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Estoril Open

Federer, Nadal e Estoril Open

Maio 9, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
carlosferreira
Carlos Ferreira

Contrariando todas as expectativas, o circuito profissional de ténis tem sido dominado, este ano, por Rafael Nadal e Roger Federer.

Até agora, os principais torneios têm sido conquistados por estes dois grandes campeões, e com um ténis de elevada qualidade, voltando os dois a reentrar no top 10.

Jogar com esta paixão após tantos anos, com graves lesões pelo meio e depois de terem ganho quase tudo o que havia para ganhar, só é possível com uma dedicação total ao ténis. Exemplos a seguir, quer dentro, quer fora dos courts.




Decorreu, na passada semana, o “Estoril Open”, que é o torneio de ténis mais importante de Portugal, nos courts do Clube de Ténis do Estoril.

Num apontamento pessoal, em jeito de preâmbulo, tenho a certeza de que seria uma boa notícia se o Estoril Open voltasse a ter o quadro feminino. Seria uma referência, e experiência, para algumas das nossas melhores jogadoras.

Com a presença dos melhores jogadores nacionais, e alguns internacionais, os jogos foram decorrendo com algumas surpresas, positivas e negativas.

A positiva, foi a passagem de quatro jogadores portugueses para a segunda ronda, sendo eles Pedro Sousa, Gastão Elias, João Domingues e Frederico Silva. Infelizmente, nenhum conseguiu passar para a terceira ronda, pois os seus oponentes eram jogadores muito bem cotados e com maior experiência.

As negativas, foram, uma vez mais, João Sousa não conseguir ganhar um encontro no Estoril Open, perdendo sempre na primeira ronda, e as desistências de Juan Martin del Potro e Nick Kyrgios, ambos pelo falecimento dos seus avós, que os levou a retirarem-se, prematuramente, do torneio.

O grande vencedor do torneio foi o argentino Pablo Carrena Busta, que venceu na final o luxemburguês Gilles Müller, por 6/2, 7/6 com 7/5 no tiebreak.

Carreno Busta já tinha sido finalista o ano passado, mas desta vez não deixou fugir o troféu, provando, uma vez mais, que está a ter um princípio de ano muito bom e preparado para os grandes torneios que se avizinham.

Uma palavra para o acordo entre a Federação Portuguesa de Ténis e a Santa Casa da Misericórdia, que vai investir no Centro de Alto Rendimento (CAR) de Ténis. Espero que consigam proporcionar excelentes condições aos melhores jogadores portugueses, quer masculinos, quer femininos, pois, até agora, só os homens tinham acesso ao CAR.

No próximo sábado, dia 13 de maio, vai decorrer no clube de ténis Esaf mais uma etapa do circuito de ténis Mini-CIR, torneio para crianças até 10 anos, sendo uma prova por equipas e na qual o nosso clube vai estar representado com alguns atletas.

Convidamos, desde já, os barcelenses a assistir aos jogos destes pequenos jogadores, capazes de fazerem coisas muito bonitas.

Termino com uma palavra de orgulho para os nossos jovens jogadores do Clube de Ténis Esaf, que iniciaram a competição em torneios federados e têm tido uma postura digna, num desporto duro e competitivo. A aprendizagem também é feita de competição, com vitórias e derrotas, sabendo estar nas duas.

Pratiquem desporto, joguem ténis.

 

Por: Carlos Ferreira*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)



Milagre chamado “Placard”

Abril 4, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
carlosferreira
Carlos Ferreira

O ténis está a viver, em Portugal, uma fase de grande expansão e desenvolvimento.

O aumento do número de praticantes e, principalmente, o aumento do número de torneios internacionais com prize money, quer masculinos, quer femininos, potencia, em muito, o desenvolvimento e a competitividade do tenista português.

O aparecimento do jogo de apostas “Placard”, e a transferência de verbas deste jogo para a Federação Portuguesa de Ténis, é o motor que faltava, e tem impulsionado e mudado o ténis em Portugal.

Portugal, país pequeno e periférico da Europa, é um problema acrescido para os jovens tenistas jogarem ao mais alto nível, pois obriga a deslocações ao exterior para jogarem torneios internacionais, o que é sempre muito dispendioso.

Não é fácil manter um jovem jogador, durante anos, a jogar ao mais alto nível, com este tipo de despesas e a maior parte deles sem qualquer apoio a não ser o familiar.

Esta mudança no panorama de torneios internacionais em Portugal faz com que os jovens jogadores, agora, possam competir e evoluir sem saírem do país.

Claro está, que isto só não chega. É preciso muito trabalho feito nos clubes e, principalmente do atleta, para poder atingir patamares elevados e seguir, ou mesmo melhorar, os níveis atingidos atualmente pelos nossos melhores atletas.

A Federação tem, agora, uma oportunidade de elevar o ténis nacional a um desporto com grande visibilidade e valor, saiba ela aproveitar os recursos de que dispõe agora.

O Clube de Ténis Esaf vai organizar uma viagem, no dia 3 de maio, ao maior e mais prestigiado torneio de ténis em Portugal, o “Estoril Open“. Se gostava de assistir, peça informações no clube.

Pratiquem desporto, joguem ténis.

Por: Carlos Ferreira*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

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