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Barcelenses Inspiradores

Barcelenses Inspiradores: João Henrique Correia

Setembro 13, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

A semana passada apresentámos a investigadora Cátia Cardoso. Esta semana será a vez de conhecermos João Henrique Correia, o conhecido músico barcelense. Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



João Henrique Correia, também conhecido como Art Breaker, tem 29 anos e nasceu em Barcelos. Técnico de Planeamento de profissão e apaixonado pela música. Já foi atleta sénior do Basquete Clube de Barcelos e, na música, trabalhou com alguns dos nomes mais altos do Rap em Portugal, tendo já pisado os maiores palcos da música portuguesa.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Nascido a 12 de fevereiro de 1990, um jovem que sempre teve objetivos claros onde quer que passou e por onde a vida me levou, tanto no desporto, como na música. Sou uma pessoa descontraída, apaixonada pela vida, solidário com quem realmente necessita, entre muitas outras virtudes e, claro, defeitos.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Concordo. Tudo que nos acontece na vida vem sempre com um propósito! Em 2005, o meu avô faleceu e nunca consegui seguir em frente, sentindo sempre a ausência dele, levando comigo para todo o lado. No pensamento, no nome, no rosto, no coração e até em duas tatuagens. Em 2012, a vida também me pôs à prova para saber se era de “matéria forte”: dois dias depois de ter doado medula óssea, a 15 de dezembro, é-me diagnosticada uma doença autoimune no sistema neurológico, chamada esclerose múltipla. Muitas vezes me perguntam se tenho dores, se consigo viver com ela e até como lido com ela. Que remédio tenho eu que lidar bem com ela, não é? Já se tornou parte da família. 

De que forma impactas a vida do próximo?

Desde muito jovem, olhava sempre para os mais velhos como exemplos a seguir. Olhava para o meu avô materno, que veio de famílias humildes e o pai falecendo muito novo, teve que lutar pelos seus sonhos, construindo uma carreira de sucesso, profissionalmente, e uma família de valores com mulher e duas filhas, ou até mesmo o meu pai, um jovem que com 18 anos se manda para Beja, para a Força Aérea, e hoje em dia é uma das pessoas mais influentes da justiça nacional, tendo já sido aclamado de “Cristiano Ronaldo da Anticorrupção” pelo Correio da Manhã. Não poderia ter melhores valores, não é? Levei os valores que ambos me ensinaram para todo o lado, tanto no desporto, enquanto atleta do Basquete Clube de Barcelos, como na música, como sendo o “Art Breaker”. Cruzei-me com grandes jogadores, muitos deles eram meus ídolos quando mais jovem, mas mantive sempre a humildade que me ensinaram. Assim como na estrada, nos concertos com os mais diversos artistas! Desde Sam The Kid, Dealema, Richie Campbell, Valete, entre muitos, muitos outros. Foi uma caminhada muito bonita enquanto durou…

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Dizia para aproveitarem a vida ao máximo, cada minuto, cada segundo, da melhor maneira! Arrependo-me de bastante coisa no meu passado, de coisas que não fiz, de coisas que não disse e a quem não disse! Apercebi-me disso aquando do diagnóstico da minha doença. Encontrei muitos “amigos”, que em vez de me ajudar, deitavam-me abaixo. Patrões que não souberam lidar com a minha doença, nem tão pouco saber entendê-la…a esclerose múltipla nunca foi, nem é, nem nunca será, um problema para mim. Mudar, mudaria a mentalidade das pessoas!

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Na minha família, o meu avô materno e o meu pai. E para quem me conhece bem, o amor da minha vida…a minha avó materna! Na música, a vida fez-me juntar, tanto profissionalmente, como na amizade, três grandes pessoas: Fuse, dos Dealema; Zulu, dos Quartel 469; e o DJ Flip, também dos Quartel 469! O Nuno (ou Fuse, como preferirem), é como se fosse um irmão mais velho! Tive o prazer de ter trabalhado e acompanhado na sua “Caixa de Pandora”! O Zulu é, basicamente, como se fosse o meu “Guru”, tanto no Rap, como na vida do dia a dia, tendo sempre bons conselhos e palavras que irei levar para toda a vida! O Flip, como um irmão! Um grande DJ, um grande fotógrafo, mas acima de tudo, um coração do tamanho do universo!

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Atualmente, tenho como figura a minha avó! Uma mulher com 79 anos que já percorreu meio mundo e nunca pára! Desde Rússia aos Estados Unidos, passando pela Índia, Síria, Israel, entre muitos outros países pelo mundo fora. É um exemplo para os mais novos e deixa aquele sentimento de “quando for mais velho quero ser como ela…”

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Hugo Vieira! Não tenho dúvidas disso! Um jovem de uma família humilde, vindo de Galegos, que já passou por muito, mas tem sempre aquele sorriso na cara que o caracteriza! Já tive o prazer de me cruzar e de estar algumas vezes com ele, e reparar que tem um coração tão, mas tão grande, que não há como descrever!

Como gostarias de ser recordado?

Como um gajo porreiro! Não pedia mais que isso…

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Cátia Cardoso

Setembro 7, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

A rubrica Barcelenses Inspiradores tem dado a conhecer figuras barcelenses que, pelo seu modo de vida, ideações, conquistas, trabalho e talento, deixam-nos a todos orgulhosos. Esta semana damos a conhecer a investigadora Cátia Cardoso.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o e-mail: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Cátia Cardoso nasceu em 1994 e é natural de Barcelos. Licenciada em Gestão do Património (2016) pela Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto. Pós-graduada em Comunicação, Arte e Cultura (2017) pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. Em 2019, terminou o Ciclo de Mestrado em Património, Artes e Turismo Cultural pela Escola Superior de Educação do P. Porto com a tese cujo o tema era “Memória e Identidade: Novos Paradigmas da Olaria e Figurado de Barcelos”. Em 2018, integrou a equipa de Investigadores Estudantes do INED – Centro de Investigação & Inovação em Educação da ESE|P.PORTO num projeto dedicado à cerâmica – “Cerâmica: Memórias, Matérias e Modos – património material e imaterial” (Grupo de investigação: Cultura, Artes e Educação). Tem desenvolvido os seus trabalhos de investigação e dissertação em temas relacionados com a Olaria e o Figurado de Barcelos, os meios tecnológicos e sociais. Hoje prepara-se para se candidatar a Doutoramento na mesma área de intervenção: a Olaria como um símbolo de identidade nacional.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Quem sou? Como me conheço? Sou uma amante das artes, da cultura, das cores, da pintura, da escultura, das paisagens, do património, da natureza. Reinvento-me todos os dias…sinto que sou uma Cátia diferente todos os dias! Por vezes, questiono o meu próprio conhecimento, mas sei que a minha essência continua lá. Tem dias que sinto que posso ser tudo. No meu círculo familiar e de amizades sou dedicada e atenta. Comigo própria sou sempre alerta, perfecionista e exigente – mas faço disso um ideal de vida. Deposito um pouco de mim em tudo o que faço.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Claro que sim, sem qualquer dúvida – como disse, sou sempre eu em todas as minhas tarefas, sejam elas a nível profissional, pessoal ou académico. Pretendo deixar uma marca, quanto mais não seja de “uma chamada de atenção” para o que realmente é importante. Sei que as pessoas me veem exatamente assim, por extensões (e acho que as separo muito bem), em diferentes situações e momentos, no entanto, quero que me reconheçam como sendo sempre eu própria. É difícil adaptarmo-nos a todas as situações e por isso sei que a vida é um processo de descoberta, de aprendizagem, diria mesmo.

De que forma impactas a vida do próximo?

Isso de impactar pode ser entendido de várias formas, será sempre trabalhoso impactar a vida dos outros, principalmente de outros que me possam ser mais distantes. De qualquer forma, trabalho para isso – o próprio trabalho que realizo em relação ao Figurado de Barcelos e à Olaria é sempre visto, por mim, como uma forma de chegar à sociedade, ao próximo, aos próximos recetores de um legado Barcelense tão precioso e “recentemente” classificado e reconhecido. É isso que quero que entendam, que a cultura e o património cultural, em constante mudança, influenciam a nossa identidade.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Em cinco minutos podemos dizer muita coisa e certamente alertaria para a consciencialização cultural, para a sustentabilidade da Cultura (a sustentabilidade não está só associada ao meio ambiente), para a preservação da cultura e das tradições que definem o nosso País e a nossa Cidade. É para isso que tenho trabalhado ao longo do meu percurso académico – é preciso que mais gente se preocupe com o que é realmente nosso, com o que é de Barcelos e com o que é de Portugal. A nossa Cidade (que cresce todos os dias ao nível dos eventos, por exemplo), precisa de mais quem a valorize, de mais quem a viva e a entenda em todas as suas dimensões. Menosprezamos o nosso património “sem dó, nem piedade”. O que será da nossa história sem as nossas marcas, sem o nosso trabalho, sem o nosso interesse, sem a tradição, o popular e o cultural? Fica a questão…

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Em 25 anos…destaco a minha família! Pelo apoio e, claramente, pelo incentivo em seguir os meus sonhos. Recordo-os a eles por não me julgarem por não ter feito a Faculdade em Direito, Engenharia ou Medicina e optar por um curso que me preenche e que sei que um dia me dará voz – esta foi uma escolha que sempre entenderam e sei que da qual têm muito orgulho. Alguns professores, que ao longo do meu caminho acreditaram em mim e me fizeram crescer a todos os níveis. E a alguns amigos, que apesar de poucos, estão (e estiveram) presentes em todas as minhas conquistas.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Tantas…é quase impossível escolher uma – gosto de personalidades fortes e que me inspirem a ser melhor. Em Portugal, admiro o trabalho de alguns artistas plásticos, curadores, o trabalho de alguns profissionais da museologia e das artes…

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Tal como na questão anterior, será difícil escolher só um…no geral e dado o meu último trabalho de investigação, todos os artesãos de Barcelos, os do Figurado, principalmente, pela inspiração que são, pelo trabalho que desenvolvem…e se tivesse de eleger um ou dois…claro que Júlia Côta é uma figura incontornável no ponto de vista da produção e do conhecimento que carrega, apesar de nunca ter estudado; mas, pelas histórias com que me cruzei, Júlio Alonso e João Ferreira são realmente duas pessoas das quais dificilmente me esquecerei.

O trabalho dos artesãos de Barcelos é importantíssimo, na medida em que são eles que guardam a tradição, carregam-na, prontos a transmiti-la. Mas falta ainda muito quem se possa interessar por ela. O trabalho que desenvolvem, certificado em muitos casos, comporta a história de uma região, assim como as vivências que lhe estão associadas…Temos bons Barcelenses “guardiões” de Tradição e Cultura.

Como gostarias de ser recordada?

Como alguém feliz! Como alguém que lutou para fazer a diferença por aquilo que também é seu por direito, por sucessão – o legado do Artesanato Barcelense e os seus enredos. A imaterialidade é de quem a vive e eu sei que tive a sorte de a ter vivido. A matéria ficará por cá para contar novas histórias no futuro. Gostava de ser recordada como alguém que sempre fez e faz o que gosta, como uma lutadora atenta! Mas mais do que ser recordada, gostava que se recordassem da emergência em preservar o nosso Património .

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Bárbara Carvalho

Agosto 24, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

A rubrica Barcelenses Inspiradores tem dado a conhecer figuras barcelenses que, pelo seu modo de vida, ideações, conquistas, trabalho e talento, deixam-nos a todos orgulhosos. Esta semana damos a conhecer melhor Bárbara Carvalho.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Bárbara Carvalho, de 30 anos, é licenciada em Produção e Tecnologias da Música na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo. Por gosto e profissão, Bárbara dedica-se ao violino, deixando os seus ouvintes extasiados com o seu talento. Estando a arte sempre presente na sua vida, mais recentemente, a violinista dedicou-se ao mundo das tatuagens, onde formou o seu estúdio na Vila de Prado.

Ao longo do tempo, esteve envolvida em diversos projetos como bandas e gravações de diversos álbuns.

Como multifacetada que é, Bárbara é, ainda, professora de violino e maestrina na vertente rock na ARTS ACADEMY – Barcelos, estando envolvida em diversas produções de espetáculos.

Caso pretenda seguir o trabalho excecional desta barcelense, consulte as suas redes sociais e fique a par de todas as novidades. Sem mais demoras, vamos conhecer Bárbara Carvalho…



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Sou uma pessoa normal, com paixão pela arte e alguma teimosia para a perseguir. Sou algo de insegura e confiante simultaneamente, ao contrário do que possa transparecer para fora.

Gosto de ensinar e ainda mais de aprender, gosto de observar tudo o que me envolve e sou absorvida naquilo que me empenho de forma muito intensa.

O que fazes é uma extensão de quem és?

O que faço é sempre uma forma de expressar aquilo que sinto. Não sei se necessariamente será o que sou, pois considero esse aspeto algo de muito complexo e em constante mudança. Gosto muito do que faço e empenho-me em ser o mais profissional possível. Estou em constante busca de algo mais profundo. Gosto de me expressar na minha arte, afinal é para isso que ela serve.

De que forma impactas a vida do próximo?

Tenho vindo a apreciar que todos nós, por vezes, mudamos a vida do próximo com pequenos detalhes que nos parecem, por vezes, insignificantes. Como professora e como performer de Violino sinto que inspirei muitas crianças, jovens e até adultos a experimentarem a música e a perseguirem um sonho, algo que me preenche o coração. Mas valorizo muito as coisas simples do dia a dia, como os sorrisos que me transmitem, que são o maior sinónimo da importância que temos na vida dos outros.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Por muito discurso ensaiado que possa parecer, diria para que houvesse mais Amor, empatia, solidariedade e responsabilidade. O mundo precisa de tanto, que a única forma de conseguirmos é que cada um empenhe nos seus atos diários esses quatro aspetos. Só assim poderá mudar.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Os meus pais e família, que me criaram e deram o melhor de si para eu ser quem sou hoje. A minha irmã, que me mostrou que a vida, mesmo não sendo como gostaríamos, deve ser vivida com alegria e bondade. Sem ela perceber, abriu em mim caminhos que jamais achei que conseguiria percorrer. O meu companheiro, que me tornou mais forte e me ajudou a ser a pessoa que sou hoje, apoiou os meus sonhos e viu em mim o que nunca ninguém viu. Tornou-me uma pessoa melhor.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Todas as pessoas com quem me cruzo e com quem convivo têm alguma influência em mim, isto é, fazem-me absorver algo. Algumas coisas são inúteis e outras são de interiorizar e dessa forma se tornam exemplo. Para mim, devemos absorver o mundo à nossa volta, assim, aprenderemos de forma mais realista.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Samuel Bastos, meu colega de escola, que infelizmente faleceu há pouco tempo. Acho que não só eu, como muita gente que o conhecia, se admirava com um artista que atingiu tão alto patamar na música e mantinha a sua essência simples e boa intocável. Porque, às vezes, as ilusões mudam as pessoas, mais do que seria de esperar e principalmente nos dias de hoje. É de louvar quem mantém a sua integridade no sucesso e quem demonstra tamanho talento merecedor de admiração.

Como gostarias de ser recordada?

Gostaria de ser recordada por coisas boas e, por isso, tento ser o melhor possível. Se o que deixo para trás influenciar alguém positivamente, acho que é o melhor que se pode pedir.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Porfírio Isidoro

Agosto 15, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

A rubrica Barcelenses Inspiradores tem dado a conhecer figuras barcelenses que, pelo seu modo de vida, ideações, conquistas, trabalho e talento, deixam-nos a todos orgulhosos. Esta semana damos melhor a conhecer Porfírio Isidoro.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Porfírio Isidoro foi o fundador do Clube Karate de Barcelos (CKAB).

Um homem de 59 anos, pai de dois filhos, tem dedicado a sua energia e talento ao karaté, desenvolvido a modalidade no nosso concelho. Procura instruir e impactar positivamente os nossos jovens pois acredita que estes são os pilares do futuro.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Chamo-me Porfírio Isidoro, tenho 59 anos. Sou natural de Dornelas – Amares, mas vivi em Braga, onde passei a minha juventude. A gratidão, lealdade e honestidade são princípios que estão relativizados, mas eu sempre os caracterizei em mim próprio.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Entre outras atividades, o Karate é onde mais me revejo. Primeiro, porque tenho oportunidade de conviver e desenvolver todos os seus princípios, e também de os promover a outras gerações.

 De que forma impactas a vida do próximo?

Quando falamos sobre nós próprios é sempre relativizado. Prefiro que a obra fale por mim. O Karate no Concelho é uma realidade, uma modalidade marcial e desportiva que muitos praticantes têm tido a experiência para a sua autoestima e para o enriquecimento da nossa cidade com os sucessos desportivos que vimos alcançando ao longo de 37 anos de atividade.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Gosto de Paz, Justiça e Solidariedade. Somos todos diferentes e neste caminho, esses princípios são difíceis de conciliar com a sociedade que vivemos. Sou resiliente. A persistência e superação têm permitido que nesse domínio tenha alcançado na plenitude. O caminho ainda não chegou ao fim, muitas coisas boas vão acontecer. O trabalho e a dedicação naquilo que acreditamos está em curso e como o sucesso depende muito, também, da sociedade barcelense, só espero é que continuem também a acreditar como eu acredito.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

O Agostinho da Silva, o Zeca Afonso, o António Variações, José Ramos…entre outros que me revejo numas e noutras situações. Uns pela sabedoria, frontalidade, pragmatismo, mestria nas artes. O que nos devolve felicidade é o que nos deveria interessar da vida e pessoas notáveis, seja física ou espiritualmente, deveriam ter maior respeito.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Para mim são mesmo as Pessoas. Tenho algumas que são notáveis e que procuro nelas a referência para mim. A sinceridade é um valor inestimável e desde que sejam sinceras, eu continuarei a lutar por elas. Essa é a minha causa.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

O Prof. Jorge Coutinho era um homem do desporto. Deu muito ao desporto em Barcelos. Eu, como treinador do Clube Karate de Barcelos, que muitos campeões tenho feito e afirmando um clube no nosso concelho, sinto que Barcelos ainda não agradeceu convenientemente a esse homem pelo que fez.

Como gostarias de ser recordado?

Sobretudo desportivamente. A ligação ao desporto é uma realidade. Mais que um dia ser recordado é, no presente, lembrar-se do CKAB e do que podemos ser úteis aos jovens que são os homens e mulheres de amanhã.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Liliana Lima

Agosto 8, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Depois de termos conhecido o treinador de ju-jitsu Miguel Barroso, esta semana cabe à barcelense Liliana Lima inspirar-nos com o seu projeto de vida ligado à parentalidade.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Liliana Lima, de 30 anos, é natural de Barcelos.

Formada em Gestão de empresas, ramo Recursos Humanos em Coimbra (2010), Pós-Graduada em Gestão da Qualidade para IPSS (2011) e Formadora (2012).

Trabalhou numa associação como responsável de recursos humanos para ajudar Instituições de Acolhimento de Crianças (2010-2014).

Responsável de recursos humanos num parque infantil e empresa de diversão infantil (2011-2015).

Fundadora do projeto Trapos e Mamãs (2016), com página no Facebook, que consiste numa loja online dedicada ao babywearing e produtos sustentáveis e reutilizáveis para mães e bebés.

Consultora Babywearing pela CRIANZA NATURAL e pela Escola Brasileira Bebê no Pano. (2016/2017).

Assessora de Lactação pela Rede Amamenta e Rosa Sorribas – IBCLC (2016).

Fundadora do Aromas e Mamãs (2018) e a promover a utilização dos óleos essenciais para pequenos problemas de saúde evitando utilização de medicamentos.

Aromaterapeuta pela ABRATH – Associação Brasileira dos Terapeutas Holísticos (2019).

Mãe e apaixonada pelo mundo da maternidade. Apologista do parto natural, humanizado e informado, Babywearing, colo, co-sleeping ou cama compartilhada criação com apego, disciplina positiva/parentalidade consciente, aleitamento prolongado e exclusivo até aos 6 meses, BLW, alimentação saudável, amor e respeito pelas nossas crianças, aromaterapia e alternativas amigas das crianças, de nós e do ambiente.

Há 3 anos que promove a partilha de informação, informada, fundamentada, atualizada em diversas áreas da parentalidade, e cada vez mais adepta de opções amigas da saúde e do ambiente.

Abre a Tribus, união de tudo o que uma família precisa para um crescimento natural e sustentável, a primeira loja de babywearing do Minho (2019), localizada em Barcelos.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Desde que nasceu o meu filho mais velho, há quase 4 anos, toda eu mudei, cresci, sou uma nova pessoa. Toda a minha vida profissional mudou e nunca alguma vez sonhei com tal caminhada ou projetos.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Hoje sim, com a loja, o grupo, as páginas no Facebook (base primordial do meu trabalho) promovo e debato imensos temas. Sou uma pessoa chocante, porque as pessoas não estão preparadas para sair do “modo piloto automático”.

De que forma impactas a vida do próximo?

Com tudo o que venho a estudar, investigar, aprender; luto por mudar o tanto “sempre foi assim” e informar, formar e empoderar mulheres e famílias sobre tudo o que a maternidade nos traz, sobre tudo o que há para descobrir e o tanto que ainda está “oculto”.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Não chegava! Apenas 5 minutos é muito pouco tempo para tudo o que eu tenho e posso dizer. Se só pudesse os 5 minutos, pedia às pessoas para questionar como as crianças, para duvidar de tudo o que conhecem, para olhar para o mundo de outra forma, com outras lentes e para buscar mais informação, mais atualizada, mais recente. Porque o mundo de ontem não é o de hoje e amanhã será diferente. E, infelizmente, há demasiadas coisas, “como antigamente”.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Tenho um grande amigo empreendedor que sempre buscou o seu sucesso e felicidade, contra tudo e contra todos. E também eu escolhi o meu caminho contra tudo e contra todos.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Dr. Carloz Gonzalez, Clementina Pires de Almeida, Micaela Oven, Álvaro Bilbao, Magda Gomes Dias, Harvey Karp, Constança Cordeiro Ferreira. São alguns nomes que me servem de referência no respeito dos bebés e informação para os pais.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Barcelos tem imensos talentos, imensas pessoas capazes de mover este mundo e o outro. Mas é preciso muita vontade para se fazer acontecer. Há imensos empresários e negócios grandiosos e muito pouco conhecidos e valorizados cá. Há imensas empresas que crescem de ano para ano, que marcam a diferença no conselho. Todos os empresários que levam o nosso concelho para o mundo. Há tantas pessoas inspiradoras por cá!

Como gostarias de ser recordada?

Aquela que queria mudar o mundo da parentalidade. Que promove a parentalidade refletida e que muda, devagar, um mundo de cada vez: família a família, bebé a bebé.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Miguel Barroso

Agosto 1, 2019 em Atualidade, Concelho, Desporto, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

A semana passada apresentámos o professor, coreógrafo e diretor artístico da ARCA Dance Studio, Daniel Costa, que nos deixou inspirados a cada linha. Esta semana será a vez de conhecermos Miguel Barroso.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Miguel Barroso, treinador de ju-jitsu,  instrói uma equipa de atletas do CCO Barcelos, onde pode acompanhar aqui o trabalho desenvolvido: http://www.fjjdap.pt/index.php/clubes/85-cco-barcelos.

Possui o curso de treinador de ju-jitsu e de preparador físico pelo IPDJ. Alia a delicadeza e o perfecionismo que a confeção de pastelaria exige com a força e técnica das artes marciais. É ainda apaixonado pela pesca desportiva.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Sou Miguel Barroso, tenho 38 anos, sou natural de Barcelos. Considero-me uma pessoa de carácter honesto e procuro sempre corrigir os meus erros. Não vivo sem propor objetivos pois são as metas que nos fazem evoluir.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Sim, de certa forma, reconheço que é!  Quando olho para o ju-jitsu, durante 25 anos de prática de artes marciais e cerca de 10 anos a dar aulas, por vezes, vejo o meu reflexo nas pessoas que aprendem aquilo que lhes ensino. Isso é muito gratificante e um sentimento muito altruísta que faz de nós seres humanos.

De que forma impactas a vida do próximo?

Prefiro que sejam os outros avaliar, mas acho que o impacto que crio é de motivação e autoestima e, por vezes, sinto que sou uma referência para alguns.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Diria que o mais valioso de todas as crenças é acreditar em nós mesmos e nunca desistir. Só quem resiste vence, nada dura para sempre, pois a vida traz sempre uma mudança. Não há dor que permaneça, nem felicidade que dure para sempre.  Para mim, são estas as regras da vida.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

O meu irmão.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Cristiano Ronaldo.  Por ser um grande atleta e ter uma crença enorme, nunca desiste de evoluir e quer sempre mais.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

De momento não tenho nenhum, mas admiro todos os barcelenses que elevam o nome de Barcelos por todo mundo.

Como gostarias de ser recordado?

Não penso muito sobre depois da morte, mas talvez gostaria de ser recordado pela forma como lutei pelos meus sonhos e ser uma referência no ju-jitsu, na camaradagem, amizade e lealdade. 

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Daniel Costa

Julho 25, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Desporto, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Nesta semana, apresentamos o dançarino Daniel Costa, depois de termos ficado a conhecer o percurso da yogi Adriana Torres.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Daniel Costa nasceu a 29 de março de 1988, na cidade de Barcelos.

A dança sempre esteve presente na sua vida, mas só a partir dos 16 anos surgiu o interesse e as oportunidades de dançar «de facto». É professor do 1º Ciclo do Ensino Básico licenciado pela ESE-IPVC, curso que concluiu sem nunca desfocar do seu verdadeiro interesse e paixão: a dança! Iniciou-se nesta área artística em Barcelos, mas logo que teve oportunidade frequentou academias na Póvoa de Varzim, onde, na altura, a dança estava um passo à frente. O diploma em Dança pela PROMOFITNESS, assim como as formações anuais em Londres, chegariam alguns anos mais tarde, complementando a sua formação nesta área.

Em 2009, iniciou um projeto de «Dança para Todos», a ARCA Dance Studio, na Associação Recreativa e Cultural de Arcozelo (ARCA). Os objetivos eram simples: a dança, na sua forma mais lúdica, deveria ser acessível a todos e servir para desenvolver as capacidades artísticas das crianças e jovens e apoiar o desenvolvimento cultural da freguesia de Arcozelo e do concelho. Anos depois, o projeto tinha mudado completamente a face da associação no qual fora integrado e o panorama da Dança em Barcelos.

Atualmente, praticamente 10 anos depois, Daniel Costa tornou um pequeno grupo de crianças, que dançava de forma inocente, numa verdadeira escola, onde todos têm oportunidade de dançar e desenvolver as suas aptidões artísticas, culminando com as recentes conquistas no campeonato do mundo da dança, o Dance World Cup, de duas medalhas de ouro e uma de bronze, garantindo o 4º lugar para a escola portuguesa mais medalhada do concurso.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Ui, isto vai ser uma autorreflexão muito complexa: acho que pessoalmente sou muitas coisas, mas não sou nada simples e de fácil compreensão. Tenho um lado forte muito criativo e, por vezes, até infantil. A minha cabeça está sempre a imaginar e a criar coisas, raramente estou com os pés assentes no chão. Desde que me lembro que sou assim: quando andava na escola primária não conseguia estar atento nas aulas, estava antes a imaginar como seria se a escola fosse invadida por dinossauros! Sempre fui fascinado por tudo que era fantasia: livros, filmes, histórias, tudo! Penso que a minha paixão pela dança e pelas artes, no fundo, talvez tenha sido a forma que encontrei de trazer essas «fantasias» e «histórias» para a minha vida quotidiana e, naturalmente, de as contar e transmitir aos outros. Mas também tenho um lado social, mais maduro, de ligação aos meus amigos, à família e ao meu trabalho, de responsabilidade, participação e interesse por coisas mais sérias, como a Política e a História.

Podem entender como sonhos ou o que seja, mas traço-os como objetivos e, normalmente, corro atrás deles e, sim, todos aqueles dos quais fui atrás, que queria de facto, realizei.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Sim, obviamente. Como disse, acho que a Dança foi uma forma que arranjei de exprimir tudo aquilo que me vai na cabeça. A ARCA Dance Studio foi um projeto ao qual já dediquei grande parte da minha vida, muito trabalho e muito sacrifício. É natural que seja um pilar insubstituível daquilo que sou hoje.

De que forma impactas a vida do próximo?

Isso é difícil de dizer…deveriam ser as pessoas a responder! Acho que, de uma forma ou de outra, estou ou já estive presente na vida de muita gente, proporcionei momentos únicos a grande parte delas: dei-lhes oportunidade de, tal como eu, viver os seus sonhos, crescer, fazerem parte de algo e trabalhar em função de um grupo. Isso são experiências e aprendizagens que marcam a vida das pessoas.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Que não deixem ninguém dizer-lhes o que podem ou não fazer! Sigam atrás daquilo que vocês acreditam e desejam! Conseguimos alcançar tudo com dedicação e, sobretudo, querer!

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Eu acho que sempre tive uma personalidade muito marcada, objetivos e metas muito definidas, coisas que queria fazer. Não tive ninguém que me influenciou nesse sentido, no sentido de ser aquilo que sou hoje, mas tive pessoas que me inspiraram e, claro, apoiaram. Nesse sentido, a minha família foi a minha maior influência e suporte.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Bem, esta pergunta para mim tem dois sentidos: primeiro, no plano profissional, claro que obviamente sigo o trabalho de vários professores, coreógrafos e bailarinos, mas ao contrário de muitos da minha área, que valorizam mais grandes artistas de renome, eu prefiro acompanhar pessoas como eu, que no dia a dia trabalham com crianças, jovens e adultos, e criam! Não estão nos Estados Unidos, nem em Londres, estão aqui, na Póvoa de Varzim, em Leiria, Vigo, no Porto. Eu acho que esse tipo de trabalho, sim, é uma referência para mim, sim, é algo que tem valor! São pessoas que se debatem, todos os dias, com variadas limitações e obstáculos e, mesmo assim, conseguem ir lá fora, conseguem fazer algo pela arte e a cultura nas suas cidades!

No plano pessoal, tenho outras referências, muitas políticas e históricas: adoro Winston Churchill, já li alguns dos seus livros, inclusive, as memórias da Segunda Guerra Mundial, e é talvez a personalidade mundial que mais me interessa e apaixona: foi e ainda é um verdadeiro exemplo de resiliência, defesa das suas convicções e, sobretudo, uma pessoa que lutou por aquilo que amava, neste caso, o seu país, até ao fim, apesar de todas as dificuldades e tropeções que teve pelo caminho.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Barcelenses que me inspirem? Eh pá, tenho pessoas que admiro! Há muito talento em Barcelos, é verdade, conheço alguns, sigo o seu trabalho e, claro, quero que continuem a ter muito sucesso: João Dias, Hugo Martins, vulgo Cálculo, que é meu familiar, Sílvio Ferreira, que também é bailarino e meu familiar (sim, tenho muitos artistas na família)! São pessoas super talentosas! Imensamente, diria!

Como gostarias de ser recordado?

Há uns 10 anos, quando iniciei o projeto da ARCA Dance Studio, perguntaram-me, numa entrevista da Rádio, como é que eu imaginaria a ARCA daqui a uns 10 anos. Eu disse que imaginaria que fosse um lugar de aprendizagem e formação de renome, que levaria a dança até muitas pessoas! E foi o que aconteceu! Quero que as pessoas se lembrem de mim como uma pessoa que levou a Dança até muita gente, que proporcionou, não só, momentos, mas também aprendizagens para a vida, a muita, muita gente! Alguém que mudou a face da dança no concelho!

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Adriana Torres

Julho 18, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Eu sou a Sandra Santos, uma jovem barcelense inquieta, que tem como paixões a poesia, a arte, a cultura, a natureza, a espiritualidade e a vida. O meu maior objetivo é evoluir como consciência humana e espiritual, de forma a poder influenciar positivamente o mundo.

O meu nome é Iara Brito, sou barcelense e apaixonada por viagens e desvendar novos locais e culturas. Aprecio a leitura e gosto de observar e aprender sobre o comportamento humano. Como criminóloga, sou uma irremediável questionadora.

Na semana passada, demos a conhecer uma outra faceta do psicólogo Miguel Durães. Desta vez, apresentamos Adriana Torres, uma alma inquieta que orienta aulas de Yoga em Barcelos.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Adriana Torres, 27 anos. Natural de Barcelos e apaixonada por esta pequena cidade. Iniciou os seus estudos na área dos Cuidados Veterinários e Comportamento Animal. Trabalhou nessa área e, quando regressou a Barcelos, percebeu que o seu caminho naquele momento era outro.

Já praticante de Yoga, em 2015, decidiu aprofundar o conhecimento começando por fazer curso e certificação em Lu JongYoga Terapêutico Tibetano. Entretanto, faz formação de Meditação Infantil e começa a dar aulas em várias escolas e também a algumas turmas de adultos.

No início de 2018, viaja até à Índia para um Ashram em Rishikesh com o intuito de conhecer a verdadeira essência do Yoga e trazer esse conhecimento para cá.

Em junho de 2019, abre o seu estúdio no centro de Barcelos (Yoga Shala 7) onde orienta aulas de Yoga para adultos.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Neste momento, defino-me como Mulher, Mãe, Filha, Companheira, Cuidadora e Empreendedora. Desde que me lembro que sou fascinada pela Natureza, pelos Animais e pela magia do Universo. Sou aquela pessoa que gosta de equilíbrio e harmonia. Que gosta do silêncio e tranquilidade. Do som dos passarinhos, das borboletas, do Sol e da Lua, do céu azul e das estrelas.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Sem dúvida alguma. Como para mim é fundamental estar em equilíbrio com o meu corpo, mente e todo o ambiente que me envolve, não fazia sentido não proporcionar isso aos outros, ou pelo menos mostrar que é possível e como.

De que forma impactas a vida do próximo?

Ao trabalhar com várias pessoas, tento chegar ao coração de cada uma. Seja através das minhas aulas e de todas as iniciativas no meu estúdio, seja no dia a dia nas mais pequenas coisas ou até mesmo numa simples conversa. Acredito que a mudança começa dentro de nós e que, quando nós mudamos, tudo o resto se alinha e transforma.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Em 5 minutos tentaria transmitir que é extremamente urgente cuidarmos da nossa casa – o nosso Planeta. É necessário reduzir drasticamente o (ab)uso de plástico (há imensas alternativas como compras a granel, sacos de pano para frutas e legumes, utensílios de materiais reutilizáveis e biodegradáveis); eliminar o consumo de animais da nossa alimentação – é uma das coisas que tem maior impacto no nosso ambiente, já para não falar na questão ética e de saúde; optar por comprar artigos em segunda mão ou reutilizar os que já temos; evitar o uso desnecessário de papel (por exemplo, optar pelas faturas online), entre tantas outras. No fundo, é imperativo tomarmos consciência das nossas ações, começando pelas mais básicas.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Sem dúvida que as pessoas da nossa família são sempre as que mais nos influenciam. São elas que nos transmitem os valores e que estão ao nosso lado ao longo dos altos e baixos da nossa vida.

Os meus pais, por me acompanharem em todas as aventuras e por sempre terem orgulho em mim.

O meu irmão, que, para mim, sempre foi uma figura de influência pela relação forte que sempre tivemos e temos.

O meu companheiro, por me desafiar todos os dias a ser quem verdadeiramente sou. E, mais recentemente, a minha filha por me mostrar a toda a hora a alegria e o amor na sua forma mais pura.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

As “figuras” que tomo como exemplo são todas aquelas que ressoam no meu coração. Tudo o que vem da Natureza me inspira, pelo seu teor e essência verdadeiramente pura.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

O meu irmão – Pedro Torres. Pela sua alegria, boa disposição, companheirismo, por estar sempre pronto a ajudar o próximo, pela sua perseverança e garra.

Como gostarias de ser recordada?

Não sei se me faz sentido ser recordada de alguma forma. Prefiro ter impacto positivo no presente e só isso já é suficiente.  

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Miguel Durães

Julho 11, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Eu sou a Sandra Santos, uma jovem barcelense inquieta, que tem como paixões a poesia, a arte, a cultura, a natureza, a espiritualidade e a vida. O meu maior objetivo é evoluir como consciência humana e espiritual, de forma a poder influenciar positivamente o mundo.

O meu nome é Iara Brito, sou barcelense e apaixonada por viagens e desvendar novos locais e culturas. Aprecio a leitura e gosto de observar e aprender sobre o comportamento humano. Como criminóloga, sou um irremediável questionadora.

A anterior entrevista do “Barcelenses Inspiradores” deu a conhecer o amante do desporto Fernando Rodrigues. Desta vez, vamos ficar a conhecer, de uma perspetiva mais intimista, o psicólogo Miguel Durães.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Miguel Durães nasceu em Barcelos em 1981. Cresceu em Arcozelo e, apesar das viagens constantes, continua a viver na sua cidade berço – Barcelos.

Licenciado em Psicologia Clínica. Perito em Psicologia Forense. Especialidade em Gestão Pública. Membro da Comissão Consultiva (CCPUC) do Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção-Geral de Saúde/Ministério da Saúde, desde 2010. Como elemento da CCPUC integrou, por indicação do Diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental, a Delegação Portuguesa ao Global Leadership Institute da Universidade de Boston (EUA,) em maio 2013, que teve como objeto a formação e implementação de líderes globais na Saúde Mental. Foi convidado, como consultor do Programa Nacional para a Saúde Mental, na qualidade de dirigente de IPSS e de técnico experiente no setor infantojuvenil, para apoiar a implementação de projetos de saúde mental nas escolas, nomeadamente de prevenção de comportamentos suicidários. Relator do grupo de trabalho “Governação e Financiamento” na Conferência Nacional de Saúde Mental, tendo como entidades promotoras o Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção-Geral de Saúde, EU Joint Action on Mental Health and Wellbeing; World Health Organization/Mental Health – Europe.

Presidente de Direção da RECOVERY IPSS (sem fins lucrativos), instituição onde, sob a sua presidência, foram criadas, com acordos de cooperação assinados com os organismos do Ministério da Saúde e do Ministério do Trabalho, Segurança Social e Solidariedade, a Unidade Paul Adam McKay para pessoas portadoras de doença mental grave (ambulatório – adultos); e as duas primeiras Unidades de Cuidados Continuados Integrados de Saúde Mental de Infância e Adolescência da história do nosso país (RTA – internamento; USO – ambulatório).

Desenvolveu vários projetos da área da Saúde, Ação Social, Educação, Cultura, Gestão Pública e Assuntos Internacionais, sendo a RECOVERY IPSS distinguida duas vezes pela Direção-Geral da Segurança Social (2007 e 2008) pelo trabalho desenvolvido com famílias, vencedora do Prémio do Alto Comissariado da Saúde do Ministério da Saúde em 2010, distinguida entre 2012 e 2015 com formação especializada em Saúde Mental aprovada pelos organismos competentes do Ministério da Saúde e pelos Fundos Sociais Europeus (FSE), vencedora do Prémio Manuel António da Mota em 2017, vencedora do Prémio Fidelidade-Comunidade em 2018, vencedora do Prémio BPI/Fundação “la Caixa” em 2018 e do Prémio Cinco Estrelas – Regiões em 2019.

Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Associações de Famílias de Pessoas com Experiência de Doença Mental Grave (FamiliarMente). Delegado português na EUFAMI – European Federation of Associations of Families of People with Mental Illness. Escritor de crónicas na comunicação social e com vários artigos publicados em revistas científicas com referee.

Nos últimos 10 anos, tem desempenhado vários cargos dirigentes e/ou representativos no Partido Social Democrata (PPD/PSD). Tomou parte como conferencista em meetings nacionais e internacionais em temas relacionados com a Saúde, Acão Social, Educação, Direitos Humanos, Gestão Pública e o papel de Organizações Não Governamentais/IPSS na comunidade.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Pergunta muito interessante, diferente das que me têm sido dirigidas ao longo da vida. É sempre difícil falarmos de nós próprios, mas não vou fugir à questão.

Venho de origens simples e humildes. Considero-me um Homem trabalhador, honesto, com valores e princípios muito bem definidos.

Como é sobejamente conhecido, existem várias facetas da minha pessoa, enquanto cidadão ativo a nível político, social e profissional. No entanto, defino-me precisamente pela faceta menos conhecida do público, ou seja, como um Homem de família. Tenho uma esposa e dois filhos que amo muito e são, sem margem para dúvidas, o mais importante que tenho nesta Vida. Eles definem-me, eles são o meu prolongamento como pessoa.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Sim, acredito que sim. Tudo o que construí e conquistei, adveio sempre de muito trabalho, dedicação e sacrifício.

Nunca tive a vida facilitada. Tudo o que se pode ver em mim, através do meu trabalho, das minhas convicções, ou que tenha nascido na sociedade através do meu contributo, é fruto dessa força e dessa resiliência.

Com 20 anos já tinha dado, literalmente, a volta ao mundo. Aí posso dizer que acabo por ser um privilegiado e uma pessoa com muita sorte. Mesmo tendo nascido numa família sem grandes possibilidades financeiras, a Vida acabou por me proporcionar o encontro com grandes seres humanos, com quem muito aprendi, cresci e amadureci. E o meu interesse pela mundividência acabou por me permitir ver, ouvir e tocar no “coração” da humanidade.

Sou o Homem que sou hoje, porque vi no mundo que muito há a fazer, e que posso dar o meu pequeno contributo para o tornar um pouco melhor que aquele que encontrei. Tenho a profissão que sempre quis, que sempre sonhei. Atingi o “topo” da minha carreira nesse aspeto aos 30 anos. Concretizei, agora muito perto dos 40, o sonho sonhado em miúdo quando confraternizava com os meus amigos, muitos oriundos de um bairro social cá de Barcelos, e de quem tenho muitas saudades – a minha realização como ser humano.

De que forma impactas a vida do próximo?

Acredito que a Confiança advém do mérito e da transparência com que faço as coisas diariamente, seja na área da saúde, da educação, da gestão ou da solidariedade social.

O impacto na vida dos outros não é possível de medir. Se as pessoas fossem números diria apenas que já “passaram por mim”, nas áreas mencionadas acima, mais de 8 mil pessoas. Mas as pessoas são muito mais que um número. 

Essa questão só poderá um dia ser respondida por essas pessoas.

No entanto, posso afirmar que a minha consciência é o meu maior aliado e o meu maior fardo. Não sossego enquanto não faço as coisas pelas razões que considero serem as mais corretas.

Todos os dias tenho que tomar decisões e fazer escolhas. A minha maior gratificação é tentar estar sempre do lado certo. O das Pessoas!

Creio que, mais do que qualquer impacto material, este é o maior impacto que deixo para os que me rodeiam. Pelo menos, esse é o meu desejo.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Chamaria atenção para uma geração que tem sido permanentemente adiada. Uma geração que representa demograficamente 20% da população, mas que será 100% do futuro do mundo, do nosso país, da nossa cidade.

Defenderia o Clima, os Direitos Humanos, a Transparência e o combate à Corrupção.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Todas as pessoas nos marcam, positiva ou negativamente, em diferentes fases da nossa Vida.

No entanto, posso dizer que os meus amigos de infância e adolescência foram muito importantes em determinada fase da minha vida; que a Teresa Lomba e a Rita Rodrigues foram pilares determinantes na construção de sonhos incríveis que tenho concretizado; e que a minha esposa e os meus dois filhos são as pessoas que mais influência e impacto têm em todas as áreas e escolhas da minha Vida.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

A nível profissional, o Dr. João Furtado, Homem sério, justo e muito competente.

A nível institucional, o Professor António de Sá Leuscnher, um verdadeiro ícone na defesa dos direitos humanos, e a Dra. Maria Joaquina Castelão pela defesa abnegada das famílias dos que se encontram em situação de desvantagem social por razões relacionadas com a Saúde Mental.

Na política, certamente o Dr. Paulo Cunha (Presidente da Câmara Municipal de Famalicão) e o Dr. Ricardo Rio (Presidente da Câmara Municipal de Braga). São a prova viva da competência, da gestão pública com transparência e da visão extraordinária de uma geração que a política precisa, hoje mais do que nunca!

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Bem, tenho uma pessoa que me marcou e me tem marcado imenso nestes últimos anos. Alguém que conheço com alguma profundidade e o qual considero ser uma referência, tanto para mim, como para todos os Barcelenses.

O Sr. Rodrigo Amaral.

Foi um autarca de excelência, foi Presidente de Junta de Barcelinhos.

O que fez pelo Grupo Folclórico de Barcelinhos, conjuntamente com a sua esposa, em especial a fundação do Festival do Rio, foi um marco para a nossa cidade. O Festival do Rio deveria ser alvo de uma candidatura séria a Património Imaterial da Humanidade.

Foi praticante, mas acima de tudo, um defensor do Desporto em várias áreas de atividade, destacando-se no apoio ao Hóquei em Patins (onde desempenhou várias funções como dirigente), sendo inclusive um dos membros da comissão organizadora do Mundial que se realizou em Barcelos.

A nível do associativismo, fez muito pela nossa cidade e isso está bem patente nas funções que desempenhou (e ainda desempenha) na Santa Casa da Misericórdia de Barcelos.

Muito se poderia escrever sobre este Barcelense. Por onde passou, foi homenageado, querido e muito estimado.

Como político, como dirigente, como homem de família, como ser humano, é, sem margem para dúvidas, um Barcelense inspirador para mim, um verdadeiro exemplo para todos.

Como gostarias de ser recordado?

Como um Homem simples, honesto e solidário. Que cumpriu o seu dever na sociedade.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Foto de destaque: Paulo Jorge Magalhães (in: https://ominho.pt/barcelos-pioneira-a-nivel-nacional-no-tratamento-da-saude-mental-de-criancas-e-jovens/, jornal O Minho).

Barcelenses Inspiradores: Fernando Rodrigues

Julho 4, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Eu sou a Sandra Santos, uma jovem barcelense inquieta, que tem como paixões a poesia, a arte, a cultura, a natureza, a espiritualidade e a vida. O meu maior objetivo é evoluir como consciência humana e espiritual, de forma a poder influenciar positivamente o mundo.

O meu nome é Iara Brito, sou barcelense e apaixonada por viagens e desvendar novos locais e culturas. Aprecio a leitura e gosto de observar e aprender sobre o comportamento humano. Como criminóloga, sou um irremediável questionadora.

O último “Barcelenses Inspiradores” deu a conhecer Cátia Oliveira. Desta vez, o jovem dinâmico Fernando Rodrigues irá contagiar-nos com o seu lema de vida.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Fernando Rodrigues, amante do desporto, vê na atividade física a forma de se atingir a tranquilidade e felicidade que o ser humano precisa.

A sua vontade de aprender e evoluir, como profissional e pessoa, faz com que procure, constantemente, o conhecimento. E disso é prova o seu Curriculum. Fez licenciatura e mestrado no ISMAI; concluiu o Curso REP da Escola de formação “REP Exercise Institute”; o curso de musculação e cardiofitness e de Personal Trainer no CEFAD.

Nos tempos livres, adora jogar futebol. Profissionalmente, o que mais agrado lhe dá fazer é o treino personalizado, trabalho esse que tem desempenhado no ginásio barcelense “Máximo”.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Bem, visto que a sociedade está em constante mudança, eu não fujo à regra e olho para o meu passado e para o que sou hoje e vejo uma mudança enorme na minha maneira de viver e de sentir as coisas. Sinto que sou uma pessoa bem-disposta, de fácil comunicação pois gosto de interagir e conviver com as pessoas. Daí gostar do que faço, já que a minha profissão me leva a que tenha que conviver com as pessoas. Sou um apaixonado pelo Desporto e pelo Exercício Físico e tento sempre evoluir e ir aprendendo novos assuntos, de maneira a que possa transmitir da melhor maneira o meu conhecimento a todas as pessoas que me rodeiam para que as possa ajudar.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Sim, como já referi, eu gosto de ajudar as pessoas e a melhor forma que consigo fazer isso é através do exercício físico pois é a área a que me dediquei e dedico mais a aprender.

Sinto-me realizado quando uma pessoa pede a minha ajuda ou compra os meus serviços e consigo fazer com que essa pessoa consiga alcançar os objetivos propostos. Para mim, é sentimento de missão cumprida quando consigo melhorar o estado de saúde das pessoas, quer fisicamente, ou mesmo, até ao nível de bem-estar.

Não me imagino a viver sem o exercício físico na minha vida.

De que forma impactas a vida do próximo?

Só as pessoas que “trabalharam” comigo ou quem priva comigo é que poderá responder melhor a essa questão. Mas penso que, de praticamente todas as pessoas com que tive o privilégio de poder trabalhar, consegui, de alguma maneira, mudar para melhor o seu estilo de vida, levando a que isso melhorasse o seu bem-estar físico e mental.

Sinto que, na maioria dos casos, das pessoas que precisavam de ajuda, que consegui ter realmente impacto na vida das mesmas e é por isso que sou apaixonado pelo que faço.

Procuro mesmo causar impacto na vida do outro através do exercício físico porque acredito que só o incluindo se pode ter um estilo de vida satisfatório e saudável.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Para além de todas as questões ambientais que estão em voga no momento que merecem o nosso estado de alerta, gostaria e tentaria fazer com que as pessoas percebessem realmente o benefício que o exercício físico e a alimentação tem para a saúde. Que dessem realmente atenção a isso e que dedicassem mais um pouco de carinho ao nosso corpo e mente pois é isso que irá fazer com que nos sintamos felizes e completos.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Ao longo da minha vida, tive a oportunidade de conhecer pessoas realmente fantásticas e a maior parte delas professores. Por isso é que reconheço o papel importantíssimo dos professores nas sociedades…sem eles não éramos ninguém mesmo. E o que sou hoje devo-o muito à professora Joana Rios e ao professor Fernando Pereira, que lecionaram no Colégio Didálvi. Eles, sim, foram os impulsionadores do que sou hoje. Devo-lhes um agradecimento profundo.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Atualmente, a pessoa por quem tenho mais admiração, não só por partilharmos a mesma profissão, mas sim, por todo o conhecimento que possui e por ser uma excelente pessoa é o meu amigo João Moscão, professor e fundador da escola de exercício “REP Exercise Institute”. Para mim, é a melhor escola do país nesta área. O João Moscão é a pessoa que conheço com maior conhecimento acerca de exercício físico e tudo o que a ele envolve e, para além de possuir bastante conhecimento, tem ainda um coração enorme. A minha vontade de ajudar as pessoas, no que toca a exercício, deve-se a ele e à filosofia de vida dele.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Um barcelense por quem sinto admiração é o ultramaratonista Carlos Sá. As provas que realiza são verdadeiros exemplos de superação.

Como gostarias de ser recordado?

Gostaria de ser recordado pela pessoa que ajudou a melhorar a qualidade de vida das pessoas através do exercício, ou de outra coisa qualquer, e por ser uma pessoa prestável e contagiante.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

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