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Hugo Pinto

Jingle Balls… oh oh oh..

Dezembro 14, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

E então é Natal. Ou pelo menos, está aí a chegar. Apesar de não haver estrelinha que guie o rumo do futebol encarnado.



Na última jornada do campeonato, uma vitória por 3-1, que poderá enganar os mais distraídos. Mas a verdade é que o meu querido SLB só jogou o que o Estoril deixou. E deixou muito, não fosse dar-se o caso de estarmos a falar do último classificado do campeonato. É preciso reconhecer ao Estoril a coragem de tentar jogar olhos nos olhos com um adversário como o Benfica. Mas também o é que se “pôs a jeito” e o Benfica não perdoou. Três golos, fáceis, praticamente no primeiro terço de tempo do jogo. Prometia goleada. Só que não aconteceu. O Benfica recostou-se, calçou os chinelos. Só lhe faltou pagar bilhete. Prova disso é que o Estoril Praia, sem virar a cara à luta, chegou ao golo. Foi ver o pânico instalar-se gradualmente no rosto dos jogadores encarnados. Mesmo a ganhar por uma margem de dois golos era notória a falta de tranquilidade.

Foi uma questão de tempo até o Benfica encontrar um adversário que lhe desse luta a sério. E aconteceu mesmo, quatro dias depois. O Benfica foi jogar a Vila do Conde, frente a um Rio Ave que desde há uns anos para cá não é pêra doce. E perdeu. Pior! Perdeu bem. Por muito que o Rui Vitória diga que se jogou muito bem, o facto é que perdeu. Ponto.

Ora, ando eu a fazer esta figura desde setembro, a parecer que nem gosto do meu clube ou do seu treinador, mas o facto é que há muita coisa que foi mal feita na preparação desta época, conforme já referi. Desde o não acautelar da devida substituição dos jogadores vendidos, passando pelo estilo “mansinho” do treinador. É que apesar de tudo, o plantel não está tão forte como no ano passado, mas ainda há lá muito bom jogador. Está é na hora de alguém dar um murro na mesa.
– Oh Rui!! Jingle those Balls, man… É Natal!

Viva o Benfica.

Dá-me o 37.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

Guardado está o bocado…

Dezembro 7, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Guardado está o bocado, para quem o há de comer. É já antigo o adágio e espelha bem as diversas situações do dia a dia em que nem sempre a recompensa vai para quem a merece.
Em abono da verdade, devo dizer que foi este o caso no último jogo do nosso Glorioso, a contar para a primeira liga.



O Porto vem jogando melhor futebol desde o início da época e, por isso mesmo, se encontra em primeiro lugar na tabela classificativa. No entanto, já não vence há duas jornadas. E para nossa felicidade, o “culpado”, na última, foi o Benfica. Foi? Veremos…
Dizem os mandamentos do futebol que, normalmente, a equipa que corre atrás do prejuízo (Benfica) se supera e joga melhor contra o seu adversário direto (Porto). E nem me custa muito admitir que, apesar de o Benfica não ter sido a melhor equipa em campo, deu-nos pelo menos o prazer de ver os jogadores a enfrentar cada lance com um pouco mais de vontade do que o habitual. O Porto queixa-se da arbitragem…E desta vez tem razões para isso. Vê um lance de golo limpo mal anulado e, eventualmente, um penálti não assinalado a seu favor. Ainda assim, creio que o árbitro esteve efetivamente mal, mas não creio que o tenha feito de forma deliberada. Apenas cometeu erros. Acontece. Faz parte da sua condição humana. E venha agora o mais ferrenho dos portistas dizer que o Porto nunca foi beneficiado pelas arbitragens. A questão é que temos de nos mentalizar que o futebol é isto mesmo. Havendo fator humano envolvido, haverá SEMPRE erro. E não haverá nunca VAR que nos acuda. E se um dia alguém aperfeiçoar o futebol ao ponto de o robotizar, para que erros deixem de ocorrer, esse será o primeiro dos dias do fim do futebol. Passará a ser apenas uma ciência exata. E isso é tudo aquilo que o futebol não é. Nem deverá tornar-se.

Quanto ao jogo para a Liga dos Campeões, pouco há a dizer. Mais do mesmo, marasmo e zero pontos: autoexplicativo.

Continuo a dizer. Falta naquele balneário o feitio do JJ a “roer-lhes” a paciência. Com falinhas mansas, temos jogo manso. Acorda Rui Vitória.

E dá-me o trinta e sete!
Viva o SLB!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

Querer ou poder

Novembro 30, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Querer não é poder. Quem pôde, quis antes de poder só depois de poder. Quem quer nunca há-de poder, porque se perde em querer.

Fernando Pessoa



E é isto o futebol. Num dia se joga miseravelmente. Noutro ganha-se por seis. Se frente ao CSKA o Benfica jogou pouco ou nada, frente ao Vitória de Setúbal jogou tudo. Ou então, saiu tudo bem. Mas ainda assim jogou notoriamente melhor do que em Moscovo. A verdade é que também fez o que quis, perante um adversário que por pouco, devia ter pago o ingresso. Se nos abstrairmos da goleada e atentarmos na eficácia, este era um jogo que o Benfica deveria ter ganho por dez. Ou por oito, como já o fez aqui há uns anos. Ainda há muita falta de pontaria (leia-se displicência). Mas viu-se garra. Vontade. Querer. Algo que, em boa verdade, ainda não se havia visto. O percurso nas competições internacionais deste ano é claro: zero pontos. Um clube como o Benfica tem de estar a jogar a este nível no início de outubro e não quase em Dezembro. Há demasiado a perder. Continuo a dizer que não nos podemos dar ao luxo de perder pontos para os rivais logo desde o início para depois fazer um campeonato “de trás para a frente”. Tem corrido bem, mas a ver vamos se este ano a coisa se compõe. Assim seja, mas continuo a recear pelo pior.

Sem querer estar a insistir constantemente no mesmo, continuo a achar que o treinador tem de “puxar pelos galões” e pôr os jogadores a fazer aquilo para que são pagos. Jogar (bom) futebol. Reconheço sem problemas a competência técnica de Rui Vitória. Mas falta o querer. E querer não é poder. Mas às tantas ajuda bastante.

Pizzi de regresso às boas exibições, com um ou outro passe à Messi. Krovinovic a mostrar serviço e que pode ser opção como organizador de jogo. Luisão a mostrar que afinal velhos são os trapos e que a experiência faz, muitas vezes, a diferença. E, nem de propósito, mais um fantástico jogo de Jonas, cheio de classe e “nota artística” com dois golos marcados. Querem saber qual a definição de ponta-de-lança? Jonas!

Zivkovic de regresso aos golos, algo que registamos com satisfação. É um jogador de fino recorte que tem de recuperar animicamente o quanto antes.

Quase a terminar, o fim da carreira por parte de Júlio César. Se sentiu que era a sua hora, fez senão bem. Fica porém a ideia de que termina de forma algo atabalhoada. Nem um último jogo? Um adeus oficial? Só um vídeo no balneário parece muito pouco para um jogador com o seu percurso.

Esperemos que esta veia goleadora se mantenha na próxima jornada.

Viva o Benfica.

Dá-me o 37!

Por: Hugo Pinto*

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

Benfica no Berço

Novembro 9, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Amigos Benfiquistas,

Esta semana, o nosso Benfica lá conquistou mais três pontos num jogo em que, para além da vitória, tivemos direito a mais de um golo. Sei que esta não é a forma mais animada da história das crónicas de dar início a uma. Mas é um pouco à imagem do jogo. Não causou sono. Mas também não foi um jogo de colar ao ecrã. Aparte os golos.



Talvez porque esta altura do campeonato também esteja a entrar na famosa zona de estabilização. As equipas parecem ter encontrado o seu fio de jogo. Não há grandes surpresas. Exceção o empate do Sporting, mas deve ser fruto da quadra que se avizinha (pedindo desde já a desculpa aos nossos “rivais” pela “bicada”) [risos]. O Porto, já o disse muitas vezes, continua muito bem lançado este ano. A não ser que “haja uma tragédia”, o destino parece traçado (oxalá eu me engane).

Não há muito mais a dizer, de um jogo com golos, mas sem história. Refira-se, apenas, aquele incidente na parte inicial da partida, envolvendo adeptos do Vitória, que acima de tudo causou um momento de pânico e susto aos seus conterrâneos. Se é verdade que, de uma forma mais ou menos pérfida, quase toda a gente assume, unanimemente, a fervorosa paixão da torcida Vimaranense, também não é raro vê-los ir longe demais. E é triste, porque hoje e cada vez mais, o futebol já não é, de todo, um “negócio” de homens, como também já é procurado pelo público feminino e inclusivamente famílias. Talvez seja a hora de os bravos torcedores “angels” refletirem sobre o verdadeiro motivo que os leva ao futebol. O jogo, por si mesmo, parece muitas vezes ser o menos importante. O que é de lamentar…

Viva o Benfica. Dá-me o 37.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

“Desbenficar”

Novembro 2, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Esta semana, mais dois jogos do nosso Benfica. Uma vitória caseira, para nosso contentamento. Um jogo da Liga dos Campeões sem história. Mas com estória.


Para consumo doméstico, uma vitória sem muito o que dizer, pela margem mínima, frente a um Feirense que fez a sua parte, jogando o jogo pelo jogo. O tipo e intensidade de jogo continuam a não convencer. Sente-se a máquina desafinada. Sem mais história.
Já relativamente ao jogo para a Champions há algo mais a dizer. O Benfica tentou controlar o jogo, mostrando, amiúde, laivos de bom futebol. Mas continua sem grande jogo no último terço do terreno. E lá diz o povão, quem não marca sofre (como diria o saudoso José Estêbes). E o Benfica sofreu. E novamente com um monumental azar de Svilar. O miúdo até convence. Veja-se o escárnio dos adeptos nossos rivais. Se o miúdo não fosse bom, falavam tanto dele como falaram do Varela. Tem mesmo é de ir à bruxa.

Um aspeto que me chamou à atenção, e pelos vistos não foi só a mim, foi o tom dos comentadores RTP. Juro que, por momentos, julguei que fossem sócios do Man. Utd.! Ainda que me digam que sejam fãs de José Mourinho. Ainda que sejam desbenfiquistas. Mas o que vale pontos para os clubes portugueses são as vitórias dos mesmos. E contam para todos. Mesmo para os rivais. Por isso, me pareceu de muito mau tom o entusiasmo com que, subliminarmente, se regozijaram pela vitória do Man. Utd., algo que foi ficando patente nas entrelinhas ao longo dos comentários ao jogo. Lamentável! A RTP é serviço público. Não pode estar ao serviço de odiozinhos individuais.

Dá-me o 37. Viva o Benfica.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

De volta às vitórias

Outubro 26, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Finalmente, o nosso Glorioso regressa às vitórias. E, sobretudo, às boas exibições. Sou daqueles que quer sempre que o Benfica ganhe. Mas acima de tudo, gosto de ver bom futebol. Nada me aborrece mais do que uma enfadonha vitória por 1 golo. Apenas me consola o resultado. Acima de tudo, gosto de ver o Benfica a jogar “à Benfica”.



No último jogo, na visita “às Aves” tivemos um pouco de ambos: Golos e…bom(?) futebol. É certo que ainda não é aquele jogo de encher o olho. Mas, pelo menos, não aborrece. E há golos. Sobretudo há golos, que é disso que o futebol se faz. Aproveito para fazer um parêntesis contextual, para (re)afirmar que recuso as “novelas” em redor das “4 linhas”. Mails, Vídeo-árbitros, cartilhas, frutas, empresários da Guiné e meias de leite…Tudo isso me enoja. Não passam de formas de distrair os adeptos “doentes” do que é essencial: futebol jogado e golos. GOLOS.

Voltando ao jogo do Benfica. Exibição menos má, como dizia acima. Golos e vitória do Benfica. Está feita a festa. A partir daí, resta enaltecer o jogo “jeitosinho” de Diogo Gonçalves, que ganhou o penálti do primeiro golo. Rúben Dias soma e segue, provando que os minutos de jogo são fundamentais para o desenvolvimento do jogador…e que Luisão continua a ser um ótimo professor. Deus o conserve. Jonas. Aquela máquina. Mesmo quando está menos em jogo, nunca joga realmente mal. Classe, finesse e eficiência. Um senhor. Venha o Feirense.

O nosso Gil Vicente, que perdeu na última jornada, recebe este fim de semana o Benfica B, no Municipal de Barcelos. Excelente oportunidade para ir apoiar o clube da nossa cidade e ver alguns dos craques do “nosso grande amor”.

Viva o Benfica. Dá-me o 37!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

Ripa na rapaqueca*

Outubro 21, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Ainda no rescaldo do jogo para a Liga dos Campeões e já com um olho na próxima jornada, segue-se o habitual comentário desta semana.



Começando pelo mais recente jogo, há a referir a azarada exibição do nosso Benfica, na quarta-feira passada, frente aos rapazes de Manchester. Apesar da derrota, fica na retina uma exibição melhor do que a que pudemos assistir nos últimos quatro ou cinco jogos em que se notaram as rotinas defensivas mais consistentes sobretudo pela forma mais à vontade como Douglas ocupou o corredor direito, notoriamente mais completo do que André Almeida, bem como um melhor entendimento no setor central, em que assistimos a um Luisão igual a si mesmo que, como um bom vinho do Porto, ganha qualidade à medida que envelhece, não obstante a menor frescura física dos seus trinta e seis anos; simultaneamente, Rúben Dias, num crescendo de à vontade nos terrenos em que pisa, denunciado por uma boa exibição, esforçada e de muito trabalho, a fazer lembrar Jardel quando tinha o mesmo tempo de manto sagrado. À esquerda, Grimaldo, de quem sou confesso admirador, a contribuir positivamente, sem nunca comprometer a prossecução das tarefas que lhe foram destinadas. Um meio campo pouco inspirado, com Fejsa e Filipe Augusto bastante defensivos e Pizzi bastante desinspirado. Salvio continua irreconhecível, Diogo Gonçalves a procurar o seu espaço e Raúl, que apesar de esforçado, esteve sempre muito desamparado. Se a defesa pareceu funcionar bem, com o meio campo a fazer os mínimos, já o ataque nunca pareceu incomodar a defesa do MAN UTD até ao momento da entrada de Jonas. Sem dúvida o Benfica tem outro jogo quando joga com dois avançados, comprovando a tese de que a melhor defesa é o ataque. Por fim, mas não por último, importa falar de Svilar. À parte o lance azarado, com alguma aselhice à mistura, muito por causa da sua juventude, fica uma exibição muito prometedora que encheu o coração dos adeptos que, como eu, tiveram oportunidade de o ver ao vivo, a prometer fazer esquecer (ou, pelo menos, fazer diminuir as saudades) o mágico Ederson. Aqui e além, pormenores e intervenções de fazer encher o olho. Que não se estrague…

Posto isto, ficamos com água na boca à espera do próximo jogo em que o Benfica visita a Vila das Aves para ver se, de uma vez por todas, encontra um fio de jogo agradável, com um onze base mais ou menos definido e, por conseguinte, os golos e as vitórias. Será interessante, também, analisar a reação de Mile Svilar perante a adversidade do último jogo, deixando antever se tem o estofo de um grande guarda-redes.

Por falar em estofo de jovens promessas deixo aqui dois nomes. Um é Nuno Santos, júnior do Benfica, com uma exibição “à Messi” que nos deixa com vontade de ver mais do mesmo, em que seja para saber se temos craque ou apenas um brinca na areia do momento. O outro, de quem tive já oportunidade de salientar num círculo mais restrito de amigos, Famana Quizera, guineense com naturalidade portuguesa, que alinha ainda pelos juvenis mas pelo qual mal posso esperar por ver na equipa principal. Este, sim, poderá ser o próximo Eusébio (conhecendo eu os riscos que corro por tantos “Eusébios” que já vi anunciar). Mas veja por si, num jogo de juvenis que a BTV transmita e tire as suas conclusões. Por mim, temos craque. Fixe este nome: Famana Quizera…e lembre-se que viu este nome pela primeira vez n’O Barão Vermelho, no Barcelos na Hora.

Quantos aos nossos galos, esperemos que continuem com o esporão bem afiado e que aproveitem o balanço da goleada infligida ao Vitória B e continuem nesta senda frente ao Arouca, em partida a contar para a 10ª jornada da segunda liga. Aproveito para ir lembrando que na próxima semana, em jogo a contar para a 11ª jornada, o Gil recebe o Benfica B, dando aos adeptos barcelenses a oportunidade de fazer uma festa bonita, toda ela pintada de encarnado, levando toda a família ao nosso reduto para um programa diferente.

Dá-me o 37. Viva o Benfica.

*homenagem a um dos maiores comentadores desportivos que o mundo do futebol conheceu: Jorge Perestrelo. Porque afinal, “é disto que o meu povo gosta”!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

Krisis…e pluribus unum

Outubro 5, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Num clube que tem como lema e pluribus unum, expressão do latim que significa algo como “o primeiro entre outros”, vive agora uma situação cuja designação aprendemos do grego: Krysis (κρίσις). Crise. Pelo menos, crise de resultados. Todos concordaremos. Crise, também diretiva, dirão outros. Facto é que as coisas não vão bem para os lados da Luz.



Depois de uma assembleia geral de sócios que não correu da melhor forma, com ânimos exaltados e “cadeiras voadoras”, bem como insultos e demais agressões à mistura, um resultado na Madeira a confirmar o que já sabíamos. Os resultados financeiros melhoram pelo oitavo ano consecutivo, mas no plano desportivo as coisas têm vindo a piorar.

Desde a saída do Jorge Jesus, o futebol do SLB perdeu brilho. Perdeu, nas palavras do ex-treinador do Benfica, “nota artística”. Com o Rui Vitória assistimos a um sucedâneo de “tiki-taka”, sem brilho, morno e sem grande emoção. É certo que ganhou dois campeonatos nos dois primeiros anos do clube. Mas, como já li escrito por um outro alguém, falta saber até que ponto o SLB (e Rui Vitória) beneficiou do legado do trabalho do Jorge Jesus. Sendo que, é verdade, este deve ser um dos mais fracos “onzes” do Benfica, dos últimos oito anos, a par da época 2010/2011, quando as saídas de Di María e Ramires não foram devidamente compensadas. Resultado? Campeonato perdido…Oxalá lá para finais de abril ou meados de maio, eu esteja a “engolir” estas palavras e esteja a escrever frases de júbilo e regozijo.

Mas para já, enquanto adepto benfiquista, aponto o dedo, sobretudo, à péssima preparação do plantel para esta época e a um treinador que é bom, mas não é fabuloso, tal qual o Benfica merece e necessita.

Sendo que Krisis também era usado como sinónimo de mudança, desenvolvimento ou “crescimento”, pelos Gregos da antiguidade, espero que também o Benfica se reorganize, evolua e cresça. Espero que deixemos os nomes comuns do grego, para voltarmos às expressões do Latim. Deixo aqui uma para o LFV e para o RV:

fortuna juvat audaces”; Virgílio, Eneida, X, 284

Termino com uma breve referência ao regresso às vitórias por parte do nosso Gil, frente ao Vitória B, com uma exibição bem conseguida. Que seja para continuar…

Por: Hugo Pinto* (Professor)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

Altos e baixos

Setembro 28, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Quando o Benfica parecia finalmente encarreirar, depois de uma agradável exibição no fim de semana, eis que surge o descalabro a que se assistiu ontem, no jogo da Liga dos Campeões.



Sol de pouca dura, fomos brindados no fim de semana com uma exibição mais consistente, a trazer de volta o Benfica dos últimos anos.  Com os jogadores visivelmente mais empenhados, pudemos assistir a um jogo muito mais dinâmico, com futebol bem jogado e, cereja no topo do bolo, golos. Parecia estar de volta o bom e velho Benfica dos últimos anos.

Mas bastou esperar quatro dias. Por momentos tive um déjà vu de uma situação vivida há uns anos, num Estádio BALAÍDOS de má memória. Onde jogadores que não tinham lugar no Benfica, num recital de futebol sóbrio e pragmático, impingiram uma humilhante derrota a um Benfica desinspirado e onde a culpa não era casada com ninguém. Ontem, pareceu muito que estávamos a reviver o pesadelo. Uma equipa mediana, mas com uma frente de ataque perigosíssima, de boa técnica e muito veloz, vulgarizou um Benfica acanhado, envergonhado e sem capacidade de reação. Este é o tipo de equipa que devíamos derrotar em casa…e fora.

Como não adianta estar todas as semanas a “bater no ceguinho”, por aqui me fico. Meio enfastiado, a tomar bastante Kompensan, e a rezar para que lá para os lados da 2ª Circular, como quem vai para Benfica, haja um iluminado que entenda que o maior problema do Benfica esta época, não era o Diretor do Centro de Estágio. Acordem! O Benfica merece e os benfiquistas precisam!

Viva o Benfica!

Por: Hugo Pinto* (Professor)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

Hic nuntiatum est mortis

Setembro 21, 2017 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Eis a morte anunciada. Depois de dois empates para a Liga e uma derrota na Liga dos Campeões, eis que chega agora o sabor da derrota também nas competições caseiras.



Um Bruno “Roberto-Bossio” Varela azarado, em sintonia com um Benfica de má memória, de um passado não tão longínquo quanto gostaria, além dos maus resultados brinda-nos com exibições a condizer. Futebol mal jogado, não raramente aborrecido e pouco acutilante.

Parecendo que sou um detrator do Benfica, na verdade é com pesar que escrevo estas linhas. Ainda vivem na minha memória aqueles inacreditáveis 8-1 ao Vitória de Setúbal, na ida época de 2009-2010. Hoje, assistimos a um futebol muito diferente. É certo que queremos sempre uma vitória. Mas também é verdade que aguardamos a semana inteira pelo jogo do nosso glorioso e o mínimo que se espera é que sejamos brindados com 90 minutos de bom futebol. Nunca, jamais, com um enfadonho sofrimento como aquele a que vimos assistindo nos últimos jogos.

Escrevi na crónica da semana passada, tal como o meu antecessor o havia feito na precedente, que este Benfica tem na defesa o seu “calcanhar de Aquiles”. Mas agora acresce que começa a notar-se um problema de confiança generalizado na equipa. Continuo a não entender, por exemplo, porque o Lisandro continua por afirmar-se. Parece-me que com mais minutos teríamos um bom central. Sem dúvida que LFV terá de reforçar a defesa no mercado de inverno. Mas o Rui Vitória vai ter mesmo de se superar e “tirar um coelho da cartola”, sob o risco de ir de bicampeão a 5º classificado. É que esta época, além do confronto direto entre os três grandes, parece prever-se o surgimento de dois ou três outsiders que vão dar muito trabalho.

Na mesma onda de maus resultados anda o nosso Gil. Um jogo fraquinho com uma arbitragem “pouco amiga”, levaram a uma dolorosa derrota caseira frente ao Santa Clara. Ainda assim, fica a ideia de que os nossos rapazes podiam ter feito um pouco mais…

Melhores notícias nos chegam dos sub-19, com uma vitória clara frente ao Paços de Ferreira S-19. Com o primeiro golo de Rui Jorge e Flávio, a bisar, fazendo o segundo e o terceiro, fechando o resultado final em três tentos sem resposta. Agora, de pontaria afinada, ficamos todos a torcer para que as nossas promessas mantenham o bom rumo.

Por: Hugo Pinto* (Professor)

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do/a autor/a)

[ndr: o artigo foi entregue à redação antes do jogo do SL Benfica para a Taça CTT (vulgo: Taça da Liga)]

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