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Conferência e exposição assinalam um século de energia elétrica em Barcelos

Novembro 14, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura, Política port barcelosnahorabarcelosnahora

Comemoram-se, no presente ano, cem anos de energia elétrica em Barcelos. Na noite de 13 de novembro de 1917 – portanto, fez ontem 100 anos –, uma terça-feira, foi inaugurada a luz elétrica em Barcelos. Cerca de um ano mais tarde, em 27 de abril de 1918, a então vila de Barcelos ficou completamente iluminada. Nos finais de julho de 1916, chegou à Furada – Penida – o cabo elétrico para conduzir a energia para a iluminação pública e particular de Barcelos. A luz elétrica de instalação subterrânea foi inaugurada em 1 de maio de 1938.



A Câmara Municipal de Barcelos vai comemorar cem anos de energia elétrica em Barcelos com uma conferência a realizar no dia 9 de dezembro, pelas 17h00, no auditório da Biblioteca Municipal. Será orador o Prof. Doutor João Figueira, doutorado em “Estruturas Sociais da Economia e História Económica”, pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, mestre em História Económica e Social Contemporânea, e licenciado em História da Arte, pela Faculdade de Letras da mesma universidade.

Seguir-se-á a inauguração de uma exposição iconográfica e documental sobre o mesmo tema que, depois de exibida na Biblioteca Municipal, percorrerá os estabelecimentos de ensino concelhio.

A luz elétrica veio substituir os 177 lampiões de petróleo existentes (que custavam 30 reis por noite), que iluminavam Barcelos só nas noites em que não houvesse luar, sendo João Francisco da Silva, da freguesia de Alvelos, o último lampianista.

O fornecimento da luz elétrica em Barcelos foi adjudicado, em sessão de câmara de 13 de janeiro de 1916, presidida pelo Dr. José Matos Graça, à firma F. Xavier Esteves & Borges, da cidade do Porto. A energia elétrica era produzida na estação hidroelétrica situada no rio Cávado, no lugar da Penida, freguesia de Areias de Vilar, do concelho de Barcelos e pertencente à Sociedade de Eletricidade do Norte de Portugal, de que Francisco Xavier Esteves e Francisco António Borges eram diretores.

Na altura era presidente da Comissão Executiva Municipal o Dr. José Júlio Vieira Ramos, um monárquico, advogado e notário, antigo líder local do Partido Progressista, que governou em pleno período republicano.

Foi deste modo que o semanário “O Barcelense”, na edição de 17.11.1917, registou este notável acontecimento:

Na terça-feira à noite procedeu-se à experiência da luz eléctrica na zona que abrange a rua D. António Barroso, Campo da República, Campo de S. José, Rua Nova de S. José, Barjona de Freitas, Calçada, Faria Barbosa, rua da Palha, rua da Barreta, rua Miguel Bombarda, rua Duque de Barcelos e Largo José Novais.

As ruas e largos coalharam-se, rapidamente, de gente de todas as classes, parecendo que nos encontrávamos não em Barcelos mas numa cidade de luxo e muito movimentada.

É indescritível o contentamento e entusiasmo que se notava em toda a gente, sendo todos pródigos em elogiar a esplendorosa luz, que melhor não se poderia exigir.

Felicitamos a ex.mª Câmara e os concessionários pelo esplêndido êxito conseguido com este importantíssimo melhoramento, que a todos os barcelenses aproveita e que a todos deve satisfazer e agradar.

A diferença desta bela e poderosa luz da da antiga iluminação a petróleo é tanta como a que existe entre o escuro dum borrão de tinta e a alvura impressionante dos arminhos.

Barcelos progride e nós experimentamos um frémito de entusiasmo que chega a ponto de nos enchermos de orgulho, vaidosos por vermos que esta linda vila se vai engrandecendo, modernizando-se a par das povoações mais importantes do país.

(…)

Não devemos deixar sem reparo o quanto são elogiáveis os serviços dos empregados às ordens dos concessionários que têm provado evidentemente os seus grandes méritos e aptidões para a missão que tão briosamente desempenharam.

Brademos pois: Viva Barcelos! Viva quem trabalha pelo engrandecimento desta terra!”.

A Delegação de Barcelos da “Sociedade da Eletricidade” situava-se no Campo da República, sendo seu diretor o Tenente António Acácio Nunes. Da Secção Técnica, faziam parte o eletricista Gonçalves, o chefe das redes António Ferro e outros auxiliares.

Ainda segundo o referido semanário, na edição de 09.03.1929, numa informação assinada pelo seu responsável, José de Mancelos Sampaio, o processo de remodelação da “Sociedade” prosseguia:

Na passada 2ª feira, 25 do corrente, ficou instalado na cabine nº 8 (Torres) um novo transformador Poege de 50 Kw; e assim todas as três cabines da cidade alta já têm a mesma potência num total de 150 Kw.

Para a cidade baixa (Barcelinhos) passa o transformador de 30 Kw, que estava nas Torres; a potência de transformação em toda a cidade sobe portanto a 180 Kw, o que é importante para a população de Barcelos.

Na rede pública continuarão, persistentemente, as modificações estando por agora em conclusão a melhoria da rede de Barcelinhos.

Na central da Penide e nas aldeias deve em breve – Março ou Abril – iniciar-se outra etapa de trabalhos.

À Sociedade de Eletricidade do Norte de Portugal (SENP) sucedeu-lhe a Companhia Hidro-Elétrica do Norte de Portugal (CHENOP) que praticamente no mesmo local da Furada-Penida, construiria, em 1951, uma barragem. Sob a orientação dos técnicos Francisco Alves Correia Paiva e Bártolo de Oliveira Correia Paiva, seu filho, procedeu-se à eletrificação do concelho de Barcelos.

Um dos presidentes da Câmara Municipal que mais contribuiu para que o nosso concelho fosse dotado de energia elétrica foi o Dr. Luís Novais Machado (1917-1978), que governou os destinos municipais de 20.05.1953 a 06.01.1960, tendo mandado eletrificar 64 freguesias e que ficou conhecido, por isso, como o “presidente das luzes”.

Fonte e foto: CMB.

 

Programação de novembro do Teatro Gil Vicente marcada pela diversidade

Outubro 29, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Durante o próximo mês de novembro, o Teatro Gil Vicente trará animação, quase diariamente, à cidade. A destacar o teatro, havendo lugar também para música, cinema, dança, formações e conferências.



Nos dias 1, 4 e 5 realizam-se, em parceria com a ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo e A Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos, um conjunto de formações na área do Teatro, que têm continuidade até dezembro.

No dia 4, às 21h00, será inaugurada a Exposição de Fotografia de Marta Gaspar, “Urbanidades”.

A Associação ZOOM – Cineclube de Barcelos apresenta quatro noites de cinema: “Extensões do 25.º Curtas Vila do Conde”, no dia 2; “A Noiva estava de luto” de François Truffaut, no dia 16; “Weekend” de Jean-Luc-Godard, no dia 23, e “Hardly Working” de Jerry Lewis, no dia 30. As sessões têm início às 21h30, e têm entrada paga.

A música marca presença no Teatro Gil Vicente, no dia 17, às 21h30, com “Kether/Travo/Quadra/Malcontent”; no dia 8, às 15h00, com a atuação do Grupo de Cantares da Cruz Vermelha de Campo, uma ação incluída no Programa Sénior, e nos dias 24 e 25, às 21h30, com “O Encontro de Coros”, uma iniciativa no âmbito do Projeto Artístico.

O IPCA – Instituto Politécnico do Cávado e Ave promove várias iniciativas no decorrer do mês: no dia 3, às 22h00, a Noite de Serenatas, no âmbito do “XII Barca Celi – Festival de Tunas Cidade de Barcelos”; nos dias 10 e 11, às 9h00 e 18h00, o evento “Digicom 2017 – Conferência Internacional de Design e Comunicação Digital”, e no dia 22, às 21h00, terá lugar o espetáculo solidário “Aqui há Dança”, do Fundo de Emergência do IPCA.

A dança marca presença no dia 15, às 21h00, com as habituais sessões da Folk Sessions Barcelos, da Coreto – Associação para a Promoção de Artes e Culturas.

O teatro chega ao palco do Gil Vicente com espetáculos no âmbito do 30º Festival de Teatro de Barcelos: no dia 4, “As Férias no Algarve” apresentado pelo grupo Os Pioneiros da Ucha, às 21h30; no dia 5, “A Influência de Tanato”, pelo “Só Podia Teatrices&Companhia, às 16h00; no dia 11, “Noite de Núpcias de Gargalhadas”, pelo “Branselho” – Grupo de Teatro Amador da Pousa, às 21h30; no dia 12, “República de Mulheres”, pelo TPC – Teatro Popular de Carapeços, às 16h00; no dia 18, “Pequenos Crimes Conjugais”, pelo Teatro Fuori Rotta (Pádua-Itália), às 21h30; no dia 19, “O Genro Doutor”, pelo Teatro Experimental de Feitos, às 16h00; e, no dia 26, “Menina Júlia”, pela A Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos, às 16h00.

Mas estes não são os únicos dias em que o teatro passa pelo Gil Vicente. Nos dias 7 e 21, às 10h30 e 14h00, o Grupo de Teatro da APACI vai representar a peça infantil “O Principezinho”, um programa a pensar nos mais pequenos.

A grande maioria dos espetáculos tem entrada livre. Os bilhetes podem ser adquiridos no local, ou através de reserva por e-mail (tgv@cm-barcelos.pt) ou telefone (253 809 694).

Fonte e imagem: CMB.

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