos e o reconhecimento de valor ao nosso Projeto. É, por isso e para isso, que trabalhamos. Não podendo deixar de agradecer a todos os envolvidos esta valiosa oportunidade e a forma como fomos recebidos”.

No futuro imediato, este próximo ano letivo “avista-se como desafiador e intenso para nós, pois melhorámos a nossa planificação e tornámo-la bastante ambiciosa em todas as perspetivas, todos os nossos departamentos estão prontos para trabalhar e responder afirmativamente à confiança e responsabilidade que foi depositada em nós. Seguimos com o nosso modelo de palestras mensais, pautado pela informalidade e proximidade com os estudantes, mas sempre de uma forma ativa e lúdica, e com muitas novidades. Apostamos na divulgação e esperamos ver iniciativa também por parte dos alunos”, sendo que na imagem que se segue surgem os temas para este ano, sem prejuízo das datas poderem sofrer alterações.

Sobre as sessões, na “A primeira escolha” irão “lidar com as dificuldades que os alunos têm em encontrar interesse no percurso tomado no 10º ano, fornecendo, também, ferramentas que lhes permita superar esse impasse”. Em “A ansiedade” pretendem “abordar o tema cada vez mais gritante na vida dos estudantes, a ansiedade. A sessão será assistida por uma psicóloga, que fornecerá uma orientação no controlo dessa emoção”. Já em “Médias, notas e exames” abordarão “a situação atual das classificações dos alunos, guiando-os mediante os seus objetivos”. Na sessão “Licenciaturas”, intendem “abrir os horizontes dos alunos aos mais variados cursos existentes e ajudá-los nas suas indecisões e questões”. A vida de estudante do Ensino Superior não se concerne apenas ao estudo, trabalho e exames. Em “Vida Académica” tencionam “fornecer uma explicação e comparação de todo o envolvente da vida universitária e abordar as diferentes tradições da academia”. “Vida para além da universidade” pretende “dar destaque à importância das atividades extracurriculares, partilhando o testemunho das nossas experiências”. A sessão “Antena Livre” é “dedicada à discussão aberta de questões relacionadas com a fase de transição do ensino secundário para o ensino superior”. Por fim, “Pais e filhos” trata-se de “uma sessão dirigida aos pais dos alunos, procurando abordar as suas maiores preocupações, nomeadamente os apoios socioeconómicos, bem como sensibilizá-los para alguns dos problemas que os seus filhos terão que lidar nesta fase”.

Imagens: DR.

Rotary de Barcelos “descomplica” a entrada na Universidade

Outubro 11, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

No próximo dia 15 de outubro, pelas 21h30, o Rotary Club de Barcelos leva a cabo uma palestra destinada aos alunos dos 11º e 12º anos, assim como pais e encarregados de educação.



Sobre o tema “Descomplica a entrada na Universidade”, do Projeto Universidade+, no Hotel Bagoeira debater-se-á a entrada na Universidade e a “enorme mudança” que representa a vida dos estudantes.

“Esta palestra vai debater os dilemas normais sobre o futuro, as incertezas, dúvidas, dificuldades e desafio com que os estudantes se debatem”, refere a organização.

Imagem: RCB.

IPCA oferece 680 vagas no concurso nacional de acesso

Julho 19, 2019 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Vagas nas áreas da gestão, tecnologia, design e hotelaria e turismo

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) oferece, para o próximo ano letivo, 680 vagas no concurso nacional de acesso aos cursos de licenciatura.



Considerando o despacho do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, que fixa as vagas para o próximo ano letivo, o IPCA decidiu aumentar as vagas nos cursos das áreas das competências digitais.

As vagas distribuem-se por 14 cursos de licenciatura, das quatro escolas. A Escola Superior de Design oferece 105 vagas nos cursos de Design Industrial (40 vagas) e Design Gráfico (40 vagas regime laboral e 25 em regime pós-laboral). A Escola Superior de Gestão oferece 340 vagas, nos cursos de Contabilidade (40 vagas e 30 vagas em regime pós-laboral); Finanças (30); Fiscalidade (30 vagas e 20 vagas em regime pós-laboral); Gestão de Empresas (40 vagas e 30 vagas em regime pós-laboral); Gestão Pública (25 vagas e 20 vagas em PL); Solicitadoria (40 vagas e 35 vagas em regime pós-laboral). A Escola Superior de Hotelaria e Turismo oferece 75 vagas abertas para o curso de Gestão de Atividades Turísticas (45 vagas e 30 em pós-laboral). A Escola Superior de Tecnologia conta com 75 vagas abertas nos cursos de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (25); Engenharia em Desenvolvimento de Jogos Digitais (25); Engenharia e Gestão Industrial (25); Engenharia Informática Médica (25) e Engenharia de Sistemas Informáticos (30 mais 25 vagas em regime pós-laboral).

Paralelamente a estas ofertas, o IPCA tem oferece, ainda, 260 vagas nos concursos especiais (incluindo os estudantes internacionais) e os regimes de mudança de par instituição/curso.

A primeira fase de candidatura ao ensino superior arrancou ontem com 50.860 vagas no concurso nacional de acesso, mais oito do que as 50.852 de 2018 e decorre até 6 de agosto, sendo os resultados divulgados a 9 de setembro. A candidatura ao Ensino Superior Público é realizada exclusivamente através do sistema online disponibilizado no sítio da Direção-Geral do Ensino Superior.

O IPCA tem em funcionamento o Gabinete de Acesso ao Ensino Superior que tem como objetivo apoiar as candidaturas em todo o sistema de Ensino Superior português, e as candidaturas aos concursos locais e especiais.

De salientar ainda que estão neste momento abertas as candidaturas à 1ª fase dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais, tendo disponíveis 646 vagas nas áreas do Design, Hotelaria e Turismo, Gestão e Tecnologia.

Fonte e imagem: IPCA.

IPCA continua com excelentes resultados no acesso ao Ensino ao Superior

Setembro 9, 2018 em Atualidade, Concelho, Educação, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), em Barcelos, voltou a ter excelentes resultados na 1ª fase do Concurso Nacional de Acesso (CNA) ao Ensino Superior. Num total de 667 vagas foram colocados 633 estudantes, o que se traduz num aumento de 22 novos estudantes face ao ano anterior. Com estes resultados o IPCA preencheu 95% das vagas disponíveis.



Assim, a instituição barcelense mantém-se como uma das três instituições de Ensino Superior politécnico do país com maior taxa de ocupação de vagas, logo a seguir aos politécnicos do Porto e Lisboa.

De destacar, ainda, nesta 1ª fase de acesso ao Ensino Superior, o aumento da procura pelo regime pós-laboral, no qual o IPCA preencheu a totalidade das vagas disponíveis.

Satisfeita com os resultados do acesso aos cursos de licenciatura do IPCA pelo concurso nacional, no ano letivo 2018/2019, a presidente do IPCA, Maria José Fernandes, refere que “estes excelentes resultados são o indicador mais claro do reconhecimento do Politécnico do Cávado e do Ave e da qualidade da sua oferta formativa na região e no país”.

Ciente da importância de apostar na captação de melhores estudantes, Maria José Fernandes sublinha que a “quantidade vale menos se não for acompanhada pela qualidade. E registo, por isso, com muito agrado o aumento verificado nas notas de acesso aos cursos do IPCA bem como no número de candidatos que escolheu o IPCA em 1ª opção”. Este ano 640 candidatos escolheram o IPCA como 1ª opção.

Face aos excelentes resultados desta 1ª fase do CNA, e a exemplo do sucedido nos últimos anos, está praticamente assegurada a ocupação da totalidade das vagas em todos os cursos de licenciatura do IPCA no ano letivo 2018/2019. Naturalmente que na 2ª fase as médias de acesso aos cursos do IPCA tenderão ainda a subir mais considerando o reduzido número de vagas sobrantes e o aumento verificado nas notas dos exames nacionais da 2ª fase.

De salientar, também, o facto de o IPCA registar, na 1ª fase de candidaturas aos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), uma taxa de ocupação de 90,3% na instituição, ilustrando o crescente sucesso dos CTeSP. Estão já colocados 541 estudantes, distribuídos pelos 21 CTeSP nas áreas do Design, Gestão, Hotelaria e Turismo e da Tecnologia.

A nível nacional, no Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior 2018/2019 ficaram colocados 43 992 novos estudantes, representando, desta forma, o segundo ano com maior número de colocados desde 2010, apesar da ligeira redução de 2% no número total de estudantes colocados face ao ano anterior (2017). No entanto, 89% dos candidatos à primeira fase do concurso foram já colocados (face a 86% em 2017), sendo que 55% dos estudantes colocados foram admitidos na 1.ª opção, representando um aumento de 5,7%, em relação ao ano de 2017.

Fonte e foto: IPCA.

 

O Processo de Bolonha no Ensino Superior

Março 17, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Dr.ª Maria José Amaral Neco

Nas últimas décadas, os países da União Europeia, nomeadamente Portugal, têm vindo a apostar numa educação de excelência com reflexo ao nível da formação e da empregabilidade. Falamos do desafio que as Instituições de Ensino Superior sofreram com base na Declaração de Bolonha.



Esta reforma do ensino superior tem como objetivo principal, a criação de um espaço europeu que suprima as desigualdades de acesso e a frequência do ensino nos países signatários. Uma vez mais, estamos perante uma agenda política europeia no setor educativo. Com o intuito da uniformização das políticas educativas no ensino superior, todas estas mudanças visam tornar este nível de ensino cada vez mais atrativo e competitivo, promovendo a mobilidade dos estudantes e criando um sistema que facilite a legibilidade dos graus académicos.

Com o Processo de Bolonha, foram criadas condições para que a maioria da população portuguesa aceda ao ensino superior. Este deixou de ser um espaço privilegiado dos cidadãos com estatuto social elevado, para abranger estudantes dos mais variados status sociais.

Em Portugal, verifica-se uma procura elevada por parte dos cidadãos aos cursos superiores. Para aquisição de novos conhecimentos, ou como impulsionador de inclusão social, o ensino superior no nosso país carece de uma grande importância social, económica e cultural. Todavia, apesar de todos os esforços governamentais e institucionais das reformas estruturais e funcionais dos cursos de ensino superior, verificamos que ainda existem muitos cursos desajustados ao mercado de trabalho, muitos agentes educativos que ainda estão ligados às práticas pedagógicas tradicionais, permanecendo como meros transmissores do conhecimento. Este novo paradigma pressupõe um ensino mais aberto e colaborativo, em que o aluno dever ser o centro do processo de ensino/aprendizagem, um processo construtivo e contínuo, valorizando também, o conhecimento tácito de cada estudante.

Estas alterações estruturais e funcionais do ensino superior acabam por atrair cada vez mais estudantes. Com o processo de Bolonha, a proliferação nacional e europeia dos graus académicos e títulos, veio resolver o problema complexo das equivalências de estabelecimentos entre países, verificando-se assim uma desobstrução dos sistemas nacionais, incentivando a mobilidade estudantil.

Por: Dr.ª Maria José Amaral Neco.*

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

IPCA preenche quase 100 por cento das vagas na 1ª fase de candidaturas

Setembro 10, 2017 em Atualidade, Concelho, Educação port barcelosnahorabarcelosnahora

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), em Barcelos, alcançou este ano o melhor resultado de sempre na 1ª fase do Concurso Nacional de Acesso (CNA) ao ensino superior, preenchendo 96 por cento das 635 vagas disponíveis. Apenas 27 vagas, que dizem respeito a dois cursos, não foram preenchidas.



Este resultado coloca o IPCA como a segunda instituição de ensino superior politécnico do país com maior taxa de ocupação de vagas, a par do politécnico de Lisboa e apenas atrás do do Porto.

De realçar o facto de apenas dois cursos do IPCA – um em pós-laboral e outro de ensino a distância – não terem preenchido 100 por cento das vagas, entre um total de 23 cursos nos diferentes regimes.

Na opinião da presidente do IPCA, Maria José Fernandes, “estes excelentes resultados demonstram que o Politécnico do Cávado e do Ave responde de forma clara às necessidades da região”.

Considerando que a elevada procura registada pelos cursos do IPCA “representa a conquista do seu papel enquanto instituição de ensino superior público”, Maria José Fernandes sublinha dois outros dados importantes: “a percentagem de estudantes candidatos em 1ª opção é de 100 por cento – um novo recorde – e, simultaneamente, as “médias” de quase todos os cursos subiram”.

Face a estes resultados, Maria José Fernandes não tem dúvidas: “Se o governo autorizasse o IPCA a aumentar as vagas para os cursos de licenciatura, elas seriam preenchidas na totalidade”.

Numa análise ao pormenor, destaca-se a subida acentuada das notas do último colocado na generalidade dos cursos (vulgarmente designadas de “médias”). Neste particular, Design Gráfico volta a ter a “média” mais alta (150,9) do IPCA, seguindo-se a licenciatura em Gestão de Empresas (143,8).

É, aliás, de assinalar que este último curso foi criado este ano e vai ter a sua primeira edição em 2017/2018. Mesmo assim, esgotou a totalidade das 70 vagas que tinha disponíveis, em regime diurno (40) e em pós-laboral (30).

Face aos excelentes resultados desta 1ª fase do CNA e a exemplo do sucedido nos últimos anos, está praticamente assegurada a ocupação da totalidade das vagas em todos os cursos de licenciatura do IPCA no ano letivo 2017/2018.

O IPCA mantém-se, assim, como uma das três instituições de ensino superior politécnico do país com maior procura e a única fora das grandes cidades (Lisboa e Porto) a superar, destacadamente, os 90 por cento de taxa de ocupação de vagas.

O facto de o IPCA ter alcançado este ano, também, o seu recorde de candidaturas a Cursos Técnicos Superiores Profissionais (682), preenchendo logo na 1ª fase a quase totalidade das 500 vagas que tinha disponíveis é algo que deve merecer destaque.

Fonte e foto: IPCA.

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