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Cândido Sobreiro

Teatro de Balugas apresenta “Abaixo o Aeroporto de Rianxo” em Arentim

Maio 17, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

No próximo sábado, pelas 21h30, na Junta de Freguesia de Arentim, no âmbito do Encontro de Teatro Amador dessa localidade de Braga, o Teatro de Balugas leva a palco a sua peça “Abaixo o Aeroporto de Rianxo”.



Intitulada em galego, com texto e encenação de Cândido Sobreiro, a nova produção da companhia barcelense estreou no Auditório de Rianxo e apresenta a divertida comédia, dedicada a essa vila piscatória da província da Corunha, onde o português, o galego e castelhano se misturam na história da mais pequena e mirabolante comunidade portuguesa radicada na Galiza, inspirando-se na peça “Os vellos non deben de namorarse”, de Alfonso Castelao. A organização do certame é do Grupo Cénico de Arentim, que este ano comemora o 50.º aniversário, sendo um dos históricos grupos de teatro amador do Minho.

Por falar em Castelao e em Rianxo, também neste sábado que se avizinha, pelas 21h45, no Auditório Cívico de Palmeira, no âmbito da 3ª edição do FEST’ARTE, festival de teatro organizado pela Nova Comédia Bracarense, sobe a palco o Teatro de Airiños, vindo, precisamente, de Rianxo (Corunha), com a sua peça “Romeo e Xulieta”.

A terra do referido Alfonso Castelao mas, também, de Dieste e Manuel Antonio, nomes incontornáveis da literatura galega, vai estar em destaque por terras de Braga.

A companhia Teatro de Airiños celebra, este ano, 85 anos de existência, com a particularidade de ter sempre representado em galego, mesmo durante a ditadura franquista, quando a língua foi proibida. Já “Romeo e Xulieta” é uma adaptação do texto de William Shakespeare, com encenação de Esther F. Carrodeguas.

Fonte: TB.

Fotos: DR.

Teatro de Balugas leva a cena “Abaixo o Aeroporto en Rianxo” no Teatro Gil Vicente

Abril 7, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura port barcelosnahorabarcelosnahora

O palco do Teatro Gil Vicente recebe, dia 14 de abril, pelas 21h30, a companhia barcelense Teatro de Balugas, que leva a cena a sua peça “Abaixo o Aeroporto en Rianxo”



Depois da estreia em Rianxo, terra de Castelao, Dieste e Manuel Antonio, nomes incontornáveis da literatura galega, o Teatro de Balugas apresenta a sua nova produção intitulada, em galego, “Abaixo o Aeroporto en Rianxo”, que é uma divertida comédia dedicada a essa vila piscatória da província da Corunha, onde o português, o galego e castelhano se misturam na história da mais pequena comunidade portuguesa radicada na Galiza, da qual o Governo Português nunca deve ter ouvido falar.

Ti Abílio há muito que ouve mal, diz que foi da fome que passou. Zé Bidão é dançarino de danças de salão nas horas vagas e biscateiro de profissão. O romeno Yuran, ilegalmente a trabalhar em Espanha, fala mal a língua de Cervantes, mas entende bem a preguiça de Zé Bidão. Ele veio à procura de fortuna e vê-se metido na maior alhada da sua vida, quando Ti Abílio, inocentemente, entendeu que ia ser ali o aeroporto e a notícia correu rápido.

A partir daqui, Zé Bidão, de biscateiro passa a engenheiro da empreitada. Como rapidamente surge a notícia, rapidamente cai também por terra o aeroporto de Rianxo: um político de Lisboa aproveita-se da situação transfronteiriça, argumentando que ali não pode ser construído, devido um corredor aéreo da avifauna, em especial de rolas turcas. A polícia é chamada a intervir, há um motim originado por Maria das Dores, mãe solteira que aproveita a presença de um canal televisivo sensacionalista de Madrid.

O texto e direção artística estão a cabo de Cândido Sobreiro. Conta com as interpretações de André Sobreiro, Aurélio Magalhães, Cândido Sobreiro, Cristina Faria, Cristiano Esteves, Diana Gonçalves, Davide Faria, Gilda Silva, Jorge Teixeira, Juliana Pereira e Rui Pereira.

A produção é de Diana Gonçalves; Luz e Som de Matilde Esteves; Cenografia e Carpintaria de Cristina Faria e David Pereira; Guarda-Roupa de Manuela Rosas e Diana Gonçalves; Apoio de Cena de Ana Magalhães; e Cartaz de André Sobreiro.

A peça tem o apoio do Teatro de Balugas, Município de Barcelos, Junta de Freguesia de Balugães, Barcelos Cidade Educadora, Teatro Gil Vicente, Fundação Inatel e ID3 – Design e Publicidade.

A entrada é livre e os bilhetes podem ser adquiridos no local ou através de reserva por e-mail (tgv@cm-barcelos.pt) ou por telefone (253 809 694).

Fonte e imagem: TB.

Teatro de Balugas leva o teatro barcelense até à Galiza

Março 6, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

No próximo dia 10 de março, pelas 21h00, no Auditório de Rianxo (Galiza), o Teatro de Balugas (Balugães – Barcelos), leva a cena a sua peça “Abaixo o aeroporto em Rianxo”, de Cândido Sobreiro.



A trama da “estória” revela que nos confins de Rianxo está radicada a mais pequena comunidade portuguesa da Galiza, da qual o Governo Português possivelmente nunca ouviu falar. O Ti Abílio há muito que escuta mal, por causa da fome que passou quando era mais novo. Zé Bidão é bailador de bailes de salão no seu tempo livre e vive de fazer pequenos biscates, de quando em vez. O romeno Yuran, trabalhador ilegal em Espanha, fala mal a língua de Cervantes mas entende bem a preguiça de Zé Bidão. Veio para a Galiza à procura de fortuna e vê-se metido na maior alhada da sua vida quando Ti Abílio, inocentemente, entendeu que o aeroporto ia ser construído em Rianxo. A notícia corre rapidamente pela vila.

A partir daqui, Zé Bidão passa a dedicar-se a fazer chamadas ao engenheiro do aeroporto. Assim que começa a difundir-se a notícia, a ideia do aeroporto em Rianxo cai por terra. Um político de Lisboa aproveita-se da situação transfronteiriça, argumentando que ali não pode ser construído, já que Rianxo encontra-se no meio de uma rota migratória de aves, em especial as rolas turcas. A polícia é chamada para que intervenha, já que há um motim liderado por Maria das Dores, mãe solteira que aproveita a presença de um canal de televisão sensacionalista de Madrid.

Esta é uma organização do Teatro de Airiños, com o apoio do Conselho de Cultura, Juventude, Educação e Normalização da Câmara Municipal de Rianxo.

O texto e direção artística estão a cabo de Cândido Sobreiro. Conta com as interpretações de André Sobreiro, Aurélio Magalhães, Cândido Sobreiro, Cristina Faria, Cristiano Esteves, Diana Gonçalves, Davide Faria, Gilda Silva, Jorge Teixeira, Juliana Pereira e Rui Pereira.

A produção é de Diana Gonçalves; Luz e Som de Matilde Esteves; Cenografia e Carpintaria de Cristina Faria e David Pereira; Guarda-Roupa de Manuela Rosas e Diana Gonçalves; Apoio de Cena de Ana Magalhães; e Cartaz de André Sobreiro.



Da parte do Teatro de Balugas, os apoios advêm do Município de Barcelos, da Junta de Freguesia de Balugães, da Barcelos Cidade Educadora, da Fundação INATEL e ID3 – Design e Publicidade.

Fonte e imagem: TB.

Teatro de Balugas apresenta hoje, em Balugães, livro “Bons Diabos”, de Paulo Alegria

Novembro 30, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura port barcelosnahorabarcelosnahora

Hoje, pelas 21h30, no Auditório da Junta de Freguesia de Balugães, o Teatro de Balugas apresenta o livro “Bons Diabos”, de Paulo Alegria. De recordar que esta apresentação esteve, primeiramente, agendada para 6 de agosto último mas foi adiada.



Este livro é o resultado do encontro, de apenas um dia, do fotógrafo Paulo Alegria com o grupo Teatro de Balugas. Um conjunto de fotografias que mostram a dedicação e o envolvimento do coletivo de teatro na preparação do evento num palco improvisado pelo próprio elenco, no adro da velha igreja de São Martinho de Balugães.

Nas palavras de Raul Pereira, “observando o elenco, enquanto este deitava mãos à obra e tornava palco o adro da igreja românica de São Martinho de Balugães, as imagens extraídas trazem-nos o Vale do Neiva, essa terra antiga de onde o teatro popular nunca desapareceu e onde permanecem intactos os espaços onde ele acontecia.

A peça apresentada, que é uma adaptação para teatro de rua do Auto dos Bons Diabos, obra de Cândido Sobreiro, é um forte testemunho de que os “Balugas” constroem muito mais do que singelas encenações: é que, nas suas peças, o Alto Minho emerge inteiro, como região em que a permanente dicotomia entre aceitação e recusa foi sempre o gérmen criador da nossa identidade.

O entusiasmo instala-se peça e livro adentro, quando nos apercebemos que as novas gerações retiveram um dos mais sábios ensinamentos: que um futuro interessante e suportável só surgirá da enxertia da planta do presente no sólido fuste do passado”.

O Teatro de Balugas foi fundado em 2007, o Teatro de Balugas inspira-se na cultura popular do Minho. É teatro feito na aldeia, acreditando que este trabalho comunitário manterá viva a identidade desta, enquanto espaço de criação, numa luta contra o desaparecimento do mundo rural, da festa feita nas terras pelas gentes que contavam apaixonadamente as suas crenças, tradições e costumes, de uma certa ideia de progresso que não serve homens nem comunidades. É uma história escrita por artistas anónimos que pisam o palco de balugas ou borzeguins, botas altas com atacadores, de onde deriva o topónimo da aldeia de Balugães.

Já o autor, Paulo Alegria, nasceu em 1970, em Oliveira de Azeméis, mas vive e trabalha em Viana do Castelo. Autor do livro Romeiros, um retrato contemporâneo das pessoas que se deslocam às romarias alto-minhotas e responsável pela cinematografia do filme Alto do Minho, um trabalho documental sobre a identidade do povo da mesma região. Foi-lhe atribuída uma bolsa pela Estação Imagem, em Mora, onde desenvolveu um intenso trabalho fotográfico próximo da população do concelho alentejano, documentando o seu associativismo, que resultou no livro Cultura Magra. Recentemente, integrou uma exposição coletiva itinerante no norte de Portugal e na Galiza, promovida pela DRCN, no âmbito do programa Rota das Catedrais, com um trabalho desenvolvido na Sé Catedral de Lamego. Formou-se em Design Gráfico e passou por outras áreas do conhecimento, como a Arquitetura, a Educação Visual, a Gravura, a Serigrafia e a Fotografia.

Fonte e fotos: TB.

Teatro de Balugas apresenta a peça “O Auto dos Bons Diabos” na Mostra de Artesanato

Agosto 11, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura port barcelosnahorabarcelosnahora




No próximo dia 13 de agosto, pelas 17h00, no Parque da Cidade de Barcelos, o Teatro de Balugas leva a cena a sua peça “O Auto dos Bons Diabos”, numa produção do grupo de teatro de Balugães que integra a programação da Mostra de Artesanato e Cerâmica de Barcelos, tendo a participação especial da Ronda da Ponte das Tábuas.

Sobre a peça, o grupo de teatro refere que “’- Estou a ficar velho, mas hei-de morrer a cavar a terra, ou nas tábuas do palco,

Ela já mo disse, ó homem cava já o buraco que com as tábuas do teatro faz-se o caixote e assim não se gasta dinheiro com o funeral’.

Este é o relato de um artista de teatro popular que se desdobra em histórias e personagens dessa mesma história, do desaparecimento do mundo rural, da festa feita nas terras pelas gentes que contavam apaixonadamente as suas crenças, tradições e costumes, de uma certa ideia de progresso que não serve homens nem comunidades.

Baltazar Diabo e a sua companhia são últimos resistentes do que resta de um vale outrora rural, esvaziado em grande parte pela fuga para as cidades, vilas e estrangeiro. Aqui habitam histórias de resiliência e sobrevivência, onde a cultura popular de gerações resiste nas mãos de um punhado de artistas anónimos”.

A peça é de autoria e direção artística de Cândido Sobreiro, interpretada pelos “Diabos” André Sobreiro, Aurélio Magalhães, Cristiano Esteves e Davide Teixeira, pela “Isabel” Juliana Pereira, a “Rosa” Gilda Silva e pelo “Baltazar Diabo” Cândido Sobreiro.

Tem produção de Diana Gonçalves, responsável, igualmente, com Manuela Rosas, pelos figurinos. A sonoplastia e luminotécnica estão a cargo de Matilde Esteves; a cenografia e carpintaria são responsabilidade de Cristina Faria e David Pereira; a fotografia a Cristina Faria e o design cabe a André Sobreiro / ID3.

“O Auto dos Bons Diabos” conta com o apoio da Junta de Freguesia de Balugães, do Município de Barcelos, da Barcelos Cidade Educadora/ Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras e da Fundação Inatel, tendo como parceiros a ID3 – Design & Publicidade.

Já sobre o Teatro de Balugas, este foi fundado em 2007, e inspira-se na cultura popular do Minho. “É teatro feito na aldeia, acreditando que este trabalho comunitário manterá viva a identidade desta, enquanto espaço de criação, numa luta contra o desaparecimento do mundo rural, da festa feita nas terras pelas gentes que contavam apaixonadamente as suas crenças, tradições e costumes, de uma certa ideia de progresso que não serve homens nem comunidades.

É uma história de resiliência e continuidade, onde a cultura popular de gerações resiste nas mãos de um punhado de artistas anónimos que pisam o palco de balugas ou borzeguins, botas altas com atacadores, de onde deriva o topónimo da aldeia de Balugães”. (Teatro de Balugas)

Fonte e imagens: TB.

Apresentação do livro “Bons Diabos” adiada

Agosto 5, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura port barcelosnahorabarcelosnahora

O Teatro de Balugas, em nota enviada a este jornal, informa que a apresentação do livro de fotografias “Bons Diabos”, da autoria de Paulo Alegria, foi adiada. A nova data será divulgada oportunamente.

Leia, na íntegra, a nota do Teatro de Balugas, assinada por Cândido Sobreiro:

«Por motivo de força maior, a apresentação do livro “Bons Diabos” que teria lugar no dia 6 de agosto, pelas 21h30 horas, no adro da Igreja Românica de São Martinho de Balugães (Barcelos), foi cancelada. Oportunamente será comunicada uma nova data.»



Teatro de Balugas estreia peça “A Boda dos Rabudos”

Agosto 2, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura port barcelosnahorabarcelosnahora

No próximo dia 5 de agosto, o Teatro de Balugas estreia, pelas 21h30, no auditório da Junta de Freguesia de Balugães, a peça “A Boda dos Rabudos”. A nova produção teatral integra a programação das XI Jornadas Culturais de Balugães – Barcelos.

A “Boda dos Rabudos” é um resgate financeiro familiar forjado pelo astuto do Romão Rabudo. A filha, a estudar em Lisboa, engravidou; o namoro com um político da capital parecia abafar a vergonha na aldeia, se não tivesse sido o marialva da terra, o Tone Rola, a bulir na moça! Diz o ditado “Quem parte e reparte e não fica com a maior parte, ou é tolo ou não tem arte” e o Rabudo velho engendra um plano: casar a rapariga, descasar, voltar a casar e alguém pagar o padre, o sacristão e a boda! O resgate funciona às “mil maravilhas”, o cheque ao portador é passado, mas o pior é mesmo o número de credores para dividir a quantia.

Esta é uma peça com texto original e direção artística de Cândido Sobreiro, com interpretações de Ana Magalhães, André Sobreiro, Aurélio Magalhães, Cândido Sobreiro, Cristina Faria, Cristiano Esteves, Diana Gonçalves, David Pereira, Davide Faria, Gilda Silva, Juliana Pereira, Matilde Esteves e Rui Pereira. A produção está a cargo de Diana Gonçalves, que, com Manuela Rosas, está, também, responsável pelos figurinos; na sonoplastia e luminotécnica estará Matilde Esteves; cenografia e carpintaria, David Pereira e Cristina Faria; esta última também está responsável pela fotografia; finalmente, no design está André Sobreiro | ID3.




Obviamente, uma peça destas necessita de apoios, tanto mais que a entrada é livre. Assim, o Teatro de Balugas conta com o apoio da Junta de Freguesia de Balugães, Município de Barcelos, Barcelos Cidade Educadora/Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras e Fundação INATEL. Como parceiros, tem a colaboração da ID3 – Design e Publicidade.

O Teatro de Balugas foi fundado em 2007, inspirando-se na cultura popular do Minho. “É teatro feito na aldeia, acreditando que o trabalho comunitário manterá viva a identidade desta, enquanto espaço de criação, numa luta contra o desaparecimento do mundo rural, da festa feita nas terras pelas gentes que contavam apaixonadamente as suas crenças, tradições e costumes, de uma certa ideia de progresso que não serve homens nem comunidades. É uma história de resiliência e continuidade, onde a cultura popular de gerações resiste nas mãos de um punhado de artistas anónimos que pisam o palco de balugas ou borzeguins, botas altas com atacadores, de onde deriva o topónimo da aldeia de Balugães”. (Teatro de Balugas)

Como referido antes, a entrada é livre mas limitada à lotação da sala.

Fonte e imagem: TB.

Teatro de Balugas apresenta livro de fotografia “Bons Diabos”, de Paulo Alegria

Julho 31, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura port barcelosnahorabarcelosnahora

No próximo dia 6 de agosto, domingo, pelas 21h30, o Teatro de Balugas apresenta, no adro da Igreja Românica de São Martinho de Balugães, o livro de fotografia “Bons Diabos”, de Paulo Alegria.

Este livro é o resultado do encontro, de apenas um dia, do fotógrafo Paulo Alegria com o grupo Teatro de Balugas. Um conjunto de fotografias que mostram a dedicação e o envolvimento do coletivo de teatro na preparação do evento num palco improvisado pelo próprio elenco, no adro da velha igreja de São Martinho de Balugães.

Nas palavras de Raul Pereira, “observando o elenco, enquanto este deitava mãos à obra e tornava palco o adro da igreja românica de São Martinho de Balugães, as imagens extraídas trazem-nos o Vale do Neiva, essa terra antiga de onde o teatro popular nunca desapareceu e onde permanecem intactos os espaços onde ele acontecia.

A peça apresentada, que é uma adaptação para teatro de rua do Auto dos Bons Diabos, obra de Cândido Sobreiro, é um forte testemunho de que os “Balugas” constroem muito mais do que singelas encenações: é que, nas suas peças, o Alto Minho emerge inteiro, como região em que a permanente dicotomia entre aceitação e recusa foi sempre o gérmen criador da nossa identidade.

O entusiasmo instala-se peça e livro adentro, quando nos apercebemos que as novas gerações retiveram um dos mais sábios ensinamentos: que um futuro interessante e suportável só surgirá da enxertia da planta do presente no sólido fuste do passado”.

O Teatro de Balugas foi fundado em 2007, o Teatro de Balugas inspira-se na cultura popular do Minho. É teatro feito na aldeia, acreditando que este trabalho comunitário manterá viva a identidade desta, enquanto espaço de criação, numa luta contra o desaparecimento do mundo rural, da festa feita nas terras pelas gentes que contavam apaixonadamente as suas crenças, tradições e costumes, de uma certa ideia de progresso que não serve homens nem comunidades. É uma história escrita por artistas anónimos que pisam o palco de balugas ou borzeguins, botas altas com atacadores, de onde deriva o topónimo da aldeia de Balugães.




Já o autor, Paulo Alegria, nasceu em 1970, em Oliveira de Azeméis, mas vive e trabalha em Viana do Castelo. Autor do livro Romeiros, um retrato contemporâneo das pessoas que se deslocam às romarias alto-minhotas e responsável pela cinematografia do filme Alto do Minho, um trabalho documental sobre a identidade do povo da mesma região. Foi-lhe atribuída uma bolsa pela Estação Imagem, em Mora, onde desenvolveu um intenso trabalho fotográfico próximo da população do concelho alentejano, documentando o seu associativismo, que resultou no livro Cultura Magra. Recentemente, integrou uma exposição coletiva itinerante no norte de Portugal e na Galiza, promovida pela DRCN, no âmbito do programa Rota das Catedrais, com um trabalho desenvolvido na Sé Catedral de Lamego. Formou-se em Design Gráfico e passou por outras áreas do conhecimento, como a Arquitetura, a Educação Visual, a Gravura, a Serigrafia e a Fotografia.

 

Fonte e fotos: TB.

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