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Hugo Pinto

Vencer o Rival

Outubro 13, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Uma equipa que pretenda ser campeã, só pode perder ou empatar 2 jogos no campeonato. Os restantes, tem obrigação de ganhar. É um facto que vai perder ou empatar mais um ou outro jogo, mas os únicos jogos em que tem “dispensa”, são os jogos em casa dos rivais. No caso do Benfica, entende-se que não ganhe em Alvalade e no Dragão. A partir daí, tem sempre de ter uma mentalidade vencedora e encarar cada um destes restantes jogos com a vitória por objetivo único.



O nosso Benfica, com o RV aos comandos, nem sempre tem sido assim. Muito irregular, ora faz um jogo que entusiasma, ora uma exibição paupérrima. Quis o destino que frente ao nosso rival FCP, a jogarmos em casa, a vitória nos sorrisse. Soube bem. Fosse ao contrário e andávamos com uma azia dos diabos (passe a redundância). Além do mais, ninguém calava os Andrades. E, pior, jamais os ouviríamos dizer o que tem realmente de ser dito: a melhor equipa em campo, foi a de manutenção do relvado.

Do RV e seus onze magníficos já não espero outra coisa. Mas da parte do SC, surpreendeu-me. Algo se passou no Reino do Dragão entre a época passada e esta, que tornou uma equipa aguerrida e competitiva, à imagem do seu treinador, num plantel de aselhas com problemas de autoconfiança (o que eu desejei que o Herrera tivesse feito um jogo igual na época passada…).

Naquele que devia ter sido um dos jogos “quentes” da época, a estatística mostra-nos o seguinte: num jogo em que a posse de bola andou mais ou menos dividida ( 55% para o SLB, 45% para o FCP), em 90 minutos de jogo tivemos 2 remates à baliza para o Benfica, 1 para o Porto; 2 remates “ao lado” para o Benfica, 6 para o Porto (e note-se que perfaz um total de 4, sim 4, remates para o vencedor do jogo, ao longo de toda a partida); 26 lançamentos laterais para o Benfica, 28 para o Porto (o que acaba por ser ilustrativo quanto ao ritmo de jogo); 1 defesa para o Vlachodimos, outra para o Casillas.

Ora, atendendo a que hoje em dia, para se ver a “bola” tem que se pagar a uma das três operadoras “tradicionais” (MEO, NOS ou Vodafone) e/ou à nova NOWO, ao que acresce a SportTV e/ou a BTV e/ou a Eleven Sports (para a Liga dos Campeões), e depois assiste-se a espetáculos desta categoria, então, caros amigos, está na hora de pensarmos se não deveríamos passar a assistir a partidas de Sueca ou de Petanca.

Junta-se-lhe invasões de academias, toupeiras e apitos dourados, durante a semana…Nem com Cholagutt e Primperan isto lá vai…tal é o enjoo.

Os meus pêsames e solidariedade a quem tem saudades do bom e “velho” futebol.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Idem. Ibidem.

Outubro 5, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Assim cansa, amigos. Assim cansa escrever sobre o Glorioso. Independentemente do resultado, quase todas as semanas há o mesmo para dizer: Jogou mal!

Das duas uma. Ou sou eu que não consigo ver mais do que isto. Ou é Rui Vitória que não sabe para muito mais. A julgar pelos resultados, parece-me que ganha força a segunda tese.



Repare-se no jogo contra o Chaves. Parecia que os “grandes” eram os flavienses. E o Benfica o “aflito” que luta para não descer. O Chaves, com uma pressão altíssima por parte dos avançados e com uma linha de meio campo também muito subida, pressionava o Benfica logo à saída da sua área defensiva. O Benfica, por sua vez, completamente encostado às cordas, estava catatónico. Perante este cenário, o Treinador do Benfica devia reagir. Mas nada. E não fosse a diferença de talentos individuais (que parece ser mesmo o que resta ao Benfica) e tínhamos perdido muito bem. O empate acabou por ser, dolorosamente, o mal menor.

Na Grécia, idem ibidem. Ganhámos, é certo. Mas o “diabo do homem” insiste, qual Dom Quixote a lutar contra moinhos, na mesma tática e no mesmo sistema de jogo. Mesmo quando toda a gente já percebeu que assim não vamos lá. A meu ver, para além do completo desnorte quanto ao papel de cada jogador em campo, o Benfica joga com uma tática completamente desadequada. Parecendo um 4-3-3, é muito mais um 4-5-1 pela forma recuada como os extremos (ou alas?) jogam. Depois, o próprio ponta de lança joga demasiado móvel, muito recuado e fica a equipa muitas vezes sem referências no ataque. Não raramente, vemos lances de transição ou de ataque em velocidade, pelas alas, e na hora de cruzar para a área…não está lá ninguém.

Aos maus jogos, juntam-se agora os maus resultados. Era uma questão de tempo e só não viu quem não quis. Zero pontos na fase de grupos da Champions no ano passado, não é normal. Não fosse o Sporting ter estado em reboliço e outro galo teria cantado, quiçá nem o segundo lugar teríamos obtido. E este ano, é mais do mesmo.

Com as condições e com os jogadores que tem, e com os resultados alcançados, Rui Vitória prova que além de não ser corajoso também não tem recursos para mais. Para mim, neste momento, é parte do problema. TEM DE IR EMBORA. E já vai tarde…

Pelo menos, para que não tenhamos de assistir a jogos que são de um absoluto tédio e com resultados a condizer.

(sobre)viva o Benfica.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

The king is dead. Long live the king.

Setembro 27, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

De volta às crónicas semanais do nosso Glorioso, esta semana começo pela retirada do nosso capitão, que abandona os relvados aos 37 anos de idade.



Ainda me lembro da sua chegada ao Benfica. Jovem, de 23 anos, titular da seleção de sub-23 do Brasil, foi imensamente criticado. Alto, tosco, rachão, cepo, foram alguns dos adjetivos com que foi brindado na altura. De facto, os seus 192 cm de altura não fazem dele o jogador mais ágil do mundo. Mas foi mostrando outros atributos. Normalmente, bem posicionado, foi mostrando uma fabulosa clarividência na leitura de jogo e, não raramente, soube impor o seu poderio físico para levar a melhor sobre os adversários. A sua altura, certamente, uma mais-valia.

Muitos centrais passaram pelo Benfica e jogaram a seu lado. Muitos e bons. Veja-se os casos de David Luiz e Garay, entre outros. Todos eles chegavam e partiam. Mas o nosso capitão permanecia. Como alguém disse um dia, foram 15 anos a vender centrais (parceiros, na defesa). De certa forma, porque todos brilharam mais, porque lá estava o vozeirão tão característico do capitão, a marcar o ritmo, a inspirar confiança.

Por isso, ontem, apesar da bonita cerimónia, ficou um sentimento de que faltou algo. E faltou. Ainda me lembro, em miúdo, da despedida do (infame) Michel Platini. Grande vedeta da altura, ídolo no seu país e no mundo. Substituído a minutos do fim da partida pelo próprio filho.  Ou mais recentemente, Rui Costa, aclamado e retirado de campo em braços. Todos eles abandonaram a arena como guerreiros, num jogo, num estádio cheio e num momento de apoteótica gratidão. E para Luisão, o guerreiro entre guerreiros,…uma cerimónia de “bate palmas”, com a família, amigos e staff do clube. Que tão pouco, meus senhores. Que avareza de gratidão, senhores diretores do SLB. Quanta insensibilidade, Zé Colmeia…Merecia mais. E melhor. Mas não. Foi antes: The king is dead. Long live the (new) king. Quem sabe, irão emendar a mão, ainda…Até ver.

Quanto ao último jogo, mais uma vitória. Um Benfica em crescendo de forma, facilmente venceu o Aves por 2-0. O jogo já é mais agradável de acompanhar e já se vislumbram lances de bom futebol. Muito graças a talentos como o de João Félix, que pratica um futebol de poeta. Mas não um rimador qualquer, saudosista e fatalista. Mais um Fernando Pessoa, escrevendo A Mensagem, anunciando o Império e o temerário Dom João II.  Azar dos azares (que o Glorioso, de vez em quando, bem precisa de ir ao Nhaga) antes do final do encontro este miúdo maravilha lesiona-se. Vai notar-se a tua ausência, João. Rápidas melhoras. Tu mereces e nós precisamos.

Ainda assim, continuo a registar que as vitórias surgem muito mais da qualidade individual dos jogadores, do que fruto de um ataque bem organizado, não indolente e não perdulário fruto de todo o movimento ofensivo, como seria desejável. E talvez dessa forma, se aproveitassem mais as quase incontáveis oportunidades que se criam ao longo de todo o jogo, talvez fossem 4 ou 5 golos, em vez de apenas 2.

Mas como diz o tio do outro: nunca pior!

E viva o Glorioso!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Ou comem todos, ou há moralidade

Setembro 7, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Dentro das quatro linhas, o nosso Benfica soma e segue. Esta semana, fomos brindados com uma exibição a condizer com o resultado obtido. Num desafio que se antevia difícil, pois é sempre complicado defrontar as equipas insulares, quando jogam em casa, o nosso Benfica saiu-se muito bem.



Pela primeira vez esta época, digo eu, jogámos bom futebol e alcançámos um resultado do qual nos podemos orgulhar. Relativamente ao estilo de jogo, não há muito mais a dizer. Não sou fã de jogo cauteloso, já não é segredo. Mas, pelo menos desta vez, as coisas saíram bem. Seferovic – “o desbloqueado” – abre o marcador aos 28 minutos, num lance a fazer lembrar a razão pela qual veio para o Benfica. Dois minutos depois, Fejsa sai lesionado e dá o lugar ao miúdo Alfa Semedo. O Benfica não se ressente e continua a dominar a partida. A fechar a primeira parte, marca Salvio, num momento em que se aproxima o intervalo e o Benfica vai para o descanso a vencer por duas bolas.

Na segunda parte, o Benfica continua a boa exibição que vinha a desenvolver e marca mais dois. Primeiro, Grimaldo (jogador de quem gosto particularmente) marca o terceiro aos 76 minutos e Rafa fecha a contagem já nos 90´, marcando o 4-0 para o nosso Glorioso.

No geral, defendeu-se bem. Os processos de jogo começam a estabilizar e o Benfica faz 4 golos numa partida em que se viu, apesar de tudo, bom futebol. Vejamos como tudo corre na receção aos Aves, com o Benfica a jogar em casa e diante do seu público. Espero, muito sinceramente, que as boas exibições tenham vindo para ficar.

Logo esta semana, que só me apetecia escrever coisas boas sobre o nosso Glorioso, ainda a saborear o resultado obtido, sai a “bomba” do caso “E-toupeira”… Na verdade, é tudo muito fogo de vista, para já. Do que se diz ao que é verdadeiro ou ao que se consegue provar, vai uma grande distância. Veja-se o caso do “Apito Dourado”. Não podia ser mais flagrante e acabou tudo em águas de bacalhau. Neste caso, parece-me, vai tudo dar ao mesmo. Ou não fossemos um país de brandos (e maus) costumes. Havendo efetivamente crimes, há que condenar os culpados. Porém, afastar o Benfica das competições parece-me contraproducente. No imediato, para o Benfica. A médio e longo prazo, para a própria Liga. Um campeonato a dois (ou a um e meio, dado que o Sporting anda “coxo”) fará a Liga portuguesa algo de semelhante à Liga escocesa, em que o campeonato se disputa a dois e o resto dos clubes servem para preencher o calendário. E veja-se o resultado: que é feito do Celtic e do Rangers?…

Ainda assim, continuo a defender que nunca se teria chegado a este ponto se a “fossa” que foi o nosso futebol nos anos 90 e na primeira década de 2000 tivesse sido devidamente limpa. Se alguém deu o mote para esta promiscuidade no futebol, foi precisamente um grupo mais a norte, na pessoa dos seus dirigentes. Como ficou tudo na mesma, deu a ideia de que o caminho a seguir era este. E não é. Não pode ser. E, por tudo isto, só me dá nojo ver, agora, as virgens ofendidas a clamar por justiça, quando no caso deles lhe pareceu tudo muito bem. De facto, só por absoluto cinismo, estupidez de nascença ou Alzheimer terminal, se admitem alguns dos comentários que se vão lendo nas redes sociais e imprensa em geral.

E venha o Aves.

Saudações lampiónicas!

Por: Hugo Pinto.*

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Vamos a contas: 43 – 6 = ?

Agosto 31, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

É curioso o resultado deste cálculo, que passo a explicar. O aditivo, 43, refere-se ao número de milhões que o nosso SLB ganhou com o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões. O subtrativo, 6, é o número de adeptos que andam com sabor “a pouco”, dadas as exibições encarnadas. Curiosamente, a diferença, 37, é o número do título nacional que deixámos escapar, tal como a hipótese de nos sagrarmos pentacampeões pela primeira vez na nossa história.



Vamos a factos. No derby do sábado passado, tal como eu previ/alertei na crónica anterior, o nosso querido SLB pôs-se a jeito e perdeu uma oportunidade rara de se distanciar na frente relativamente aos seus adversários diretos. O empate com o Sporting, com este Sporting, em casa, é um resultado fraquíssimo. Poderíamos perfeitamente ter ganho. A jogar em casa, deveríamos ter ganho. O Sporting teve um final de época passada surreal. A pré-época foi um corrupio de jogadores a chegar e a sair. O treinador, José Peseiro, convenhamos…não é nada de especial. Este Sporting está longe de ser um adversário difícil. E mesmo assim, foi uma aflição. E vamos sempre ter à mesma conclusão: joga-se pouco! Até defendemos mais ou menos, salvo algumas desconcentrações que, volta e meia, nos saem caras (veja-se o 1-0 em Salónica). Mas a atacar, então, é miserável de se ver. Muita corrida pelas alas e depois fica-se a ver para onde se vai cruzar…Normalmente, não está ninguém, ou se está, chegou tarde; ou se está a tempo e horas, falta a confiança na hora de faturar. Não entendo porque é que se fazem estágios e jogos de preparação para depois andar, já com o campeonato a decorrer, a ver se joga o Pizzi ou o Rafa, o Ferreyra ou o Seferovic…enfim. É de um amadorismo que não me passa. Custa a engolir. A Verdade, nua e crua, é que o SLB não tem treinador à altura.

Com o PAOK Salónica, mais do mesmo. Repare-se: nos dois jogos começámos a perder. Sei que dirão que foi uma goleada. Mas isso não significa que tenha sido um bom jogo. Em meu entender, significa apenas que faltou maturidade ao PAOK e depois perderam a cabeça. Muitas faltas. Muito nervo à flor da pele. E o Benfica ia aproveitando para fazer golos. Mas imaginem, por um momento, que o guarda-redes do PAOK não tinha cometido aquele erro tremendo…bastava que sofrêssemos novamente e voltava a tremedeira. Nem é bom pensar. Teria sido todo um outro jogo.

Pelo lado positivo, grande exibição de Jardel, em excelente forma. Imperial na defesa, conseguiu ainda “cavar” um penalty. Muito bem, esteve também Odisseas Vlachodimos. Sempre seguro, inspira bastante confiança à defesa. Gostei. Gostei ainda de ver Pelkas, do lado do PAOK. De cada vez que tocava na bola eu só pensava: “o Benfica podia ir buscar este…”. Perde a cabeça com facilidade, mas é talvez fruto de alguma imaturidade. Ainda assim, talvez fizesse bem um bocadinho de sangue “quente” ao plantel mais zen da europa, ali para os lados da Luz.

Pelo menos, parece que LFV aprendeu uma lição e deixou de vender tudo e todos só porque valem muitos milhões. Ter cometido os mesmos erros do ano passado e vender o Rúben Dias ter-lhe-ia custado ainda mais caro. Há que cuidar da tesouraria, mas os mais “antigos” sabem qual é o resultado de jogar com Kings, Paredões e Michael Thomas…

O grupo da Liga dos Campeões não é “de morte”, mas também não é “pera doce”. A começar pelo megalodonte de Munique, e passando pelo sempre difícil Ajax de Amsterdão e pelo aguerrido AEK de Atenas. A jogar assim, vamos a ver quantos pontos fazemos este ano.

Que me desculpem os benfiquistas por esta “habitual” nota de negrume clubista, mas não consigo assistir a este Benfica sem sentir repulsa. Adoro o Benfica. Adoro futebol. Mas este Benfica jogo pouco. Muito pouco. Ver jogos do Benfica, de há três anos para cá, é de um tédio imperdoável.

Abraço encarnado.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Sou. Sou…Benfica

Agosto 24, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Olá Benfiquistas.  Olá Barcelenses.

Mais uma semana em que o noso Benfica andou aos altos e baixos. Jogo com o Boavista, no fim-de-semana, menos mal. Parece que nem de propósito, o facto de eu ter criticado o Pizzi e o Salvio parece tê-los feito “dar corda aos sapatos”. Vai a ver-se e ambos leem o Barcelos na Hora. Ou então foi o Carlitos, ou o Capucho…ou o Nélson Oliveira que me denunciaram.



Brincadeiras à parte, a verdade é que com o Boavista até conseguimos um bom jogo, com um resultado agradável. Veja-se que no ano passado foi uma das nossas derrotas. Mas, ainda assim, não se vê (ainda) um fio de jogo de elevada qualidade durante 90 minutos. Confesso que me soube a pouco. Gostei do golo do Ferreyra, mostrando dotes de ponta de lança, atento, felino, sabendo aproveitar uma desconcentração do defesa do Boavista para lhe roubar a bola e faturar. O Pizzi esteve bem melhor, não só pelo golo mas, também, pelo trabalho realizado ao longo do jogo: 80% de eficácia no passe, 3 desarmes e 9 recuperações de bola. Mostrou serviço. Que não se estrague.

Durante a semana, frente ao PAOK de Salónica, RV resolveu “inventar” um bocadinho, mexeu na equipa e foi o que se viu. Entrámos a ganhar, mas a partir daí foi um festival de oportunidades falhadas. Muita displicência, muitos passes de calcanhar. Não se pode. Se eu fosse o treinador, a ganhar 1-0, ai daquele que mostrasse este tipo de indolência. Insisto: o Benfica é o Benfica, não é outro clube qualquer. Tem de haver profisionalismo máximo. E a quem compete chamar à atenção dos meninos??…

Próximo jogo da Liga é o sempre apetitoso derby da segunda circular. Recebemos o Sporting, longe de estar no seu melhor. Ferido e cambaleante. Mas é importante saber lidar com uma fera ferida. Não venham eles com ideias de se motivarem, pelo jogo contra o maior rival, ou procurarem autoestima para o resto do campeonato. E o pior é que, com jeitinho, o Benfica até deixa que aconteça (acabei de bater 3 vezes na madeira).

Vamos, que vamos.

Viva o Benfica!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Benfica à Benfica…como no ano passado!

Agosto 17, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Olá Benfiquistas. Olá leitores do Barcelos na Hora.

A Liga 2018/2019 já arrancou e cá estamos, novamente, para o habitual comentário semanal sobre o nosso Glorioso, com uma pontual pincelada no futebol nacional e internacional.



Aceitei este desafio para mais esta época, ciente de que não sou o típico “opinador” desportivo, sendo, muitas vezes, crítico do que se passa no “ninho da águia”, mas sempre fiel ao que penso e nunca sem querer impor ou “impingir” pontos de vista, sempre ciente de que sou apenas mais um dos imensos (e vaidosos) benfiquistas, que faz uso da sua liberdade para escrever o que pensa sobre o clube que admira.

Aproveito este prólogo para fazer notar que não devem esperar comentários do “típico” adepto fanático que “odeia” os rivais e aceita tudo o que beneficie o seu clube de coração mesmo que seja ilegal ou eticamente reprovável. Nem por educação, nem por feitio. A minha única intolerância vai para com os intolerantes. Se alguém esperava algo de diferente, lamento pela desilusão.

O nosso Benfica, parece-me, para este ano traz mais do mesmo. Constato-o consternado, com tristeza, mas não vale a pena dourar a pílula. Sinais positivos vindos da formação pelas boas exibições de Gedson e Alfa Semedo, a prometer alegrias futuras (também já ouvi coisas boas de João Félix, a quem ainda não consegui ver jogar) e parece-me que pouco mais. O Pizzi e o Salvio, desde que mudaram para motor a diesel são só uma desilusão. Continuo a achar que o Rui Vitória há de ser uma excelente pessoa, mas não tem mãos para o Ferrari, como dizia o “saudoso”. Enfim. Basta ver o Jogo com o Vitória, que ganhámos, mas em que nos fartámos de sofrer golos; o jogo contra o Fenerbahçe, “cá”, de serviços mínimos e com sabor a pouco; e “lá” um empate com mais sorte do que juízo.

Meus amigos, para mim é pouco. Muito pouco, para um clube como o SLB. Com o devido respeito, mas o RV está muito bem para quem joga no campeonato do “ir à europa”. Para o SLB é P-O-U-C-O!!  LFV também já acordava. Assim, não vamos longe. Nem treinador, nem plantel.

O SCP, este ano, terá de fazer ano zero.  O Benfica está bom para lutar pelo 2º/3º lugar. Para mim, entregamos já as faixas ao FCP e poupamos demais dores de barriga.  Acham que sou do contra? Fatalista? Pessimista? Talvez…Mas cito, nestes casos, Pedro Mexia: “Um pessimista é um otimista informado”.

A não ser que muita coisa mude. Normalmente, sou pela estabilidade, até que ela se prove mais adversa que a mudança. E o Glorioso tem de mudar!

Termino e despeço-me com muitos votos de que, daqui a nove meses, tenha de estar a engolir estas palavras.

A todos, um abraço e bons (e amigáveis) futebóis!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Penta xau, Penta Ciau

Junho 1, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

E é isto, meus amigos. Em jeito de “balanço & contas”, resta-nos dizer adeus ao penta e…olá a um novo. Esta época não ganhámos nada. Zero. “Bola”. Pelas mais variadíssimas razões, que passo a enunciar:



Termino como comecei. O campeão determina-se na pré-epoca. Esta é, cada vez mais, uma fortíssima convicção de que ninguém me demove. Desde as contratações cirúrgicas à clareza tática que a equipa denota, cedo se adivinha como a época vai decorrer. Percebe-se pela forma como o conjunto se coloca, pela forma como procuram os colegas para fazer o passe, pelo pressentir do desenrolar de cada jogada, se uma equipa já joga futebol ou ainda anda a jogar ao “meiinho”. E nos últimos anos, infelizmente, o Benfica tem feito pré-épocas muito fraquinhas. Se na primeira a “culpa” foi do Jesus, já a mesma desculpa não cola para as segundas e terceiras temporadas do Rui Vitória. E se em 2016/2017 entrámos mal e conseguimos correr atrás do prejuízo, o mesmo não se pode dizer de 2017/2018. Não só o plantel foi muito mal compensado pelas perdas de jogadores essenciais (bem vendidos, diga-se) como, insisto, o treinador não tem mãos para o Ferrari. Pah, não tem!

Além disso, esta época também foi pródiga em azares. Pizzi, em baixo de forma, deixou a equipa sem maestro. Entretanto, aparece um “primeiro violino” a pegar na batuta, Krovinovic, e lesiona-se também, ao fim de uns poucos jogos. Como se não bastasse, nos jogos essenciais que não podíamos perder, ficámos sem o Jonas, também por lesão. É muito azar!

Será só azar? Então e a estrutura? Como é que um jogador se lesiona e vai eternamente para o departamento médico? Demorando eternidades a recuperar e a reganhar ritmo de jogo? E o trabalho preventivo das lesões? Enfim. Muito culpei Rui Vitória. Mas a direção do clube tem muito para rever. (Rui Costa, onde estás?)

Para a próxima época…tudo na mesma. Mesmo treinador. Mesma direção (com a mesma orientação estratégica). Nada de contratações “de peso”. Guarda-redes é uma incógnita. Nem o Rui Faria foram buscar. Não. Preferem aquele yes man que diz sim a tudo. Mesmo que o deixem com um plantel formado pelo Emplastro, o Barbas, o Paulinho e o Quim da Esquina.

É triste. Mas não antevejo nada de bom (que angústia).

Um forte abraço a quem foi seguindo esta coluna.

Um obrigado pela oportunidade ao Barcelos na Hora. Que nunca pare de crescer.

Muita força ao nosso Gil Vicente.

Até Sempre!

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

This is the end, my friend…

Maio 17, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Para o título desta penúltima crónica escolho um verso de um tema da mítica banda Doors, que retrata bem o meu sentir benfiquista neste final de época. Isto é o fim, meu amigo.

Acabou a época com mais um jogo morno do Benfica, sem grande história, em que o final não foi o mais feliz mas foi, das restantes hipóteses, o melhor possível. Em parte, podemos agradecer ao Sporting, que tendo a obrigação de ganhar na Madeira, nos fez o favor de perder, entregando-nos de bandeja o segundo lugar.



E por falar em Sporting, é incontornável que não traga a este espaço os acontecimentos da última semana. É certo que este é um espaço em que se fala do Benfica. Mas o caso Alcochete, dada a sua dimensão e a sua repercussão, é transversal ao mundo do futebol e da sociedade em geral, sinto-me no direito de versar sobre ele.

Começando pelo início, aquele caso parece ser, nitidamente, um caso de um “apertão” que se descontrolou. Era para ser um susto, um “põe-te fino”, e deu em tareira desmedida. O estado em que o Bast Dost ficou é lamentável. Tochas encostadas à roupa, é inconcebível.

Mas piora. Sempre senti que, por detrás daquele aparato, estaria o presidente do Clube. Quer tenha, alegadamente, encomendado o serviço, quer tenha inflamado os ânimos dos adeptos de tal forma que, depois, teve o resultado que teve. Ato contínuo, segue-se uma conferência de imprensa surreal, em que o espalha-brasas-mor da nação, que normalmente berra em todas as direções pelo “seu” Sporting e contra aqueles que querem “destruir” o Sporting, vem agora dizer “ah, e tal…é chato…mas estas coisas acontecem…”. Depois, um dos detidos é o diretor do futebol do Sporting…Bem. No mínimo, isto cheira tudo muito mal. Muito mal…

E ainda assim, há Sportinguistas que continuam em pura negação do óbvio. Só lhes falta dizer que isto foi obra benfiquista encomendada por mail.

Já nem vou falar do caso dos supostos resultados comprados no andebol e no futebol. Isso, sempre o disse eu, infelizmente, no nosso futebol só não o faz quem não pode. O que me IRRITA MUITO, sempre irritou e irritará, é ver os outros, armados em cínicos, a acusar o vizinho de fazer o que eles próprios também fazem. É de um cinismo e de uma sonsice que dá asco.

Porém, e porque tenho bons amigos sportinguistas…e porque tenho os adeptos do Sporting, em geral, como pessoas de bem, que não se reveem em claques de “semi-delinquentes” e dirigentes arruaceiros, faço votos para que o Sporting vire, rapidamente, esta página negra da sua história e de novo ressurja pujante. Muito sinceramente. Mas, meus amigos, na minha opinião, o vosso atual presidente é parte do problema e não da solução. É só a minha opinião, reitero.

Terminando de novo com o nosso querido Benfica, refiro uma notícia que li esta semana, que avança a hipótese de o próximo treinador do Benfica ser o ex-adjunto de José Mourinho, Rui Faria. Bem, ou me engano muito, ou seria a melhor coisinha que o Benfica poderia fazer. Até simpatizo com o RV, acho-o um bom homem e um bom treinador. Mas o Benfica precisa de um treinador de Excelência. Extraordinário. E, neste momento, acho que o não tem. Fico a aguardar desenvolvimentos desta notícia e a torcer por que se concretize.

Este penta, já era.

Agora, venham mais cinco!

Viva o Benfica. Viva o Glorioso.

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

Adios, Adieu, Auf wiedersehen, Goodbye

Maio 11, 2018 em Atualidade, Concelho, Desporto, Mundo, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora
Hugo Pinto

Cantava José Cid e Podemos cantar nós. Esta época, “Auf wiedersehen, Goodbye”. Não ganhámos nada e fizemos todos os jeitinhos possíveis para que o Porto fosse campeão, até no jogo em que empatámos com o Sporting.



Já não há muito a dizer sobre a época que passou. E jogos “a feijões” também me interessam pouco. E não, não sou menos benfiquista por causa disso. Um benfiquista como eu sou, e muitos de vós serão também, nunca pede menos do que o primeiro lugar, nem que este seja disputado até ao último minuto da última jornada.

Mas como não adianta chorar sobre leite derramado, importa agora começar a preparar a próxima época. Começando por escolher, cuidada e criteriosamente, um treinador. Vide o Porto, que conseguiu não ganhar nada durante quatro anos (pese o mérito do Benfica) à custa de Flopeteguis e afins. Para um clube com ambições, não serve um qualquer. Senão, repare-se: além da ausência de títulos (em absoluto), quantos bons negócios vamos fazer este ano com a venda de novos e (mais ou menos) promissores talentos? Ou mesmo jogadores de “carreira feita”?

Esta época, decididamente, foi para esquecer! Foi (quase) tudo mau! Desculpem-me, mas sinto-o assim.

Por falar em preparar a época, reservo ainda um espacinho para falar do Gil Vicente. Soube-se esta semana que só integrará a I Liga em 19/20. Este ano, joga na terceira divisão. Não queria nada estar na pele de um diretor de um clube que tivesse que, no espaço de dois anos, preparar duas épocas para tão distintas realidades. Imagino que não será nada fácil.

Pior! Animicamente, como se motiva um grupo de atletas para jogar num dos mais baixos escalões em que eu me lembro de o Gil Vicente ter estado, sendo que podem todos jogar sentados (literalmente) no campo, sabendo à partida que na época seguinte a primeira liga os espera?!

Eu não percebo muito de gestão de clubes. Confesso-o. Mas se eu pudesse ter uma palavra a dizer, diria que está na hora de estes senhores se sentarem à mesa de reuniões e definirem uma estratégia a médio-longo prazo para o futuro do nosso Gil, e que tivesse como um dos pilares centrais a formação. Num Concelho com o tamanho do de Barcelos, está na hora de ir olhando para o futebol das camadas jovens dessas freguesias todas, fazer um grande trabalho de prospeção e acompanhamento de jovens atletas, criando uma espécie de “bolsa” virtual de possíveis talentos. Então, caberia ao clube formador (leia-se GVFC) formar atletas (em sentido lato) e homens talhados para o sucesso ao serviço das cores barcelenses. Assim, prestaria um serviço à comunidade pela promoção do desporto nos jovens (que inclusivamente poderia ter uma repercussão social interessante) e criaria bases de sustentabilidade para o futuro. Estrangeiros? Só se fizessem realmente a diferença.

Viva o Gil Vicente.

Viva o Benfica

O penta…já era! (eu avisei. Vd. a minha primeira crónica… e seguintes.)

Por: Hugo Pinto*.

(* A redação do artigo de opinião é única e exclusivamente da responsabilidade do autor)

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