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José Ilídio Torres: “Que tipo de cidade queremos ser e projetar no futuro?”

Setembro 22, 2017 em Atualidade, Concelho, Entrevistas, Política port barcelosnahorabarcelosnahora




[NOTA AO LEITOR:

Pautando-se este jornal pela seriedade e igualdade de tratamento, informa os leitores que no dia 09/09/2017, através de e-mail, o Diretor deste jornal, Pedro Sousa, solicitou uma entrevista por escrito a todos os candidatos à Câmara Municipal de Barcelos. Apenas os candidatos do Bloco de Esquerda, da CDU e do MAS aceitaram ser entrevistados, sendo que até ao fecho desta edição os outros candidatos não responderam.]

No sentido de ajudar a um melhor conhecimento, por parte dos barcelenses, das propostas e ideias dos candidatos à Câmara Municipal de Barcelos, nestas autárquicas de 1 de outubro, o Barcelos na Hora solicitou à candidatura do Bloco de Esquerda, encabeçada por José Ilídio Torres, uma entrevista por escrito, solicitação essa que foi aceite. De salientar que a todos os candidatos foram feitas, exatamente, as mesmas perguntas. Desde já, este jornal agradece, na pessoa do seu candidato, à candidatura autárquica do Bloco de Esquerda (BE) por ter aceite a nossa solicitação.

José Ilídio Torres nasceu em Barcelinhos, em 1967. É licenciado em Ensino, variante de Educação Física, lecionando na escola pública. Trabalhou como jornalista nos jornais “Notícias de Barcelos” e “Primeiro de Janeiro”, tendo sido pivô de informação na Rádio Cávado. É dirigente associativo, membro da Comissão Coordenadora Concelhia do BE e da Comissão Coordenadora Distrital do BE. Nas últimas eleições legislativas ocupou o 3º lugar na lista de candidatos a deputados, pelo BE, no Círculo Eleitoral de Braga. É, ainda, escritor, tendo mais de uma dezena de livros publicados.

1O que o levou a candidatar-se e que análise faz do Concelho?

O que me levou a uma candidatura tem muito a ver com a análise que faço do concelho, das políticas seguidas e das pessoas que o governam. Um concelho adiado, onde na maior parte das freguesias não existe saneamento básico e, em alguns casos, os esgotos correm por tubos para valetas. Uma cidade adiada, onde muito pouco foi feito nestes 8 anos de governação socialista. Um mercado por recuperar, vias de comunicação por fazer ou por terminar, zonas ribeirinhas por revitalizar, património por valorizar.
A remunicipalização da água não foi feita; a Linha de Muito Alta Tensão paira sobre as nossas cabeças, e não fora a Comissão de Luta criada por moção do Bloco na Assembleia Municipal, que muito contribuiu para a decisão temporária de suspensão, já estaria construída, esventrando o concelho. A Câmara Municipal faz culto de personalidade. Publica uma revista chamada “Cidadania”, mas a fotografia que está por todo o lado é a do presidente Miguel Costa Gomes.

 

“Um contrato blindado que protegeu o concessionário e inviabilizou uma decisão favorável à autarquia” (José Ilídio Torres)

 

2 – Qual a sua opinião sobre o contrato original da concessão da água e, sendo Presidente, como resolverá este problema?

O contrato da água feito ao tempo da gestão de Fernando Reis revelou-se ruinoso para o município. Um contrato “blindado” que protegeu o concessionário e inviabilizou uma decisão favorável à autarquia. O principal problema, no entanto, foi a câmara ter persistido em recursos, gastando erário público, em vez de ter encetado imediatas negociações.
O Bloco de Esquerda é, desde sempre, a favor da remunicipalização da água, seja numa posição de totalidade ou maioria, nunca num cenário de 49%, como era intenção do presidente.
Entendo que, tendo a câmara capacidade de endividamento, é possível a retoma da concessão por um custo muito inferior ao do valor da indeminização.

3 – Nas autárquicas, por norma, os eleitores votam nas pessoas. Sendo assim, quais são as maiores potencialidades dos seus escolhidos para o acompanhar no Executivo Municipal?

Comigo está gente jovem e gente madura. Em igual número, ou até superior, de mulheres. Gente com provas dadas nas suas profissões, experiente em vários domínios. Uma maioria de independentes que dão a cara e estão prontos a lutar por uma cidade mais justa, mais redistributiva, mais amiga do ambiente. Gente que ama a sua terra, o seu artesanato, o seu património, a sua cultura. Estão comigo, também, vários elementos da minha geração. Amigos de sempre, que me conhecem e em quem eu confio, que precisavam surgir na vida da cidade devido ao seu enorme potencial.

 

“Aproximar, descentralizar, para que o concelho seja a extensão da sua urbe”. (José Ilídio Torres)

 

4 – O que gostaria de destacar do seu programa eleitoral?

Em primeiro lugar, dizer que é preciso fazer uma grande discussão em torno da questão «do tipo de cidade que queremos ser e projectar no futuro», pelo que propomos a participação efetiva dos barcelenses nessa construção.
Depois, realizar um conjunto de obras para recuperar espaços e ganhar mobilidade. Aproximar, descentralizar, para que o concelho seja a extensão da sua urbe. Ter uma especial atenção aos problemas ambientais, recuperação das zonas ribeirinhas, criação de um parque urbano.
Na educação, na cultura, no movimento associativo, criar sinergias de trabalho, capazes de potenciar pessoas, recursos e gerar identidade.
Trazer a água para a esfera do município, como um bem e um direito natural e humano.
Refutar a passagem da Linha de Muito Alta Tensão, entre muitas outras medidas capazes de trazerem Barcelos ao lugar que merece dentro do quadrilátero urbano.

Foram estas as respostas, por escrito, do candidato do BE à Câmara Municipal de Barcelos, José Ilídio Torres. A ele e à sua candidatura, o Barcelos na Hora expressa, novamente, o seu agradecimento.

Foto: BE.

Vasco Santos: “Os Barcelenses precisam de uma verdadeira alternativa”

Setembro 22, 2017 em Atualidade, Concelho, Entrevistas, Política port barcelosnahorabarcelosnahora



[NOTA AO LEITOR:

Pautando-se este jornal pela seriedade e igualdade de tratamento, informa os leitores que no dia 09/09/2017, através de e-mail, o Diretor deste jornal, Pedro Sousa, solicitou uma entrevista por escrito a todos os candidatos à Câmara Municipal de Barcelos. Apenas os candidatos do Bloco de Esquerda, da CDU e do MAS aceitaram ser entrevistados, sendo que até ao fecho desta edição os outros candidatos não responderam.]

Por forma a ajudar a um melhor conhecimento, por parte dos barcelenses, das propostas e ideias dos candidatos à Câmara Municipal de Barcelos, nestas autárquicas de 1 de outubro, o Barcelos na Hora solicitou à candidatura do Movimento Alternativa Socialista (MAS), encabeçada por Vasco Santos, uma entrevista por escrito, solicitação essa que foi aceite. De salientar, também, que a todos os candidatos foram feitas, exatamente, as mesmas perguntas. Desde já, este jornal agradece, na pessoa do seu candidato, à candidatura autárquica do MAS por ter aceite a nossa solicitação.

Vasco Santos, nascido em 1972, trabalha como Assistente Operacional (Auxiliar de Ação Médica) no Hospital de Barcelos. É militante do MAS, dirigente sindical no Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN), Presidente da Associação de Moradores do F.F.H. de Arcozelo-Barcelos e ativista de Movimentos Sociais como a plataforma “15 de outubro” e “Que se Lixe a Troika”.

1 – O que o levou a candidatar-se e que análise faz do Concelho?

Os Barcelenses precisam de uma verdadeira alternativa para poderem ter uma câmara que os sirva e não uma que se sirva deles, que é o que tem acontecido. Barcelos é um concelho com imenso potencial a vários níveis, é o concelho do país com maior número de freguesias, tem proximidade ao mar, a grandes cidades e à Galiza, tem o rio Cávado a passar no meio da cidade de Barcelos e possui um enorme potencial económico, humano e cultural. Apesar de todas estas condições, esse potencial tem sido negligenciado e em alguns casos refreado pela relação promíscua entre interesses económicos e os sucessivos executivos, que têm asfixiado o concelho com o peso de negócios ruinosos como o da água. Apesar de este ano existirem mais candidaturas, isto não se traduz, na verdade, em verdadeiras alternativas. O PS divide-se em 2 candidaturas por querelas internas mas todos prometem mais do mesmo. É essa falta de alternativa que nos leva a apresentar esta candidatura, comprometida com a defesa dos interesses da população.

 

“A privatização da água em Barcelos foi, tal como em muitos outros municípios, um negócio verdadeiramente vergonhoso” (Vasco Santos)

 

2 – Qual a sua opinião sobre o contrato original da concessão da água e, sendo Presidente, como resolverá este problema?

A privatização da água em Barcelos foi, tal como em muitos outros municípios, um negócio verdadeiramente vergonhoso. O contrato original da concessão da água foi, desde início, um negócio feito para beneficiar a concessionária. Inclusive, o Ministério Público acusou o anterior autarca do PSD, Fernando Reis, de prevaricação do poder e considerou que o objetivo do negócio foi “favorecer patrimonialmente” a concessionária, “em detrimento do interesse público”. Considerou-se um consumo estimado de quase o dobro e depois, quando tal valor irreal de consumo não se verificou, o município ficou obrigado a pagar à empresa Águas de Barcelos, até 2035, em tranches anuais, uma indemnização total de 172 milhões de euros. Costa Gomes, candidato do PS, venceu as eleições de 2009 com a promessa de reverter este processo mas passados 8 anos continua tudo na mesma. Este negócio da água pesa sobre os Barcelenses e continuará a pesar no seu futuro se não houver a coragem política de reverter definitivamente este negócio. Só o serviço público de abastecimento pode garantir qualidade e baixos preços, por isso o MAS defende que as águas devem voltar a ser 100% públicas.

3 – Nas autárquicas, por norma, os eleitores votam nas pessoas. Sendo assim, quais são as maiores potencialidades dos seus escolhidos para o acompanhar no Executivo Municipal?

Em primeiro lugar, temos candidatos que conhecem Barcelos e os problemas que a população tem mas, mais do que isso, temos pessoas que contribuem para a resolução desses problemas. O MAS tem estado ligado a muitas lutas da população pelos seus direitos, como no caso das lutas contra a Troika e a austeridade, pela habitação no bairro 1º de Maio ou no hospital. Temos ativistas do mundo sindical e dos movimentos sociais, mas, acima de tudo, temos uma lista de gente trabalhadora, que não está comprometida com quaisquer interesses económicos, apenas com a população.

 

“Construção de um novo hospital e ter as águas 100% públicas” (Vasco Santos)

 

4 – O que gostaria de destacar do seu programa eleitoral?

Existe muito a fazer em muitas áreas mas as que nos parecem merecer mais destaque são a construção de um novo hospital e ter umas águas 100% públicas. Uma, porque o atual hospital já não tem meios humanos, nem materiais, ou mesmo infraestrutura, para responder às necessidades de 155 mil habitantes, em 2 concelhos. E a outra, porque é um negócio vergonhoso em que o executivo do PSD à época, liderado por Fernando Reis, concessionou a água com benefício para a concessionária e lesando o interesse público. Os preços subiram 80% só nos primeiros 5 anos; a qualidade do serviço desceu e já custa uma dívida de 172 milhões de euros. Costa Gomes, candidato do PS, venceu as eleições de 2009 com a promessa de reverter este processo mas passados 8 anos tudo continua na mesma. Apesar de considerar que estas são as duas questões centrais, o MAS acha que é preciso resolver outras questões, como o problema dos transportes dentro do concelho; a situação de abandono a que chegou o rio; a falta de apoio à cultura; ou o flagelo da violência doméstica. Há muito por fazer no nosso concelho. Muito tem sido prometido nos últimos anos mas as coisas continuam por fazer.

Termina, assim, a entrevista por escrito ao candidato do MAS à Câmara Municipal de Barcelos, Vasco Santos. O Barcelos na Hora expressa, a ele e à sua candidatura, o seu agradecimento pelo tempo despendido com a nossa entrevista.

Foto: MAS.

Mário Figueiredo: “Alterar o caminho político de retrocesso e construir um futuro melhor”

Setembro 22, 2017 em Atualidade, Concelho, Entrevistas, Política port barcelosnahorabarcelosnahora




[NOTA AO LEITOR:

Pautando-se este jornal pela seriedade e igualdade de tratamento, informa os leitores que no dia 09/09/2017, através de e-mail, o Diretor deste jornal, Pedro Sousa, solicitou uma entrevista por escrito a todos os candidatos à Câmara Municipal de Barcelos. Apenas os candidatos do Bloco de Esquerda, da CDU e do MAS aceitaram ser entrevistados, sendo que até ao fecho desta edição os outros candidatos não responderam.]

Visando ajudar a um melhor conhecimento, por parte dos barcelenses, das propostas e ideias dos candidatos à Câmara Municipal de Barcelos, nestas autárquicas de 1 de outubro, o Barcelos na Hora solicitou à candidatura da Coligação Democrática Unitária (CDU), encabeçada por Mário Figueiredo, uma entrevista por escrito, solicitação essa que foi aceite. Saliente-se que foram feitas, exatamente, as mesmas perguntas a todos os candidatos. Desde já, este jornal agradece, na pessoa do seu candidato, à candidatura autárquica da CDU (PCP+PEV) por ter aceite a nossa solicitação.

Mário Figueiredo, barcelense de 44 anos, Técnico Oficial de Contas, é militante do Partido Comunista Português (PCP), membro da Concelhia de Barcelos do PCP, da Direção da Organização Regional de Braga do PCP e do seu Executivo. Esta é a sua terceira candidatura à Câmara Municipal de Barcelos, tendo encabeçado, igualmente, as de 2009 e 2013. Foi, igualmente, candidato da CDU nas legislativas de 2009, 2011 e 2015. Desde 2009 que é membro da Assembleia Municipal de Barcelos, eleito pela CDU.

1 – O que o levou a candidatar-se e que análise faz do Concelho?

O motivo da candidatura é permitir aos eleitores a escolha de um projeto político alternativo e distinto, alicerçado no Trabalho, Honestidade e Competência. O Projeto CDU contém propostas estratégicas que permitem o desenvolvimento do Concelho e que correspondem às reais aspirações dos Barcelenses. Barcelos tem grandes potencialidades – humanas, naturais, culturais, económicas, geográficas – que foram desaproveitadas, mandato após mandato, pelo PSD e PS votando ao atraso social, económico e cultural, o nosso Concelho. Neste sentido, o reforço da CDU é indispensável para alterar o caminho político de retrocesso e construir um futuro melhor.

 

“A concessão, tal como todas as privatizações, é um desastre para os interesses da população” (Mário Figueiredo)

 

2 – Qual a sua opinião sobre o contrato original da concessão da água e, sendo Presidente, como resolverá este problema?

A concessão, tal como todas as privatizações, é um desastre para os interesses da população, que está quantificado em mais de 200 milhões euros e irá marcar o futuro de Barcelos. Os Barcelenses recusaram a concessão, quer pelo voto, quer pela negação de se tornarem clientes da concessionária. Essa recusa tem uma leitura política: os Barcelenses não querem a concessão. A CDU é a única força política que há anos defende o resgate da concessão, isto é, o fim do contrato, respeitando a vontade popular. Não se pode defender a Água Pública sem exigir o fim da concessão. Não há solução no seio da concessão.

3 – Nas autárquicas, por norma, os eleitores votam nas pessoas. Sendo assim, quais são as maiores potencialidades dos seus escolhidos para o acompanhar no Executivo Municipal?

Não partilho a tese “Nas autárquicas, por norma, os eleitores votam nas pessoas”, embora reconheça que há candidatos que, pela capacidade de criar união em torno da candidatura, a possam tornar mais forte. Um candidato isolado pouco influencia…poderá acontecer em freguesias muito pequenas. Nesta linha de pensamento, quem me acompanha vale pelo coletivo que representa: a CDU. Candidatos que se revêem num projeto político de esquerda e que o defendem com Trabalho, Honestidade e Competência.

 

“O projeto da CDU assenta em cinco eixos estratégicos fundamentais para o desenvolvimento social, económico e cultural do concelho” (Mário Figueiredo)

 

4 – O que gostaria de destacar do seu programa eleitoral?

A CDU tem muitas propostas para a resolução dos problemas Barcelenses. Tudo que diz respeito à vida coletiva é preocupação da CDU, que reflete sobre ela e com a população e os trabalhadores encontra soluções. Contudo, o projeto da CDU assenta em cinco eixos estratégicos fundamentais para o desenvolvimento social, económico e cultural do concelho: 1º- Água Pública: pelas razões acima referidas; 2º- Direitos dos Trabalhadores: Pôr fim à precariedade na Câmara Municipal de Barcelos. Trabalho Permanente, Contrato Efetivo; 3º- Novo Hospital: A luta pela construção do Novo Hospital, exigindo ao Governo que cumpra o prometido. Defender o Serviço Nacional de Saúde (SNS), exigindo mais recursos humanos, físicos e mais valências para o Hospital, Centros de Saúde e Extensões Saúde; 4º- Transportes Públicos: A mobilidade eficiente tem um papel central na coesão e desenvolvimento do nosso Concelho. A defesa do Transporte Ferroviário, a criação dos Transportes Urbanos, a conclusão do Nó de Sta. Eugénia e novos acessos à Central de Camionagem são necessidades que melhoram a mobilidade no concelho; 5º- Defesa do Cávado: A defesa do Cávado é fundamental para o aumento do bem-estar e para o desenvolvimento do Concelho de Barcelos. Defender o Cávado é promover a despoluição do rio; erradicar as espécies invasoras; recuperar o património ribeirinho – açudes, moinhos –; e limpar e desobstruir as margens, criando zonas pedonais e de lazer.

Com esta resposta termina a entrevista, por escrito, que o candidato da CDU à Câmara Municipal de Barcelos, Mário Figueiredo, acedeu conceder a este jornal. A ele e à sua candidatura, o Barcelos na Hora expressa o seu agradecimento.

Foto: CDU.

Autárquicas 2017: continuam as trocas de acusações no PS

Março 17, 2017 em Atualidade, Concelho, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

Em notícia avançada pelo Barcelos Popular, Carlos Brito terá acusado Miguel Costa Gomes de “furar” o acordo que tinham, dizendo que Armandina Saleiro seria a sua nº 2 na lista socialista à Câmara Municipal de Barcelos. De acordo com o vereador, o que ficou decidido foi que não haveria pré-condições e exclusões.

Na reunião de hoje da Comissão Técnica Eleitoral (CTE), Brito espera pela oficialização do que Costa Gomes disse nas reuniões que mantiveram na Câmara, nomeadamente, de que não haveria condições políticas para o cumprimento do referido acordo. O vereador refere que essa situação terá que ser votada nesse órgão.

Carlos Brito fez, ainda, questão de ressalvar ao BP que trabalhará sempre, no seio da CTE, pelo melhor do partido, salientando que nada tem contra Armandina Saleiro, até pelo contrário, mas sendo uma questão política, considera que os acordos são para se cumprir.

Por fim, não colocou de parte a hipótese de voltar ao executivo, mesmo que não acompanhado por Alexandre Maciel, e só abandonará a CTE se for expulso ou se esta terminar.

Ainda dentro deste dossier, o BP refere que Costa Gomes poderá apresentar uma proposta à CTE, que poderá passar pelo regresso de Carlos Brito e a inclusão de Armindo Vilas Boas na lista à Câmara mas excluindo Alexandre Maciel, supostamente por não ter condições de voltar a trabalhar com ele.

Autárquicas 2017: PSD realiza mais uma etapa na escolha do candidato

Março 17, 2017 em Atualidade, Concelho, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

Dois membros da Comissão Política (CP) do PSD Barcelos e dois Vereadores social-democratas terão sido, de acordo com notícia do Barcelos Popular, os mais votados pelo Colégio Eleitoral, promovido pela CP para a escolha das pessoas a serem alvo de uma sondagem a realizar pela Distrital do Partido.

José Novais, Adélio Miranda, Domingos Araújo e Félix Falcão terão sido, assim, os mais votados, num processo que não esteve livre de polémica e, supostamente, “fiscalizado” por João Granja, vice-presidente da Distrital, e por Vítor Moreira, secretário da mesma. Aliás, segundo a notícia, terão sido estes dirigentes a levar os votos para efetuarem a sua contagem.

Uma fonte contactada pelo Barcelos na Hora referiu que houve quem “tendo grandes responsabilidades no processo, andasse a telefonar às pessoas que iam participar no ato, a dizer que eram apenas dois os nomes para candidato e dizendo que outros estavam fora da corrida por este ou aquele motivo”. Instado a concretizar os nomes, essa fonte preferiu concluir que “as pessoas em questão, principalmente os visados e prejudicados por essa atitude, já devem saber disso e depois que façam o que quiserem”.

Entretanto, o antagonismo dos quatro nomes mais votados terá deixado os militantes ainda mais confusos. Uma outra fonte, com muitos anos de militância, contactada por este jornal referiu que “o resultado final surpreende mais, não pela ausência de certos nomes, mas pela presença de outros”. Solicitada a explicar-se melhor, essa fonte salientou que “estamos a falar de dois nomes da comissão política e de outros dois nomes de uma fação que é oposição a essa comissão, e que foram mesmo derrotados em eleições internas”. Quando questionada sobre quem poderia sair vencedor da sondagem, preferiu usar uma frase famosa de um ex-futebolista: “prognósticos só no fim do jogo”. No entanto, considerou que, na sua ótica, “Domingos Araújo poderá sair vencedor da sondagem mas não sabemos em que moldes ela se realizará”. Por fim, numa espécie de desabafo, disse que “neste momento, com esta confusão toda, não invejo mesmo o lugar de quem tem que decidir isto tudo”.

Autárquicas 2017:José Novais”debaixo de fogo”

Março 11, 2017 em Atualidade, Concelho, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

O candidato desconvidado, Sérgio Azevedo, teceu duras críticas à atuação de José Novais, presidente da Comissão Política do PSD Barcelos, no processo relativo à escolha do candidato do partido à Câmara Municipal.

Em duas intervenções para dois jornais barcelenses, Sérgio Azevedo revelou que “fui convidado e fui desconvidado com a mesma naturalidade”. De acordo com o Jornal de Barcelos, Azevedo ficou a saber da decisão numa conversa com José Novais, algo que o terá deixado ofendido, levando-o a referir que “fui claramente utilizado duma forma ignóbil”.

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A um outro jornal de Barcelos, o Barcelos Popular, o agora ex-candidato terá referido que não tinha desistido, pois “quando me meto numa coisa, e penso que as pessoas estão de boa-fé quando me convidam, não é meu costume desistir” e que “outras pessoas é que desistiram” da sua candidatura.

Sobre as razões para ser desconvidado, Sérgio Azevedo nada menciona, deixando essa competência para José Novais, mas avisou que “quando considerar oportuno” falará e que “a verdade vem sempre ao de cima”, referindo que os Presidentes de Junta terão sido instrumentalizados e que “hoje é fácil saber quem fez estas instrumentalizações”.

Por fim, na mesma notícia do referido jornal, deixou um último comentário: “o expectável é que os dirigentes estejam à altura das suas responsabilidades e nem sempre isso acontece”.

Fotos: Facebook do PSD Barcelos.

Autárquicas 2017: Continuam os problemas no PS Barcelos

Março 11, 2017 em Atualidade, Concelho, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

De acordo com o Jornal de Barcelos, a relação de Miguel Costa Gomes com a Direção Nacional do Partido Socialista poderá estar a arrefecer. Esse jornal refere mesmo que António Costa estará desagradado com a atuação do atual Presidente de Câmara, ao ponto de ter cancelado a sua deslocação a Barcelos, prevista para dia 03 de março último.

Quer o Jornal de Barcelos, quer o Barcelos Popular, referem que, nestas últimas semanas, a Comissão Técnica Eleitoral (CTE) estará parada, sem reunir, por causa do descontentamento provocado pela não reintegração de Alexandre Maciel, Carlos Brito e Armindo Vilas Boas no executivo camarário e, mesmo, pela não inclusão destes na lista para as autárquicas, algo que já será um facto consumado. Este grupo foi criado pela Nacional para tratar do processo da candidatura autárquica.

Entretanto, Miguel Costa Gomes desmentiu qualquer um destes factos, referindo ao BP que “está tudo normalíssimo e sereníssimo” e quanto à CTE, afirmou que contactou o presidente dessa comissão para marcar nova reunião mas que ainda não tinha recebido qualquer resposta.

Miguel Costa Gomes “ataca” Domingos Pereira

A mesma notícia do Barcelos Popular refere que Costa Gomes terá acusado Domingos Pereira de andar a dizer na praça pública que se tinha desfiliado do PS mas que isso seria mentira.

O ex-vereador rebateu a acusação, afirmando ter cópia da carta a pedir a desfiliação e reiterou a sua intenção em renunciar ao mandato de deputado na Assembleia da República.

Foto: Facebook do PS (alterada).

Autárquicas 2017: PSD vai “de mal a pior”

Março 3, 2017 em Atualidade, Concelho, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

É com estas palavras que uma fonte social-democrata, contactada por este jornal, se refere aos últimos acontecimentos no interior do PSD Barcelos.

No passado domingo de manhã, a Comissão Política de Secção (CPS) do PSD Barcelos, presidida por José Novais, reuniu com o Presidente da Distrital do PSD, José Manuel Fernandes, e com um grupo de presidentes de junta que, ao que tudo indica, estarão desagradados com o nome do candidato.

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José Manuel Fernandes

O número de autarcas presentes suscitou dúvida, com fontes a darem informações díspares ao Jornal de Barcelos, sendo certo que, em qualquer uma das versões (13 e 9), o número corresponde à maioria dos autarcas eleitos pela coligação PSD-CDS. Isto porque, dos 17 eleitos, uma é do CDS e outros já referiram que não são militantes e que deverão concorrer por outro partido. De relembrar que o concelho tem 61 freguesias mas apenas 17 são presididas por autarcas eleitos pela coligação.

Nessa reunião, segundo avança o referido jornal, os presidentes de junta presentes terão demonstrado o seu desagrado, já expresso em momento anterior, ao Presidente da Distrital e ao da Concelhia. Primeiro, porque o candidato escolhido não lhes parece ser o melhor e, principalmente, porque não foram auscultados no processo de escolha de Sérgio Azevedo.

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José Novais

Entretanto, numa outra notícia, desta feita do Barcelos Popular, o Vereador Domingos Araújo surgiu a tecer duras críticas à atuação de José Novais neste processo todo. No cerne da crítica surge o facto de os três vereadores PSD também não terem sido auscultados no processo de escolha, numa atitude que Domingos Araújo apelida de “absolutamente inqualificável”. Aliás, de acordo com o citado jornal, nem mesmo António Ribeiro, vereador e líder concelhio do CDS, foi auscultado e considerado neste processo. De relembrar que ainda na semana passada, Sameiro Serra, presidente de junta de Carvalhal e reputada militante centrista barcelense, deixou no ar uma crítica sobre o facto de o CDS assinar um acordo sem antes saber quem seria o candidato.

Por fim, em notícia avançada esta tarde pelo Jornal de Barcelos, o candidato anunciado por José Novais, Sérgio Azevedo, ter-se-á retirado da candidatura à Câmara Municipal por causa da contestação ao seu nome. No entanto, a notícia carece de confirmação.

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Sérgio Azevedo

 

Sobre todos estes assuntos, uma fonte do partido referiu que o PSD Barcelos “vai de mal a pior” e a confirmar-se a notícia da “queda” de Sérgio Azevedo, então “o mais lógico é o Eng.º José Novais ter que se demitir, porque o escolheu, apresentou, louvou, e defendeu até, numa grande entrevista a um outro jornal. Ele e quem esteve com ele nesta trapalhada toda, a começar pelos ‘vices’ dele, Adélio Miranda e Joel Sá”. Mas vai mais longe, “mesmo que estes dois não concordassem, tinham que ter tido coragem de se baterem contra esta escolha, no mínimo questionável, pois sabemos agora que Miguel Durães, JSD, os vereadores, presidentes de junta, consta até que o Mário Constantino também, mostraram-se contra este nome, esta escolha e todo o processo que levou a isto”. E o que é isto? “É uma vergonha para o PSD e para o PSD Barcelos. Novais tem que sair, tem que se demitir”.

Fotos: Facebook do PSD Barcelos.

Autárquicas 2017: problemas na candidatura de Costa Gomes

Março 3, 2017 em Atualidade, Concelho, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

Numa notícia avançada pelo Barcelos Popular, Costa Gomes poderá já não querer o regresso ao Executivo Camarário dos vereadores Alexandre Maciel e Carlos Brito.

Esta situação estará a provocar alguma convulsão na Comissão Técnica Eleitoral (CTE) da candidatura do Partido Socialista (PS), constituída pela Comissão Política Nacional aquando da avocação do processo autárquico de Barcelos. Supostamente, até José Manuel Mesquita, encarregue pela Nacional para tratar deste “dossier”, estará muito desagradado com esta situação e poderá demitir-se.

De acordo com o referido jornal, a vinda de António Costa – Primeiro-Ministro – a Barcelos, prevista para hoje, terá sido cancelada na sequência destes novos desenvolvimentos.

O Barcelos Popular adianta que Costa Gomes está irredutível e disposto a seguir os conselhos de pessoas que lhe são próximas, que lhe sugerem que não aceite o regresso dos dois vereadores e de Armindo Vilas Boas, todos já tidos como apoiantes de Domingos Pereira. Entre essas pessoas próximas encontra-se a vereadora Armandina Saleiro.

Outro elemento da CTE, Casimiro Rodrigues – Presidente de Junta de Gilmonde –, terá referido ao dito jornal que Costa Gomes não deveria ser “tão durão” e ser mais “dialogante” com o Partido, aceitando o regresso das três figuras.

 

Foto: Página da CM Barcelos.

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