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Iara Brito - page 4

Barcelenses Inspiradores: Lurdes Costa

Junho 6, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas port barcelosnahorabarcelosnahora

Eu sou a Sandra Santos, uma jovem barcelense inquieta, que tem como paixões a poesia, a arte, a cultura, a natureza, a espiritualidade e a vida. O meu maior objetivo é evoluir como consciência humana e espiritual, de forma a poder influenciar positivamente o mundo.

O meu nome é Iara Brito, sou barcelense e apaixonada por viagens e desvendar novos locais e culturas. Aprecio a leitura e gosto de observar e aprender sobre o comportamento humano. Como criminóloga, sou uma irremediável questionadora.

A semana passada apresentamos a professora de Yoga, Paula Costa, que nos encantou com as suas palavras e nos deixou inspirados. Esta semana será a vez de conhecermos Lurdes Costa. Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Lurdes Costa, de 43 anos, apresenta-se na breve entrevista para o espaço “Barcelenses Inspiradores”.

É uma mulher que reestabelece as suas forças e energias na natureza e na sua fé. Define-se pelo dom maternal que se estende para além dos seus dois filhos.

A sua atividade profissional é dirigida ao apoio de jovens com dificuldades comportamentais onde considera que a sua principal função é acarinhar, disciplinar e dotá-los de competências sociais para que estes possam criar a sua autonomia e se tornarem jovens adultos bem-sucedidos.

Acredita que o mundo seria bem melhor se todos nos preocupássemos genuinamente uns pelos outros e descomplicássemos a vida com uma boa dose de humor.

Quem és tu? Conta-nos quem és apenas como tu te conheces.

Acho que me defino pelo dom maternal. Sempre sonhei em ser mãe e desde muito nova gostava de cuidar de crianças. Essa característica estende-se para outras áreas da vida. Nas amizades, tenho também uma postura de cuidado e proteção.

O que fazes é uma extensão de quem és?

Profissionalmente, sem dúvida. O facto de ajudar jovens a resolverem os seus conflitos internos, a criarem a sua independência e autonomia faz-me sentir que continuo a cumprir a minha função de mãe no sentido de dar orientação, de disciplinar quando necessário, mas também dar o carinho que todos precisamos.

Em termos pessoais, para me sentir realizada preciso de saber que estou a fazer tudo o que posso para ajudar quem me está mais próximo. Acho que a sociedade está mais sensibilizada para ajudar causas internacionais que incluem até mais mediatismo do que ajudar quem está ali ao nosso lado. E para mim, as grandes mudanças acontecem com os gestos mais simples, com os que estão mais próximos de nós.

De que forma impactas a vida do próximo?

O que as pessoas mais próximas me dizem é que sou otimista, bem-disposta e boa companhia. Espero que seja isso que cause impacto nos outros.

Se pudesses ter a atenção do mundo durante 5 minutos, o que dirias ou farias?

Diria que olhássemos mais para o próximo porque vivemos num mundo egoísta. Cada um vive os seus problemas sem se preocupar com os dos outros. Mas a verdade é que ajudar os outros, resolve metade dos nossos problemas ou, pelo menos, minimiza-os.

Por outro lado, não levar a vida tão séria. Parece-me que as pessoas se contêm muito com medo do que o outro vai comentar; ou que há idades para fazer certas coisas. E ao limitarmo-nos a isso estamos a deixar de ser quem somos e a impedirmo-nos de sermos verdadeiramente felizes. Nunca é tarde para começar algo novo, experimentar novas aventuras. Vivam a vida!

Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

A pessoa que mais me influenciou foi a minha avó. Ela faleceu aos 100 anos, já tinha eu 21 anos e já não morava em casa dos meus pais. Mas foi das perdas que mais me doeu porque representava para mim o modelo que queria seguir. A minha avó apesar das perdas importantes que teve na vida, conseguia sempre ser positiva e levar o dia a dia com tranquilidade. Embora não tenha sido habituada a mimos e carinho, ela conseguia dar mimo e atenção a outros e era uma ótima gestora de conflitos. A minha avó passou-me a mensagem do valor da família, da solidariedade e da união.

A minha tia sempre foi muito meiga e mostrou-me a simplicidade da vida e que não precisamos de muito para sermos felizes. Tento lembrar-me disso diariamente e ser grata por tudo o que tenho.

A um nível mais genérico, outras referências são por exemplo a Júlia Pinheiro, Conceição Lino e Hernâni Carvalho. As duas primeiras pela paz de espírito que apresentam e pela boa disposição. São as duas, mulheres determinadas e trabalhadoras e trazem a debate público temas que necessitam reflexão. O Hernâni Carvalho foi bastante importante para uma grande decisão na minha vida e que exigia de mim coragem. Muitas são as pessoas que “entram em nossa casa” através dos meios de comunicação, mas estas são as que considero exemplares no sentido profissional e sobretudo humano.

Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Atualmente, são os meus filhos. Apesar de ainda novos, já passaram por fases da vida muito marcantes e difíceis e conseguiram ter e dar-me a força de que precisava. Emocionalmente, são a minha força, o meu “oxigénio”.

Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Uma barcelense que me inspira é uma prima, a Paula Belchior. Para além do papel de mãe e profissional, desempenha, na minha opinião, um papel social muito importante. Trabalha, estuda e defende causas sociais. Ainda enveredou pelo poder político e atualmente é Presidente da Junta da União de Freguesias de Alvitos S. Martinho, S. Pedro e Couto. O que aprecio não é o partido político que representa, mas é a pessoa que ela é como Presidente, como representante do povo e por ser uma pessoa bastante acessível e próxima da população.

Como gostarias de ser recordada?

Gostaria que me recordassem como sendo uma mulher alegre e capaz de transmitir energias positivas a outros. Gostaria que quando se lembrassem de mim, sorrissem. Fosse isso por se lembrarem de algo mais sério que tenha dito ou por alguma das minhas tontices que faço quando deixo sair a criança que ainda há em mim.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

Barcelenses Inspiradores: Paula Costa

Maio 28, 2019 em Atualidade, Concelho, Cultura, Entrevistas port barcelosnahorabarcelosnahora

Eu sou a Sandra Santos, uma jovem barcelense inquieta, que tem como paixões a poesia, a arte, a cultura, a natureza, a espiritualidade e a vida. O meu maior objetivo é evoluir como consciência humana e espiritual, de forma a poder influenciar positivamente o mundo.

O meu nome é Iara Brito, sou barcelense e apaixonada por viagens e desvendar novos locais e culturas. Aprecio a leitura e gosto de observar e aprender sobre o comportamento humano. Como criminóloga, sou uma irremediável questionadora.

Neste espaço que ocupamos no jornal digital “Barcelos na Hora”, seremos as responsáveis pela rubrica “Barcelenses Inspiradores”.

Todas as semanas é apresentado um barcelense de excelência. O propósito desta rubrica é, a partir da história de vida de barcelenses oriundos das mais diversas áreas, inspirar outras pessoas. Porque o outro é um reflexo de nós mesmos. Sejamos um exemplo de abundância, prosperidade, luz e amor e isso irá reverberar no mundo.

Se tiver interesse em participar ou em sugerir alguém inspirador para esta rubrica, escreva para o email: barcelensesinspiradores@outlook.pt.



Paula Costa inicia a sua jornada no mundo do Yoga há cerca de uma década. Quando pisou um tapete de Yoga pela primeira vez, não fazia a mínima ideia de como a jornada iria ser tão transformadora e intensa.

Completa a sua formação em Aeroyoga / Aeropilates 200h Teacher training com Rafael Martínez, criador do método em Madrid. Leciona, desde 2015, em vários espaços e em outubro de 2016 decide dedicar-se à sua paixão e tornar-se proprietária e fundadora do Flow Yoga Studio. A meio do percurso, faz formação em Reiki, Meditação, Yoga, Thai-massage, Meditação dos essénios, entre outros. Todos os dias, ela é grata pelo Yoga na sua vida, como mudou e como a continuará a mudar, uma vez que é uma fonte infinita de aprendizagens.

Tem um profundo respeito por todos os professores extraordinários que conheceu ao longo do seu percurso e muito amor e gratidão pelo suporte, amor e paciência da sua família. A melhor mensagem que deixa aos seus alunos é:

“Não importa o teu aspeto, só me interessa como te sentes…conectado, vivo, feliz, livre…não se trata de te tornares mais forte ou mais flexível, mas sim chegares à aula com coração e uma mente aberta, permitindo que a tua jornada no mundo do Yoga comece…Quem sabe onde esta viagem te irá levar…”

1 – Quem és tu? Conta-nos quem és como só tu te conheces.

Olá, eu sou a Paula, nascida e criada em Barcelos. Neste momento da minha jornada, sou instrutora de Yoga / Aerialyoga/ Aerialpilates. Desde muito nova que o contacto com pessoas me fascinava, não fosse eu do signo gémeos. Trabalhei na área comercial, moda, viagens e estética, até que, finalmente, encontrei o que fez o meu coração vibrar e deu sentido ao meu caminho. Inicio o meu caminho no Yoga já depois de ser mãe de dois lindos seres, já bem perto dos 33 anos…Pensava eu que já tardiamente…Mas como eu me enganei! A partir daí, nunca mais parei. Sempre fui uma pessoa ativa, praticava exercício físico cinco dias por semana no ginásio, com modalidades bem exigentes. E, depois de ter sido diagnosticado um problema congénito no coração, vejo-me obrigada a abrandar o ritmo. E é aí que procuro o Yoga. Confesso que, de início, era só pela parte física, mas depois fui conquistada por esta filosofia de vida que une corpo, mente e espírito. O Yoga passou a ser um modo de vida, indo muito mais além do corpo…E uma forma de nos relacionarmos com nós próprios, com a vida e com a natureza. E desde ser praticante (durante 8 anos) para ser instrutora, nunca mais parei. Fiz a minha formação em Madrid e foi transformador tudo o que conquistei até aqui…Marquei presença em festivais de Yoga, workshops, formações, retiros. E uma ida à televisão para falar do meu trabalho foi dos últimos eventos que muita honra me deu.

2 – O que fazes é uma extensão de quem és?

Completamente. A prática do Yoga não acaba quando terminas a aula e sais do tapete. Ela continua no teu dia a dia. Em quem tu és, em como te respeitas, como lidas com as tuas preocupações, medos e como lidas com o mundo. Tento sempre dar o meu melhor como pessoa, abro o meu coração, só assim faz sentido. Amor e entrega a tudo o que faço é essa a minha missão.

3 – De que forma impactas a vida do próximo?

Essa pergunta não é fácil de responder, deveria ser feita às alunas do meu estúdio. Sinto que, de alguma maneira, a minha entrega, o meu carinho, as toca. E sei que algumas me veem como uma inspiração, pois já mo disseram pessoalmente. Mudando os seus hábitos, adotando uma vida mais saudável, mais ativa, sem dúvida. Ou quando me dizem que, desde que iniciaram as minhas aulas, já dormem melhor, já não têm dores, andam mais calmas, respiram melhor, conseguem ter mais controlo perante situações de stress. Nas redes sociais, os seguidores também me deixam lindas mensagens. Que através dos meus posts e vídeos decidiram iniciar a prática do Yoga e também tirar formação, tanto a nível pessoal para se enriquecerem, como para trabalho. Se eu conseguir tocar alguém ao ponto de saírem de casa, virem praticar, para mim, já valeu a pena. E vem validar o meu caminho, enchendo o meu coração de amor.

4 – Se pudesses ter a atenção do mundo por 5 minutos, o que dirias ou farias?

Diria para o mundo:

Acredita em ti mesmo com todo o teu coração! Nunca deixes de sonhar e vai em frente.

Abraça mais, ajuda mais o próximo sem julgar tanto. Mais “por favor” e “obrigado”.

Cuida mais do teu planeta, sê responsável e mais ecológico e acredita na mudança.

5 – Ao longo da tua vida, quem foram algumas das pessoas que mais te influenciaram?

Sem dúvida, os meus pais, em primeiro lugar, pois deram-me os valores e a educação. Em muitos momentos na minha infância, não entendia algumas regras e “nãos”, mas hoje percebo e agradeço tudo.

O professor Nataniel, da disciplina de Anatomia, que eu achava que ia ser um fracasso e fui das melhores alunas no curso, provando que não existem alunos maus, mas sim professores que não sabem ensinar nem tocar o aluno, levando muitas vezes ao insucesso escolar. Neste caso, o professor Nataniel com o seu amor e entrega ao ensino fez com que eu fosse uma aluna excelente.

O Francisco, um dos meus professores de Yoga, que viu em mim o que eu não via, incentivando-me a ser instrutora de Yoga e fazendo-me acreditar que era possível.

Mais pessoas influenciaram-me, é claro, talvez mais subtilmente, mas também com muito valor, elas sabem quem são!

6 – Atualmente, que figuras de influência tomas como exemplo?

Sou fã da famosa Oprah, devorava os programas dela. Ainda hoje a sigo e sou inspirada pelas suas palavras.

Brené Brown, uma figura que comecei a seguir há pouco tempo, mas que me fascinou logo no primeiro minuto pelos temas que aborda, sobre o incrível e transformador poder da coragem e da vulnerabilidade.

O maravilhoso Professor Hermógenes, grande filósofo, poeta, escritor, professor de Hata Yoga, terapeuta, que já não se encontra entre nós neste plano, que me encantou quando comecei as minhas pesquisas sobre o Yoga. E, quando li isto, fiquei rendida:

“Sorrir, Amar, Perdoar, Compreender, Relaxar…Esses são remédios poderosíssimos, e que não estão à venda nas farmácias. O efeito colateral é a Felicidade.” (Hermógenes)



7 – Diz-nos um barcelense que te inspire e porquê.

Um dos grandes barcelenses que me inspira é um jovem talentoso e maravilhoso que tive o prazer de lidar bem de perto, desde pequenino. Hélder Nunes, um dos melhores jogadores do mundo em hóquei em patins. A sua grandeza como jogador estende-se ao grande ser humano que é. De uma humildade e simplicidade que o distingue e faz com que seja amado por todos aqueles com quem priva.

8 – Como gostarias de ser recordada?

Como a mulher que perseguiu os seus sonhos, que enfrentou os seus medos e que, apesar dos obstáculos que encontrou, os superou e seguiu caminhando em frente. Que irradiava paixão, amor e entusiasmo em tudo o que fazia. A mãe, a amiga, a mulher que deu e fez o melhor que podia, que tentou viver uma vida com sentido. Que tocou os outros com a energia e luz do amor e compaixão, inspirando e motivando-os a conquistar os seus sonhos. Que viajou por todo o mundo, vivendo experiências, conhecendo lugares incríveis e pessoas maravilhosas. Que irradiava positividade, esperança e paz.

Fotos: DR.

Por: Sandra Santos (Poeta e Tradutora) e Iara Brito (Criminóloga)*.

(* A redação do artigo é única e exclusivamente da responsabilidade das autoras)

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