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Iara Brito

Barcelenses Inspiradores: Adriana Torres

Julho 18, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Eu sou a Sandra Santos, uma jovem barcelense inquieta, que tem como paixões a poesia, a arte, a cultura, a natureza, a espiritualidade e a vida. O meu maior objetivo é evoluir como consciência humana e espiritual, de forma a poder influenciar positivamente o mundo.

O meu nome é Iara Brito, sou barcelense e apaixonada por viagens e desvendar novos locais e culturas. Aprecio a leitura e gosto de observar e aprender sobre o comportamento humano. Como criminóloga, sou uma irremediável questionadora.

Na semana passada, demos a conhecer uma outra faceta do psicólogo Miguel Durães. Desta vez, apresentamos Adriana Torres, uma alma inquieta que orienta aulas de Yoga em Barcelos.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Adriana Torres, 27 anos. Natural de Barcelos e apaixonada por esta pequena cidade. Iniciou os seus estudos na área dos Cuidados Veterinários e Comportamento Animal. Trabalhou nessa área e, quando regressou a Barcelos, percebeu que o seu caminho naquele momento era outro.

Já praticante de Yoga, em 2015, decidiu aprofundar o conhecimento começando por fazer curso e certificação em Lu JongYoga Terapêutico Tibetano. Entretanto, faz formação de Meditação Infantil e começa a dar aulas em várias escolas e também a algumas turmas de adultos.

No início de 2018, viaja até à Índia para um Ashram em Rishikesh com o intuito de conhecer a verdadeira essência do Yoga e trazer esse conhecimento para cá.

Em junho de 2019, abre o seu estúdio no centro de Barcelos (Yoga Shala 7) onde orienta aulas de Yoga para adultos.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Neste momento, defino-me como Mulher, Mãe, Filha, Companheira, Cuidadora e Empreendedora. Desde que me lembro que sou fascinada pela Natureza, pelos Animais e pela magia do Universo. Sou aquela pessoa que gosta de equilíbrio e harmonia. Que gosta do silêncio e tranquilidade. Do som dos passarinhos, das borboletas, do Sol e da Lua, do céu azul e das estrelas.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Sem dúvida alguma. Como para mim é fundamental estar em equilíbrio com o meu corpo, mente e todo o ambiente que me envolve, não fazia sentido não proporcionar isso aos outros, ou pelo menos mostrar que é possível e como.

De que forma impactas a vida do próximo?

Ao trabalhar com várias pessoas, tento chegar ao coração de cada uma. Seja através das minhas aulas e de todas as iniciativas no meu estúdio, seja no dia a dia nas mais pequenas coisas ou até mesmo numa simples conversa. Acredito que a mudança começa dentro de nós e que, quando nós mudamos, tudo o resto se alinha e transforma.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Em 5 minutos tentaria transmitir que é extremamente urgente cuidarmos da nossa casa – o nosso Planeta. É necessário reduzir drasticamente o (ab)uso de plástico (há imensas alternativas como compras a granel, sacos de pano para frutas e legumes, utensílios de materiais reutilizáveis e biodegradáveis); eliminar o consumo de animais da nossa alimentação – é uma das coisas que tem maior impacto no nosso ambiente, já para não falar na questão ética e de saúde; optar por comprar artigos em segunda mão ou reutilizar os que já temos; evitar o uso desnecessário de papel (por exemplo, optar pelas faturas online), entre tantas outras. No fundo, é imperativo tomarmos consciência das nossas ações, começando pelas mais básicas.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Sem dúvida que as pessoas da nossa família são sempre as que mais nos influenciam. São elas que nos transmitem os valores e que estão ao nosso lado ao longo dos altos e baixos da nossa vida.

Os meus pais, por me acompanharem em todas as aventuras e por sempre terem orgulho em mim.

O meu irmão, que, para mim, sempre foi uma figura de influência pela relação forte que sempre tivemos e temos.

O meu companheiro, por me desafiar todos os dias a ser quem verdadeiramente sou. E, mais recentemente, a minha filha por me mostrar a toda a hora a alegria e o amor na sua forma mais pura.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

As “figuras” que tomo como exemplo são todas aquelas que ressoam no meu coração. Tudo o que vem da Natureza me inspira, pelo seu teor e essência verdadeiramente pura.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

O meu irmão – Pedro Torres. Pela sua alegria, boa disposição, companheirismo, por estar sempre pronto a ajudar o próximo, pela sua perseverança e garra.

Como gostarias de ser recordada?

Não sei se me faz sentido ser recordada de alguma forma. Prefiro ter impacto positivo no presente e só isso já é suficiente.  

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Miguel Durães

Julho 11, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Eu sou a Sandra Santos, uma jovem barcelense inquieta, que tem como paixões a poesia, a arte, a cultura, a natureza, a espiritualidade e a vida. O meu maior objetivo é evoluir como consciência humana e espiritual, de forma a poder influenciar positivamente o mundo.

O meu nome é Iara Brito, sou barcelense e apaixonada por viagens e desvendar novos locais e culturas. Aprecio a leitura e gosto de observar e aprender sobre o comportamento humano. Como criminóloga, sou um irremediável questionadora.

A anterior entrevista do “Barcelenses Inspiradores” deu a conhecer o amante do desporto Fernando Rodrigues. Desta vez, vamos ficar a conhecer, de uma perspetiva mais intimista, o psicólogo Miguel Durães.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Miguel Durães nasceu em Barcelos em 1981. Cresceu em Arcozelo e, apesar das viagens constantes, continua a viver na sua cidade berço – Barcelos.

Licenciado em Psicologia Clínica. Perito em Psicologia Forense. Especialidade em Gestão Pública. Membro da Comissão Consultiva (CCPUC) do Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção-Geral de Saúde/Ministério da Saúde, desde 2010. Como elemento da CCPUC integrou, por indicação do Diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental, a Delegação Portuguesa ao Global Leadership Institute da Universidade de Boston (EUA,) em maio 2013, que teve como objeto a formação e implementação de líderes globais na Saúde Mental. Foi convidado, como consultor do Programa Nacional para a Saúde Mental, na qualidade de dirigente de IPSS e de técnico experiente no setor infantojuvenil, para apoiar a implementação de projetos de saúde mental nas escolas, nomeadamente de prevenção de comportamentos suicidários. Relator do grupo de trabalho “Governação e Financiamento” na Conferência Nacional de Saúde Mental, tendo como entidades promotoras o Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção-Geral de Saúde, EU Joint Action on Mental Health and Wellbeing; World Health Organization/Mental Health – Europe.

Presidente de Direção da RECOVERY IPSS (sem fins lucrativos), instituição onde, sob a sua presidência, foram criadas, com acordos de cooperação assinados com os organismos do Ministério da Saúde e do Ministério do Trabalho, Segurança Social e Solidariedade, a Unidade Paul Adam McKay para pessoas portadoras de doença mental grave (ambulatório – adultos); e as duas primeiras Unidades de Cuidados Continuados Integrados de Saúde Mental de Infância e Adolescência da história do nosso país (RTA – internamento; USO – ambulatório).

Desenvolveu vários projetos da área da Saúde, Ação Social, Educação, Cultura, Gestão Pública e Assuntos Internacionais, sendo a RECOVERY IPSS distinguida duas vezes pela Direção-Geral da Segurança Social (2007 e 2008) pelo trabalho desenvolvido com famílias, vencedora do Prémio do Alto Comissariado da Saúde do Ministério da Saúde em 2010, distinguida entre 2012 e 2015 com formação especializada em Saúde Mental aprovada pelos organismos competentes do Ministério da Saúde e pelos Fundos Sociais Europeus (FSE), vencedora do Prémio Manuel António da Mota em 2017, vencedora do Prémio Fidelidade-Comunidade em 2018, vencedora do Prémio BPI/Fundação “la Caixa” em 2018 e do Prémio Cinco Estrelas – Regiões em 2019.

Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Associações de Famílias de Pessoas com Experiência de Doença Mental Grave (FamiliarMente). Delegado português na EUFAMI – European Federation of Associations of Families of People with Mental Illness. Escritor de crónicas na comunicação social e com vários artigos publicados em revistas científicas com referee.

Nos últimos 10 anos, tem desempenhado vários cargos dirigentes e/ou representativos no Partido Social Democrata (PPD/PSD). Tomou parte como conferencista em meetings nacionais e internacionais em temas relacionados com a Saúde, Acão Social, Educação, Direitos Humanos, Gestão Pública e o papel de Organizações Não Governamentais/IPSS na comunidade.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Pergunta muito interessante, diferente das que me têm sido dirigidas ao longo da vida. É sempre difícil falarmos de nós próprios, mas não vou fugir à questão.

Venho de origens simples e humildes. Considero-me um Homem trabalhador, honesto, com valores e princípios muito bem definidos.

Como é sobejamente conhecido, existem várias facetas da minha pessoa, enquanto cidadão ativo a nível político, social e profissional. No entanto, defino-me precisamente pela faceta menos conhecida do público, ou seja, como um Homem de família. Tenho uma esposa e dois filhos que amo muito e são, sem margem para dúvidas, o mais importante que tenho nesta Vida. Eles definem-me, eles são o meu prolongamento como pessoa.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Sim, acredito que sim. Tudo o que construí e conquistei, adveio sempre de muito trabalho, dedicação e sacrifício.

Nunca tive a vida facilitada. Tudo o que se pode ver em mim, através do meu trabalho, das minhas convicções, ou que tenha nascido na sociedade através do meu contributo, é fruto dessa força e dessa resiliência.

Com 20 anos já tinha dado, literalmente, a volta ao mundo. Aí posso dizer que acabo por ser um privilegiado e uma pessoa com muita sorte. Mesmo tendo nascido numa família sem grandes possibilidades financeiras, a Vida acabou por me proporcionar o encontro com grandes seres humanos, com quem muito aprendi, cresci e amadureci. E o meu interesse pela mundividência acabou por me permitir ver, ouvir e tocar no “coração” da humanidade.

Sou o Homem que sou hoje, porque vi no mundo que muito há a fazer, e que posso dar o meu pequeno contributo para o tornar um pouco melhor que aquele que encontrei. Tenho a profissão que sempre quis, que sempre sonhei. Atingi o “topo” da minha carreira nesse aspeto aos 30 anos. Concretizei, agora muito perto dos 40, o sonho sonhado em miúdo quando confraternizava com os meus amigos, muitos oriundos de um bairro social cá de Barcelos, e de quem tenho muitas saudades – a minha realização como ser humano.

De que forma impactas a vida do próximo?

Acredito que a Confiança advém do mérito e da transparência com que faço as coisas diariamente, seja na área da saúde, da educação, da gestão ou da solidariedade social.

O impacto na vida dos outros não é possível de medir. Se as pessoas fossem números diria apenas que já “passaram por mim”, nas áreas mencionadas acima, mais de 8 mil pessoas. Mas as pessoas são muito mais que um número. 

Essa questão só poderá um dia ser respondida por essas pessoas.

No entanto, posso afirmar que a minha consciência é o meu maior aliado e o meu maior fardo. Não sossego enquanto não faço as coisas pelas razões que considero serem as mais corretas.

Todos os dias tenho que tomar decisões e fazer escolhas. A minha maior gratificação é tentar estar sempre do lado certo. O das Pessoas!

Creio que, mais do que qualquer impacto material, este é o maior impacto que deixo para os que me rodeiam. Pelo menos, esse é o meu desejo.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Chamaria atenção para uma geração que tem sido permanentemente adiada. Uma geração que representa demograficamente 20% da população, mas que será 100% do futuro do mundo, do nosso país, da nossa cidade.

Defenderia o Clima, os Direitos Humanos, a Transparência e o combate à Corrupção.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Todas as pessoas nos marcam, positiva ou negativamente, em diferentes fases da nossa Vida.

No entanto, posso dizer que os meus amigos de infância e adolescência foram muito importantes em determinada fase da minha vida; que a Teresa Lomba e a Rita Rodrigues foram pilares determinantes na construção de sonhos incríveis que tenho concretizado; e que a minha esposa e os meus dois filhos são as pessoas que mais influência e impacto têm em todas as áreas e escolhas da minha Vida.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

A nível profissional, o Dr. João Furtado, Homem sério, justo e muito competente.

A nível institucional, o Professor António de Sá Leuscnher, um verdadeiro ícone na defesa dos direitos humanos, e a Dra. Maria Joaquina Castelão pela defesa abnegada das famílias dos que se encontram em situação de desvantagem social por razões relacionadas com a Saúde Mental.

Na política, certamente o Dr. Paulo Cunha (Presidente da Câmara Municipal de Famalicão) e o Dr. Ricardo Rio (Presidente da Câmara Municipal de Braga). São a prova viva da competência, da gestão pública com transparência e da visão extraordinária de uma geração que a política precisa, hoje mais do que nunca!

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Bem, tenho uma pessoa que me marcou e me tem marcado imenso nestes últimos anos. Alguém que conheço com alguma profundidade e o qual considero ser uma referência, tanto para mim, como para todos os Barcelenses.

O Sr. Rodrigo Amaral.

Foi um autarca de excelência, foi Presidente de Junta de Barcelinhos.

O que fez pelo Grupo Folclórico de Barcelinhos, conjuntamente com a sua esposa, em especial a fundação do Festival do Rio, foi um marco para a nossa cidade. O Festival do Rio deveria ser alvo de uma candidatura séria a Património Imaterial da Humanidade.

Foi praticante, mas acima de tudo, um defensor do Desporto em várias áreas de atividade, destacando-se no apoio ao Hóquei em Patins (onde desempenhou várias funções como dirigente), sendo inclusive um dos membros da comissão organizadora do Mundial que se realizou em Barcelos.

A nível do associativismo, fez muito pela nossa cidade e isso está bem patente nas funções que desempenhou (e ainda desempenha) na Santa Casa da Misericórdia de Barcelos.

Muito se poderia escrever sobre este Barcelense. Por onde passou, foi homenageado, querido e muito estimado.

Como político, como dirigente, como homem de família, como ser humano, é, sem margem para dúvidas, um Barcelense inspirador para mim, um verdadeiro exemplo para todos.

Como gostarias de ser recordado?

Como um Homem simples, honesto e solidário. Que cumpriu o seu dever na sociedade.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Foto de destaque: Paulo Jorge Magalhães (in: https://ominho.pt/barcelos-pioneira-a-nivel-nacional-no-tratamento-da-saude-mental-de-criancas-e-jovens/, jornal O Minho).

Barcelenses Inspiradores: Fernando Rodrigues

Julho 4, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Opinião port barcelosnahorabarcelosnahora

Eu sou a Sandra Santos, uma jovem barcelense inquieta, que tem como paixões a poesia, a arte, a cultura, a natureza, a espiritualidade e a vida. O meu maior objetivo é evoluir como consciência humana e espiritual, de forma a poder influenciar positivamente o mundo.

O meu nome é Iara Brito, sou barcelense e apaixonada por viagens e desvendar novos locais e culturas. Aprecio a leitura e gosto de observar e aprender sobre o comportamento humano. Como criminóloga, sou um irremediável questionadora.

O último “Barcelenses Inspiradores” deu a conhecer Cátia Oliveira. Desta vez, o jovem dinâmico Fernando Rodrigues irá contagiar-nos com o seu lema de vida.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Fernando Rodrigues, amante do desporto, vê na atividade física a forma de se atingir a tranquilidade e felicidade que o ser humano precisa.

A sua vontade de aprender e evoluir, como profissional e pessoa, faz com que procure, constantemente, o conhecimento. E disso é prova o seu Curriculum. Fez licenciatura e mestrado no ISMAI; concluiu o Curso REP da Escola de formação “REP Exercise Institute”; o curso de musculação e cardiofitness e de Personal Trainer no CEFAD.

Nos tempos livres, adora jogar futebol. Profissionalmente, o que mais agrado lhe dá fazer é o treino personalizado, trabalho esse que tem desempenhado no ginásio barcelense “Máximo”.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Bem, visto que a sociedade está em constante mudança, eu não fujo à regra e olho para o meu passado e para o que sou hoje e vejo uma mudança enorme na minha maneira de viver e de sentir as coisas. Sinto que sou uma pessoa bem-disposta, de fácil comunicação pois gosto de interagir e conviver com as pessoas. Daí gostar do que faço, já que a minha profissão me leva a que tenha que conviver com as pessoas. Sou um apaixonado pelo Desporto e pelo Exercício Físico e tento sempre evoluir e ir aprendendo novos assuntos, de maneira a que possa transmitir da melhor maneira o meu conhecimento a todas as pessoas que me rodeiam para que as possa ajudar.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Sim, como já referi, eu gosto de ajudar as pessoas e a melhor forma que consigo fazer isso é através do exercício físico pois é a área a que me dediquei e dedico mais a aprender.

Sinto-me realizado quando uma pessoa pede a minha ajuda ou compra os meus serviços e consigo fazer com que essa pessoa consiga alcançar os objetivos propostos. Para mim, é sentimento de missão cumprida quando consigo melhorar o estado de saúde das pessoas, quer fisicamente, ou mesmo, até ao nível de bem-estar.

Não me imagino a viver sem o exercício físico na minha vida.

De que forma impactas a vida do próximo?

Só as pessoas que “trabalharam” comigo ou quem priva comigo é que poderá responder melhor a essa questão. Mas penso que, de praticamente todas as pessoas com que tive o privilégio de poder trabalhar, consegui, de alguma maneira, mudar para melhor o seu estilo de vida, levando a que isso melhorasse o seu bem-estar físico e mental.

Sinto que, na maioria dos casos, das pessoas que precisavam de ajuda, que consegui ter realmente impacto na vida das mesmas e é por isso que sou apaixonado pelo que faço.

Procuro mesmo causar impacto na vida do outro através do exercício físico porque acredito que só o incluindo se pode ter um estilo de vida satisfatório e saudável.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Para além de todas as questões ambientais que estão em voga no momento que merecem o nosso estado de alerta, gostaria e tentaria fazer com que as pessoas percebessem realmente o benefício que o exercício físico e a alimentação tem para a saúde. Que dessem realmente atenção a isso e que dedicassem mais um pouco de carinho ao nosso corpo e mente pois é isso que irá fazer com que nos sintamos felizes e completos.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Ao longo da minha vida, tive a oportunidade de conhecer pessoas realmente fantásticas e a maior parte delas professores. Por isso é que reconheço o papel importantíssimo dos professores nas sociedades…sem eles não éramos ninguém mesmo. E o que sou hoje devo-o muito à professora Joana Rios e ao professor Fernando Pereira, que lecionaram no Colégio Didálvi. Eles, sim, foram os impulsionadores do que sou hoje. Devo-lhes um agradecimento profundo.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Atualmente, a pessoa por quem tenho mais admiração, não só por partilharmos a mesma profissão, mas sim, por todo o conhecimento que possui e por ser uma excelente pessoa é o meu amigo João Moscão, professor e fundador da escola de exercício “REP Exercise Institute”. Para mim, é a melhor escola do país nesta área. O João Moscão é a pessoa que conheço com maior conhecimento acerca de exercício físico e tudo o que a ele envolve e, para além de possuir bastante conhecimento, tem ainda um coração enorme. A minha vontade de ajudar as pessoas, no que toca a exercício, deve-se a ele e à filosofia de vida dele.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Um barcelense por quem sinto admiração é o ultramaratonista Carlos Sá. As provas que realiza são verdadeiros exemplos de superação.

Como gostarias de ser recordado?

Gostaria de ser recordado pela pessoa que ajudou a melhorar a qualidade de vida das pessoas através do exercício, ou de outra coisa qualquer, e por ser uma pessoa prestável e contagiante.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Cátia Oliveira

Junho 27, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas port barcelosnahorabarcelosnahora

Eu sou a Sandra Santos, uma jovem barcelense inquieta, que tem como paixões a poesia, a arte, a cultura, a natureza, a espiritualidade e a vida. O meu maior objetivo é evoluir como consciência humana e espiritual, de forma a poder influenciar positivamente o mundo.

O meu nome é Iara Brito, sou barcelense e apaixonada por viagens e desvendar novos locais e culturas. Aprecio a leitura e gosto de observar e aprender sobre o comportamento humano. Como criminóloga, sou uma irremediável questionadora.

Na semana passada, apresentámos a mezzo-soprano Helena Ressurreição, que, através da sua voz, tem levado Barcelos além-fronteiras. Esta semana será a vez de conhecermos Cátia Oliveira, uma jovem com valências em áreas como a animação, dança, artes, yoga, reiki, entre outras.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Cátia Oliveira, natural de Barcelos, nasceu a 07 de maio de 1992. Viveu 10 anos em Paris e regressou em 2002 para a famosa terra do galo.

Técnica de animação sociocultural, licenciada em Teatro e Artes Performativas (2013), tirou o curso de dança criativa, a fim de complementar a sua formação no mundo das artes.

Apaixonada pelo mundo das crianças, decide tirar também os cursos de yoga baby e yoga kids pela escola Sunshine Yoga.

Em 2018, abre a Escola de Artes e Yoga “Hino dos Anjos”, uma escola apenas destinada a bebés e crianças, dando resposta a diversas associações de pais, juntas de freguesias, clínicas e ginásios a partir de atividades extracurriculares que visam o desenvolvimento pessoal, criativo, motor e cognitivo das crianças. Um projeto cheio de amor, que desenvolve com cada vez maior cuidado e carinho. Um sonho tornado realidade.

A espiritualidade da vida é algo que a fascina, tendo no meio do seu caminho feito formações de reiki, karuna e meditação.



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Apenas como me conheço? Então, sou metade menina, metade mulher. Dou por mim a ser a verdadeira criança com os “meus meninos” e, de seguida, a ser a mulher super responsável e metódica que tem assuntos “terrenos” a tratar. Adoro amar, brincar, mimar, dançar, pular, representar, meditar, rir muito e praia. Sou grata por todas as lições que me vão surgindo e por todas as pessoas que têm passado pela minha vida. E confio, confio muito que tudo corre bem, se acreditarmos com muito amor e tivermos energias positivas.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Confesso ter alguma dificuldade em distinguir o que faço do que sou. Porque eu vivo mesmo aquilo que faço, vivo de paixão. As crianças são parte de mim e tento ser parte delas em tudo aquilo que lhes tento transmitir. Cada aula é um pouco de mim, um pouco da minha criatividade, um pouco da minha criança interior, um pouco da minha aprendizagem e todo o meu amor.

De que forma impactas a vida do próximo?

Isso é difícil de responder, só os outros é que sabem responder melhor do que eu. Mas vá, em tom de brincadeira “séria”, acho que sou uma espécie de “Anjo Gabriel”, tento servir de ponte para ir buscar o melhor que cada pessoa tem e trazê-lo ao de cima. Seja com amigos, familiares ou os meus pequeninos. Porque todos temos coisas muito boas, às vezes, não são é bem valorizadas. E faço sempre questão, de uma maneira ou de outra, passar essa mensagem para a pessoa se guiar da melhor forma.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

5 minutos? Eu falo tanto, 5 minutos não chegaria. Estou a brincar. De forma simples diria: “Amem, por favor, amem como as crianças amam, sem complicações, sem egos, sem medos e sem preconceitos para evitar guerras desnecessárias, revoltadas e mágoas. Respeitem-se, valorizem-se e confiem. Tudo dá certo quando estamos na sintonia certa.”

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Em primeiro lugar, a minha mãe, que é uma verdadeira guerreira, sempre me ensinou a ir em frente com tudo aquilo que eu desejava e desejo. O meu irmão que, para além de ser mais novo, tem uma forma muito tranquila e bonita de ver a vida e as pessoas, ele consegue sempre retirar o melhor. O meu namorado, que é o verdadeiro “anjo” e me dá a certeza que é possível eliminar os egos e passarmos a amar mais e mais.

A Mafalda Ferreira, a minha mestre de reiki, que colocou o melhor de mim no meu coração e me ensinou a ver que não existem pessoas más, existem apenas pessoas que têm caminhos diferentes e mais densos.  

A Professora Carina Carvalho, professora de animação sociocultural, das professoras mais competentes e admiráveis que tive na área da animação, ensinou-me a ser a profissional que sou hoje, cuidadosa e responsável.

A Ana Sofia Barrias, a minha formadora de yoga baby e yoga kids, que me fez ter a certeza absoluta que teria de avançar com a minha escola. Que me ensinou uma coisa fundamental: “trabalha com amor e certeza do teu profissionalismo e tudo o resto irá fluir.”

E, obviamente, mais pessoas especiais me influenciaram em muito aquilo que sou hoje.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Sinceramente nenhuma. Os meus exemplos são as pessoas e as crianças que tive e tenho perto de mim.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Tenho imensos barcelenses pelo qual tenho uma imensa admiração, um deles é o presidente da Banda de Música de Oliveira, Cândido Bastos. Enquanto trabalhei na companhia de teatro de Barcelos, pude encontrar-me várias vezes com ele. Ficava encantada com a personalidade tão humana que ele tem.

Como gostarias de ser recordada?

Bem, nunca pensei nisso até porque espero não ser recordada tão cedo. Mas talvez como uma menina que escolheu a arma do “amor” para as batalhas do dia e que tentou mostrar a cada criança, adulto e idoso que por si passaram, que a verdadeira solução e alegria está dentro de nós.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Helena Ressurreição

Junho 20, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas, Mundo port barcelosnahorabarcelosnahora

Eu sou a Sandra Santos, uma jovem barcelense inquieta, que tem como paixões a poesia, a arte, a cultura, a natureza, a espiritualidade e a vida. O meu maior objetivo é evoluir como consciência humana e espiritual, de forma a poder influenciar positivamente o mundo.

O meu nome é Iara Brito, sou barcelense e apaixonada por viagens e desvendar novos locais e culturas. Aprecio a leitura e gosto de observar e aprender sobre o comportamento humano. Como criminóloga, sou uma irremediável questionadora.

Na semana passada, apresentámos o psicólogo Ricardo Campos, que tem tido um importante trabalho na área da saúde mental no concelho. Esta semana será a vez de conhecermos Helena Ressurreição, uma talentosa Mezzo-soprano.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Natural de Barcelos (1994), Helena Ressurreição inicia os seus estudos com Maria João Matos e Serghei Covalenco. Em 2017, gradua-se no Conservatori Liceu (Barcelona) na classe de Marisa Roca; vence o concurso “Juventudes Musicales de España” e é premiada no XII Concurso Internacional de Música de Les Corts.

Recebeu aulas e conselhos de Raúl Giménez, Teresa Berganza, Francisco Araiza, Dolora Zajick e Grace Bumbry, e trabalhou com Francisco Lázaro. Participou em master classes de Hartmut Höll, Wolfram Rieger, Malcolm Martineau, Sholto Kynoch, Dalton Baldwin e Manuel García Morante – como bolseira das fundações Victoria de Los Ángeles e Schubertíada de Vilabertrán. Foi Life New Artist no festival LIFE Victoria.

Interpretou e protagonizou “La Cenerentola” (G. Rossini), “Cendrillon” (P. Viardot) e interpretou Silvia (“L’isola desabitata”, M. García), terceira dama (“Die Zauberflöte”, W. A. Mozart), Zia Principessa (“Suor Angelica”, G. Puccini) e bruxa (“Um Sonho Mágico”, S. Lalova).

Cantou ópera e oratória com as Orquestra Sinfónica de Ávila, Orquesta XXI, Orquestra Sinfónica Victoria de los Ángeles, Orquestra Barroca de Barcelona, Orquestra Sine Nomine e Orquestra de Câmara de Vic.

Atualmente, frequenta o Mestrado em Lied da “Escuela Superior de Música de Catalunya” com Francisco Poyato e Dolors Aldea. Proximamente, cantará em concerto com a Orquestra Sinfónica de Málaga (Teatro Cervantes, Málaga) e a Orquestra Sinfónica RTVE (Teatro Monumental, Madrid).



Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Tenho alguma dificuldade para o fazer. Noto que, ao longo dos anos, cresço, vivo novas experiências e tenho muitas oportunidades de desenvolver as minhas capacidades pessoais, e que tudo isso me faz ir ampliando a minha forma de ver a vida e de a viver. Noto que vou sentindo, pensando e agindo de forma diferente por influência de tudo isso, e que por isso qualquer definição seria apenas passageira. De qualquer forma, sempre fui uma apaixonada pelas artes e uma pessoa agradecida por todas essas experiências, boas e más, que me moldaram, e sobretudo pelas pessoas e pelos lugares que me rodeiam: que me oferecem sempre oportunidades de ir conhecendo melhores versões de mim própria.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Entendo por “o que faço”: cantar. Acredito totalmente que sim. O meu corpo e a minha mente são os meus instrumentos de trabalho. A minha genética, o ambiente em que vivo, a minha forma de ser: tudo se reflete nos meus resultados. E é por isso que acho tão fascinante a arte, mesmo de uma forma geral: é um canal de partilha e ao mesmo tempo uma fonte de autoconhecimento. Devo muito àquilo que faço.

De que forma impactas a vida do próximo?

Só o próximo conhecerá essa realidade. Posso dizer com muita felicidade que, quando mo comunicam, ouço feedbacks muito positivos. Acho que é uma sorte poder ser uma ponte entre a música e a gente.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Não acredito que conseguisse escolher palavras com o peso certo, ou que as tivesse sequer. Mas não desperdiçaria a oportunidade por isso, pelo contrário: cantaria. Alguma canção de Gustav Mahler, por exemplo! Acredito no bem que a arte faz à gente, e sinto que há muita falta dela.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

De forma positiva, influenciaram-me vários professores e mentores, os meus primeiros professores de música, alguns membros da minha família, amigos da infância e de agora. Adormeceria quem lesse a lista dos seus nomes, se a fizesse. No entanto, acredito que cada um deles reconhece o meu agradecimento, e levo-os sempre, e aos seus ensinamentos, na minha pele.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Admiro imenso, entre muitos outros músicos e artistas: Frederica von Stade, Anne Sofie von Otter, Janet Baker, Jonas Kaufmann, Ella Fitzgerald, Amália Rodrigues, Paulo de Carvalho. E, com a sua influência relativa, enorme para mim: os meus professores, e toda a gente jovem que vejo ao meu lado, desperta para o agora, que contagia energia!

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Samuel Bastos. Um enorme músico e uma pessoa igualmente grande. Sempre admirei o seu percurso e tive orgulho em que fosse de Barcelos. Foi uma honra poder ter estado com ele em palco.

Como gostarias de ser recordada?

Devo dizer que não é coisa em que penso. Espero que como boa amiga, e talvez boa avó, mãe, tia…E como alguém que viveu feliz, acolhida pela música.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Ricardo Campos

Junho 13, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas port barcelosnahorabarcelosnahora

Eu sou a Sandra Santos, uma jovem barcelense inquieta, que tem como paixões a poesia, a arte, a cultura, a natureza, a espiritualidade e a vida. O meu maior objetivo é evoluir como consciência humana e espiritual, de forma a poder influenciar positivamente o mundo.

O meu nome é Iara Brito, sou barcelense e apaixonada por viagens e desvendar novos locais e culturas. Aprecio a leitura e gosto de observar e aprender sobre o comportamento humano. Como criminóloga, sou uma irremediável questionadora.

Na semana passada, apresentámos a profissional Lurdes Costa, que nos partilhou como a sua história de vida tem gerado um grande e positivo impacto social no concelho de Barcelos. Esta semana será a vez de conhecermos o psicólogo Ricardo Campos.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Ricardo Campos nasceu em Gamil, freguesia do Concelho de Barcelos, a 4 de fevereiro de 1975.

Com 7 anos, foi viver um ano para o Egito juntamente com a família, porque o pai dele trabalhava lá na construção civil por intermédio da empresa Soares da Costa.

Voltou e permaneceu em Barcelos até entrar para o ensino superior em 1993, altura em que foi para Coimbra estudar Psicologia.

Após terminar a licenciatura em 1998, regressou a Barcelos e concorreu a uma vaga para o primeiro psicólogo da Casa de Saúde S. João de Deus.

Em 1999, iniciou o Mestrado em Psiquiatria e Saúde Mental na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Já em 2001, foi transferido para a Casa de Saúde S. José, também como primeiro psicólogo e aí iniciou-se um novo projeto de Reabilitação Psicossocial do qual foi o primeiro Coordenador, cargo que desempenha até aos dias de hoje.

Em 2006, integrou o curso de doutoramento em Psicologia Clínica na Faculdade de Psicologia da Universidade de Santiago de Compostela em Espanha.

Há aproximadamente 3 anos foi convidado pelo António Ribeiro para integrar a Comissão Política da Concelhia de Barcelos do CDS-PP, convite que muito o honra e orgulha.

Desde 2003 que faz parte da Comissão de Ética do Instituto S. João de Deus.

Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Conhecem-me por Ricardo, um barcelense de gema, nascido e criado na freguesia de Gamil. Aliás, quando me perguntam de onde sou, refiro: de Gamil, Barcelos. Foi nesta aldeia que vivi a minha infância até aos 9 anos e da qual guardo as melhores recordações, não só dos lugares como também das pessoas. Fiz todo o meu ensino inicial em Barcelos. De Gamil fui para a escola Gonçalo Pereira, Escola Gonçalo Nunes, “Escola Comercial” (Alcaides de Faria), Escola do Rio (Secundária de Barcelos) e, posteriormente, fiz o ensino superior em Coimbra, tendo depois seguido os estudos universitários por outras áreas e escolas. Como pessoa, descrevo-me como um indivíduo tranquilo, de gostos simples, que valoriza acima de tudo a família e a sua terra. Sou uma pessoa perseverante, resiliente, de trato fácil, linguagem simples e frontal.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Profissionalmente, a minha vida divide-se entre a Casa de Saúde S. José (Instituto S. João de Deus), onde exerço a função de Coordenador do Serviço de Reabilitação Psicossocial, e a prática privada de psicologia clínica em Barcelos. Faço parte da Comissão de Ética do Instituto S. João de Deus, dou um singelo contributo na Comissão Política da Concelhia do CDS-PP de Barcelos e integro a Comissão Alargada da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Barcelos. Estas atividades diversificadas e, por vezes, díspares obrigam-me a manter uma perceção crítica e conhecimento sobre o meio em que me insiro e incentivam-me a ter um sentido ético e científico sobre as coisas. Julgo que estas atividades e interesses se conjugam e complementam e fazem de mim a pessoa que sou. Mais do que serem uma extensão de mim próprio, foram oportunidades que surgiram ao longo da vida e que me enriqueceram como pessoa.

De que forma impactas a vida do próximo?

Como Psicólogo Clínico, o meu grande objetivo é capacitar as pessoas de competências e habilidades que lhes permitam promover mudanças positivas nas suas vidas. É fundamental que as pessoas percebam como os pensamentos, sentimentos, emoções e comportamentos influenciam o dia a dia e as suas vivências. Por outro lado, sempre manifestei interesse pela investigação e, ao longo dos anos, tenho procurado desenvolver estudos na área das perturbações psiquiátricas, na área da reabilitação psicossocial e, na última década, tenho-me dedicado ao estudo do impacto da Fibromialgia na qualidade de vida dos pacientes. Apesar da prática clínica potenciar um impacto direto na vida das pessoas que procuram apoio psicológico, a investigação tem ganhos mais indiretos e diferidos no tempo.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Deixem os vossos egos e necessidades narcísicas de parte e procurem um sentido do bem-comum. A liberdade, a igualdade e a fraternidade serviram de base para a Revolução Francesa mas, em pleno Século XXI, parece estar a ocorrer um retrocesso civilizacional. Fala-se muito em produtividade e pouco em solidariedade, exige-se do Homem aquilo que ele poderá não estar preparado para fazer. Desvaloriza-se o conhecimento científico em prol da dita evolução tecnológica. Os valores civilizacionais atuais centram-se no ter e pouco no ser. Esta poderá ser uma boa altura para refletirmos em conjunto e para fazermos uma inflexão do caminho, caso contrário, restar-nos-á cada vez mais pessoas infelizes, revoltadas e perturbadas.

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Em primeiro lugar, os meus pais. Ambos transmitiram a importância dos valores como o respeito, a humildade, a seriedade e dignidade e a importância do trabalho. O Joaquim e a Lúcia abdicaram de muito de si para proporcionar aos seus filhos uma vida melhor, principalmente, ao nível da formação académica, que eles consideravam ser fundamental.

Em segundo lugar, a minha esposa Alexandra. Sempre foi uma lutadora e sempre procurou fazer o que lhe trazia alegria independentemente do que os outros pudessem pensar. Formou-se em Direito, pós-graduou-se em Fiscalidade, sem nunca ter exercido a Advocacia, tornou-se gestora de uma das maiores carteiras de conselheiras de beleza da Yves Rocher e da Avon a nível nacional, é maquilhadora profissional e faz pinturas faciais. E se amanhã descobrir uma outra vertente/área que lhe traga satisfação pessoal e profissional, então lá a teremos em mais um projeto de sucesso.

Por último, o meu filho Tiago. Na minha formação em Coimbra tive um professor (Vaz Serra) que dizia que um profissional que trabalhasse na área da saúde mental deveria ter 3 grandes qualidades: PACIÊNCIA, PACIÊNCIA e PACIÊNCIA. Assim sendo, o meu filho contribui diariamente para que eu me torne um melhor profissional. Com o seu nascimento, devo reconhecer que me descentrei mais de mim e passei a ver o Mundo com outros olhos. Passei a ter a responsabilidade de deixar um filho melhor para o Mundo.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Nenhuma. As pessoas que tomo como exemplo estão próximas de mim e não são influentes.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Mário Vale Lima. Foi meu professor de Psiquiatria e Saúde Mental na Universidade de Coimbra. Um erudito discreto, um psiquiatra extraordinário e um ser humano ainda melhor.

Como gostarias de ser recordado?

Não gostaria de ser recordado. Não tenho essa pretensão. O meu caminho é para ser feito neste mundo e o meu contributo, pequeno, médio ou grande, é para ser dado enquanto por cá ando. Na hora da morte, seremos todos boas pessoas…

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito(Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Lurdes Costa

Junho 6, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas port barcelosnahorabarcelosnahora

Eu sou a Sandra Santos, uma jovem barcelense inquieta, que tem como paixões a poesia, a arte, a cultura, a natureza, a espiritualidade e a vida. O meu maior objetivo é evoluir como consciência humana e espiritual, de forma a poder influenciar positivamente o mundo.

O meu nome é Iara Brito, sou barcelense e apaixonada por viagens e desvendar novos locais e culturas. Aprecio a leitura e gosto de observar e aprender sobre o comportamento humano. Como criminóloga, sou uma irremediável questionadora.

A semana passada apresentamos a professora de Yoga, Paula Costa, que nos encantou com as suas palavras e nos deixou inspirados. Esta semana será a vez de conhecermos Lurdes Costa. Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Lurdes Costa, de 43 anos, apresenta-se na breve entrevista para o espaço “Barcelenses Inspiradores”.

É uma mulher que reestabelece as suas forças e energias na natureza e na sua fé. Define-se pelo dom maternal que se estende para além dos seus dois filhos.

A sua atividade profissional é dirigida ao apoio de jovens com dificuldades comportamentais onde considera que a sua principal função é acarinhar, disciplinar e dotá-los de competências sociais para que estes possam criar a sua autonomia e se tornarem jovens adultos bem-sucedidos.

Acredita que o mundo seria bem melhor se todos nos preocupássemos genuinamente uns pelos outros e descomplicássemos a vida com uma boa dose de humor.

Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Acho que me defino pelo dom maternal. Sempre sonhei em ser mãe e desde muito nova gostava de cuidar de crianças. Essa característica estende-se para outras áreas da vida. Nas amizades, tenho também uma postura de cuidado e proteção.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Profissionalmente, sem dúvida. O facto de ajudar jovens a resolverem os seus conflitos internos, a criarem a sua independência e autonomia faz-me sentir que continuo a cumprir a minha função de mãe no sentido de dar orientação, de disciplinar quando necessário, mas também dar o carinho que todos precisamos.

Em termos pessoais, para me sentir realizada preciso de saber que estou a fazer tudo o que posso para ajudar quem me está mais próximo. Acho que a sociedade está mais sensibilizada para ajudar causas internacionais que incluem até mais mediatismo do que ajudar quem está ali ao nosso lado. E para mim, as grandes mudanças acontecem com os gestos mais simples, com os que estão mais próximos de nós.

De que forma impactas a vida do próximo?

O que as pessoas mais próximas me dizem é que sou otimista, bem-disposta e boa companhia. Espero que seja isso que cause impacto nos outros.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Diria que olhássemos mais para o próximo porque vivemos num mundo egoísta. Cada um vive os seus problemas sem se preocupar com os dos outros. Mas a verdade é que ajudar os outros, resolve metade dos nossos problemas ou, pelo menos, minimiza-os.

Por outro lado, não levar a vida tão séria. Parece-me que as pessoas se contêm muito com medo do que o outro vai comentar; ou que há idades para fazer certas coisas. E ao limitarmo-nos a isso estamos a deixar de ser quem somos e a impedirmo-nos de sermos verdadeiramente felizes. Nunca é tarde para começar algo novo, experimentar novas aventuras. Vivam a vida!

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

A pessoa que mais me influenciou foi a minha avó. Ela faleceu aos 100 anos, já tinha eu 21 anos e já não morava em casa dos meus pais. Mas foi das perdas que mais me doeu porque representava para mim o modelo que queria seguir. A minha avó apesar das perdas importantes que teve na vida, conseguia sempre ser positiva e levar o dia a dia com tranquilidade. Embora não tenha sido habituada a mimos e carinho, ela conseguia dar mimo e atenção a outros e era uma ótima gestora de conflitos. A minha avó passou-me a mensagem do valor da família, da solidariedade e da união.

A minha tia sempre foi muito meiga e mostrou-me a simplicidade da vida e que não precisamos de muito para sermos felizes. Tento lembrar-me disso diariamente e ser grata por tudo o que tenho.

A um nível mais genérico, outras referências são por exemplo a Júlia Pinheiro, Conceição Lino e Hernâni Carvalho. As duas primeiras pela paz de espírito que apresentam e pela boa disposição. São as duas, mulheres determinadas e trabalhadoras e trazem a debate público temas que necessitam reflexão. O Hernâni Carvalho foi bastante importante para uma grande decisão na minha vida e que exigia de mim coragem. Muitas são as pessoas que “entram em nossa casa” através dos meios de comunicação, mas estas são as que considero exemplares no sentido profissional e sobretudo humano.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Atualmente, são os meus filhos. Apesar de ainda novos, já passaram por fases da vida muito marcantes e difíceis e conseguiram ter e dar-me a força de que precisava. Emocionalmente, são a minha força, o meu “oxigénio”.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Uma barcelense que me inspira é uma prima, a Paula Belchior. Para além do papel de mãe e profissional, desempenha, na minha opinião, um papel social muito importante. Trabalha, estuda e defende causas sociais. Ainda enveredou pelo poder político e atualmente é Presidente da Junta da União de Freguesias de Alvitos S. Martinho, S. Pedro e Couto. O que aprecio não é o partido político que representa, mas é a pessoa que ela é como Presidente, como representante do povo e por ser uma pessoa bastante acessível e próxima da população.

Como gostarias de ser recordada?

Gostaria que me recordassem como sendo uma mulher alegre e capaz de transmitir energias positivas a outros. Gostaria que quando se lembrassem de mim, sorrissem. Fosse isso por se lembrarem de algo mais sério que tenha dito ou por alguma das minhas tontices que faço quando deixo sair a criança que ainda há em mim.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Paula Costa

Maio 28, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas port barcelosnahorabarcelosnahora

Eu sou a Sandra Santos, uma jovem barcelense inquieta, que tem como paixões a poesia, a arte, a cultura, a natureza, a espiritualidade e a vida. O meu maior objetivo é evoluir como consciência humana e espiritual, de forma a poder influenciar positivamente o mundo.

O meu nome é Iara Brito, sou barcelense e apaixonada por viagens e desvendar novos locais e culturas. Aprecio a leitura e gosto de observar e aprender sobre o comportamento humano. Como criminóloga, sou uma irremediável questionadora.

Neste espaço que ocupamos no jornal digital “Barcelos na Hora”, seremos as responsáveis pela rubrica “Barcelenses Inspiradores”.

Todas as semanas é apresentado um barcelense de excelência. O propósito desta rubrica é, a partir da história de vida de barcelenses oriundos das mais diversas áreas, inspirar outras pessoas. Porque o outro é um reflexo de nós mesmos. Sejamos um exemplo de abundância, prosperidade, luz e amor e isso irá reverberar no mundo.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Paula Costa inicia a sua jornada no mundo do Yoga há cerca de uma década. Quando pisou um tapete de Yoga pela primeira vez, não fazia a mínima ideia de como a jornada iria ser tão transformadora e intensa.

Completa a sua formação em Aeroyoga / Aeropilates 200h Teacher training com Rafael Martínez, criador do método em Madrid. Leciona, desde 2015, em vários espaços e em outubro de 2016 decide dedicar-se à sua paixão e tornar-se proprietária e fundadora do Flow Yoga Studio. A meio do percurso, faz formação em Reiki, Meditação, Yoga, Thai-massage, Meditação dos essénios, entre outros. Todos os dias, ela é grata pelo Yoga na sua vida, como mudou e como a continuará a mudar, uma vez que é uma fonte infinita de aprendizagens.

Tem um profundo respeito por todos os professores extraordinários que conheceu ao longo do seu percurso e muito amor e gratidão pelo suporte, amor e paciência da sua família. A melhor mensagem que deixa aos seus alunos é:

“Não importa o teu aspeto, só me interessa como te sentes…conectado, vivo, feliz, livre…não se trata de te tornares mais forte ou mais flexível, mas sim chegares à aula com coração e uma mente aberta, permitindo que a tua jornada no mundo do Yoga comece…Quem sabe onde esta viagem te irá levar…”

1 – Quem és tu? Conta-nos quem és como só tu te conheces.

Olá, eu sou a Paula, nascida e criada em Barcelos. Neste momento da minha jornada, sou instrutora de Yoga / Aerialyoga/ Aerialpilates. Desde muito nova que o contacto com pessoas me fascinava, não fosse eu do signo gémeos. Trabalhei na área comercial, moda, viagens e estética, até que, finalmente, encontrei o que fez o meu coração vibrar e deu sentido ao meu caminho. Inicio o meu caminho no Yoga já depois de ser mãe de dois lindos seres, já bem perto dos 33 anos…Pensava eu que já tardiamente…Mas como eu me enganei! A partir daí, nunca mais parei. Sempre fui uma pessoa ativa, praticava exercício físico cinco dias por semana no ginásio, com modalidades bem exigentes. E, depois de ter sido diagnosticado um problema congénito no coração, vejo-me obrigada a abrandar o ritmo. E é aí que procuro o Yoga. Confesso que, de início, era só pela parte física, mas depois fui conquistada por esta filosofia de vida que une corpo, mente e espírito. O Yoga passou a ser um modo de vida, indo muito mais além do corpo…E uma forma de nos relacionarmos com nós próprios, com a vida e com a natureza. E desde ser praticante (durante 8 anos) para ser instrutora, nunca mais parei. Fiz a minha formação em Madrid e foi transformador tudo o que conquistei até aqui…Marquei presença em festivais de Yoga, workshops, formações, retiros. E uma ida à televisão para falar do meu trabalho foi dos últimos eventos que muita honra me deu.

2 – O que fazes é uma extensão de quem és?

Completamente. A prática do Yoga não acaba quando terminas a aula e sais do tapete. Ela continua no teu dia a dia. Em quem tu és, em como te respeitas, como lidas com as tuas preocupações, medos e como lidas com o mundo. Tento sempre dar o meu melhor como pessoa, abro o meu coração, só assim faz sentido. Amor e entrega a tudo o que faço é essa a minha missão.

3 – De que forma impactas a vida do próximo?

Essa pergunta não é fácil de responder, deveria ser feita às alunas do meu estúdio. Sinto que, de alguma maneira, a minha entrega, o meu carinho, as toca. E sei que algumas me veem como uma inspiração, pois já mo disseram pessoalmente. Mudando os seus hábitos, adotando uma vida mais saudável, mais ativa, sem dúvida. Ou quando me dizem que, desde que iniciaram as minhas aulas, já dormem melhor, já não têm dores, andam mais calmas, respiram melhor, conseguem ter mais controlo perante situações de stress. Nas redes sociais, os seguidores também me deixam lindas mensagens. Que através dos meus posts e vídeos decidiram iniciar a prática do Yoga e também tirar formação, tanto a nível pessoal para se enriquecerem, como para trabalho. Se eu conseguir tocar alguém ao ponto de saírem de casa, virem praticar, para mim, já valeu a pena. E vem validar o meu caminho, enchendo o meu coração de amor.

4 – Se pudesses ter a atenção do mundo por 5 minutos, o que dirias ou farias?

Diria para o mundo:

Acredita em ti mesmo com todo o teu coração! Nunca deixes de sonhar e vai em frente.

Abraça mais, ajuda mais o próximo sem julgar tanto. Mais “por favor” e “obrigado”.

Cuida mais do teu planeta, sê responsável e mais ecológico e acredita na mudança.

5 – Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Sem dúvida, os meus pais, em primeiro lugar, pois deram-me os valores e a educação. Em muitos momentos na minha infância, não entendia algumas regras e “nãos”, mas hoje percebo e agradeço tudo.

O professor Nataniel, da disciplina de Anatomia, que eu achava que ia ser um fracasso e fui das melhores alunas no curso, provando que não existem alunos maus, mas sim professores que não sabem ensinar nem tocar o aluno, levando muitas vezes ao insucesso escolar. Neste caso, o professor Nataniel com o seu amor e entrega ao ensino fez com que eu fosse uma aluna excelente.

O Francisco, um dos meus professores de Yoga, que viu em mim o que eu não via, incentivando-me a ser instrutora de Yoga e fazendo-me acreditar que era possível.

Mais pessoas influenciaram-me, é claro, talvez mais subtilmente, mas também com muito valor, elas sabem quem são!

6 – Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Sou fã da famosa Oprah, devorava os programas dela. Ainda hoje a sigo e sou inspirada pelas suas palavras.

Brené Brown, uma figura que comecei a seguir há pouco tempo, mas que me fascinou logo no primeiro minuto pelos temas que aborda, sobre o incrível e transformador poder da coragem e da vulnerabilidade.

O maravilhoso Professor Hermógenes, grande filósofo, poeta, escritor, professor de Hata Yoga, terapeuta, que já não se encontra entre nós neste plano, que me encantou quando comecei as minhas pesquisas sobre o Yoga. E, quando li isto, fiquei rendida:

“Sorrir, Amar, Perdoar, Compreender, Relaxar…Esses são remédios poderosíssimos, e que não estão à venda nas farmácias. O efeito colateral é a Felicidade.” (Hermógenes)



7 – Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Um dos grandes barcelenses que me inspira é um jovem talentoso e maravilhoso que tive o prazer de lidar bem de perto, desde pequenino. Hélder Nunes, um dos melhores jogadores do mundo em hóquei em patins. A sua grandeza como jogador estende-se ao grande ser humano que é. De uma humildade e simplicidade que o distingue e faz com que seja amado por todos aqueles com quem priva.

8 – Como gostarias de ser recordada?

Como a mulher que perseguiu os seus sonhos, que enfrentou os seus medos e que, apesar dos obstáculos que encontrou, os superou e seguiu caminhando em frente. Que irradiava paixão, amor e entusiasmo em tudo o que fazia. A mãe, a amiga, a mulher que deu e fez o melhor que podia, que tentou viver uma vida com sentido. Que tocou os outros com a energia e luz do amor e compaixão, inspirando e motivando-os a conquistar os seus sonhos. Que viajou por todo o mundo, vivendo experiências, conhecendo lugares incríveis e pessoas maravilhosas. Que irradiava positividade, esperança e paz.

Fotos: DR.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

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