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Armindo Cerqueira

Barcelenses Inspiradores: Armindo Cerqueira

Fevereiro 28, 2020 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Esta semana inspire-se com a visão de mundo do artista Armindo Cerqueira.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o e-mail: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Armindo Cerqueira, ator, encenador, declamador, animador e formador em teatro, com especialidade na área da voz.

Nasceu na Vila de Prado, Vila Verde, em 1946. Com 5 anos, foi para Braga, cidade onde completou o curso do Liceu e recebeu formação dramática no Centro Académico. Com outros estudantes fundou, em 1964, a Organização Literária e Artística de Braga, na qual dirigiu o departamento de teatro. Encenou vários espetáculos e representou em muitas peças de teatro. Foi ator e encenador em “A Capoeira”, Companhia de Teatro de Barcelos. Recita poesia desde os 12 anos. Contabilista de profissão, decidiu, no ano 2000, dedicar-se apenas ao ofício de ator e encenador. Foi animador sociocultural na Biblioteca Municipal de Barcelos, onde desenvolveu projetos de teatro, poesia e animação para a infância e adultos. 

Atuou em três telenovelas e duas séries de televisão, e num filme de publicidade para a TV da Madeira e Açores. No que respeita ao cinema, atuou, desde 2002, em três filmes de curta-metragem e figurou no filme “Vanitas”, de Paulo Rocha.

Atualmente, trabalha em regime livre, quer como ator, declamador e encenador, quer como formador. Tem boa experiência em animação para crianças do 1º ciclo, para quem realiza horas do conto, declamações de poesia e representações que encena pessoalmente. Para adultos, tem disponíveis os monólogos “Os Malefícios do Tabaco”, de Anton Tchekhov, “O Ramo de Flores” e “O Sermão de Refoios”, ambos de sua autoria, qualquer deles com a duração aproximada de 25 minutos. Escreve teatro, até à presente data escreveu sete peças, sendo monólogos duas delas. Foram todas representadas.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Sou um produto do Universo. Sou realidade nascida de sonhos e ainda mantenho sonhos para criar novas realidades. Sou muito sensível, acredito que o nosso mundo terrestre terá, um qualquer dia, Paz, Harmonia, Amor, Liberdade e Igualdade. Tive a minha profissão, ligada à economia, mas a minha paixão são as artes. Por essa razão, AINDA sou ator de teatro, e não só; encenador, formador em voz falada, dramaturgo, poeta, declamador, e agora deu-me para cantar. Sou sincero, amigo, e gosto de sossego.

O que fazes é uma extensão de quem és e do teu propósito de vida?

Sim, é. Mesmo durante o tempo em que fui profissional dos números, tive sempre momentos devotados ao teatro e à poesia, seja declamada ou escrita. Quando estive em Moçambique, como oficial miliciano, durante a guerra colonial, encenei um espetáculo de variedades, que fez alguma digressão por companhias da zona de combates.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Pediria a Paz, mais Amor, mais respeito, mais liberdade, igualdade e exortaria a que fossem desativadas todas as armas de destruição, sobretudo, o arsenal nuclear.

Qual foi o acontecimento que mais te marcou até hoje?

O regresso, com vida, da guerra colonial. E o 25 de Abril de 1974.

Curiosidades do Convidado 

Qual é o teu livro preferido? E o teu filme?

A obra poética de Fernando Pessoa e de Luís de Camões.

O filme “A Vida é Bela”.

Qual foi a viagem que mais te marcou?

A viagem de barco, de regresso de Moçambique, em 1970.

Que viagem de sonho ainda pretendes realizar?

Um cruzeiro pelo Mediterrâneo.

Qual é a tua atividade de tempo livre preferida?

Ler, investigar sobre espiritualidade, cantar, ir sossegar-me junto ao mar.

Qual é a tua maior habilidade?

Ser ator.

O que seria para ti um dia perfeito?

Um dia de sol, temperatura amena, sossego, em boa companhia, ouvindo o mar, ou um rio, ou a brisa agitando brandamente as árvores no bosque.

Diz-nos um barcelense e um não barcelense que te inspirem e porquê.

Normalmente, a minha inspiração não advém de humanos, mas do Infinito.

Não reporto nenhum barcelense. Admiro vários, ligados às artes, mas nenhum me inspirou. Figuras mundiais que muito me marcaram foram Mahatma Gandhi e Nelson Mandela. Das artes, posso citar Cervantes, Pablo Neruda, Garcia Lorca, Fernando Pessoa, Camões, Vinícius de Morais, Sophia de Mello Breyner, Salvador Dali e outros.

Pergunta mistério do convidado da semana anterior, Fátima Miranda.

O que fizeste, até agora, para cumprir o teu sonho?

Transformei o sonho em realidade, com trabalho, dedicação, persistência, desviando do meu caminho todos os obstáculos que porventura me impedissem a concretização dos meus objetivos.

Uma mensagem* inspiradora…

Para amares alguém de verdade, ama-te primeiro a ti mesmo.

Antes de quereres mudar o Mundo, muda-te primeiro a ti.

Nunca estás só enquanto estiveres no teu próprio colo.

A realidade não é aquilo que vês, mas o que tu constróis.

* Nota: Mensagem em latim significa mens agitat molem, ou seja, “o espírito agita a matéria”.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Escritor barcelense António Magalhães apresenta livro na Biblioteca Municipal

Setembro 14, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

A Biblioteca Municipal de Barcelos recebe hoje, pelas 21h30, a apresentação do livro de narrativas “Então foi assim”, do barcelense António Magalhães.

História e ficção, lenda e realidade, cruzam-se neste pequeno livro, baseado em acontecimentos ou personagens das terras da freguesia de Negreiros, “tradições e costumes que percorreram gerações”.



O livro e o autor vão ser apresentados pelo professor Mário Patrão, da Escola Secundária Alcaides de Faria, e conta com a participação de Armindo Cerqueira e do pianista António Godinho.

António Martins Magalhães nasceu na freguesia de Negreiros, concelho de Barcelos, em 23 de junho de 1935. Frequentou os seminários franciscanos, onde estudou Humanidades, Filosofia e Teologia. Iniciou a atividade docente em 1976.

Frequentou, de 1978 a 1980, o curso de Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. De 1980 a 1982, profissionalizou-se nas disciplinas de Português, Latim e Grego na Escola Secundária Oliveira Martins, no Porto. Interrompido o curso de Letras, frequentou e concluiu o curso de Humanidades na Faculdade de Filosofia de Braga, em 1987. Foi professor de Português na Escola Secundária Alcaides de Faria até julho de 2000, onde orientou o estágio pedagógico ligado à Universidade do Minho, durante cinco anos.

Em 1972, ganhou o “Prémio Capitão Simões Vaz”, de reportagem, instituído pelo “Notícias”, de Lourenço Marques.

Tem colaboração dispersa por diversas publicações, nomeadamente nas revistas “Amanhecer”, “Avenida do Minho” e jornal “A Voz do Minho”. “O Galo da Lenda”, um dos contos vencedores do concurso literário promovido, no ano de 1994, pela Câmara Municipal de Barcelos, integra a coletânea “Pedras no Rio do Tempo”.

Imagem: CMB.

Exposição em Oliveira de Azeméis com artistas barcelenses

Maio 25, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Realiza-se no próximo dia 28 de maio, em Oliveira de Azeméis, uma exposição integrada no evento “Entr’artes”, levado a cabo pela Câmara local, com obras expostas dos artistas barcelenses Madalena Macedo, António Miranda, Monteiro da Silva e participação do, também barcelense, Armindo Cerqueira, como declamador. Esta exposição decorrerá na Galeria Tomás da Costa.

Sobre o evento, Madalena Macedo refere que “anualmente, Oliveira de Azeméis reúne, no último domingo de maio, dezenas de artistas em diversas (poesia, escultura, pintura, teatro, dança, etc…) atividades, que animam a cidade durante todo o dia. Aos pintores são distribuídas telas e o almoço é oferecido pela Câmara. Tem um ambiente formidável!”



Exposição de pintura “O Tempo que Passa”

Março 8, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura port barcelosnahorabarcelosnahora

Inaugura no próximo dia 11 de março, pelas 21h00, no Espaço Artístico do VilaWork (Vila Boa), a exposição coletiva de pintura e desenho “O Tempo que Passa”.

Estarão expostos trabalhos de Mário Rebelo de Sousa (Âncora), Mário Vasconcelos (Viana do Castelo), Victor Alves (Caminha), Mário Garrido (Caminha), Monteiro da Silva (Barcelos), Lurdes Rodrigues (Braga), Madalena Macedo (Barcelos) e António Miranda (Barcelos). Haverá, igualmente, uma tertúlia literária a cabo de Armindo Cerqueira (Barcelos).

Os temas são a Mulher, a Liberdade e a Árvore, usados como fio condutor para reunir, harmoniosamente, os sentimentos e memórias ligadas aos meses em questão. A primavera, a mulher e a Revolução de abril vistos através de obras de artistas de diferentes regiões e de diferentes áreas profissionais.

No sentido de enriquecer o evento e alargar os horizontes artísticos realizar-se-á em simultâneo um evento literário submetido ao mesmo tema e aberto à população em geral.

Fonte e imagem: Página do evento no Facebook.

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