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Diabetes

Capítulo 9 – Diabetes: contagem de hidratos de carbono (Parte 4)

Março 7, 2018 em Atualidade, Concelho, Educação, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Sara Barbosa

A intervenção alimentar e nutricional é parte integrante desde o início do tratamento da Diabetes. Após o diagnóstico dar positivo é importante a mudança de hábitos alimentares, se estes não forem os mais corretos. E não, não significa que vá passar fome ou ter uma alimentação muito restrita. Apenas é necessário ter em atenção a repartição diária dos hidratos de carbono, a escolha do momento para a ingestão dos alimentos muito hiperglicemiantes (isto é, alimentos que aumentem muito a glicemia) e ter o cuidado de não ingerir alimentos isolados.



Para evitar o aumento acentuado da glicemia pode ingerir alimentos ricos em fibra como pão integral ou de mistura, cereais pouco processados (massa, arroz), leguminosas, vegetais, entre outros.

É importante reter que o tipo e a quantidade de hidratos de carbono (HC) dos alimentos influenciam o nível de glicemia. O índice glicémico de cada alimento também deve ser tido em consideração. Para favorecer o controlo glicémico deve-se proceder à contagem de hidratos de carbono.

A distribuição dos alimentos com HC pelas várias refeições do dia, faz parte do tratamento da Diabetes, mas saber quais as quantidades adequadas e mantê-las de dia para dia é igualmente importante. Para otimizar este aspeto deve aprender a substituir os alimentos ricos em HC uns pelos outros, sem alterar o total recomendado, ou seja, aprender as equivalências de HC. A quantidade total de HC deve ser sempre aconselhada individualmente para cada pessoa, já que depende de vários fatores, entre os quais, a idade, o peso, o género e o nível de atividade física.

Nunca se esqueça: quanto maior for o número de refeições diárias e mais frequente for a ingestão de alimentos, melhor.

Fonte: http://www.apdp.pt/diabetes/tratamento/alimentacao

Por: Sara Barbosa*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade da autora)

Capítulo 9 – Diabetes: como prevenir? (Parte 2)

Janeiro 3, 2018 em Atualidade, Concelho, Cultura, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Sara Barbosa

Como já referido no artigo anterior a Diabetes Mellitus é uma doença metabólica crónica caracterizada por hiperglicemia constante, que ocorre por defeitos na ação ou secreção da insulina ou em ambas as situações. Assim, podemos definir três tipos de Diabetes, a Diabetes tipo 1, a Diabetes tipo 2 e a Diabetes Gestacional.



A Diabetes tipo 1 consiste na destruição das células beta, relacionada com a ausência total de insulina, surgindo espontaneamente, sem que a sua origem seja conhecida. Neste caso há necessidade de administração exógena de insulina.

A Diabetes tipo 2 pode variar entre pré-insulinorresistência e deficiência relativa de insulina e é caracterizada pela ocorrência de hiperglicemias. A obesidade agrava este tipo de Diabetes e, como tal, é fundamental a manutenção de um peso corporal saudável.

A Diabetes gestacional surge nos últimos meses de gravidez e tende a desaparecer após o parto. Na maioria das vezes poderá ser feito um esquema de insulina durante a amamentação.

Existem várias estratégias de prevenção para contrariar o aparecimento da Diabetes, as quais passam sobretudo por adquirir um comportamento alimentar correto e hábitos alimentares saudáveis, preservando o bem-estar social, cultural e psicológico e ter uma prática regular de atividade física.

Mais especificamente, é importante proporcionar uma ingestão suficiente de energia e nutrientes, conseguindo um equilíbrio entre a ingestão de alimentos, as necessidades metabólicas, o gasto energético e os perfis de ação da insulina, para atingir um bom controlo glicémico.

De realçar que é essencial, ao longo de toda a vida, vigiar os valores de glicemia, pressão arterial, colesterol e triglicéridos e manter um IMC e um perímetro da cintura adequados. Relativamente à alimentação devem-se fazer 5 a 6 refeições fracionadas ao longo do dia, limitar o consumo de produtos de pastelaria, refrigerantes, sumos e outros produtos açucarados e também reduzir a ingestão de gordura e sal, assim como aumentar a ingestão de fibra.

Para terminar, uma vez que os hidratos de carbono (HC) são os macronutrientes que maior influência tem nos valores de glicemia, devemos dar importância ao tipo e à quantidade de HC.

Fonte: Smart CE, Annan F, Bruno LP, Higgins LA, Acerini CL. Nutritional management in children and adolescents with diabetes. ISPAD.  ISPAD Clinical Practice Consensus Guidelines 2014 Compendium: ISPAD; 2014. 135-53.

Por: Sara Barbosa* (Nutricionista Estagiária à Ordem).

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

 

Capítulo 9 – Diabetes: como funciona o organismo? (Parte 1)

Dezembro 6, 2017 em Atualidade, Concelho, Cultura, Educação port barcelosnahorabarcelosnahora
Sara Barbosa

Os alimentos fornecem-nos a energia e os nutrientes que necessitamos para viver. O nosso organismo converte, através da digestão, os hidratos de carbono dos alimentos que comemos, num tipo de açúcar que se chama glicose. A glicose é utilizada como fonte de energia pelas nossas células.



Se comermos alimentos açucarados em excesso e com regularidade, o pâncreas está sempre a produzir insulina e a armazenar glicose. Como resultado, o organismo começa a aumentar os depósitos de gordura e a fazer os chamados “picos” de insulina, que estão na origem de muitas complicações. Uma delas é a resistência à insulina.

E como atua a insulina? A insulina atua como a “chave que abre a porta” das células à entrada da glicose, evitando que este açúcar se acumule no sangue.

A resistência à insulina começa por se manifestar através de hipoglicemia, fadiga, sonolência após as refeições, alterações do humor, aumento da gordura abdominal, dos triglicéridos e da pressão arterial.

Nas pessoas com diabetes, a insulina ou não funciona como deveria ou não é produzida, o que faz com que a glicose permaneça na corrente sanguínea.

Mas afinal o que é a Diabetes Mellitus? Esta é uma doença metabólica crónica caracterizada por hiperglicemia constante, que ocorre por defeitos na ação ou secreção da insulina ou em ambas as situações. A destruição das células β pancreáticas, produtoras de insulina, origina alterações do metabolismo dos hidratos de carbono, proteínas e lípidos.

E quais são os sintomas? Quando a Diabetes já está instalada são vários os sintomas: a hiperglicemia, a glicosúria (aumento de glicose na urina), a polidipsia (sede excessiva), a poliúria (urina excessiva), a polifagia (fome excessiva), a perda de peso ou excesso de peso, entre outros.

Na segunda parte deste capítulo irei abordar os tipos de Diabetes e como podemos preveni-la. Não perca!

Visite o meu blog em:

http://sarabarbosa2008.wixsite.com/blognutricao

Por: Sara Barbosa*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

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