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Antónia Ruivo

AMAR 21 premiada pela Caixa Geral de Depósitos

Fevereiro 22, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Prémios Caixa Social 2020

No âmbito dos Prémios Caixa Social 2020, a AMAR 21 – Associação de Apoio à Trissomia 21 e outras Perturbações de Neurodesenvolvimento foi uma das 18 instituições premiadas e apoiadas pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) pela relevância, inovação e mais-valia do projeto, apresentado por entre 400 candidaturas.

A cerimónia decorreu no último dia 19 de fevereiro, na CULTURGEST, em Lisboa, e contou com a presença da Presidente da Direção da AMAR 21, Alexandra Lopes e Antónia Ruivo, também da instituição.



De salientar que a cerimónia foi presidida pelo Presidente da Comissão Executiva da CGD, Paulo Macedo, e contou com a presença do Secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, e da Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes.

Fotos: AMAR 21.

Barcelenses Inspiradores: Antónia Ruivo

Dezembro 14, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Depois de a escritora Susana Pinto nos ter contado a sua história, revelamos um pouco do trajeto pessoal e profissional da psicóloga Antónia Ruivo.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Antónia Ruivo nasceu a 16/06/1983 em Barcelos. Exerce Psicologia desde 2007. Trabalha na AMAR 21 – Associação de Apoio à Trissomia 21 e outras Perturbações do Neurodesenvolvimento (http://amar21.weebly.com/amar21.html), no MODATEX – Centro de Formação Profissional da Indústria Têxtil, Vestuário, Confecção e Lanifícios, Polo de Barcelos, e no B’Life wellness center & spa.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Sou a Antónia Ruivo. Sou Psicóloga com pré-especialização em Clínica e Saúde. Amo a profissão que abracei. Costumo imaginar que o consultório de um terapeuta é como um verdadeiro jardim! Nele chega todo o tipo de flor, planta e arbusto, cada qual numa fase diferente de desenvolvimento. Não podemos perder de vista que, para cumprir a sua tarefa, o jardineiro precisará, todos os dias, fazer do seu jardim um terreno fértil ao desenvolvimento de tudo o que ali cresce. Precisará ir a fundo no conhecimento da alma humana, assim como bom jardineiro, é conhecedor de todo o tipo de vegetação.

Na minha experiência, a partir de cada troca e relação, vejo brotarem no meu próprio jardim interno novas raízes e flores, que me tornam cada vez mais plena e mais humana. Espero um dia, como todo o terapeuta, que as sementes espalhadas dêem uma linda floresta, onde tudo possa viver em expansão e equilíbrio. Pois ser jardineiro é também sonhar com um mundo onde cada plantinha tenha o seu espaço e o seu valor.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Sim, sem dúvida. Tudo o que abraço, entrego-me de paixão. Sem dúvida de que os trabalhos que exerço dentro da Psicologia, o que mais me move é a área da deficiência, nomeadamente, o trabalho que desenvolvo na AMAR 21 – Associação de Apoio à Trissomia 21 e outras Perturbações do Neurodesenvolvimento de Barcelos.

Iniciei a minha caminhada como voluntária, ajudei a constituir a associação e, desde então, esta paixão faz-me todos os dias querer lutar por estas crianças, jovens e adultos, para que possam ter as mesmas oportunidades na sociedade.

De que forma impactas a vida do próximo?

Penso que crio impacto na vida do próximo, sendo como sou, transmitindo as minhas paixões, o que me move, o que acredito. Uma pessoa amiga uma vez disse-me uma expressão de como me via, que realmente faz sentido e nunca havia pensado nisso: “Antónia, tu és a formiguinha”, ou seja, movo mundos e fundos, crio estratégias e tento encontrar soluções para os problemas que estão sempre por atrás dos “holofotes”; pois tudo o que faço, faço porque acredito de verdade e visto a camisola infinitas vezes para que se consiga alcançar o sucesso.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Diria o que digo sempre em qualquer ocasião em que pretendo colocar a sementinha no coração das pessoas, na sensibilização e mudança de mentalidades na aceitação e integração das crianças e jovens com alguma perturbação na sociedade. Uma frase que verbalizo e dita bem quem sou, é: “Cada um de nós é uma gota de água que cai no mar. Se cada uma dessas gotas lutar e acreditar que estes jovens são capazes, então o ‘mar’ será Diferente”.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Sem dúvida alguma, a minha querida irmã. Infelizmente, partiu cedo, sem a vida dar tempo para despedidas. Deixou-me dois tesouros, o que mais de especial tenho na minha vida. Ela ensinou-me a cada dia ser melhor pessoa, a lutar pelos meus ideais e a “deitar as garras de fora” para defender o que acredito. Uma verdadeira guerreira, um ser humano especial. A minha alma gémea, e sei que todos os dias a minha estrela brilha, pois vê que continuo dia a dia a lutar por aquilo em que acredito.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

O Papa Francisco, sem dúvida. Pelo Ser Humano que é, por defender que todos temos direito à vida. Por acreditar que o mundo pode ser melhor, se as pessoas começarem a exercer boas ações uns para com os outros.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Cada pessoa que se cruze no meu caminho inspira-me de alguma forma, pois acredito que todas as pessoas que passam na nossa vida, vêm trazer algo de novo. Umas vão-se e outras permanecem para nos ajudarem a continuar a semear boas sementes no terreno da vida. Mas, sem dúvida alguma, agradeço do fundo do coração a seis pessoas que pertencem ao meu núcleo mais íntimo: os meus pais, os meus sobrinhos, o meu cunhado e a minha super irmã, que fazem de mim muito do que sou hoje, inspirando-me a cada dia que passa que a vida é uma passagem e que temos de dizer a quem amamos o quanto os amamos e são importantes para nós.

Como gostarias de ser recordada?

Como alguém que conseguiu ser diferente, na Diferença. Alguém que conseguiu mudar e alterar a visão da sociedade perante a deficiência, onde a inclusão é mesmo possível de se fazer.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

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